Beijing Daxing International Airport / Zaha Hadid Architects. Image by @seven7panda
Na arquitetura e no urbanismo, os movimentos de aproximação e se afastamento de determinado objeto de estudo, seja na escala do edifício ou da cidade, são corriqueiros e permitem ora visualizar melhor os detalhes, ora ter uma visão mais ampla do todo – ambas essenciais para compreensão do objeto em questão. A mudança do ponto de vista possibilita percepções distintas de um mesmo local: ao nos deslocarmos do nível térreo, ou do observador, ao qual somos habituados a vivenciar no cotidiano, para o ponto de vista aéreo, podemos estabelecer relações que se aproximam das obtidas através plantas de situação, de localização e planos urbanísticos.
Após o fim da Segunda Guerra Mundial e com a clamorosa vitória dos Aliados sobre a Alemanha Nazista, a União Soviética se consolidou como uma das principais potências emergentes junto aos Estados Unidos, ampliando seu limites e expandindo sua influência e domínio sobre um vasto território da Europa Central à Ásia. Ao longo da segunda metade do século XX, em um período marcado por uma vaidosa disputa ideológica contra os EUA, a União Soviética utilizou a arquitetura como uma ferramenta para estabelecer uma aparente uniformidade e concordância sobre um território ocupado extremamente diverso e policromático. Neste contexto, procurava-se combater as especificidades locais em favor da supremacia de uma nova sociedade unificada e homogênea. No entanto, na prática, a arquitetura se mostrou suscetível a adaptações e influências locais—principalmente nos distantes territórios ocupados pela URSS na Ásia Central. Dito isso, este artigo ilustrado com fotografias de Roberto Conte e Stefano Perego procura analisar as especificidades e desdobramentos da arquitetura soviética em um território historicamente excluído das principais narrativas modernas, revelando todas as nuances de seu patrimônio construído e a variedade de tons de suas paisagens urbanas.
Projetada por Rino Levi e Roberto Cerqueira César em 1949 e concluída em 1951, a Residência Olivio Gomes se localiza em São José dos Campos, interior do estado de São Paulo, e é resultado de uma encomenda feita pelo industrial Olivio Gomes, então proprietário da Tecelagem Parahyba. Situada em meio a um parque que reunia algumas estruturas industriais da tecelagem, a residência é envolvida pelo projeto paisagístico de Roberto Burle Marx e conta, ainda, com amplos murais de azulejaria desenvolvidos pelo célebre paisagista e pelo próprio Rino Levi.
Quando Walter Gropius criou sua famosa escola de design e artes em 1919, Bauhaus, ele a criou como um lugar aberto a "qualquer pessoa de boa reputação, independentemente da idade ou do sexo". Um espaço onde não haveria “diferença entre o sexo belo e o sexo forte".
A ideia deflagrava uma sociedade na qual a mulher pedia para entrar em espaços que anteriormente lhe haviam sido vetados. Se a educação artística que as mulheres então recebiam era transmitida dentro da intimidade de suas casas, na escola de Gropius elas foram bem-vindas e seu registro aceito. Tanto que o número de mulheres que se matricularam foi maior que o dos homens.
Carregada de grande carga simbólica, a arquitetura religiosa é conhecida tanta pela monumentalidade de seus edifício quanto pela riqueza de seus espaços interiores. Escala, materialidade e luz são alguns dos principais elementos utilizados por arquitetos e projetistas quando se trata de manipular e criar espaços de contemplação e prece, características espaciais capazes de conduzir os fiéis à uma experiência sagrada através do espaço.
Com a recente conclusão de diversas novas estações e túneis, a expansão do metrô de Atenas e o desenvolvimento do sistema de metrô de Tessalônica, segunda maior cidade da Grécia, estão prestes a serem concluídos. A construção de uma conexão direta entre o aeroporto de Atenas e o porto de Pireu, bem como o desenvolvimento da primeira linha de metrô de Tessalônica estão em andamento, e as imagens do fotógrafo Pygmalion Karatzas mostram as obras dessas grandes infraestruturas.
Em homenagem ao 80º aniversário do arquiteto Ricardo Bofill em dezembro passado, o fotógrafo Sebastian Weiss registrou a icônica Muralla Roja em Calp, Espanha. O projeto habitacional faz referência à arquitetura popular do Mediterrâneo e foi inspirado nos tradicionais casbás. As cores vibrantes das fachadas externas e internas contrastam com o entorno natural.
Coletivos é um projeto desenvolvido pelo fotógrafo e artista brasileiro Cássio Campos Vasconcellos, uma série de fotos aéreas capturadas com um helicóptero. Lançado há aproximadamente cinco anos, o projeto consiste em imagens de grande formato retratando paisagens urbanas caóticas que revelam “situações contraditórias típicas de nossa época”. Com o objetivo de evidenciar o impacto da atividade humana na paisagem natural e urbana, Coletivos é uma espécie de pesquisa visual sobre a sociedade de consumo.
Após superar muitos obstáculos, o tão aguardado parque e espaço de apresentações nova-iorquino está perto de ser concluído. As obras do Pier 55 estão a todo vapor, como mostram algumas fotografias recentes feitas por Paul Clemence (Archi-Photo).
A pandemia do COVID-19 reformulou a vida urbana e também deixou muitas ruas e edifícios vazios à medida que as pessoas praticam o distanciamento social. Da Times Square em Nova Iorque à Place de la Concorde em Paris, fotógrafos estão registrando essas cidades vazias em um momento de tensão no mundo todo. O New York Times publicou recentemente uma matéria intitulada O Grande Vazio, mostrando um novo lado da vida urbana em cidades e espaços públicos de diferentes países. Mais recentemente, cinco fotógrafos foram contratados para registrar Roterdã, nos Países Baixos, durante a pandemia.
Desde os mais renomados institutos de tecnologia da América do Norte a projetos residenciais no Oriente Médio, a ideologia da Bauhaus se espalhou pelo mundo junto com seus principais pensadores, exilados após o fechamento da instituição com a ascensão do nazismo no final dos anos trinta na Alemanha. Sua influência na arquitetura e no design podem ser vistos pelos quatro cantos do mundo, projetos e edifícios construídos são testemunhas do prestígio da escola de Dessau e Weimar. Enquanto a maioria dos projetos em “estilo Bauhaus” apenas reproduz a linguagem universal proposta pela escola, alguns poucos exemplos em particular, combinaram a teoria da Bauhaus com princípios de design local, resultando em uma arquitetura universal entretanto, profundamente enraizada na cultural e no clima específico do lugar onde está inserida.
Este artigo foi desenvolvido através de uma colaboração entre o ArchDaily e a Arieh Sharon Organization. Todas as imagens históricas que ilustram a matéria foram gentilmente cedidas pela Arieh Sharon Org.
São raras as ocasiões em que nos deparamos com um museu ao ar livre. Um destes momentos é o Museu de Belas Artes de Kioto, projetado por Tadao Ando em 1994 e conhecido como Jardim de Belas Artes. Reproduções de obras primas de mestres da pintura foram feitas em diferentes escalas e distintos materiais, posicionadas entre os pilares, vigas e muros de concreto aparente que constroem os espaços do museu, rampas e passarelas de vidro que se projetam por sobre os espelhos d'água e cascatas que marcam a transição entre o museu e o Jardim Botânico de Kioto.
Pancho Gallardo, fotógrafo de arquitetura chileno radicado em Madri, é um dos grandes admiradores da obra do arquiteto japonês, principalmente por causa, segundo ele mesmo nos conta, “o uso do concreto como elemento criador de espaços, texturas, ângulos e sombras que, acima de tudo, em espaços como este, criam uma relação direta com a luz do sol, oferecendo a cada momento novas perspectivas dramáticas e profundas.”
A seguir, visitaremos o Jardim de Belas Artes de Tadao Ando pelas lentes de Pancho Gallardo.
BUILDING 101 - OS 100 ANOS DA BAUHAUS CELEBRAM-SE NAS OFICINAS
Em 2019, a Bauhaus celebra os 100 anos da sua fundação. O programa Building 101 pretende celebrar este aniversário nas Oficinas, através de oito Conversas e uma Masterclass, em torno dos materiais e dos espaços de criação e formação de Lisboa.
Pedra, Madeira, Argila, Cor, Metal, Vidro e Têxteis, as oficinas e matérias que integravam o plano curricular de abertura da Bauhaus, servirão de mote para debater a contemporaneidade e o futuro da união entre os ofícios, as artes e a arquitectura. Cada uma das sessões pretende celebrar o
Victoria Lautman, jornalista de Los Angeles, começou a fazer fotos dos poços subterrâneos indianos há mais de trinta anos, coletando imagens de todo o país. O Museu Fowler da UCLA exibe, até o doa 20 de outubro, cerca de cinquenta fotografias dessas antigas estruturas de captação de água.
Em 1919, a fundação da Bauhaus na Alemanha marca um momento importante na história da arquitetura que desencadeou inúmeros debates relacionados à industrialização e ao design. Esta escola, que mais tarde se tornou um movimento, enfrentou vários momentos de resistência política até que finalmente foi fechada no ano de 1933, durante a ascensão do regime nazista. No entanto, as lições da Bauhaus transcenderam as barreiras espaciais e viajaram o mundo, influenciando a produção arquitetônica das cidades que habitamos.
O artista suíço Paul Klee viveu entre 1879 e 1940 e foi um dos mais proeminentes professores da Bauhaus, tendo estudado profundamente a teoria das cores. Seus vibrantes esboços, que serviram de base para algumas de suas aulas na Bauhaus durante toda a década de 1920, foram disponibilizados gratuitamente on-line depois que o Zentrum Paul Klee publicou quase todas as 3900 páginas de seus cadernos.
Aproveitando as comemorações pelos 100 anos de sua fundação, o Arquicast #72 fala sobre a Escola Bauhaus e a influência que teve na formação de uma geração de arquitetos, além da influência na própria estruturação do ensino de arquitetura e urbanismo nos diversos cursos espalhados por diferentes continentes. Convidamos o arquiteto Caio Dias, do Portal Projetar, e o arquiteto e editor do Archdaily, Romullo Barato, para este bate-papo que, de maneira informal e informativa, percorreu um pouco da história da escola, de seus fundadores e de todo o contexto que sempre influenciou os diferentes momentos vividos pela instituição.
LIONLION lançou o videoclipe de sua última música, Oceans Rise, inspirado na arquitetura da Bauhaus. Coincidindo com o 100º aniversário da influente escola alemã, o vídeo apresenta espaços minimalistas e reduzidos e foi filmado na Casa Pescher, de Richard Neutra.
https://www.archdaily.com.br/br/916310/bauhaus-serve-de-inspiracao-para-o-novo-videoclipe-de-lionlionNiall Patrick Walsh