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Natalia Yunis

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

Clássicos da Arquitetura: Edifício Copelec / Juan Borchers + Jesús Bermejo + Isidro Suárez

Após o terremoto que destruiu Chillán, iniciou-se uma longa etapa de reconstrução, durante a qual a arquitetura moderna invadiu a cidade. O edifício da Cooperativa Elétrica de Chillán (Copelec), localizado na Rua Maipón, é considerado uma das obras mais importantes da época. O edifício foi projetado pelo escritório de Juan Borchers, formado pelos arquitetos Juan Borchers, Jesús Bermejo e Isidro Suárez em 1962. É uma das poucas obras construídas por Borchers (1910-1975) sendo, juntamente com a Casa Meneses, sua obra mais emblemática.

Declarado Patrimônio Histórico em 2007, esta obra é baseada nas abordagens modernistas de Le Corbusier, mas inclui uma contribuição original graças à análise crítica dos arquitetos, resultando em uma obra emblemática da arquitetura moderna chilena. Isso se reflete na forma como o trabalho é construído a partir de elementos arquitetônicos e um delicado cuidado com a espacialidade, contando com o inovador trabalho de luz em seu interior.

© Flicker user: Mo*O.SuRreal © Alejandra Mora © Alejandra Mora © Flicker user: Mo*O.SuRreal + 36

Faça sua reserva e se hospede em seu edifício favorito

Certamente, mais de uma vez você já se pegou olhando fotografias de edifícios famosos e pensando: como seria viver aí? Imagina passar uma noite nas cápsulas da torre Nakagin no Japão, ou desfrutar de um final de semana em uma casa projetada por Shigeru Ban na costa do Sri Lanka.

Alejandro Aravena: 'O desafio da arquitetura é sair da especificidade da resposta e abordar a inespecificidade da pergunta'

Apresentamos uma entrevista exclusiva com o vencedor do prêmio Pritzker 2016, Alejandro Aravena, publicada na edição número 31 da Revista AOA. Foi realizada pelo comitê editorial da Revista AOA -representado por Yves Besançon, Francisca Pulido e Tomás Swett- e acompanhado pelas fotografias de Álvaro González. A generosa disponibilidade e carinho de Aravena permitiu abordar questões profundas sobre seu pensamento e projeção arquitetônica, especialmente da Bienal de Veneza.

Smiljan Radić e seu processo de projeto

Em uma entrevista realizada pela Urban Next, o arquiteto Smiljan Radić conta sobre seu processo de projeto, o papel de suas maquetes de estudo, as experimentações e o valor que as maquetes adquirem por si mesmas. Um trabalho de pesquisa que busca mais uma resolução material e construtiva que uma resolução formal.

Clássicos da Arquitetura: Casa Malaparte / Adalberto Libera

A Casa Malaparte, construída em 1938 pelo arquiteto racionalista Adalberto Libera, em Punta Massullo na Ilha de Capri, Itália, é considerada como um dos melhores exemplos da arquitetura moderna italiana. A casa, um paralelepípedo vermelho com escadas piramidais inversas, implanta-se a 32 metros sobre um penhasco no Golfo de Salerno. Encontra-se completamente isolada da civilização, somente acessível a pé ou de barco.

A casa foi encomendada por Cruzio Malaparte, célebre escritor italiano, cujo caráter excêntrico o levou a apropriar-se completamente do processo criativo de projeto, causando sérios conflitos com Libera. Para Malaparte, a casa deveria refletir seu caráter, um lugar para a escrita solitária e a contemplação; ele descrevia como, "agora vivo em uma ilha, em uma casa austera e melancólica, que foi construída em um penhasco solitário sobre o mar. A imagem do meu anseio".

© Gloria Saravia Ortiz. PhD Arquiteta UPC Barcelona Espanha.  Acadêmica Escola de Arquitetura Pontíficia Universidade Católica do Chile. Levantamento realizado em 2009 baseado na planimetria de Joel Bostick  (Lotus International 1989) e Angelo Broggi (Planimetria 1993-96 Casabella) © Gloria Saravia Ortiz. PhD Arquiteta UPC Barcelona Espanha.  Acadêmica Escola de Arquitetura Pontíficia Universidade Católica do Chile. Levantamento realizado em 2009 baseado na planimetria de Joel Bostick  (Lotus International 1989) e Angelo Broggi (Planimetria 1993-96 Casabella) © Karl Lagerfeld © Flickr User: John Athayde + 15

Clássicos da Arquitetura: Museu Judaico de Berlim / Daniel Libenskind

A forma do projeto nasceu de uma deformação da Estrela de David, expandida em torno do terreno e seu contexto. Isso é estabelecido mediante um processo de conexão de linhas entre distintos lugares de eventos históricos, resultando na estrutura do edifício, uma literal extrusão dessas linhas até formar um edifício em forma de zigue-zague.

O projeto é baseado em duas estruturas lineares que, combinadas, formam o corpo do edifício. A primeira linha está formada por várias torções, enquanto a segunda rompe através de todo o museu. Nas interseções dessas linhas estão os "vazios", espaços que se elevam a 20 metros verticalmente desde o térreo à cobertura e que representam o elemento estrutural do novo edifício e a nova conexão com o edifício antigo.

© Anabella Fernandez Coria © Anabella Fernandez Coria © Anabella Fernandez Coria © Cyrus Penarroyo3 + 27

Como Bjarke Ingels pretende converter uma usina elétrica no parque mais divertido da Dinamarca

Durante o IV Congreso Internacional que a Fundación Arquitectura y Sociedad organiza na cidade de Pamplona, tivemos a oportunidade de conversar com o arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels sobre sua postura frente ao título deste edição do congresso: Arquitetura: Mudança Climática. O fundador do BIG falou da importância das tecnologias limpas e como estas deveriam ser aplicadas na arquitetura. Os novos projetos industriais devem romper os paradigmas tradicionais, questionando-se sobre a concepção típica das usinas de energia que podem, e devem, ser reintegradas às comunidades como espaços limpos. Ingels afirma que as tecnologias limpas não são apenas melhores para o meio ambiene, mas também para as cidades, abrindo novas e emocionantes possibilidades para o espaço público.

Referências essenciais do mundo da arte para a formação de qualquer arquiteto

Quais são suas referências? É uma pergunta que escutamos durante toda a carreira. Imagens de projetos e arquiteturas que admiramos convertem-se no ponto de partida para muitos estudantes e arquitetos no momento de enfrentar um papel em branco. São ferramentas úteis para lidar com novos programas e tipologias, mas, também, podem ser uma faca de dois gumes, cortando a criatividade e criando projetos pouco originais que margeiam o plágio.

Mas, estas referências devem ser sempre do mundo arquitetônico? Estudando outras disciplinas as referências se tornam menos literais e podem se tornar um exercício mais rico e subjetivo. 

Aqui apresentamos uma seleção de artistas cujos trabalhos respondem as mesmas problemáticas que enfrentamos na arquitetura. Atmosfera. Composição. Espaço. Estrutura. Geometria. Luz. Materialidade. Sociedade. E caso você conheça outras referências interessantes para compartilhar, deixe suas contribuições nos comentários ao final. 

Vídeo: Pavilhão da Espanha na Bienal de Veneza 2016 / Imagem Subliminal

Imagem Subliminal nos convida a explorar 'UNFINISHED', o pavilhão espanhol ganhador do Leão de Ouro de Melhor Participação Nacional na Bienal de Veneza de 2016. O jurado destacou a “concisa seleção de arquitetos emergentes, cujo trabalho mostra como a criatividade e o compromisso podem transcender as limitações materiais" de Carlos Quintáns e Iñaqui Carnicero.

Clássicos da Arquitetura: Cap Ducal / Roberto Dávila

O Cap Ducal é um restaurante em Viña del Mar, construído em 1936 pelo arquiteto Roberto Dávila. Situa-se sobre uma pedreira na Av. Marina, nos terrenos do que foi a primeira praia de banho pública de Viña. É o único edifício costeiro convertido em hotel que foi conservado desde os anos 30, evidenciando seu importante legado patrimonial. Como ocorreu em outras cidades latino-americanas, Viña del Mar testemunhou a paulatina integração entre as atividades marítimas e a vida urbana. [1] Durante os anos 30, aconteciam grandes reformas nos usos da cidade de Viña, que se estabeleceu como um dos balneários mais importantes do Chile.

Vista fachada sul Cap Ducal. Imagem via Guía del Veraneante Viña del Mar, praia Miramar. Imagem via Guía del Veraneante Cap Ducal, 1939. Imagem via Revista En Viaje O edifício do Cap Ducal, 1938. Imagem via Revista de Arquitectura + 15

Este bloco inovador aspira a poluição do ar

Atualmente a contaminação do ar em algumas cidades é um grande problema e como consequência, os edifícios que colaboram com a diminuição deste problema estão em alta. Nos últimos anos, no entanto, os projetistas estão indo além de uma simples redução das emissões de um edifício e estão trabalhando com técnicas que contribuam, efetivamente, na eliminação dos poluentes aéreos, através de sistemas como a fachada "fotocatalítica" de Nemesi para o Pavilhão da Itália na Expo Milão 2015 que captura e reage com a contaminação na presença da luz.

Contudo, na maioria dos casos, essas novas tecnologias criadas utilizam produtos químicos que afetam diretamente o ar que entra em contato físico com eles. O que aconteceria se os edifícios tivessem um papel mais ativo na tração dos contaminantes do céu? E se trabalhassem como um aspirador? Essa foi a inspiração por trás do Breathe Brick desenvolvido por Carmen Trudell, professora assistente na Escola de Arquitetura de Cal Poly San Luis Obispo e fundadora da Both Landscape and Architecture.

Pesquisadores da Universidade de Michigan aprimoram painéis solares utilizando a antiga arte japonesa do Kirigami

A energia solar é considerada por muitos como o futuro da eletricidade mundial. Cidades como Houston e Mumbai estão adotando a incorporação de infraestruturas solares em coberturas de edifícios e também em zonas rurais, sistemas que em sua maioria estão padronizados e compostos por painéis fixos dispostos de forma que otimize a absorção do sol nos horários de pico. Somente os painéis mais sofisticados são ajustáveis e acompanham o sol ao longo do dia e, são capazes de absorver a máxima quantidade de luz permitida pela tecnologia, o que significa que metade do painel do edifício perde uma quantidade significativa da energia disponível.

Pesquisadores da Universidade de Michigan desenvolveram um sistema de energia solar que pode absorver a maior quantidade de luz reduzindo ao mesmo tempo a liberação da pegada de carbono proveniente da produção dos próprios painéis. Os resultados são surpreendentemente interessantes: através da utilização da antiga arte japonesa do Kirigami, uma variação do Origami, os pesquisadores foram capazes de aumentar em até 40% a absorção da luz solar em relação aos painéis tradicionais.

Barry Bergdoll e a crescente "fascinação gringa" pela América do Sul

Após a muito bem sucedida exposição Latin America in Construction, Architecture 1955-1980 no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA), tivemos a oportunidade de conversar com o curador Barry Bergdoll durante sua visita ao Chile. Professor de história da arte no departamento de História da Arte e Arqueologia da Columbia University e ex-curador-chefe do departamento de Arquitetura e Desenho do MoMA, Bergdoll se aproximou da disciplina a partir da história cultural e sociologia das profissões, focando na história e problemáticas de exibir a arquitetura.

Na ocasião, Bergdoll nos falou sobre a importância de viajar, enfatizando sua dívida pessoal com a América Latina e reconhecendo-se como parte de uma crescente "fascinação gringa" pela América do Sul. Após sete anos de pesquisa para esta exposição, Bergdoll nos traz um olhar externo ao recente ressurgimento e crescimento do subcontinente e como hoje ele apresenta uma cultura arquitetônica internacionalmente reconhecida. 

Clássicos da Arquitetura: Casa Central da Universidade Técnica Federico Santa María de Valparaíso / José Smith Miller e Josué Smith Solar

Situado na colina Los Placeres entre o eixo Valparaíso e Viña del Mar, na avenida España, a Universidad Técnica Federico Santa María abrange um terreno de 7,4 hectares. Esse imponente conjunto na extremidade do barranco parece projetar-se sobre o mar, sobressaindo da textura urbana como um dos principais marcos da cidade e convertendo-se como uma varanda para o Oceano Pacífico.

Valparaiso Universidad Federico Santa Maria' de UTFSM - Universidad Técnica Federico Santa María , Valparaíso, Chile. CC0. Imagem via Wikimedia Commons Clássicos da Arquitetura: Casa Central da Universidade Técnica Federico Santa María de Valparaíso / José Smith Miller e Josué Smith Solar utfsm. Imagem © Pablo Cabrera CC via Flickr Universidad Técnica Federico Santa María. Imagem © David Vega CC via Flickr + 16

Os melhores tutoriais de softwares para arquitetura

Na prática da arquitetura contemporânea, a proficiência em uma variedade de softwares está se tornando cada vez mais importante. Para quase todos os empregos no campo, já não é suficiente ter uma mente hábil e um lápis; trabalhos diferentes podem requerer diferentes níveis de especialização e diferentes tipos de softwares. Portanto, uma coisa parece universalmente aceita, algum nível de envolvimento com softwares é agora uma exigência.

Embora os softwares tenham aberto uma enorme gama de capacidades para os arquitetos, eles também apresentam um desafio: as universidades têm criado diferentes abordagens para o ensino dos softwares, com algumas aulas e acesso a especialistas enquanto outros preferem ensinar teoria de projeto e esperar que os alunos busquem aperfeiçoar suas habilidades tecnológicas em seu próprio tempo. Recém graduados, portanto, já enfrentam uma de divisão nas habilidades - e isso sem mencionar os muitos, muitos arquitetos que saíram da universidade antes da era AutoCAD, e passaram as últimas décadas acompanhando as novas ferramentas.

A internet tem, portanto, um enorme efeito democratizante nesse sentido, oferecendo tutoriais, muitas vezes gratuitamente, para qualquer pessoa conectada - desde que você saiba onde procurar. É por isso que o ArchDaily Brasil quer a sua ajuda para criar um diretório dos melhores sites de tutoriais de arquitetura. Saiba como ajudar (e veja nossa pequena lista) a seguir.

Espacios de Paz, esperança na Venezuela

Em um recente artigo publicado pelo The Architectural Review com o título de Venezuelan urban acupuncture: Spaces of Peace by PICO Estudio, Nicolás Valencia comenta sobre como uma geração de jovens arquitetos venezuelanos enfrenta os desafios mais práticos da arquitetura em um contexto local tenso e conflituoso.

Todavia, estas condições não impediram o surgimento de novos coletivos que apostam no trabalho participativo e em projetos de caráter social. Este é o caso do "PICO Estudio, um escritório que desde 2014 desenvolve o projeto Espacios de Paz, um ambicioso exercício de acupuntura urbana e desenho participativo em oito cidades venezuelanas". De acordo com Valencia, "durante cinco semanas, vinte coletivos latino-americanos refletem, projetam e constroem equipamentos públicos em bairros afetados pela pobreza, violência e desemprego."

© José Tomás Franco © José Tomás Franco © José Tomás Franco © José Tomás Franco + 5

Alejandro Haiek Coll: "Devemos substituir o papel do especialista pelo do cidadão"

Em um recente artigo publicado pela Architecture Now, Justine Harvey entrevista o arquiteto e artista venezuelano Alejandro Haiek Coll, cofundador do LAB.PRO.FAB e do The Public Machinery, além de professor da Universidad Central de Venezuela. Alejandro é descrito como "um dos jovens urbanistas mais inovadores do momento", dedicando sua carreira a recuperar paisagens inativas, contextos sociais degradados e situações pós-catástrofe. Coll participou de vários projetos em Christchurch, Nova Zelêndia, e no projeto Espacios de Paz na Venezuela, entre outros.

Trabalhando com a ideia de que as cidade estão em constante ameaça e que são organismos que podem ser reprogramados para se adaptar às necessidades e exigências de seus cidadãos, Alejandro propõe iniciativas participativas e comunidades ativas capazes de transformar e melhorar seu entorno construído. Substituindo o papel do arquiteto e urbanista pelo do cidadão, pode-se criar uma força poderosa capaz de replicar experiências e fomentar uma colaboração integradora. O desafio é agora estabelecer novas legislações e novas formas de ação coletiva.

© Ileana Pita, Eduardo Sauce © LABPROFAB © LABPROFAB © LABPROFAB + 5

Arabesque Wall: impressão 3D de uma parede composta por 200 milhões de superfícies

Com 3 metros de altura, 'Arabesque Wall' de Benjamin Dillenburger e Michael Hansmeyer é um objeto de complexidade intimidadora. Feita a partir de impressão 3D ao longo de 4 dias e com um arquivo de 50 Gigabytes, a peça é uma demonstração das incríveis possibilidades formais alcançadas com o desenho algorítimico e impressão 3D.

"A arquitetura deve surpreender, emocionar e irritar", explicam Dillenburger e Hansmeyer. "Tanto em um esforço intelectual e fenomenológico, deve ser abordada não apenas com a mente, mas com todos os sentidos. Deve ser julgada pelas experiências que gera."

© Peter Andrew Desenvolvimento do projeto. Imagem © Hansmeyer / Dillenburger Desenvolvimento do projeto. Imagem © Hansmeyer / Dillenburger © Victoria Fard + 11