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Clássicos da Arquitetura: Museu Judaico de Berlim / Daniel Libenskind

Clássicos da Arquitetura: Museu Judaico de Berlim / Daniel Libenskind
Clássicos da Arquitetura: Museu Judaico de Berlim / Daniel Libenskind, © Anabella Fernandez Coria
© Anabella Fernandez Coria

A forma do projeto nasceu de uma deformação da Estrela de David, expandida em torno do terreno e seu contexto. Isso é estabelecido mediante um processo de conexão de linhas entre distintos lugares de eventos históricos, resultando na estrutura do edifício, uma literal extrusão dessas linhas até formar um edifício em forma de zigue-zague.

O projeto é baseado em duas estruturas lineares que, combinadas, formam o corpo do edifício. A primeira linha está formada por várias torções, enquanto a segunda rompe através de todo o museu. Nas interseções dessas linhas estão os "vazios", espaços que se elevam a 20 metros verticalmente desde o térreo à cobertura e que representam o elemento estrutural do novo edifício e a nova conexão com o edifício antigo.

© Anabella Fernandez Coria © Anabella Fernandez Coria © Anabella Fernandez Coria © Cyrus Penarroyo3 + 27

Embora a extensão de Libeskind aparente como um edifício independente, não existe nenhuma entrada exterior formal ao edifício. Para chegar a ele, é necessário adentrar o Kollegienhaus, o antigo museu barroco situado ao lado. O acesso se dá através de um passeio subterrâneo que conduz à escadaria principal, descendendo três níveis até chegar ao primeiro e maior dos três eixos. O contraste material, formal e ilumínico se voltam imediatamente ao presente, gerando uma forte justaposição física entre o edifício antigo e o novo

Os três eixos representam as experiências dos judeus na Alemanha: continuidade, holocausto e exílio. O primeiro eixo, o "eixo da continuidade", apresenta-se como uma extensão do acesso ao novo edifício conduzindo às salas de exposições. Dele, nasce o "eixo do holocausto", um passeio sem saída no qual o solo inclina-se até o teto culminando na "Torre do Holocausto". Um espaço vazio de concreto de 24 metros de altura cuja única iluminação é a luz natural que entra por uma pequena fresta no teto. Finalmente, há o "eixo do exílio", que oferece um ponto de escape até o exterior, conectando o museu ao "Jardim do Exílio", um grande quadrado composto por 49 pilares de seção quadrada dispostos em uma quadrícula. Os pilares são compostos de concreto e ocos, preenchidos com terra de Berlim (com exceção do central, que contêm terra de Jerusalém) e coroados com vegetação.

© Anabella Fernandez Coria
© Anabella Fernandez Coria

A escadaria que emerge do "eixo de continuidade", até a coleção permanente, desenvolve-se de forma linear seguindo a fachada do edifício, outorgando nos descansos acesso aos diferentes níveis do museu. Essa escada apresenta-se como um jogo de escalas e luzes, conduzindo o visitante através de espaços estreitos e obscuros até espaços amplos e luminosos. As vigas que a acompanham estão dispostas em distintas direções, com uma aparência desconstrutivista, mas em realidade são funcionais e servem de contraventamento da estrutura.

© Anabella Fernandez Coria
© Anabella Fernandez Coria

Seis "vazios" correm verticalmente através do edifício. Suas paredes são de concreto e, assim como a "Torre do Holocausto", não contam com calefação ou condicionamento de ar e, em grande parte, não têm luz artificial. Evidenciam-se como elementos independentes do restante do edifício. Somente pode-se acessar fisicamente o último dos "vazios", o "Vazio da Memória", onde se encontra a instalação Shalechet de Menashe Kadishman. Esta obra está composta por milhares de rostos de barro que emitem um ruído quando as pessoas passam sobre, criando um assustador eco através do vazio. Ao interior do edifício, as paredes de exposição que estão compartilhados com os vazios são pintadas de preto.

© Anabella Fernandez Coria
© Anabella Fernandez Coria

O edifício é revestido em zinco, um material que tem uma larga tradição na história arquitetônica berlinense. O zinco não tratado muda de cor e oxida-se com a exposição à luz e às intempéries, criando mudanças na fachada através dos anos. Na fachada destacam-se também as janelas em tiras que parecem cortar o edifício através dos painéis de zinco, inundando o interior com lampejos de luz em todas as direções. O posicionamento das janelas, precisamente as estreitas fendas, segue uma matriz precisa. Durante o processo de projeto, Libeskind traçou as direções de cidadãos judeus e alemães de destaque em um mapa de Berlim anterior à Guerra, e uniu os pontos para formar uma "matriz irracional e invisível", em que baseia a linguagem  formal e a geometria do edifício.

© Diego Fredes
© Diego Fredes
  • Arquiteto

  • Localização

    Lindenstraße 9, 10969 Berlim, Alemanha
  • Arquitetos Responsáveis

    Matthias Reese, Jan Dinnebier, Stefan Blach
  • Equipe de Projeto

    Tarla MacGabhann, Noel McCauley, Claudia Reisenberger, Eric j. Schall
  • Engenharia Estrutural

    GSE Tragwerkplaner
  • Arquiteto Paisagista

    Müller, Knippschild, Wehberg
  • Fachada

    Werner & Sohn
  • Esquadrias

    Trube & Kings
  • Área

    0.0 m2
  • Ano do Projeto

    1999
  • Fotografias

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Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato.
Sobre este escritório
Daniel Libenskind
Escritório
Cita: Yunis, Natalia. "Clássicos da Arquitetura: Museu Judaico de Berlim / Daniel Libenskind" [Clásicos de Arquitectura: Museo Judío, Berlín / Daniel Libenskind] 09 Nov 2016. ArchDaily Brasil. (Trad. Souza, Eduardo) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/799056/classicos-da-arquitetura-museu-judaico-de-berlim-daniel-libenskind> ISSN 0719-8906