A madeira é um dos materiais construtivos mais antigos usados na arquitetura. Versátil, pode ser empregada em soluções estruturais, revestimentos, divisórias, encaixes e, com muita frequência, no mobiliário. Outra qualidade do material é seu apelo em relação à sustentabilidade - se bem manejada durante o plantio e processos de corte e tratamento, pode ser considerado um bem renovável e de baixa emissão de carbono, agregando valor ao edifício concluído.
Os pisos de taco de madeira, ou simplesmente pisos de taco, são feitos a partir do conjunto de peças retangulares de madeira maciça, que podem ser instaladas seguindo padrões gráficos em diagonal, espinha de peixe, xadrez, entre outros. Os diferentes desenhos, somados aos variados padrões de textura e cores das peças, abrem caminho para inumeráveis arranjos compositivos a partir da aplicação e repetição de unidades de mesma dimensão.
O ano é 1985, você está arrumando sua maleta para ir ao escritório onde fica sentado atrás de uma prancheta para desenhar. Avance para 2020, e você estará tendo uma teleconferência com toda a equipe em um café do outro lado da rua. Relativamente, pouco mudou; o trabalho ainda deve ser concluído até o final do dia, apenas com um cenário diferente.
Atualmente, os funcionários procuram algo mais do que apenas um emprego atrás de uma mesa. Eles querem trabalhar em um espaço dinâmico e inspirador que agregue valor ao seu conhecimento e promova o seu bem-estar físico e mental. Mas esse não era o caso um século atrás. Veja como os escritórios evoluíram ao longo dos anos e o que podemos esperar do futuro.
Embora a multidisciplinaridade seja uma das mais interessantes virtudes da formação dos arquitetos e urbanistas, ela pode se confundir com certa imprecisão e desvios a respeito da apreensão das possibilidades práticas da profissão quando interpretada de forma genérica. Vez ou outra, é importante reiterar as particularidades do grande leque que a palavra "projeto" supõe ao campo, já que são elas que produzem tipos de conhecimento específicos e nichos que podem e devem ser ocupados pelos arquitetos.
A pandemia COVID-19 tem sido gerida de forma diferente pelos países. No caso do Brasil, alguns estados e municípios impuseram restrições na liberdade de circulação. Tais medidas levaram a uma forte quebra na atividade econômica e nos volumes de tráfego de veículos e pessoas nas cidades. O Google divulgou dados sobre a alteração nos padrões de mobilidade e, para o caso brasileiro, há diferenças marcantes.
https://www.archdaily.com.br/br/937338/mobilidade-urbana-em-tempos-de-pandemiaMarcos Paulo Schlickmann
Postales de Cuarentena (ou, Postais de Quarentena) é um projeto de ilustrações de Alvaro Palma e Álvaro Bernis inspirado em cartões postais turísticos que questiona o desejo de compartilhar essa experiência - algo que passa na cabeça de muitos neste período de isolamento social em função do COVID-19.
O movimento smart ganhou força e gerou agitação na última década, mas apesar de todo o hype, o que é uma cidade inteligente? Os princípios por trás de sua definição, e objetivos soltos têm sido bastante inconsistentes. Enquanto alguns afirmam que o sistema deve ser baseado na digitalização de todos os aspectos urbanos, outros argumentam que o aumento na coleta de dados pessoais é o único método para melhorar o estilo de vida urbana. Para uma pessoa, o mundo digital pode ser o paraíso na Terra, já para a outra, tecnofóbica, praticamente o dia do juízo final. Além da mera definição dessas cidades, qual o papel dos arquitetos e pesquisadores na criação desse cenário futurista, ainda pouco identificado? Assim como Corbusier definiu a casa como uma máquina para morar, é hora de redefinirmos como nossos edifícios podem abandonar o exterior passivo, e se tornarem verdadeiras máquinas de trabalho, como sempre deveriam ter sido.
Uma das técnicas construtivas mais difundidas no Brasil certamente é a alvenaria. O tijolo, elemento que pode compor estrutura e fechamentos nos projetos, é um material expressivo e de fácil emprego graças a sua forma de produção e disponibilidade de mão de obra em qualquer região do território nacional.
O lobby, conhecido também como vestíbulo ou hall, é um espaço projetado para a recepção que se localiza de forma contínua em relação ao acesso de um edifício residencial ou uma casa individual, oficializando a área de transição entre o entorno urbano público e o programa privado.
Ele costuma estar localizado nos térreos dos edifícios, em vínculo direto com a rua, definindo-se como a "face visível" do projeto para o exterior. Por conta disso, suas características, seu desenho, sua estética, e todos aqueles elementos que o compõem são de grande relevância. Sua função é relativamente flexível, podendo ser utilizado como lugar de reunião, recepção ou espera.
Cortesia de Anush Aleksanyan, Edvard Budnikov, Rastsislau Piakhouski
A nova arquitetura bielorrussa é um reflexo da complexidade histórico-cultural de um país com um passado tão árduo quando diverso. Antiga República Socialista Soviética, a Bielorrússia é um país marcado por uma forte heterogeneidade cultural, especificidades que refletem a pluralidade de seus seis voblasts, ou províncias, e que finalmente caracterizam o ambiente construído diverso deste país. Desde a declaração de soberania do Estado Bielorrússo em 1990, as principais cidades do país passaram a receber um contingente populacional vindo do campo à um ritmo sem precedentes, e atualmente, as dez maiores cidades do país abrigam praticamente dois terços da população bielorrussa.
A chave para projetar ou recuperar com sucesso os espaços públicos de uma cidade é criar estratégias que favoreçam seu uso e os capacitem como ponto de encontro. Independentemente da escala, entre alguns dos aspectos mais importantes estão: o desenho informado pelas necessidades das pessoas; a consideração da escala humana; e uma mistura de usos que permita multifuncionalidade e flexibilidade e proporcione conforto e segurança.
Para lhe inspirar a projetar lugares de encontro e lazer, de praças a parques, de mirantes a playgrounds infantis, reunimos a seguir 100 espaços públicos de todas as escalas.
Seja por uma necessidade de adaptação ao terreno ou qualquer outro fator que leve à verticalização de um edifício, a presença de diferentes níveis requer soluções que os conectem. As escadas cumprem a função de interligar os diferentes pavimentos e desenvolver os fluxos de uma edificação por meio de uma grande variedade de conformações, desenhos e materiais. Quando são feitas de madeira, as diferentes espécies proporcionam ainda uma abundância de cores e texturas que contribuem para dar um aspecto singular a este componente em cada projeto.
De Wuhan a Nova Iorque, o epicentro do coronavírus está se deslocando para o ocidente e deixando um número impressionante de vítimas fatais. Lemos sobre relatórios alarmantes, notícias contraditórias e lembramos todos os dias que vivemos em tempos sem precedentes e difíceis. Uma boa notícia, no entanto: as emissões nas cidades estão diminuindo e a natureza segue seu curso regenerativo. Mas quanto tempo isso vai durar?
Funcionalidade, boa ventilação, iluminação confortável e acesso a vistas externas são algumas das importantes características necessárias para o conforto humano em um espaço habitado ou ocupado. No entanto, esses elementos estão se tornando cada vez mais difíceis com habitações e construções urbanas menores. Arquitetos e indivíduos, portanto, recorrem a soluções de design para criar configurações mais agradáveis e personalizadas.
Uma solução para abrir e ampliar espaços é reduzir a quantidade de divisórias ou paredes sólidas e substituí-las por meios alternativos de separação espacial.
A arquitetura moderna nos ensinou um conjunto de lições que são apropriadas até os dias de hoje. Por esse viés, um dos cânones empregados neste movimento foi o uso de extensos panos de vidro sobre as fachadas, como elemento diluidor dos limites visuais entre interior e exterior. Assim, o que anteriormente baseava-se no mistério e resguardo, deu lugar a verdadeiros cubos envidraçados que revelavam a vida interior, a exemplo do Pavilhão de Barcelona e Casa Farnsworth de Mies Van Der Rohe, e Casa de Vidro de Lina Bo Bardi. No entanto, na contemporaneidade, com o boom causado pelas redes sociais, o espírito do voyeurismo parece despertar o desejo em observar a vida do outro e a arquitetura parece reinterpretar essa prática através de singelos detalhes projetuais, utilizando a transparência como elemento fundamental.
O que é mais masculino: um estádio ou uma enfermaria? Hannah Rozenberg, arquiteta recém graduada no Royal College of Art (Londres), afirma ser o primeiro e apresenta um algoritmo para comprovar sua opinião.
Tallwood house – Canadá.” Crédito: Cortesia de naturallywood.com
O setor da construção civil é um dos que mais contribuem para a questão das mudanças climáticas, exaustão dos recursos naturais e geração de resíduos. Nessa ótica, é necessário que a forma de pensar as cidades, as edificações e seus diversos elementos sofra alterações. Para isso, é preciso que se mude a forma de pensamento linear para um modelo circular, em que se aumente a eficiência do uso de recursos e diminua a geração de resíduos e poluentes, tornando a cidade e suas construções mais inclusivas, socialmente mais justas e sustentáveis.
A pandemia do COVID-19 caracteriza-se pela abrangência territorial de seu contágio. Não se trata de uma epidemia restrita a um local específico. O contágio ocorre por meio de uma rápida proliferação que se aproveita do mundo urbanizado em que vivemos. O vírus espalha-se pelas aglomerações nos espaços públicos e nos equipamentos privados de serviços, pelos terminais e estações de transporte, pelos assentamentos precários sem saneamento e, em última instância, pelo intenso fluxo nacional e internacional de pessoas e mercadorias que ocorre na rede de cidades que caracteriza o mundo urbano. A rede de aeroportos foi a grande entrada do vírus pelo mundo. Mas, a rede de trabalhadores informais que percorre as ruas da cidade entregando mercadorias em meio à pandemia e que não deixa o comércio parar parece ser uma das faces mais frágeis desse risco. Mas, se a vida urbana facilitou o contágio, alguns padrões de urbanização também podem ajudar a combatê-lo.
Abordando o problema da saúde na África e outros países, o escritório MASS ajudou a definir estratégias de projeto para mitigar e reduzir questões médicas críticas. Com alguns projetos operacionais e outros em andamento, estas instalações ajudam a combater uma ampla gama de doenças.
Conhecida por ser um material versátil, resistente, barato e longevo, a pedra vem sendo há muito tempo utilizada em sistemas construtivos tradicionais de diversas partes do mundo. Sua praticidade, neutralidade e disponibilidade em determinadas regiões são fatores diretamente relacionados a tais características e que, combinados ao seu apelo estético, influenciam no uso deste material em projetos arquitetônicos contemporâneos.
Assim como os elementos arquitetônicos que compõe e conformam o espaço construído – piso, paredes e teto, os elementos vegetais também são capazes de conformar espaços livres em áreas de grande, média e pequena escala, de parques a jardins residenciais, atuando como estruturadores espaciais. Segundo Benedito Abbud, “O paisagismo é a única expressão artística em que participam os cinco sentidos do ser humano. Enquanto a arquitetura, a pintura, a escultura e as demais artes plásticas usam e abusam apenas da visão, o paisagismo envolve também o olfato, a audição, o paladar e o tato, o que proporciona uma rica vivência sensorial, ao somar as mais diversas e completas experiências perceptivas. Quanto mais um jardim consegue aguçar todos os sentidos, melhor cumpre seu papel”. [1]
De maneira prática, faremos alguns posts mostrando a conceituação e utilização dos componentes vegetais – árvores, arbustos, grama e forrações nos espaços livres. Neste artigo abordaremos os planos, maciços vegetais e a disposição de árvores.
A humanidade está enfrentando um novo desafio coletivo sem precedentes. O isolamento, impulsionado pela auto-quarentena, por um período desconhecido. É um experimento social sem resultado previsível, porém uma constante na equação é a arquitetura.
Com mais da metade da população mundial habitando em cidades ou áreas densamente povoadas, atualmente bilhões de pessoas residem em pequenos espaços, separadas uns dos outros por tijolos, concreto e aço. O experimento de habitação social dos anos 50 e 60 originou uma nova tipologia arquitetônica, composta pela construção social subjacente, impulsionada pelo capitalismo, que nos orientava a cuidar de nossos próprios negócios. De alguma forma, durante a era dos arranha-céus, a ideia de isolamento se transformou em um símbolo de status, já que coberturas particulares, acessadas por elevadores privativos, hoje flutuam sobre as ruas da cidade.
Luanda, Angola. Imagem de mbrand85, via Shutterstock
Este artigo é um exercício de observação e análise das diferentes formas de ocupação e uso do solo em tecidos urbanos informais ou autoproduzidos nos arredores de Luanda, e sua relação com o centro urbano consolidado da capital angolana.
Casas estreitas nos canais de Amsterdã. Foto de Vlad Hilitanu, via Unsplash
A capacidade das legislações urbanas em alcançar resultados completamente diferentes daqueles previstos é notória. Como é de costume, as diversas experiências frustradas registradas em cidades pelo mundo não são suficientes para impedir que novas leis e regulações sejam postas em prática.