O deslocamento implica incerteza, desenraizamento e instabilidade, além da perda da comunidade, privacidade e orientação física e emocional. Atender a essas necessidades por meio de respostas arquitetônicas adequadas pode ajudar as comunidades de refugiados a recuperar o bem-estar social, econômico e ambiental. Neste contexto, as cozinhas comunitárias são projetadas para ajudar a gerar um sentimento de pertencimento e "normalidade" na vida doméstica de seus usuários.
https://www.archdaily.com.br/br/966291/cozinhas-comunitarias-o-desafio-de-criar-raizes-em-comunidades-de-refugiadosClara Ott
Os Emirados Árabes Unidos ganharam o Leão de Ouro de Melhor Participação Nacional na Bienal de Veneza de 2021 por sua contribuição intitulada Wetland, com curadoria de Wael Al Awar e Kenichi Teramoto. Selecionada por um júri formado por Kazuyo Sejima (presidente do júri, do Japão), Sandra Barclay (Peru), Lamia Joreige (Líbano), Lesley Lokko (Gana-Escócia) e Luca Molinari (Itália), a contribuição vencedora da 17ª Arquitetura de Veneza Biennale explora a geografia local dos Emirados Árabes Unidos para encontrar alternativas ao cimento, um dos principais emissores de dióxido de carbono do mundo.
Embora as leis que abordam as deficiências tenham sido postas em prática décadas atrás, os arquitetos ainda lutam com os requisitos e aperfeiçoamentos necessários. Um artigo recente do CityLab explorou como o aumento da velocidade e da eficiência nas cidades negligenciou a acessibilidade em bairros adensados. E, embora a "cidade de 15 minutos", cuja ideia central é que a população possa acessar serviços essenciais em um raio de 15 minutos de caminhada, possa parecer o futuro dos ambientes construídos, ela não atende à pessoas com deficiência ou seus movimentos.
No ano de 1970, o escritor Alvin Toffler fez o seguinte alerta: “nas três breves décadas entre o agora e o século XXI, milhões de pessoas comuns, psicologicamente normais, enfrentarão uma colisão abrupta com o futuro”. No livro Choque do Futuro, Toffler descreve uma condição de mal-estar, uma sensação de estresse e desorientação que acometeria os indivíduos em uma sociedade destinada a mudar cada vez mais rápido.
Nada representa melhor essa mudança do que o habitat que o ser humano criou para si. A geração anterior a Toffler conheceu um mundo eminentemente rural, do ser humano preso à terra, nascendo e morrendo em sua comunidade. A geração que está por nascer receberá um mundo já urbanizado, hiperconectado e marcado por uma condição de mobilidade extrema entre cidades e países. Nós, que vivemos hoje, temos o privilégio e a responsabilidade de observar o fenômeno urbano mudando a face do planeta.
A Galeria da Cidade recebe a exposição Artacho Jurado no Desenho da Cidade, sobre o arquiteto autodidata que projetou e construiu marcos da São Paulo moderna como o edifício Bretagne, Cinderela, Louvre, entre outros. A abertura para o público ocorre no dia 4 de setembro, sábado, data que celebra os 114 anos de seu nascimento.
Avesso aos códigos rígidos do modernismo corrente na época, Jurado desenvolveu um estilo próprio, com detalhes requintados e muitas cores, além de uma generosidade dos espaços e dos programas, abrindo quase sempre o térreo de seus edifícios para a cidade. Graças à sua linguagem extrovertida, foi comparado, pelo crítico Décio Pignatari, ao arquiteto catalão Antoni Gaudí.
https://www.archdaily.com.br/br/967348/escola-da-cidade-recebe-exposicao-sobre-artacho-juradoEquipe ArchDaily Brasil
O recente agravamento das mudanças climáticas e os decorrentes desastres naturais que cada dia mais frequentemente assolam o nosso planeta, juntamente com a contínua exploração predatória dos recursos naturais e os poucos esforços que têm sido feitos para diminuir a emissão de gases do efeito estufa, levantam uma preocupação crescente sobre o futuro da vida nas cidades. Para além de todos os esforços necessários para minimizarmos o agravamento das mudanças climáticas em curso, se faz iminente que comecemos a pensar e desenvolver estratégias que nos permitam preparar nossas cidades para os inevitáveis desafios que estão chegando, como aumento dos níveis das marés e das inundações por um lado, e a seca e o calor extremo de outro. Pensando nisso, o artigo a seguir nos convida a pensar e refletir como poderíamos construir cidades mais resilientes, permitindo que as mesmas se adaptem e se transformem em resposta aos desafios do futuro.
O fotógrafo de arquitetura Paul Clemence compartilhou conosco uma série de imagens mostrando a construção incompleta do Museu da Imagem e do Som (MIS) do Rio de Janeiro, projetado por Diller Scofidio + Renfro. O projeto começou a ser construído em 2014, mas foi totalmente suspenso em 2016. Intocado desde então, um anúncio recente do governador Cláudio Castro prometeu a retomada das obras, com previsão de inauguração ao público no início de 2023.
Em maio, a aec + tech organizou um evento no Clubhouse discutindo como os arquitetos estão aplicando o design generativo em escritórios de arquitetura hoje e no futuro. Cinco palestrantes convidados de renomadas empresas de arquitetura e tecnologia — Zaha Hadid Architects, BIG, Outer Labs, 7fold e RK Architects — participaram da sessão para compartilhar suas experiências e percepções.
Estamos próximos de viver em um mundo wireless, mas enquanto isso não acontece, alternativas para que os fios não gerem uma aparência de desordem e acumulem sujeira é o desejo de muitas pessoas. Sendo assim, elencamos algumas dicas para aqueles que pretendem esconder a fiação elétrica da televisão, e de todos os aparelhos que normalmente a acompanham, para manter um ambiente mais agradável.
https://www.archdaily.com.br/br/966630/como-esconder-os-fios-da-televisaoEquipe ArchDaily Brasil
A arte de construir um abrigo feito com blocos de gelo é passada de pai para filho entre os inuítes, povos nativos que habitam as regiões mais ao norte do planeta. A planta circular, o túnel de entrada, a saída de ar e os blocos de gelo conformam uma estrutura onde o calor gerado no interior derrete uma camada superficial da neve e veda as frestas, melhorando o isolamento térmico de gelo. Em uma tempestade, um iglu pode ser a diferença entre vida e morte e talvez este seja o exemplo mais icônico e radical do que significa construir com materiais locais, poucas ferramentas e muito conhecimento. Neste caso, o gelo é tudo o que se tem.
Aproveitar os recursos abundantes e a mão de obra local são conceitos chaves para arquiteturas sustentáveis, que muitas vezes são esquecidos em detrimento de soluções replicadas de outros contextos. Com as novas demandas e tecnologias, a globalização dos materiais de construção e das técnicas construtivas, ainda há espaço para os materiais locais? Mais especificamente em relação às construções impressas em 3D, estamos fadados a erigi-las somente em concreto?
Planejar e implementar projetos para priorizar os deslocamentos ativos deve ser prioridade nas cidades brasileiras, desde 2012, de acordo com a Política Nacional de Mobilidade Urbana. O deslocamento a pé é o transporte mais expressivo na vida urbana, representando 39% dos deslocamentos diários nas cidades brasileiras; além disso, cidades mais caminháveis são mais sustentáveis, resilientes, saudáveis, sociáveis e democráticas.
Nesse sentido, o Prêmio Cidade Caminhável, realizado pelo SampaPé! com apoio do ITDP Brasil e Walk 21, buscou conhecer e reconhecer os projetos e iniciativas que o poder público realizou nos últimos anos no caminho da priorização do caminhar. Sua primeira edição teve 28 projetos válidos inscritos, de 16 cidades diferentes, de 10 estados e do DF, tendo inscritos de todas as regiões do país, menos do norte. Todos os projetos, estão em um mapa de iniciativas públicas para caminhabilidade disponíveis no site do Prêmio, para que inspirem mais projetos.
https://www.archdaily.com.br/br/966461/fortaleza-caruaru-e-conde-vencem-o-primeiro-premio-cidade-caminhavelEquipe ArchDaily Brasil
Fábrica abandonada de automóveis Packard, em Detroit. Imagem: Albert Duce
Ruínas de construções elegantes ilustram de forma eloquente o pior que pode acontecer a uma cidade após o fim de um ciclo econômico. As famílias abastadas não têm mais dinheiro para manter seus casarões, e mesmo os edifícios da classe média são parcialmente abandonados quando seus donos, desempregados ou em dificuldades, mudam-se em busca de oportunidades noutros lugares.
Desocupado, sem uso, o patrimônio degrada-se lentamente. A história das cidades está repleta de exemplos, em todas as épocas e continentes: Roma ao fim da Antiguidade clássica, Veneza no início da Idade Moderna, Paraty após a mudança na Rota do Ouro, Detroit nos dias de hoje.
MAD Architects revelou sua proposta de projeto para o Museu de Ciência e Tecnologia de Hainan, na China. Previsto para começar no final de agosto de 2021 e ser concluído e inaugurado em 2024, o Museu de Ciência e Tecnologia de Hainan é o segundo grande projeto público da empresa em Hainan, depois do Cloudscape, inaugurado em abril de 2021. Unindo natureza e tecnologia, o projeto, localizado na costa oeste da cidade, se tornará um “importante local de ciência e uma grande atração turística para o porto de livre comércio de Hainan”.
Plaza Marostica, Véneto, Italia. Imagen de leoks. Image vía Shutterstock
Você já se perguntou por que os tabuleiros de xadrez estão presentes em tantos parques, praças e outros espaços públicos, ou que papel o jogo desempenha no espaço? A realidade é que, ao longo do tempo, tanto os esportes quanto os jogos contribuíram para reduzir a ansiedade e melhorar a saúde mental da população. O xadrez é um dos jogos mais antigos que, com seu caráter intelectual e cultural, permite que qualquer pessoa em qualquer parte do mundo possa jogá-lo, independentemente das barreiras que língua, idade, sexo, habilidade física ou classe social possam impor.
O arquiteto carrega uma enorme responsabilidade ao projetar uma edificação, uma vez que influenciamos no seu estado de espírito através do conforto que a edificação proporciona. E, no caso de um incêndio, a edificação deve estar devidamente preparada para evitar danos aos ocupantes e ao patrimônio. A forma como o incêndio irá evoluir, após se iniciar, dependerá em grande parte dos materiais que constituem a edificação e como a mesma foi projetada. É por isso que há tantas diretrizes que devem ser seguidas durante as etapas projetuais. Mas, além das legislações contra incêndio, há outras como a de conforto térmico, acústica e acessibilidade. Ao especificar um material ou produto para uma parte da edificação, o projetista deve estar muito atento se ele atende às mais distintas demandas, muitas vezes simultaneamente. Um exemplo de material é o dos Painel de metal isolado (Insulated metal panel - IMPs), que apresenta propriedades térmicas superiores, diversas possibilidades de aparência e boa resistência ao fogo.
O Arquicast compartilhou conosco uma recente entrevista com uma das arquitetas brasileiras mais importantes da sua geração e cujo trabalho exemplifica muito bem a diversidade de responsabilidades que os arquitetos e arquitetas podem assumir na sua contribuição para a sociedade. Maria Josefina de Vasconcellos, mais conhecida como Jô Vasconcellos, traz um pouco da sua história e seus planos para o futuro.
A Bienal de Arquitetura de Chicago revelou o calendário para o programa de eventos, palestras, workshops e performances deste ano, explorando como a arquitetura molda comunidades e cidades. Intitulada The Available City, esta edição tem como objetivo destacar o potencial das áreas urbanas vagas como espaços comunitários. O evento estreia em 17 de setembro em 12 localidades da cidade e apresenta 16 intervenções que ativam terrenos não utilizados. Os projetos são complementados por uma programação externa e presencial, além de eventos digitais que começam no dia 17 de agosto.
Há cerca de um ano, a palavra bem-estar tinha um efeito diferente do que hoje. A pandemia da Covid 19 cristalizou a necessidade que todos temos de saúde mental e física, e tivemos de parar para refletir sobre nosso ritmo de vida e o impacto da tecnologia e de tudo que nos cerca nas nossas vidas.
Designers e arquitetos estão olhando para o amanhã precisando pensar em como criar ambientes seguros, funcionais e confortáveis. De plantas baixas mais abertas a materiais que ajudam a mitigar a propagação de doenças, os profissionais estão olhando para o futuro considerando o que nos dá espaço para respirar e viver juntos.