Nossas cidades não são projetadas para pessoas com deficiência

Nossas cidades não são projetadas para pessoas com deficiência

Embora as leis que abordam as deficiências tenham sido postas em prática décadas atrás, os arquitetos ainda lutam com os requisitos e aperfeiçoamentos necessários. Um artigo recente do CityLab explorou como o aumento da velocidade e da eficiência nas cidades negligenciou a acessibilidade em bairros adensados. E, embora a "cidade de 15 minutos", cuja ideia central é que a população possa acessar serviços essenciais em um raio de 15 minutos de caminhada, possa parecer o futuro dos ambientes construídos, ela não atende à pessoas com deficiência ou seus movimentos.

© Aitor OrtizCortesia de Ciclo Vivovia Shutterstock© Arup+ 4

O artigo explora como os planejadores urbanos estão projetando suas cidades de acordo com o tempo, e não com suas funções ou necessidades. Mas o que parecem deixar para trás é que o tempo é diferente para cada indivíduo e não deve ser tomado como uma referência universal. "Se você é uma pessoa que dirige para o trabalho, gastar cinco ou 10 minutos extras preso no trânsito é motivo para os departamentos de transporte gastarem bilhões no alargamento de estradas. Mas se você confiar no transporte coletivo acessível, sua janela pode aumentar em uma ou mais horas tanto na ida quanto na volta, e isso é normal ".

Cortesia de Ciclo Vivo
Cortesia de Ciclo Vivo

Anna Zivarts do CityLab, que também é diretora da Disability Mobility Initiative, entrevistou residentes da cidade que não podem dirigir. Os entrevistados compartilharam quantas vezes eles têm que tomar decisões difíceis entre pagar mais para morar mais perto dos serviços ou morar em lugares que eles poderiam pagar mais facilmente, mas exige que eles dependam da família e dos amigos ou de caridade para transporte. E como nem todas as pessoas com deficiência podem viver em cidades bem equipadas e com facilidades, elas precisam sacrificar seu conforto pela estabilidade financeira.

Na pesquisa de Zivarts, duas prioridades emergiram: primeiro, o acesso ao transporte público em rota fixa deve ser uma prioridade para aqueles com deficiência de mobilidade, não apenas em cidades densas e caras, mas em todas as cidades, bairros e subúrbios em todo o mundo. E, segundo, construir uma infraestrutura segura e acessível para pedestres que permita conexões seguras com o trânsito. A falta de rampas nas calçadas ou semáforos acessíveis para pedestres torna quase impossível que pessoas com deficiência trafeguem ao mesmo tempo ou com a eficiência de um cidadão fisicamente apto.

© Aitor Ortiz
© Aitor Ortiz

A mobilidade urbana é um tema amplamente debatido. Em todo o mundo, as cidades estão desenvolvendo padrões de projetos inclusivos e acessíveis para acomodar melhor as pessoas com deficiência em espaços públicos. No entanto, a maioria dos países falhou em tornar a acessibilidade uma necessidade, considerando-a como uma questão periférica do projeto. Na palestra do editor com o tema Acessibilidade, editores do ArchDaily Brasil compartilharam suas ideias sobre o que eles entendem como acessibilidade e se é possível criar uma arquitetura neutra.

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Sobre este autor
Cita: Stouhi, Dima. "Nossas cidades não são projetadas para pessoas com deficiência" ["Our Cities are not Designed for the Disabled" According to CityLab] 29 Ago 2021. ArchDaily Brasil. (Trad. Martino, Giovana) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/966255/nossas-cidades-nao-sao-projetadas-para-pessoas-com-deficiencia> ISSN 0719-8906

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