Giovana é arquiteta e urbanista formada pela Unicamp em 2017. Além do Archdaily, Giovana também trabalha como arquiteta na assessoria técnica Usina CTAH.
Uma das maiores dificuldades quando estamos estudando é entender a aplicação dos conceitos que nos são apresentados. No ensino de estruturas é comum usarmos símbolos e abstrações para compreender as forças envolvidas em cada estrutura e como elas trabalham. Outro grande desafio é traduzir essa informação para algo tangível, isto é, os elementos construtivos.
O engenheiro Matheus Borges tem trabalhado em ilustrações em seu Instagram que nos ajudam a decodificar essas informações. Veja a seguir o que são e como se comportam os tipos de apoios.
Sérgio Ferro é um arquiteto, artista, historiador e crítico de arquitetura brasileiro que, devido à sua atuação política durante a ditadura militar, foi preso e exilado na França na década de 1970. Ao longo de sua carreira, observou e interviu nos espaços de produção da construção civil, desenvolvendo uma crítica à produção das artes plásticas e da arquitetura baseada no processo de construção e seus agentes: o canteiro de obras, as tecnologias, os materiais e o construtor.
Em um contexto histórico dominado por referências eurocêntricas e masculinas, Ferro, junto aos arquitetos Rodrigo Lefèvre e Flávio Império, formou o Arquitetura Nova, um grupo que propunha debates pautando a produção da arquitetura, o papel social do arquiteto e as relações de produção no canteiro de obras, contrapondo os pensamentos e produções hegemônicos, seja na prática projetual ou na academia. Após exílio, impossibilitado de atuar como arquiteto, dedicou-se à docência na École Nationale Supérieure d'Architecture de Grenoble.
Se por um lado os banheiros apresentam certa rigidez quando pensamos no layout e sua disposição espacial, é nos revestimentos de piso e de parede que essa lógica se inverte. Com a grande variedade de modelos e padrões disponíveis no mercado, os revestimentos cerâmicos e porcelanatos são muitas vezes utilizados para dar qualidade e identidade ao espaço. Ao mesmo tempo, a facilidade de acesso aos revestimentos cerâmicos e porcelanatos e também sua facilidade de instalação, acabam por condicionar nossas escolhas, dificultando pensar outras possibilidades de acabamentos para essas áreas.
Independentemente da região, a cultura brasileira preza por momentos ao ar livre. Seja para festas, refeições, conversas descontraídas, fazer exercícios ou simplesmente relaxar, o clima brasileiro em geral permite que os espaços externos façam parte da rotina das pessoas, que conseguem encaixar em seu dia a dia tempos de lazer, descanso ou até trabalho em ambientes externos. Para tanto, muitas casas planejam espaços exteriores com coberturas que tragam conforto para esses ambientes.
A iluminação artificial oferece uma variedade de estratégias para projeto de interiores. Muito utilizadas em projetos comerciais e restaurantes enquanto artifício estético para atrair clientes e criar ambientes que estimulem os sentidos, a iluminação artificial também pode ser aplicada em projetos residenciais transformando os ambientes, criando lugares aconchegantes e bem iluminados.
Em países tropicais como o Brasil muito se valoriza as áreas externas nos projetos residenciais. Nas casas brasileiras os quintais são utilizados de diferentes maneiras e se configuram também de acordo com o projeto arquitetônico. Sendo grandes ou pequenos, ajardinados, com piscina, ou equipados com outras funcionalidades, quando possível as famílias brasileiras buscam aproveitar ao máximo suas áreas externas.
Casa & Restaurante / junya ishigami + associates. Image Cortesia de junya ishigami + associates
Nos primórdios da humanidade, cada comunidade se organizou instintivamente de acordo com as condições locais, os recursos disponíveis e seu modo de vida. Se, por um lado, grupos nômades criaram soluções para ocupar espaços temporariamente, muitas vezes carregando abrigos dentre seus pertences, por outro, os grupos que começaram a assumir características sedentárias também criaram formas de ocupar espaços disponíveis e desenvolveram técnicas construtivas que foram evoluindo até a atualidade.
Uma dessas formas de habitar, que passou a ser negligenciada pela arquitetura convencional com o passar do tempo, chegando a ganhar um status mais fantasioso na cultura popular, foi a ocupação de espaços cavernosos ou escavados. Essa é, porém, uma prática milenar que soma técnicas vernaculares para contornar as condições climáticas e amplia as possibilidades da arquitetura.
A transformação na dinâmica dos espaços domésticos impacta na arquitetura tanto no interior quanto no exterior das casas e apartamentos. As cozinhas são o principal exemplo dessa transformação. Historicamente consideradas espaços de trabalho marginalizados na arquitetura, elas têm ganhado mais protagonismo enquanto espaços de estar, o que impacta não somente no tamanho dos espaços e em sua organização, como também nos revestimentos que são utilizados.
Feira de rua em Tepoztlán, México. Foto de Karo Kujanpaa, via Unsplash
O comércio é uma atividade humana praticada pelas sociedades desde os primórdios da evolução. Se num primeiro momento as trocas eram feitas entre produtos negociados por comunidades inteiras, com o passar do tempo elas passaram a ter como base uma moeda comum e serem praticadas de forma individual, de família para família. De uma maneira ou de outra, essa atividade é uma característica da civilização e influencia inclusive nossa forma de organização territorial. Historicamente praticada em espaços externos, são muitas as configurações espaciais que foram definidas a partir da atividade comercial.
Um dos objetos de decoração mais comuns nos projetos, os espelhos existem na humanidade desde a civilização Badariana, de cerca de 4.000 a.C. Com diversas transformações em seu material e forma de fabricação, hoje o espelho é um objeto de decoração e pode também servir à estratégia de projeto.
Dentro do escopo da construção, o orçamento, que é uma peça técnica utilizada para planejamento, prevê as despesas que ocorrerão na obra, unindo material, mão de obra, gastos mensais e custos indiretos. Ainda assim, muitos se arriscam a começar a construir sem um orçamento detalhado, caindo muitas vezes nos riscos de uma obra sem planejamento que sempre é mais cara e mais demorada do que o imaginado.
Para a construção civil, o orçamento é um documento que demonstra todos os serviços que serão executados durante a obra, somando os materiais que serão necessários com a mão de obra requerida. Além disso, o orçamento pode também considerar os custos mensais fixos da obra, como luz e energia ou ainda prever uma porcentagem extra para possíveis imponderáveis.
Os quintais, áreas de lazer externas normalmente localizadas nos fundos do lote, são espaços dedicados ao descanso, entretenimento e convívio da família. Sua ambientação é fundamental para garantir o aconchego e o conforto que buscamos em nossas casas. Ao mesmo tempo, por serem áreas expostas às chuvas, sol intenso e, às vezes, neve, também precisam apresentar materiais resistentes, duráveis e de fácil manutenção.
Os projetos de estrutura têm como premissa garantir a estabilidade da construção proposta a partir dos materiais e técnicas construtivas escolhidos. Para isso, eles devem levar em consideração em seus cálculos diferentes tipos de ações, como o peso do próprio material, o uso e a forma de ocupação da edificação, que podem ser classificados como variáveis ou permanentes.
Estamos acostumados a olhar para a arquitetura enquanto grandes objetos que se assentam no tecido urbano ou no meio natural, estabelecendo novas relações com seu entorno. Nosso cotidiano, porém, se passa também dentro desses edifícios, acessando-os, ocupando-os e manipulando-os. Estabelecemos assim relações com o meio construído imediatamente perto de nós, de modo que a arquitetura precisa, ao mesmo tempo, prestar atenção à macro escala, como o clima e a vizinhança, por exemplo, mas também à micro escala, os acabamentos, suas texturas e cores.
Há uma série de detalhes que transformam a experiência dos moradores e usuários de um edifício, que, ao serem explorados, elevam a qualidade do projeto e mexem com os sentidos e estímulos das pessoas. Esses detalhes podem ser construtivos, mas também podem ser estéticos ou funcionais.
Via construcaoemvidros.com.br/. Usado sob termos de fair use.
Antigamente, em um contexto urbano menos adensado e populoso, as casas e prédios eram construídas com uma relação direta com a rua, não havendo a necessidade de existir muros e cercas frontais. Com o tempo, o tecido urbano foi se transformando e a divisão entre espaços públicos e privados se fez cada vez mais evidente e — sob o argumento da segurança pública — necessária. Apesar dessa divisão acontecer de diferentes formas nas cidades brasileiras, de maneira geral, utiliza-se muros, cercas e grades nas fachadas, criando uma espécie de espaço de transição entre a rua e o edifício e transformando a relação entre o objeto arquitetônico e a rua.
O dormitório é um dos ambientes mais íntimos de uma casa. É nele onde repousamos e nos refugiamos da nossa rotina para recarregar as energias. Muitos têm o quarto como um santuário, um espaço sagrado de intimidade e cuidado. Para além de uma cama confortável, o dormitório pode ser ambientado com elementos que ajudam no descanso, lazer e refúgio.
Ainda que conforto seja um conceito pessoal, no caso dos dormitórios, existem ideias gerais que podem ajudar a direcionar escolhas para ambientar seu quarto da melhor maneira possível. Para além de grandes aberturas com vistas paradisíacas, é possível compor um dormitório alterando a posição e o tipo da cama, adicionando objetos decorativos ou funcionais, ou ainda incorporando outras atividades como escritório ou sala de tv. Veja a seguir algumas ideias de como transformar e compor seu dormitório.
Poucos lugares no mundo possuem uma sobreposição de complexidades tão intensa quanto Brasília. Ainda assim, sua arquitetura simboliza a República e a democracia do Brasil e qualquer ato de ataque a estes símbolos carrega significados e consequências à memória e ao patrimônio cultural do país. Os atos terroristas de janeiro de 2023 destruíram parte do nosso patrimônio mas também levantam questões que vão além dos objetos e da arquitetura, tangendo educação, cultura e capital político nacional.
Para além de Pelé e Maradona, em novembro comemora-se o dia da amizade entre Brasil e Argentina. A data (30 de novembro) foi instituída em 2018 com o objetivo de dar visibilidade às relações comerciais e diplomáticas entre os dois países. Juntos, Brasil e Argentina somam 63% da área total da América do Sul, 60% de sua população e 61% de seu PIB, sendo importantes parceiros comerciais.