A arquitetura há muito tempo é pensada pra simbolizar e venerar valores e crenças compartilhadas. Isso é especialmente verdadeiro no caso de catedrais e lugares de culto, estruturas que ultrapassam todas as fronteiras culturais, ambientais e econômicas. Essas construções abrangem o ritual e a reunião ao passo que exploram uma relação entre a experiência humana e o divino. Atualmente, as catedrais estão sendo reimaginadas pela vida contemporânea e por novas tradições de construção.
Serpentine Pavilion 2022, Black Chapel, design de Theaster Gates. Render, vista interior. Imagem cortesia do Theaster Gates Studio
O artista americano Theaster Gates revelou sua proposta para o 21º Pavilhão Serpentine. A edição de 2022, primeira não encabeçada por um arquiteto, terá como título Black Chapel e “homenageará as tradições britânicas de produção artesanal e manufatura”. O pavilhão será aberto ao público na sexta-feira, 10 de junho, em Kensington Gardens e terá supervisão de montagem feita pelo escritório de Adjaye Associates.
Ter mais independência na geração de energia é um caminho para driblar a alta nas contas de luz. Neste sentido, são cada vez mais comuns os pequenos sistemas de produção de energia renovável. Em Sorocaba, no interior de São Paulo, a startup Vida Maker desenvolveu uma microusina que pode ser alimentada por placa solar, energia eólica e gerador hidráulico.
A usina funciona como uma espécie de gerador. Por isso, é possível servir como fonte de energia para eletrônicos, eletrodomésticos e para iluminação.
As fachadas são o cartão de visitas de toda construção, é quando os visitantes constroem as primeiras impressões do ambiente que estão adentrando. Elas são também parte da construção que mais fica exposta à ação do tempo e da poluição das ruas, exigindo manutenção periódica. Neste texto trazemos dicas que podem ajudar na hora de reformar a frente de sua casa.
Para a maioria das pessoas, a vida moderna exige passar a maior parte do dia em espaços interiores - na verdade, de acordo com um relatório da Environmental Protection Agency, a pessoa média passa cerca de 90% de sua vida em ambientes fechados. Como resultado, isso implica perder benefícios para a saúde associados à exposição à luz solar, como absorção de vitamina D, regulação dos ritmos circadianos, níveis mais altos de energia e até melhora do humor. Uma opção é aumentar a quantidade de tempo que passamos ao ar livre. Mas como a maioria das funções diárias são realizadas no interior dos edifícios, é crucial incorporar e priorizar a iluminação natural nos interiores.
A TV é um dos principais elementos que compõem a sala de estar, principalmente na maioria dos lares brasileiros, onde a sala é o lugar tanto para receber visitas, quanto para desfrutar de descanso e lazer. Porém, nem sempre é fácil posicionar este equipamento que varia tanto de tamanho e principalmente combiná-lo com o restante do espaço.
Imagem: Prefeitura de São Paulo. Cortesia de Caops Planejado
Fugindo da lógica que orientou o desenho da maioria dos municípios no século 20, tirar a prioridade dos carros no desenvolvimento das localidades e diminuir a área destinada a eles nas ruas não piora os congestionamentos. Pelo contrário, ao reorganizar o espaço das ruas deixando menos faixas para os automóveis, ocorre uma mudança na forma como as pessoas se deslocam, com a migração para outros meios de locomoção mais sustentáveis, como caminhar, pedalar ou utilizar o transporte público, reduzindo a circulação de veículos privados significativamente.
https://www.archdaily.com.br/br/975944/por-que-fechar-ruas-para-automoveis-nao-aumenta-o-transitoSomos Cidade
Estabelecidos pelos Planos Diretores, os índices urbanísticos configuram um conjunto de normas que regulam a dimensão das edificações em relação ao terreno onde serão construídas. Essas determinações variam de acordo com a zona na qual o terreno se encontra e se dividem em três preceitos principais: Taxa de Ocupação, Coeficiente de Aproveitamento e Taxa de Permeabilidade. Saiba o que significa e como calcular cada um deles, a seguir.
https://www.archdaily.com.br/br/976095/o-que-e-taxa-de-ocupacao-coeficiente-de-aproveitamento-e-taxa-de-permeabilidadeEquipe ArchDaily Brasil
Istanbul, Turquia. Imagem via Shutterstock by kukuruxa
A Bloomberg Philanthropies revelou as 15 cidades vencedoras do seu Global Mayors Challenge 2021-2022. Os projetos escolhidos entre participantes de seis continentes “buscam melhorias nas áreas de recuperação econômica e crescimento inclusivo, saúde e bem-estar, clima e meio ambiente, gênero e igualdade”. As cidades vencedoras, que incluem Istambul, Roterdã, Butuan e Wellington, receberão US$ 1 milhão e apoio externo para desenvolver seus programas.
Basta uma pesquisa rápida para percebermos que há muito “pano pra manga” em termos de conhecimento, experiências e novidades no universo que envolve a mobilidade nos centros urbanos e entre cidades. O Arquicast convida para o debate dois especialistas no assunto: o arquiteto Fernando Lima, doutor em Urbanismo pela UFRJ, professor adjunto da UFJF e Professor Visitante da Universidade Estadual da Pennsylvania e o administrador Rodrigo Tortoriello, pós-graduado com MBA em Engenharia de transportes pela (UFRJ), e ex-Secretário Extraordinário de Mobilidade Urbana de Porto Alegre.
A Casa de Música Húngara de Sou Fujimoto, um marco cultural dedicado à música contemporânea no Parque Municipal de Budapeste abriu oficialmente suas portas ao público. Considerado um dos edifícios mais esperados do ano, o projeto está aninhado entre as árvores do parque e foi projetado como uma extensão da paisagem natural. O museu oferece uma experiência artística única que combina paisagem, arquitetura e design de exposições, tudo dedicado à criação de música e som.
Com seus objetivos quantificáveis e desempenho mensurável, a sustentabilidade muitas vezes se apresenta como um desafio tecnológico. Sua linguagem primária é aquela dos dados, equipamentos, sistemas projetados, muitas vezes traduzidos em uma camada hipertecnológica escondida dentro de um design que apoia normas estéticas pré-existentes. Como a arquitetura é a imagem de uma sociedade em um momento do tempo, como o foco em sustentabilidade se traduz em linguagem, legitimando ainda mais as iniciativas para estabelecer uma relação de equidade com o meio ambiente? A arquitetura serve como uma expressão de atitudes, e já que a sustentabilidade se tornou um valor fundamental, é válido olhar se ela produziu ou não uma transformação estética.
Centro de Neurorreabilitação Sarah Fortaleza, de 2001. Foto: divulgação/EC, via Betoneira
Com uma obra marcadamente social e voltada para o uso público, João da Gama Filgueiras Lima, o Lelé, se tornou um dos grandes nomes da arquitetura brasileira. Em 60 anos de carreira, construiu hospitais, escolas, terminais e abrigos para ônibus, tribunais, secretarias e outras sedes administrativas.
Em todos eles, reuniu o zelo pelos materiais e pela mão de obra, qualidade técnica e artística. Compreendeu como poucos como utilizar a luz e a ventilação naturais em prol da economia energética e do bem-estar dos usuários.
O projeto do Wildflower Production Studio projetado pelo BIG, recebeu a licença de construção do Departamento de Edificações (DOB) de Nova York, indicando que a construção poderá ser iniciada. No final de 2019, o Wildflower Development Group, do ator e produtor Robert De Niro, em parceria com o escritório Bjarke Ingels Group (BIG), divulgou as primeiras imagens de sua proposta para um estúdio de cinema e televisão de 65 mil metros quadrados localizado no bairro Queens, em Nova York. Uma vez concluído, o projeto deve se tornar o primeiro estúdio vertical de cinema, televisão e criação do mundo.
Durante o ano passado, as práticas estabelecidas continuaram a defender a transformação das estruturas existentes, com a reutilização adaptativa e os retrofits cada vez mais se tornando um aspecto definidor da arquitetura contemporânea. Desde a renovação de estruturas históricas até a reutilização adaptativa de instalações obsoletas, a ideia de dar uma vida nova às construções existentes foi adotada como premissa para uma prática mais sustentável, mas também para reforçar a identidade urbana e cultural das cidades. Descubra oito projetos e obras recentemente concluídas que mostram uma nova prática comum de reutilização dos edifícios existentes.
Com mais de 100 mil votos recebidos ao longo das últimas três semanas, temos o prazer de apresentar os vencedores do Prêmio ArchDaily Building of the Year 2022. Este prêmio de arquitetura é atribuído pelos leitores do ArchDaily, que filtraram entre milhares de projetos as 15 melhores obras de arquitetura que foram publicadas em 2020.
Como nos anos anteriores, os vencedores compõem um amplo espectro de edifícios, o que dá uma ideia do quão diversa se tornou a profissão nas últimas décadas. Como esperado em qualquer premiação tradicional, grandes nomes da arquitetura tomam seu lugar. É o caso do projeto de habitação do MVRDV em Bordeaux e da instalação de Kengo Kuma na Casa Batlló. Por outro lado, escritórios menores e profissionais emergentes também deixaram sua marca — prova disso é a presença do ENSAMBLE STUDIO com sua Casa Ca'n Terra e das firmas PALMA e HANGHAR com a instalação Tipos de Espacios. Além destes, a presença de dois projetos brasileiros entre os vencedores — Villa M do Triptyque Architecture e Sede de Escritório de Advocacia do BLOCO Arquitetos e Renata Dutra Arquitetura — torna a edição de 2022 especialmente relevante para o ArchDaily Brasil.
Em suas diferenças, os vencedores têm algo comum: representam os valores de nossa missão, oferecendo inspiração, conhecimento e ferramentas a arquitetos e todos aqueles interessados no ambiente construído. Nem o ArchDaily, nem o Prêmio Building of the Year seriam possíveis sem a generosidade dos escritórios, que optam por publicar seus projetos conosco, ou sem os leitores comprometidos que participam do processo de votação.
O Prêmio ArchDaily Building of the Year 2022 é oferecido pela Dornbracht, empresa conhecida internacionalmente por seus produtos para cozinhas e banheiros.
A segunda edição do curso autoinstrucional “Educação Patrimonial, Diversidade e Meio Ambiente no Distrito Federal” já está com suas inscrições abertas. O curso é aberto a todos os interessados e faz parte do plano de trabalho de um termo de cooperação assinado entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Distrito Federal (DF) e a Secretaria de Estado e Educação do DF (SEEDF).
Bernard Tschumi divulgou recentemente o projeto HyperTent, uma estrutura em paraboloide hiperbólico que é sua mais nova adição ao Parc de la Villette. Concebido para a inauguração de L'Espace Chapiteaux, um espaço para performances e apresentações circenses, o guichê de ingressos se localiza na base do Folie L4 e sua materialidade e morfolofia permitem uma coexistência em equilíbrio com a antiga estrutura.