
Há algumas semanas, apresentamos um panorama para encorajar nossos leitores e leitoras a imaginarem o seguinte: se o próximo Pritzker fosse alguém que fala português, em quem você apostaria?
Este grande panorama de apostas para o Pritzker de 2018, que será anunciado na próxima semana, revela algumas questões que devem ser destacadas. Primeiramente, é sintomático que, dentre todas as sugestões feitas, isto é, uma lista composta por 13 arquitetos e escritórios, haja apenas uma mulher - Marta Moreira, sócia do MMBB. Muitas iniciativas atuais buscam destacar o papel histórico fundamental desempenhado por arquitetas e atualizar o debate de gênero dentro do campo, como o site Arquitetas Invisíveis e o coletivo Un día, una arquitecta, porém, essa atuação não se mostra refletida na opinião dos leitores para possíveis candidatos ao Pritzker.
Além disso, é notável que a lista seja composta apenas por arquitetos ou grupos que atuam no Brasil ou em Portugal, considerando que existem 10 países no mundo que falam a língua portuguesa. Países da África, por exemplo, tem passado por um processo de reconhecimento local da potência de sua arquitetura vernacular e de reconhecimento da arquitetura como valor cultural e singularidade local, no entanto, essa produção foi ausentada da lista.















