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Plataforma Urbana: O mais recente de arquitetura e notícia

6 Dicas para projetar pontos de ônibus acessíveis e seguros

Projetar espaços urbanos para melhorar a mobilidade de todos os habitantes é um dos principais objetivos da NACTO, a Associação Nacional de Autoridades de Transporte Urbano. Fundada em 1996, esta organização sem fins lucrativos reúne mais de 40 cidades dos Estados Unidos e Canadá para compartilhar suas consultorias e práticas de design buscando elevar o padrão dos projetos nas políticas públicas relacionadas aos espaços públicos, mobilidade e transporte.

Eles desenvolveram uma série de manuais em que propõem diretrizes de projeto para tornar as ruas, ciclovias, cruzamentos e outros espaços urbanos mais acessíveis e seguros para todos os usuários. Um dos mais recentes é o "Transit Street Design Guide", no qual apresentam seis dicas para projetar pontos de ônibus. Veja as recomendações, a seguir.

Captura da mais valia urbana: Uma fonte de financiamento pouco utilizada / Víctor Rocco

Ao estudarmos modelos de localização entendemos a acessibilidade como a facilidade com a qual se podem realizar atividades e como se dá o vínculo entre os sistemas de transporte e os usos do solo [1.] A acessibilidade é medida, usualmente, como o número de atividades que podem ser realizadas em um determinado tempo. A duração do deslocamento entre as atividades espacialmente distribuídas é chave na eleição de onde e com que frequência realizá-las. Além disso, influenciam na decisão do lugar onde viver. Por isso, existe a natural disposição a pagar, ceteris paribus, por melhor acessibilidade. A construção de novas obras de infraestrutura e transporte público melhora a acessibilidade e aumenta o valor dos imóveis. Mas isso requer fundos que, no caso de corredores de transportes ou linhas de metrô, alcançam cifras significativas. Por isso é relevante discutir sobre alternativas para seu financiamento.

Rumo a uma nova estruturação urbana: O desafio de distribuir equitativamente os encargos e os benefícios / Guillermo Tella

A normativa urbanística é expressão e instrumento de aplicação de planos urbanos elaborados para orientar o crescimento, a densificação e o desenvolvimento das cidades. Sua principal função é a de regulamentar usos, ocupação, subdivisão e infraestrutura do solo e de diferentes aspectos da questão ambiental. Hoje nos encontramos ante o enorme desafio de construir um novo ordenamento urbanístico que devolva homogeneidade ao tecido urbano, instale uma convivência sã de atividades, proponha uma maior densidade populacional e contribua para distribuir equitativamente os encargos e os benefícios.

As 20 cidades mais preparadas para o ciclismo urbano segundo o Ranking Copenhagenize 2015

Há mais de 100 anos os daneses desfrutam de uma cultura ciclista que durante as últimas décadas conferiu-lhes o título de líderes no assunto. Por isso, não é estranho que um dos índices mais respeitados sobre a taxa do uso da bicicleta, a qualidade da infraestrutura ciclista e outros temas relacionados seja elaborado por um escritório local, o Copenhagenize Design Company. 

Esta empresa se dedica a assessorar os governos, elaborar planos territoriais e a criar soluções de desenho urbano que têm um objetivo comum: promover o uso da bicicleta como meio de transporte.

Em 2011, este escritório desenvolveu o Ranking Copenhagenize, um estudo de uso interno que escolheu quais são as 20 cidades mais amigáveis do mundo segundo 13 categorias. Dois anos depois, fez-se uma nova edição que, foi de fato publicada, e liderada por Amsterdam, cidade destronada na versão 2015, que apresentaremos neste artigo.

Vídeo: Lisboa Horizontal, uma rede de ciclovias planas para uma cidade de colinas

A partir da principal característica geográfica de Lisboa, que lhe rende o apelido de "cidade das 7 colinas", o escritório de arquitetura e paisagismo BXLX propôs uma rede de ciclovias acessíveis e planas inspirada em um sistema de metrô.

Para isso, foi realizado um estudo topográfico que permitiu classificar as ruas da cidade em: horizontais (com inclinação entre 0 e 4%); recomendadas para distâncias curtas (com inclinação entre 5% e 6%); e as menos acessíveis (com inclinação superior a 7%).

O resultado do estudo mostrou que dos 1.093 quilômetros de ruas que há em Lisboa, 63% - ou 691km - têm uma inclinação inferior a 4%, isto é são acessíveis a todos.

O aplicativo foi recentemente premiado no evento Big Smarts Cities, promovido pela Vodafone, que contou com mais de 500 propostas inscritas e tem como objetivo reconhecer ideias que contribuam para a melhoria da vida de quem trabalha, habita e visita as cidades.

Veja, a seguir, a transformação das ruas onde as ciclovias foram implementadas.

Belo Horizonte, Cidade do México e Bogotá: projetando cidades mais seguras

No mundo morrem 1,3 milhões de pessoas por ano em acidentes de trânsito. Destes, 90% ocorrem em países de baixa e média renda (OMS 2013). Atualmente é a oitava causa de morte no mundo e se a tendência continuar, espera-se que ela se converta na quinta causa no ano 2030. A maioria destas mortes estão relacionadas aos pedestres e ciclistas vulneráveis em países em desenvolvimento que são atropelados por veículos motorizados. (OMS 2009). 

Estes são alguns dos dados que serviram como motivação para criar o guia Cities Safer by Design ("Cidades mais seguras através do desenho"), lançado na semana passada pela iniciativa de mobilidade urbana da EMBARQ e o WRI Ross Centro para Cidades Sustentáveis.

Esta publicação é um guia de referência para ajudar as cidades a salvar vidas no trânsito, através da melhoria do desenho das ruas e do desenvolvimento urbano inteligente. Este guia prático inclui exemplos de cidades de todo o mundo e 34 elementos de desenho diferentes para melhorar a segurança e a qualidade de vida.

A partir desta publicação no The City Fix foi feito um resumo com 7 princípios para desenhar cidades mais seguras que serão apresentados a seguir:

Ranking 2015: As 20 melhores cidades do mundo para iniciar um empreendimento

O auge de negócios que o Vale do Silício vive desde os anos 90 deve-se principalmente ao fato de que esta região da baía de San Francisco converteu-se no local sede de diversas empresas de inovação e tecnologia de renome mundial, como a Apple, o Facebook e a Google, dentre tantas outras.

Mas o boom nesse setor foi impulsionado muito antes, em 1890, com a fundação da Universidade de Stanford, onde foram criadas uma série de ferramentas científicas e tecnológicas. Desde então, o Vale do Silício é uma referência internacional para cidades ao redor do mundo que queiram desenvolver novos centros de tecnologia e pesquisa num mesmo território.

Produto disso são as várias cidades ao redor do mundo que têm impulsionado o crescimento tecnológico e o empreendedorismo. De fato, um estudo recente da empresa de tecnologia Compass identificou quais as 20 cidades líderes para se iniciar uma empresa de inovação e tecnologia, com o objetivo de orientar os empreendedores neste tema

Conheça a seguir.

Google cria laboratório para buscar soluções para os maiores problemas urbanos

A Google anunciou recentemente a criação do Sidewalk Labs, um laboratório que tem como objetivo enfrentar os desafios urbanos vividos por grande parte das cidades através da tecnologia.

"Nossa missão é melhorar a vida nas cidades para todos através da aplicação de tecnologias para resolver os problemas urbanos", é o que se lê na página inicial da Sidewalkinc.

Mais informações a seguir.

Studio Roosegaarde propõe uma torre para purificar o ar de nossas cidades

A contaminação do ar é hoje uma dos maiores problemas de nossas cidades, o que leva muitas pessoas do mundo todo a procurarem uma solução para essa questão.

Na Holanda, os designers e engenheiros do Studio Roosegaarde propuseram criar uma solução: uma grande torre para a purificação do ar. "É estranho aceitarmos a contaminação do ar como algo normal", disseram os pesquisadores.

Vídeo: Santiagolapse 4k

Desde que Christian Rey conheceu a técnica do timelapse há alguns anos, o videomaker tem se dedicado a nos impressionar com seus vídeos que retratam Santiago e outras cidades chilenas.

Rey compartilhou conosco desta vez seu vídeo Santiagolapse 4k - montado com mais de 12 mil imagens - com o qual volta a nos impressionar, convidando-nos a ver a cidade com outros olhos.

A trilha sonora original é do compositor chileno Pablo Cid. Mais informações sobre o trabalho de Christian Rey em sua página oficial.

Arte urbana: 12 murais que mostram o impacto da humanidade no meio ambiente

O impacto dos seres humanos no meio ambiente é um tema que está sendo abordado por especialistas de diversas áreas do conhecimento devido à necessidade em mudar nosso modo de vida, sobretudo em relação ao consumo. Esse sentido de urgência é potencializado por estimativas da ONU que apontam que, até o ano de 2050, o planeta deverá suprir as demandas de 9,6 bilhões de pessoas.

Na última comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente, realizada no dia 5 de junho, a organização concentrou seus esforços em demonstrar a necessidade de cuidar de nossos recursos naturais, sobretudo de três deles: a água, a energia e os alimentos.

Sua importância faz com que artistas de todo o mundo apresentem diferentes abordagens ao tema, usando suas habilidades e os muros das cidades para criar mensagens que deixam bastante claro que não podemos continuar explorando o meio ambiente indiscriminadamente.

Veja, a seguir, uma seleção realizada pelo site Novenus que inclui murais realizados por artistas como Banksy, Blu e Os Gemeos.

China planeja criar megacidade de 130 milhões de habitantes para fortalecer sua economia

Desde os anos 1980 o governo chinês está planejando criar uma cidade-região que integre a capital Pequim com a província de Hebei e a cidade vizinha de Tianjin. Porém, a iniciativa que visa fortalecer a economia e descentralizar os serviços foi confirmada apenas este mês.

Segundo as projeções atuais, esta nova cidade ocuparia uma área superior a seis vezes o tamanho de Nova Iorque e teria uma população de 130 milhões de habitantes.

Saiba mais sobre esta nova cidade chinesa, a seguir.

Projeto "Montevideo Sonoro": valorizando o patrimônio musical da cidade

Muitos músicos se inspiram em cidades para compor suas canções e, rapidamente, passam por nossa cabeça várias músicas sobre Nova Iorque e Paris.

Montevidéu não é exceção. Inspirado nisso nasceu o projeto Montevideo Sonoro, que pretende valorizar e divulgar o patrimônio musical da capital uruguaia.

Montevideo Sonoro é uma intervenção urbana e um projeto interativo de georreferenciamento que cria um mapa sonoro em constante construção, onde se pode escutar diferentes canções típicas da cidade. Além de mapear, os criadores do projeto intervêm nos lugares que fazem referência às canções, como pode-se ver no vídeo acima.

Dois novos sítios latino-americanos são declarados Patrimônio da Humanidade

24 novos sítios de 17 países foram declarados Patrimônio da Humanidade na última reunião do Comitê do Patrimônio Mundial que terminou semana passada em Bonn, Alemanha.

Dos 24 sítios protegidos, dois são latino-americanos: o Aqueduto do Padre Tembleque, no México, e a Paisagem Cultural Industrial de Fray Bentos, no Uruguai. A lista atualizada do Patrimônio Mundial conta agora com 1.031 sítios de 163 países.

Conheça, a seguir, um pouco da história e importância cultural dos novos sítios latino-americanos.

Roterdã planeja usar garrafas plásticas na construção de ruas

A produção mundial de plástico aumentou 500% desde 1980, segundo uma pesquisa publicada na revista Science. Essa cifra traz consigo problemas que são cada vez mais presentes e preocupantes, como o fato de 90% da contaminação dos oceanos ser causada por esse material.

Além disso, se considerarmos que cada sacola plástica leva de 100 a 150 anos para se decompor, e que no caso das garrafas esse tempo pode passar a mil anos, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, se torna flagrante a necessidade de reduzir o consumo deste material e fazer melhor proveito do que já existe.

Neste sentido, a pesquisa da organização La Ciudad Verde, que se une à campanha #30DíasSinPlástico, realizada este mês, é uma oportunidade para que todos tomemos consciência da quantidade de plástico que consumimos e descartamos todos os dias sem lhe dar melhor uso.

Para que isso não ocorra em Roterdã, a prefeitura da cidade está avaliando a ideia de usar garrafas plásticas na pavimentação das ruas, evitando que esse material vá para o lixo.

Saiba mais sobre o projeto, a seguir.

Vídeo: Como Sevilla fez para que 70 mil pessoas usassem diariamente a bicicleta

Bike Friendly Cities é um projeto que reflete, através de uma série de vídeos, sobre os fatores que levaram certas cidades a se tornarem líderes mundiais no ciclismo urbano.

No caso de Sevilla, uma cidade que criou políticas urbanas que fizeram o uso da bicicleta passar de 0,2% para 9%, cerca de 70 mil pessoas realizam seus deslocamentos diários sobre duas rodas.

Neste vídeo, alguns dos protagonistas desta grande transformação, que se tornou um exemplo mundial, contam como mudaram a cidade através da bicicleta.

Hoje, Sevilla ocupa com mérito um posto no ranking das 20 cidades mais adequadas ao ciclismo urbano, segundo a Copenhagenize.

“Exodus”: 8 fotografias que mostram os fluxos migratórios no século XXI

“Exodus” é uma série fotográfica realizada por Marcus Lyon que pretende explorar os fluxos migratórios mais importantes do início do século XXI.

Veja outras fotografias, a seguir.

Podem nossas cidades sobreviver aos... arquitetos?

O título dessa matéria remete a um grande e esquecido livro de Josep Lluis Sert, escrito durante a Segunda Guerra Mundial. Sert sintetizou as ideias do Movimento Moderno a partir das CIAM (Conferências internacionais de Arquitetura Moderna) juntamente com suas próprias ideias e as de outros jovens profissionais, como Josep Torres Clavé, morto na frente republicana durante a guerra civil. Sert, como Torres Clavé, teve uma relação estimulante com Le Corbusier mas, como se percebe no livro citado, ele possuía uma sensibilidade cidadã especial, que nem sempre esteve presente no temperamento do líder das CIAM.

Os arquitetos podem ser também urbanistas, mas nem todos os arquitetos, uma pequena parte inclusive, o são. Da mesma forma, existem muitos urbanistas que não são arquitetos. Como Ildefonso Cerdà, engenheiro civil e um dos fundadores do urbanismo moderno. Há urbanistas que procedem de carreiras técnicas, das ciências sociais ou da gestão pública. Na realidade, o urbanismo é uma prática que com o tempo, a acumulação de experiências e a análise crítica constitui um corpo doutrinal respeitável e muito mais sólido que as ciências sociais acadêmicas, já que elas não dispõem da verificação na vida social.

Mas são os profissionais que definem a cidade?