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Plástico: O mais recente de arquitetura e notícia

Todos os plásticos são recicláveis? Conheça uma nova tecnologia que recupera rejeitos de plástico e vidro

Ao passo que nem todos os plásticos são reciclados, mesmo aqueles que exibem o sinal de reciclagem, o problema global causado por estes resíduos continua muito longe de ser resolvido. A reciclagem, geralmente determinada por fatores como demanda, legislação e economia, consome cerca de 20% da produção anual de plásticos, deixando uma grande quantidade não resolvida, destinada a durar para sempre em nosso ambiente. Além disso, ao competir com materiais recém-produzidos, os plásticos reciclados precisam atender aos padrões de qualidade e valor, bem como ser submetidos a uma transformação sustentável, eficiente e economicamente viável.

A ROGP ou Rejects of Glass & Plastics Technology é uma abordagem inovadora que redireciona tipos de plástico rotulados como materiais não recicláveis devido à sua complexidade técnica ou problemas relacionados à economia.

Deck ROGP para o projeto Cubetto - parte do MEDS 2018 - de Eugenio Chironna e Alexandre Marguerie. Imagem © Jan Von Der Heyde© Charbel Tannous. Cortesia de  Development Inc.Cortesia de Development Inc.© Charbel Tannous. Cortesia de  Development Inc.+ 13

O que é o plexiglas? O plástico protetor que combate a disseminação viral

Embora o químico e inventor Otto Rohm tenha tido a ideia do plexiglas pela primeira vez em 1901, somente em 1933 a empresa Rohm & Haas o introduziu no mercado pela primeira vez com esse nome comercial. O material, considerado uma alternativa ao vidro, (leve e resistente a estilhaços) teve uma história fascinante e experimentou uma infinidade de usos diferentes naquele tempo. Hoje, o plexiglas continua sendo utilizado de maneiras novas e interessantes, inclusive com o potencial de ajudar a combater a disseminação do coronavírus. Restaurantes, lojas e outras empresas começaram a usar divisórias como escudos de proteção para trabalhadores e clientes, especialmente quando cidades e vilas vêm reabrindo lentamente. Abaixo, mergulhamos neste material incomum, abordando suas propriedades, sua história e as maneiras como ele segue sendo usado hoje.

Edifícios lanterna: 12 edifícios que tiram proveito de suas fachadas iluminadas

Cada vez mais, uma série de arquitetos tem adotado materialidades translúcidas nas fachadas de seus projetos, auxiliando no controle lumínico interior, uma vez que materiais como o policarbonato e U-Glass por exemplo, permitem que somente percentual nível lumínico adentre a arquitetura. Por outro lado, ao anoitecer, essas materialidades promovem qualidades distintas e com resultados surpreendentes, visto que ao acender suas luzes, os edifícios ttransformam-se em verdadeiras lanternas no cenário urbano. 

Vencedores do concurso para uma escola feita de plástico reciclado no México

A Archstorming, uma plataforma que organiza concursos internacionais, divulgou os resultados da competição "Escola de Plástico de Tulum". Os participantes foram desafiados a projetar uma escola feita de plástico reciclado, abordando a atual questão da poluição no México.

O que é o ETFE e por que ele se tornou o polímero favorito dos arquitetos?

Até recentemente, o mundo da arquitetura via os polímeros plásticos como materiais de construção inferiores, úteis para superfícies de cozinha, mas não práticos em aplicações de construção em escala real. Mas com as inovações tecnológicas impulsionando os recursos materiais, os polímeros agora estão sendo levados a sério como parte legítima da paleta de materiais dos arquitetos. Um dos mais amplamente utilizados destes materiais é um plástico à base de flúor conhecido como ETFE (Etileno tetrafluoroetileno). Trazido à consciência pública graças ao seu uso na fachada do Water Cube de PTW Architects para as Olimpíadas de Pequim de 2008, os arquitetos estão percebendo a capacidade do filme de expressar uma nova estética e substituir materiais transparentes e translúcidos mais caros. Sua mais recente e espetacular aparição pública foi na cobertura telescópica de 120 pés do The Shed, projetada por Diller Scofidio + Renfro e pela Rockwell Group em Nova Iorque.

© flickr user manusascorner, Licensed under CC BY 2.0SSE Hydro Arena / Foster + Partners. Image Courtesy of FiguerasAnaheim Regional Transportation Intermodal Center / HOK. Image © John LindenWatercube National Swimming Centre / PTW Architects. Image © flickr user garrettziegler, Licensed under CC BY-NC-ND 2.0+ 9

Zero Waste Lab imprime mobiliário urbano feito com resíduos plásticos

O New Raw lançou o Zero Waste Lab, em Thessaloniki, uma iniciativa de pesquisa em que os cidadãos gregos podem transformar lixo plástico em mobiliário urbano. Parte do projeto maior Print Your City, a iniciativa utiliza um braço robótico e a reciclagem para a criação de peças de mobiliário personalizadas que fecham o ciclo dos resíduos de plástico. A iniciativa visa usar fragmentos de produtos reciclados para redesenhar espaços públicos dentro das cidades.

Print Your City. Imagem © Stefanos TsakirisPrint Your City. Imagem © Stefanos TsakirisPrint Your City. Imagem © Stefanos TsakirisPrint Your City. Imagem © Stefanos Tsakiris+ 26

Ilhas de plástico: possibilidades de reuso do lixo oceânico na arquitetura

Cortesia de Emily-Claire Goksøyr
Cortesia de Emily-Claire Goksøyr

Com o aumento do nível do mar e o consumo incessante de plástico, os oceanos têm sofrido uma rápida deterioração. Em vez de descartar ou queimar os resíduos plásticos, os arquitetos Erik Goksøyr e Emily-Claire Goksøyr questionaram se existe algum potencial arquitetônico neste material negligenciado. Ao conduzir um extenso estudo do material, a dupla projetou três protótipos para postular essa teoria.

Embora começando como uma humilde tese, este projeto está sendo atualizado sob a organização Out of Ocean. Das margens das Ilhas Koster, na Suécia, amostras de plástico foram coletadas e estudadas para o desenvolvimento de vários materiais que variam em nuances como cor, textura, luz e translucidez.

Cortesia de Emily-Claire GoksøyrCortesia de Emily-Claire GoksøyrCortesia de Emily-Claire GoksøyrCortesia de Emily-Claire Goksøyr+ 36

Como construir uma estufa de plantas com bambu, madeira e plástico

O projeto de Natura Futura Arquitectura para uma estufa no clima quente subtropical de Nayón, Equador, é uma proposta que aborda o uso de recursos materiais locais na construção de estruturas produtivas de baixo orçamento para o desenvolvimento do coletivo.

O projeto, materializado com bambu, madeira e plástico de estufa, baseia-se na figura geométrica básica do triângulo, propondo setores com níveis distintos de iluminação para diferentes tipos de culturas.

Maqueta. Image Cortesía de Natura Futura ArquitecturaCortesía de Natura Futura ArquitecturaCortesía de Natura Futura ArquitecturaCortesía de Natura Futura Arquitectura+ 26

8 Materiais comuns que são sustentáveis (mas você não sabia)

Sustentabilidade. Uma palavra que foi inserida em nossas mentes desde o início de nossas carreiras como arquitetos. Assumimos nossa responsabilidade com o planeta e as gerações futuras quando projetamos edifícios socialmente conscientes. De painéis solares a vidros triplos, tentamos de tudo.

Tijolos de PET reciclado para a construção de habitações sociais na Argentina

A Fundación EcoInclusión -vencedora do primeiro prêmio no concurso regional Desafio Google.org - é uma organização argentina sem fins lucrativos que nasceu em 2015, das mãos de um grupo de jovens que promovem a construção de uma sociedade mais justa, equitativa e sustentável.

Localizado na cidade de Alta Gracia, província de Córdoba, a Ecoinclusión trabalha na redução de resíduos de garrafas PET com a produção de tijolos feitos de resíduos plásticos destinados à construção em setores vulneráveis, com o objetivo de gerar impacto ambiental, social e ambiental. participação cultural nas comunidades beneficiadas.

1500 cestas semi-transparentes são usadas para construir uma fachada leve

O projeto de Hyunje Joo para uma fachada na Coréia é uma proposta que aborda a separação entre o interior e o exterior com a construção de um elemento arquitetônico flexível, leve e reciclável.

O projeto, uma superfície com 1500 cestas semi-transparentes, difunde a luz e as silhuetas ao mesmo tempo em que pode ser reutilizado com diferentes configurações em diferentes locais.

De plásticos reciclados a materiais de construção

Project.DWG e LOOS.FM divulgaram seu pavilhão PET, uma estrutura temporária em um parque comunitário na Holanda, que se concentra em questões de construção sustentável, reciclagem e desperdício, repensando as maneiras como os edifícios são desenvolvidos, construídos e usados. Especificamente, o pavilhão é um estudo do uso de resíduos plásticos como material de construção.

Usando a estrutura elevada da Farnsworth House de Ludwig Mies van der Rohe, a estrutura consiste em duas lajes monumentais em uma estrutura de aço. "Do chão ao teto, as folhas onduladas transparentes de parede dupla contêm mais de 40.000 garrafas plásticas", com tampas de garrafa unidas a gargalos suportando o sistema.

© Project.DWG / Artwork by Martin Oostenrijk© Marco van der Ruit / Artwork by André Boone© Project.DWG© Paul Clason / Artwork by Martin Oostenrijk+ 16

16 materiais que todo arquiteto precisa conhecer

A materialidade de um edifício é aquilo com o qual nossos corpos fazem contato direto. a fria alça de metal, a parede quente de madeira e a dura janela de vidro criariam uma atmosfera completamente diferente se fossem, por exemplo, uma maçaneta de vidro, uma parede de fria e uma janela de madeira. A materialidade é tão importante quanto a forma, função e localização - ou melhor, inseparável de todos os três.

Here we’ve compiled a selection of 16 materials that should be part of the design vocabulary of all architects, ranging from the very familiar (such as concrete and steel) to materials which may be unknown for some of our readers, as well as links to comprehensive resources to learn more about many of them.

O que é exatamente a "Futuro House" de Matti Suuronen

A Futuro House parece mais uma espaçonave alienígena do que um edifício. Projetado pelo arquiteto finlandês Matti Suuronen em 1968 como um chalé de esqui, o projeto radical foi subsequentemente introduzido no mercado ao público como uma casa pré-fabricada, fácil de montar e instalar em virtualmente qualquer lugar. Sua materialidade plástica e estética futurista combinam para criar um produto que se identifica tanto com o futuro quanto com o passado.

© Gili Merin© Gili Merin© Gili Merin© Gili Merin+ 10

Plástico Refinado: máquinas que convertem o plástico em novas matérias-primas

Grande parte de nossos objetos de uso cotidiano são feitos de plásticos e, por conseguinte, quando descartados, eles acabam se tornando dejetos espalhados por todas as partes do mundo, contaminando o meio ambiente. Fato este sem sentido algum, já que o plástico é um material valioso e pode ser reciclado e reutilizado na fabricação de novos objetos. Plástico Refinado nos confere o poder de reutilizar todo nosso plástico para transformá-lo em uma nova matéria-prima gratuita.

Plástico Refinado é um site que outorga todas as ferramentas possíveis para desenvolver um projeto com plástico reciclado, que ajudará a converter o plástico residual em objetos úteis. A iniciativa começa por compartilhar as instruções necessárias para fabricá-las com vídeos que mostram a montagem passo a passo e máquinas que podem ser feitas em casa com materiais e ferramentas universais básicas.

Escola de Arquitetura AA de Londres projeta método de impressão 3D de plástico estrutural adaptável

O DRL Masters Program da Escola de Arquitetura AA de Londres desenvolveu uma tese, intitulada "Growing Systems" (Sistemas de Cultivo), que explora sistemas de edifícios adaptáveis, usando métodos de fabricação robótica e impressão generativa especial impressas dentro do contexto habitacional.

Centrado em um novo método estrutural de extrusão vertical 3D, o projeto combina a precisão dos elementos pré-fabricados com a adaptabilidade de uma fabricação in loco, como  resposta ao fluxo e ao dinamismo das cidades. O método se transforma em um sistema de elasticidade que pode acomodar parâmetros locais, assim como adaptar-se à possíveis ajustes futuros.  

Cortesia de  AA School of ArchitectureCortesia de  AA School of ArchitectureCortesia de  AA School of ArchitectureCortesia de  AA School of Architecture+ 8

Universidade de Alicante desenvolve um polímero flexível capaz de auto-cura

Com sustentabilidade no topo da agenda arquitetônica, um dos assuntos que os arquitetos mais tem se dedicado é o de como prolongar a vida útil dos edifícios. Embora os métodos mais antigos - como a utilização de materiais mais robustos, estruturas adaptáveis e uma manutenção mais cuidadosa - sem dúvida alguma desempenhem um importante papel nesse desafio, um dos maiores progressos dos últimos anos tem sido o desenvolvimento de materiais capazes de auto-cura. Já conhecemos avanços relacionados com o concreto, o asfalto e o metal, e, ao que parece, chegou a vez dos plásticos.

Esse vídeo mostra um polímero flexível e transparente criado por pesquisadores da Universidade de Alicante, o qual depois de danificado pode voltar à seu estado original em apenas 10-15 segundos, sem necessidade de utilizar fontes externas. Segundo os pesquisadores, o material não produz nenhuma reação química, o que significa que o feito pode ser realizado até mesmo quando o polímero estiver imerso em água ou em outros líquidos, tornando-o ideal para uso em ambientes difíceis que possam impedir o acesso humano para reparos.