É difícil mensurar, observando uma edificação concluída, a quantidade de trabalho, recursos e conhecimentos que ali foram depositados. Todas as decisões tomadas influenciam de alguma forma o desempenho da edificação e sua durabilidade. Quanto aos detalhes de execução, nem todos os arquitetos permitem a divulgação das suas soluções construtivas. Há profissionais, no entanto, que vão na contramão e se concentram na disseminação do conhecimento, identificando decisões comuns de projeto que podem levar a patologias (como vazamentos, podridão, corrosão, mofo e odores) e formas mais econômicas de evitá-las. Essa é a ideia por trás do Building Science Fight Club, um perfil do Instagram que tem como objetivo explicar algumas questões e analisar criticamente alguns detalhes construtivos e formas de instalação de materiais. Conversamos com Christine Williamson, criadora da plataforma, sobre sua jornada. Veja a entrevista completa abaixo:
Nos últimos anos, os terraços desempenharam um protagonismo na vida urbana, atuando como refúgio, lugar de lazer e reunião, de contemplação, ou ainda como espaço de trabalho ao ar livre. Privilégio e escape nos períodos de confinamento desde o início da pandemia de Covid-19, estes espaços externos onde se pode fazer exercício, se conectar com a natureza, estudar ou trabalhar se tornaram especialmente desejados por aqueles que vivem nas grandes cidades.
A pandemia tornou evidente a importância de espaços abertos e com uma boa ventilação natural. Apesar do nome controverso, as praças elevadas e jardins suspensos apresentam soluções espaciais que favorecem um melhor conforto térmico e brindam lugares de convivência para os moradores e, dependendo dos casos, para todos os cidadãos, junto de uma vista espetacular.
https://www.archdaily.com.br/br/966024/jardins-suspensos-e-pracas-elevadas-10-edificios-que-se-abrem-ao-entorno-nas-alturasEquipe ArchDaily Brasil
A elevação do edifício em relação ao solo, realizada por meio de pilotis, libera o pavimento térreo para a circulação de pessoas. Esta solução, apontada como um dos cinco pontos da arquitetura moderna por Le Cobursier, promove uma área livre com maior conexão entre o espaço público da rua e o espaço privado do edifício. Atualmente, projetos contemporâneos adotam distintos recursos para pensar um térreo ativo que se comunique com a cidade e, generosamente, divida seu lote com o coletivo.
https://www.archdaily.com.br/br/965077/costura-urbana-15-edificios-com-terreos-livresEquipe ArchDaily Brasil
Ao projetar um edifício, um dos maiores desafios está em integrar sua base com o nível da rua. Para criar uma relação mais benéfica com a cidade, trazer olhos para a rua - como Jane Jacobs dizia - ou até mesmo configurar uma fachada ativa, diversas são as soluções empregadas por profissionais da arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/br/952911/entre-publico-e-privado-o-terreo-de-10-edificios-brasileiros-contemporaneosEquipe ArchDaily Brasil
06 encontros | 18h30 às 20h | quintas-feiras 22, 29 de outubro + 05, 12, 19, 26 de novembro
Edifícios Paulistanos – a evolução de edifícios modernos de São paulo, do projeto aos dias de hoje.
Uma vez que os passeios arquitetônicos foram impossibilitados pela atual situação, surge a ideia de criar um curso online onde possamos explorar edifícios residenciais icônicos da cidade de São Paulo. Cada aula conta com uma apresentação do projeto original do edifício, o histórico do arquiteto autor, o entendimento da proposta e como ela foi implementada na época.
Avançamos então sobre intervenções feitas por outros arquitetos nos apartamentos,
Uma vez que os passeios arquitetônicos foram impossibilitados pela atual situação, surge a ideia de criar um curso online onde possamos explorar edifícios residenciais icônicos da cidade de São Paulo. Cada aula conta com uma apresentação do projeto original do edifício, o histórico do arquiteto autor, o entendimento da proposta e como ela foi implementada na época. Avançamos então sobre intervenções feitas por outros arquitetos nos apartamentos, para entender como esses espaços se adaptaram aos dias de hoje.
O escritório Perkins and Will projetou um edifício de escritórios resiliente no sudeste de Washington DC, nos Estados Unidos, desenvolvido para sobreviver a desastres naturais. O projeto investiga e explora as relações entre seres humanos e natureza.
Edifícios culturais e corporativos oferecem a oportunidade perfeita para projetar grandes átrios. Esses espaços centrais, projetados para possibilitar o encontro de pessoas ou para ajudar na orientação dentro do edifício, são geralmente amplos e oferecem muita liberdade na etapa de concepção. Escala imponente, escadarias esculturais, materiais nobres e vegetação interna são apenas alguns dos recursos usados para dar vida a esses espaços. Para ajudá-lo com seu projeto, compilamos a seguir 15 átrios e seus desenhos de corte.
O Studio Gang divulgou detalhes de sua proposta para um edifício residencial no Brooklyn, em Nova Iorque. O 11 Hoyt foi projetado, segundo o escritório, com ênfase na natureza e espírito comunitário, respondendo à falta de espaços ao ar livre no Brooklyn por meio da criação de um “ambiente interno-externo”.
A proposta do Studio Gang, realizada em colaboração com o escritório Hill West Architects, recupera uma antiga garagem localizada em uma região de rápido crescimento cuja população aumentou 40% em vinte anos. O 11 Hoyt pretende transformar o local em um terraço verde elevado, sobre o qual se erguerá uma torre residencial de 71.000 metros quadrados de fachada escalonada.
https://www.archdaily.com.br/br/893123/studio-gang-divulga-imagens-de-novo-edificio-residencial-no-brooklyn-nova-iorqueNiall Patrick Walsh
Plaza cubierta y pasarela en Ripoll, Gerona.. Image Cortesía de RCR Arquitectes + PUIGCORBÉ arquitectes
Nos dias 19 e 20 de outubro deste ano aconteceu em Cuenca (Espanha), o Congresso Internacional "Cuenca [ON], Novas formas para uma nova sociedade" no qual arquitetos como Guillermo Vázquez Consuegra, Víctor López Cotelo e o grupo n`UNDO discutiram sobre os modelos de acessibilidade aos centros históricos urbanos de nossas cidades e de sua necessidade de melhoria a partir de uma perspectiva sustentável, econômica, social e ambiental.
No evento foram apresentadas várias propostas arquitetônicas para resolver e melhorar a acessibilidade ao centro histórico de Cuenca. Em uma cidade marcada por seu contexto geográfico e topográfico, estas intervenções mostram-se mais do que essenciais e fundamentais do que nunca no sentido de contribuir com a renovação e revitalização social, cultural e econômica do conjunto urbano.
Na Espanha existem numerosas cidades que, assim como Cuenca, precisam os precisaram de uma intervenção arquitetônica para resolver problemas de conexão de seus centros históricos. A seguir, apresentamos cinco intervenções exemplares em centros históricos espanhóis que conseguem conectar e diminuir as descontinuidades urbanas existentes entre o centro urbano e seu entorno mais imediato.
Cortesia de The United States Department of Housing and Urban Development (in public domain)
Imortalizados em fotografias, desenhos e histórias, edifícios que foram demolidos ou completamente reformados existem no domínio conhecido como "arquitetura perdida". Seja por razões econômicas ou estéticas, o antigo dá lugar ao novo, frequentemente para o desdém dos membros da comunidade e de arquitetos. Mas os edifícios antigos contam uma história sobre as políticas de preservação sempre em constante mudança - e frequentemente a contam muito melhor do que os edifícios ainda preservados poderiam contar. Como a paisagem arquitetônica continua a mudar em nosso redor, é importante reconhecer nosso passado, mesmo se seus traços foram eliminados do mundo físico.
Estão abertas as inscrições para o CONEFEC- 1° Congresso Nacional de Eficiência em Edifícios. O Congresso foi criado pela crença de que podemos desafiar o pessimismo atual e transformar o mercado da construção civil com práticas mais eficientes, viáveis, sustentáveis e inovadoras.
Criado pela Union International des Architects (UIA) em 2005 - buscando destacar a responsabilidade coletiva dos arquitetos em relação ao futuro de nossas cidades - o Dia Mundial da Arquitetura é celebrado na primeira segunda-feira do mês de outubro.
Este ano, o tema eleito pela UIA é "Architecture, Building, Climate" (Arquitetura, Construção, Clima), que busca destacar o papel essencial da arquitetura, do projeto e do urbanismo na redução das emissões de gases de efeito estufa. "A grande responsabilidade dos arquitetos no mundo de hoje é cuidar dos recursos naturais do planeta, buscando diminuir a produção de lixo e reciclar. Estes profissionais devem utilizar os recursos que se encontram em nível local de maneira inovadora e simples."
Acreditamos que através de pequenas operações, baseadas simplesmente no sentido comum, os arquitetos podem fazer a diferença e gerar grandes mudanças. Convidamos nossos leitores a celebrar este dia revisitando uma seleção de projetos que levantaram esta bandeira e contribuíram significativamente na proteção de nosso meio ambiente.
https://www.archdaily.com.br/br/774804/feliz-dia-mundial-da-arquiteturaAD Editorial Team
A experiência do nosso corpo tem a particularidade de que nos aparece simultaneamente cercana e longínqua. Efetivamente, o corpo apresenta-se a nós, em primeiro lugar, em nossa experiência de vinculação com o mundo, sem que sua própria contextura física apareça demasiado evidentemente. Fazendo um símil arquitetônico, podemos pensar na realidade de uma janela que não aparece em primeira instância referida a si mesma senão mais bem à paisagem sobre a qual se abre. Nesse contexto, podemos falar de um primeiro corpo quase invisível; de uma presença transparente.