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Art: O mais recente de arquitetura e notícia

Coreografando Lagos: Dele Adeyemo fala sobre dança, cosmologia e práticas espaciais

Exu matou um pássaro ontem com a pedra que só jogou hoje. O provérbio iorubá narra, ao mesmo tempo, uma história de reparação e de ancestralidade, ao dobrar de forma lúdica as convenções de espaço-tempo e acessar o passado por meio de ações no presente. A frase oferece uma entrada poética para tradições mais amplas da África Ocidental e para a prática do artista e arquiteto escocês-nigeriano Dele Adeyemo. Nomeado um dos vencedores do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, seu trabalho articula ecologia, espiritualidade, dança e território, investigando como práticas culturais corporificadas podem gerar possibilidades espaciais alternativas, tanto dentro quanto em oposição à arquitetura do capitalismo racial.

Nascido na Nigeria e criado no Reino Unido, Adeyemo visita Lagos há muitos anos. A partir dessa relação, desenvolveu um amplo corpo de pesquisa sobre práticas coletivas de movimento que antecedem o capitalismo e oferecem inteligências espaciais distintas, muitas vezes imaginativas, operando em paralelo aos sistemas dominantes. O ArchDaily conversou com Dele sobre suas práticas artísticas e pedagógicas, e sobre como ele identifica sofisticação projetual onde arquitetos frequentemente percebem carência.

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Trienal de Arquitetura de Lisboa 2025 analisa a tecnosfera e o impacto humano na Terra

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Trinta trilhões de toneladas. Esta é a massa estimada de toda a matéria criada pelo ser humano na Terra, e também o ponto de partida da 7ª edição da Trienal de Arquitetura de Lisboa. Curada por Ann-Sofi Rönnskog e John Palmesino, fundadores da Territorial Agency, a edição propõe uma pergunta aparentemente simples: Quão pesada é uma cidade? Para respondê-la, não basta reunir dados. É necessário um deslocamento de percepção: passar da escala da cidade para a dimensão planetária da tecnosfera.

A tecnosfera, um termo emprestado das ciências da Terra, define o vasto sistema de infraestruturas, tecnologias e materiais que sustentam a vida humana enquanto transformam o planeta. Sob essa perspectiva, as cidades não são apenas territórios, mas nós densos dentro desse metabolismo planetário. De outubro a dezembro de 2025, Lisboa se torna uma lente para examinar essa magnitude, hospedando três exposições principais (Fluxes, Spectres, Lighter), um livro de ensaios, um programa de palestras e mais de vinte projetos independentes espalhados pela cidade.

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Espaços imersivos: moldando experiências por meio da arquitetura e da arte

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Espaços imersivos são ambientes altamente sensoriais destinados a criar experiências impactantes criadas por meio de uma arquitetura com curadoria de luzes, imagens, sons e às vezes até mesmo cheiros. "Imergir" é ser envolto em um mundo moldado por estímulos sensoriais imediatos. Usar ferramentas digitais para criar esses ambientes e exibir arte, exposições cativantes e apresentar eventos de performance tornou-se cada vez mais popular. Experiências evocativas como essas podem oferecer um alívio da inundação de conteúdo digital personalizado e promover encontros compartilhados e fundamentais. O projeto desses ambientes pode existir na interseção da arquitetura, do design gráfico, da arte visual, do design de iluminação, da música e da performance. Eles destacam o poder da colaboração interdisciplinar para criar momentos memoráveis. Então, qual é o papel da arquitetura na formação desses ambientes?

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Nova tecnologia permite criar superfícies mais texturizadas e expressivas em projetos de arquitetura

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Os avanços na tecnologia de impressão 3D estão progredindo num ritmo sem precedentes, acompanhados pelo aumento na capacidade computacional para manipular e criar geometrias complexas. Essa sinergia oferece aos arquitetos um alto grau de liberdade artística em relação às texturas que podem ser geradas, graças à alta resolução e à capacidade de fabricação rápida. Se as dificuldades técnicas inerentes à produção estivessem fora de questão e os arquitetos pudessem esculpir virtualmente qualquer coisa em uma fachada, o que eles fariam?

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Festivais de música em 2023: a interseção entre arte, tecnologia e arquitetura

Festivais de música podem oferecer a artistas, designers e arquitetos uma plataforma para apresentar seu trabalho para grandes multidões. A própria escala dessas instalações, o espaço para exploração artística e o vasto público que alcançam podem representar aos designers uma oportunidade para mostrar suas ideias. Através da escala, cor, imagens e iluminação, essas instalações criam impressões duradouras nas pessoas que frequentam esses eventos e naqueles que as veem através de notícias ou redes sociais. Alguns temas explorados este ano incluíram reformular elementos familiares de formas inéditas, geometrias abstratas de grande escala e o uso de materiais inovadores.

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Museu das Migrações em Roterdã contará as histórias dos fluxos migratórios globais

O Museu FENIX, projetado por MAD Architects, está previsto para inaugurar em 2025 no porto da cidade de Roterdã. O espaço pretende contar as histórias das migrações globais através do encontro entre arte, arquitetura, fotografia e história. O museu começou a ser construído em 2020, quando as primeiras imagens do projeto foram divulgadas. A MAD Architects está também colaborando com o Bureau Polderman para restaurar um armazém histórico de 1932, que será a base e o ponto inicial da experiência museológica.

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Dissolver os contornos entre arte e arquitetura: conhecendo a obra de Diogo Aguiar Studio

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As interseções entre arte e arquitetura são muitas: a fruição estética, a composição de elementos formais, a relação com o lugar, a abstração, entre outras inúmeras. As combinações possíveis entre aspectos desses dois campos do conhecimento faz com que cada escritório de arquitetura (ou artista) destaque-se em sua prática e linguagem. O Diogo Aguiar Studio é um dos escritórios de arquitetura que explora esses cruzamentos entre arte e arquitetura, e distende os contornos que separam um campo do outro.

Essa atuação entre arquitetura e arte informa e move cada projeto, resultando em um trabalho que não apenas busca atender as necessidades funcionais, mas também explora novas fronteiras no que diz respeito à pesquisa espacial. Destacam-se especialmente a pesquisa material e sensorial de espaços arquitetônicos e artísticos imersivos.

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"A arquitetura pode ser maior que sua própria escala ou temporalidade": entrevista com Diogo Aguiar Studio

Por mais trágicas que sejam, crises costumam fomentar adaptabilidade e resiliência. Na arquitetura, desafiam profissionais a adequar sua produção a encomendas menores e menos frequentes. Esse é o caso do Diogo Aguiar Studio, ateliê português com sede no Porto fundado em 2016, na recuperação de uma profunda crise econômica, que, desde seu surgimento, se viu obrigado a reinventar modos de operar dentro do campo da arquitetura.

Com interesse em escalas e tipologias variadas, o estúdio trabalha entre os campos da arquitetura e da arte, realizando projetos arquitetônicos de pequena envergadura e instalações espaciais, temporária ou não, para o espaço público. Formado por Diogo Aguiar, Daniel Mudrák, Adalgisa Lopes, João Teixeira, Cláudia Ricciuti e Marta Bednarczyk, o estúdio fundamente sua prática na crença de que "não existem projetos pequenos e, sobretudo, que não existem projetos menores". A habilidade de responder inventivamente a demandas e contextos diversos garantiu ao estúdio um lugar na lista de Melhores Novas Práticas de Arquitetura do ArchDaily 2023.

"A arquitetura pode ser maior que sua própria escala ou temporalidade": entrevista com Diogo Aguiar Studio - Image 1 of 4"A arquitetura pode ser maior que sua própria escala ou temporalidade": entrevista com Diogo Aguiar Studio - Image 2 of 4"A arquitetura pode ser maior que sua própria escala ou temporalidade": entrevista com Diogo Aguiar Studio - Image 3 of 4"A arquitetura pode ser maior que sua própria escala ou temporalidade": entrevista com Diogo Aguiar Studio - Image 4 of 4A arquitetura pode ser maior que sua própria escala ou temporalidade: entrevista com Diogo Aguiar Studio - Mais Imagens+ 10

Artista japonês cria complexos modelos tridimensionais de papel

 Artista japonês cria complexos modelos tridimensionais de papel  - Image 2 of 4
© Katsumi Hayakawa

A exposição "Paperworks" do artista japonês Katsumi Hayakawa explora a impressão da densidade arquitetônica através de delicadas instalações feitas de papel. As complexas esculturas foram todas produzidas manualmente, peça a peça, com papel e cola, criando uma inspiradora montagem de cenários urbanos sobrepostos das mais variadas escalas. A seguir, mais informações e imagens sobre o trabalho de Hayakawa.

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O artista Mark Lascelles Thornton fala sobre sua obra "The Happiness Machine"

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Há pouco mais de ano, publicamos uma ilustração em andamento que fisgou nossa atenção e imaginação pela combinação de sua enorme escala e seu detalhamento meticuloso. Agora, "The Happiness Machine," um desenho de 2,44m x 1,52m, de Mark Lascelles Thornton, está completo, após três anos e mais de 10 mil horas de trabalho árduo.

Lascelles Thornton, um artista autodidata que mora em Londres, que descreve a si mesmo como "uma daquelas crianças que estava desenhando antes mesmo de caminhar", concebeu a obra como resposta pessoal à crise financeira global, focando em temas socioeconômicos como consumismo, globalização, escassez de recursos, urbanismo e arquitetura. Nós conversamos com Lascelles Thornton sobre sua obra, discutindo os temas da peça e o compromisso - ou, como ele descreve, "engenharia emocional" - necessária para esta empreitada colossal.

Leia a entrevista completa e veja algumas imagens detalhadas do trabalho, a seguir.

O artista Mark Lascelles Thornton fala sobre sua obra "The Happiness Machine" - Image 1 of 4O artista Mark Lascelles Thornton fala sobre sua obra "The Happiness Machine" - Image 2 of 4O artista Mark Lascelles Thornton fala sobre sua obra "The Happiness Machine" - Image 3 of 4O artista Mark Lascelles Thornton fala sobre sua obra "The Happiness Machine" - Image 4 of 4O artista Mark Lascelles Thornton fala sobre sua obra The Happiness Machine - Mais Imagens+ 16

Ilustrações dos estádios da Copa no Mundo no Brasil, por André Chiote

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Em comemoração à Copa do Mundo no Brasil, o arquiteto e ilustrador André Chiote produziu uma série de ilustrações sobre os estádios mais icônicos da competição. Comparando a importância social desses estádios à importância de Catedrais, Chiote acredita que "estes novos objetos arquitetônicos são marcos na paisagem das cidades que perpetuarão como um legado cultural e social", e ilustra essas estruturas através de uma estética abstrata que faz uso das cores da bandeira brasileira. Veja, a seguir, a série completa de ilustrações de Chiote.