Este artigo é o quinto de uma série focada na Arquitetura do Metaverso. O ArchDaily colabora com John Marx, arquiteto, fundador e diretor artístico-chefe da Form4 Architecture, para trazer artigos mensais que buscam explorar o Metaverso, transmitir o potencial desse novo domínio e entender suas limitações.
Os escritores de ficção científica nos inspiram com visões audaciosas e provocativas do futuro. Huxley, Orwell, Assimov e Bradbury são nomes que facilmente vêm à mente. Eles imaginaram grandes avanços tecnológicos e muitas vezes previram mudanças na estrutura social que foram resultado da necessidade humana de abrir a Caixa de Pandora. Grande parte do charme e fascínio da ficção científica está na audácia de algumas dessas previsões. Elas parecem desafiar as leis da natureza e da ciência. Então, mais rápido do que se poderia imaginar, o espectro da inventividade humana faz com que se tornem realidade.
Lo-tech Augmented Reality. Image Courtesy of James Corbett
Os softwares de realidade aumentada (RA) têm marcado presença entre as ferramentas profissionais de projeto há algum tempo. Mas o recente lançamento dos óculos Vision Pro da Apple mostra que o setor de dispositivos vestíveis de realidade mista está ganhando espaço também nos mercados de consumo, à medida que uma das maiores marcas mundiais de design e tecnologia entra nesse ramo.
Uma das principais razões para a imensa expectativa em torno da incursão da Apple no hardware de RA/RV é a decisão de posicioná-lo como "computação espacial". Ao utilizar a complexidade da realidade aumentada para aprimorar um setor familiar ao consumidor - a computação pessoal - a marca sediada em Cupertino simplificou toda a experiência, ampliando sua compreensão e apelo.
No dia 5 de junho, a Apple lançou o Apple Vision Pro, um novo tipo de computador espacial que utiliza óculos de realidade aumentada para permitir aos usuários experimentar uma mistura entre os mundos digital e físico. O dispositivo promete oferecer aos usuários uma tela infinita para aplicativos, maior e mais imersiva do que as telas tradicionais, permitindo que permaneçam presentes e conectados com outras pessoas. Ele conta com o visionOS, o primeiro sistema operacional espacial para criar esta nova forma de interagir com o conteúdo digital. Conceitos anteriores como o metaverso já prometeram transformar a forma como experimentamos os mundos digitais, e os arquitetos aproveitaram a oportunidade para mergulhar no design de espaços virtuais sem restrições. A pergunta agora é se este novo dispositivo poderá trazer novas formas de vivenciar espaços tridimensionais, para melhor integrar a arquitetura com ambientes digitais.
Quando alguém entra em um Starbucks, sabe quase instantaneamente que está no famoso café, e não em um McDonald's. Além da equipe uniformizada e de uma placa gigante na porta, existem inúmeros outros fatores que fazem um Starbucks parecer um Starbucks. Texturas, materiais, formas, cores, layouts, móveis e iluminação contribuem para a experiência de estar em um ambiente de marca reconhecida. Esses elementos são reproduzidos pelo mundo para criar uma imagem identificável. À medida que os padrões econômicos mudam, as marcas buscam estender suas identidades em experiências espaciais, a fim de se envolver melhor com seus clientes.
Na semana passada, a Apple abriu sua maior loja na Europa, localizada dentro do Palazzo Marignoli de Roma, do século 19. Projetado por Foster + Partners, Apple Via del Corso celebra o edifício histórico, revelando seus murais de 1890, afrescos e trabalhos de graffiato dos anos 1950, que ficaram escondidos da vista por décadas. O projeto cria uma justaposição entre as camadas históricas, a arte e a estética minimalista característica das lojas da Apple.
À primeira vista, parece que a força dos projetos de arquitetura das lojas da Apple são uma mera consequência da qualidade do design de seus produtos. Entretanto, desde que Steve Jobs inaugurou a primeira AppleStore em 2001, a gigante americana da industria da tecnologia mudou seu conceito de projeto de arquitetura e também de iluminação, pelo menos, cinco vezes. Desta maneira, parece que a medida que uma marca cresce e se expande no mercado internacional, novos ares e novas ideias são mais do que apenas um desejo, mas uma necessidade para que ela possa manter sua posição no mercado. Em cada um destes períodos conceituais que guiaram os projetos das suas lojas, a Apple fez uso de detalhes e sistemas sofisticados em busca de um projeto de iluminação perfeito - uma estratégia fundamental para aprimorar a qualidade ambiental destes espaços assim como a sustentabilidade e eficiência de suas lojas.
Para empresas de tecnologia, imagem é tudo. Seja o iPhone mais novo, a mais recente interface do Slack ou a atualização do Uber, essas gigantes se esforçam diariamente para manter o usuário envolvido e para manter sua imagem jovem, atual e de vanguarda. Invariavelmente, essa necessidade de ser percebido transcende a tela digital e se manifesta na arquitetura dos escritórios onde essa inovação ocorre.
Em todo o mundo, de Dublin a Tel Aviv e Tóquio, os espaços de trabalho das maiores empresas de tecnologia do mundo estão redefinindo a forma como os escritórios são projetados, auxiliados por arquitetos de ponta como Foster + Partners, Snøhetta e Gehry Partners. Embora nosso artigo recente sobre soluções para home offices flexíveis reflita questões de funcionalidade e expressão individual, os 30 espaços de trabalho abaixo dedicam-se à colaboração e inspiração através de escalas, cores, formas e elementos inesperados.
O escritório Foster + Partners concluiu a nova Apple Store de Miami, EUA. Concebido de modo a incorporar a atmosfera da cidade, o projeto apresenta uma cobertura abobadada que lembra as raízes marítimas da cidade. A materialidade e os fluxos que convergem no projeto são inspirados nos edifícios Art Deco da região.
Recentemente o Sesc Avenida Paulista lançou um aplicativo para que usuários em todo o mundo façam imersões pela vista oferecida no Mirante da unidade, explorem passeios georreferenciados por assuntos tão diversos quanto os centros culturais e as espécies de árvores localizadas na região, ouçam passeios sonoros sobre a avenida ou sobre as obras de arte brasileira expostas na unidade, brinquem com um jogo de composição inspirado na fachada do edifício, acessem a agenda completa da programação, entre outros recursos e funcionalidades. O aplicativo está disponível para download gratuito aqui e nas lojas oficiais da Apple e da Google.
https://www.archdaily.com.br/br/918100/conheca-o-aplicativo-do-sesc-avenida-paulistaPedro Vada
A maior e mais famosa empresa do vale do silício, a Apple, anunciou que investirá mais de US$1 bilhão de dólares na construção de uma nova sede em Austin. Além do novo Campus do Texas, a Apple pretende ainda construir novas instalações menores em Seattle, San Diego e Culver City. O projeto para Austin, o qual permanece em segredo, deveria proporcionar a criação de pelo menos 5 mil novos empregos na cidade, o que deverá causar uma nova onda de migração tendo em vista o exorbitante preço atual das casas e apartamentos na região da Baía de São Francisco.
A Apple divulgou novos detalhes sobre seus novos modelos de MacBook Air, Mac Mini e iPad Pro. O MackBook Air finalmente ganhou o Retina Display e seu design tem novas características também, como o sensor de digital Touch ID. O redesenho dos produtos também se estende até o novo iPad Pro, que quase se livra da borda que tradicionalmente define as laterais da tela dos produtos Apple. Além disso, a tecnologia de reconhecimento facial Face ID foi incluída no tablet.
Quer aproveitar ao máximo o seu Apple Pencil no aplicativo Trace? O vencedor do Prêmio Roma, Javier Galindo, compartilha alguns recursos que ajudarão a aprimorar seus desenhos feitos no Trace.
A Piazza Liberty Store, da Apple, projetada pela Foster + Partners, foi aberta ao público em Milão, na Itália. O projeto foi construído em uma praça perto do Corso Vittorio Emanuele, uma das ruas pedestres mais populares da cidade.
A nova loja ostenta uma dramática cascata que envolve a entrada e, ao mesmo tempo, serve de pano de fundo de um grande anfiteatro ao ar livre. A Piazza Liberty é a primeira loja da Apple da Itália, construída a partir da colaboração entre a empresa e o escritório de Norman Foster.
https://www.archdaily.com.br/br/899170/nova-loja-da-apple-em-milao-de-foster-plus-partners-conta-com-cascata-na-entradaNiall Patrick Walsh
Primeiro lugar: Fotografia de Massimo Graziani, Itália. Cortesia de IPPAWARDS
O iPhone Photography Awards (IPPAWARDS) anunciou os vencedores da edição de 2018 da competição anual. Fundada em 2007, mesmo ano do lançamento do primeiro iPhone, IPPAWARDS é a primeira e mais antiga competição de fotografia com iPhones. Agora em seu 11º ano, os prêmios continuam a selecionar as melhores imagens tiradas por iPhones, iPads ou iPods touch através de uma variedade de categorias, incluindo Paisagem, Animais, Pessoas, Natureza Morta e Arquitetura.
A categoria de arquitetura deste ano foi vencida por Massimo Graziani, da Itália, pela foto "Rampage", realizada na Via Allegri, em Roma. O segundo prêmio foi concedido a KuangLong Zhang, da China, com uma imagem de uma das mesquitas mais antigas do Irã, enquanto o terceiro prêmio foi para Nasra Al Sharji, de Omã, com uma foto matutina do Burj Khalifa em Dubai.
https://www.archdaily.com.br/br/898640/conheca-as-melhores-fotos-de-arquitetura-tiradas-com-iphones-em-2018Niall Patrick Walsh
Apple Store, Sands Cotai Central, Macau - exterior à noite com o cubo iluminado e plantação de bambu emoldurando a entrada com as pessoas. Imagem Cortesia deNigel Young, Foster + Partners
Foster + Partners publicou imagens da sua recém-inaugurada Apple Store em Macau, destinada a ser um "novo oásis de calma" contra a agitação da cidade. A loja, inaugurada em 29 de junho, foi projetada em resposta a um requerimento por "um espaço convidativo e contemplativo, onde a tecnologia, o entretenimento e as artes se unem para dar uma contribuição positiva à cidade".
Apple Park Visitor Center. Imagem Cortesia de Foster + Partners
O amor inabalável da Apple pelo vidro e pelas bordas infinitas é um dos principais motivos pelos quais milhares de designers e arquitetos são assíduos e fiéis consumidores de seus produtos. Entretanto, estas qualidades podem causar uma certa confusão quando aplicadas também à um projeto de arquitetura, como no caso da nova sede da Apple projetada por Foster + Partners, em Cupertino. Funcionários da empresa têm se chocado contra as paredes de vidro "invisíveis" com uma frequência cada vez mais alta.
Poucas semanas após sua inauguração, a mais nova loja-conceito da Apple projetada pelo escritório Foster + Partners está enfrentando o seu primeiro inverno em Chicago - e não parece estar sendo fácil.
Conforme relatado pelo the Verge e também pelo 9to5Mac, o espaço aberto da loja em frente ao rio foi isolado devido aos longos e perigosos "pingentes de gelo" que estão se formando nos beirais da fina cobertura em forma de MacBook. Diversos letreiros cercam a loja em seu acesso junto ao Pioneer Court e avisam "cuidado, queda de gelo e neve".
O projeto para a construção da primeira loja conceito da Apple no hemisfério sul foi apresentado no mês passado em Melbourne, provocando enorme indignação entre a comunidade local, a qual critica a falta de compromisso do poder público no processo de aprovação do projeto.
O projeto do novo edifício de três pavimentos, projetado por Foster + Partners, exige a demolição de um edifício existente, o Yarra Building, alterando o atual caráter da Federation Square, um popular espaço público de encontro e realização de eventos. Acontece que, antes de ser anunciado publicamente, o projeto já havia superado a primeira etapa de aprovação, graças a uma parceria com a cidade de Melbourne.
https://www.archdaily.com.br/br/886670/habitantes-de-melbourne-protestam-contra-a-aprovacao-sigilosa-da-primeira-loja-da-apple-no-hemisferio-sulAD Editorial Team