Nos deparamos diariamente com uma abundância de imagens de interiores de apartamentos e casas, frequentemente espaços amplos e bem iluminados, pés-direitos generosos e com grandes aberturas. Espaços integrados e semi-abertos, varandas e sacadas que dissimulam os limites entre espaços interiores e exteriores, cozinhas impecáveis e estantes de livros do piso ao teto. Entretanto, por trás das imaculadas paredes brancas destes elegantes espaços domésticos, escondem-se outros ambientes menos cândidos: espaços sem ventilação ou iluminação natural, os quais ainda hoje, são dedicados às pessoas responsáveis por manter a imagem da casa casta, pura e impoluta.
Neste país de muitas contradições, a organização espacial de nossos ambientes domésticos—estejam eles localizados em uma estrutura do século passado, em uma casa dos anos 50 ou em um apartamento cheirando a novo—reflete um legado “colonialista” enraizado em nossa cultura e que insiste em perseverar até os dias de hoje. Proprietários e patrões, ou pelo menos uma boa parte deles, nunca se deteve a refletir sobre as atuais condições dos espaços habitados por seus subordinados e trabalhadores domésticos, não apenas em relação ao espaço físico em si, mas principalmente em termos de salubridade, conforto e qualidade de vida.
Buscando na história da arquitetura, você poderia ser perdoado por pensar que as mulheres eram uma invenção da década de 1950 no ramo, mas isso isso está longe de ser verdade. Grandes nomes como Le Corbusier, Mies, Wright e Kahn, muitas vezes tinha igualmente inspiradores pares femininos, mas a estrutura rígida da sociedade fez com que suas contribuições fossem esquecidas.
Embora o sol esteja a quase 150 milhões de quilômetros de distância, é essa estrela o que possibilita a vida no nosso planeta. Mas nem sempre a arquitetura aproveita da melhor forma todos os recursos oferecidos pela natureza.
Por definição, “energia solar passiva é a coleta e a distribuição de energia obtida pelo sol usando meios naturais”. O conceito simples e o processo de implementação de sistemas passivos de energia solar fornecem calor, iluminação, energia mecânica e eletricidade aos edifícios da maneira mais ambientalmente consciente possível.
Neste artigo, forneceremos um guia completo de implementação de sistemas solares passivos em seus projetos.
Exposições Mundiais têm sido importantes no avanço da inovação e do discurso arquitetônico. Muitos dos nossos monumentos mais amados foram projetados e construídos especificamente para as feiras mundiais, apenas para permanecerem como objetos icônicos nas cidades que os hospedam. Mas como as Expos já criaram marcos arquitetônicos tão duradouros, e esse ainda é o caso hoje? Ao longo da história, cada nova Expo ofereceu aos arquitetos uma oportunidade de apresentar ideias radicais e usar esses eventos como um laboratório criativo para testar inovações ousadas em tecnologia de projeto e construção. As feiras mundiais inevitavelmente encorajam a concorrência, com todos os países se esforçando para dar o melhor de si a qualquer custo. Essa carta branca permite que os arquitetos evitem muitas das restrições programáticas das comissões diárias e se concentrem em expressar ideias em sua forma mais pura. Muitas obras-primas como o Pavilhão Alemão de Mies van der Rohe (mais conhecido como o Pavilhão de Barcelona), para a Exposição Internacional de Barcelona de 1929 são tão dedicadas à sua abordagem conceitual que só poderiam ser possíveis no contexto de um pavilhão de exposições.
Reunimos algumas das mais importantes Exposições Mundiais da história para observar mais de perto o impacto delas no desenvolvimento arquitetônico.
Descrição enviada pela equipe de projeto. Construído para os Jogos Olímpicos de 1964 em Tóquio, o Ginásio Nacional Yoyogi tornou-se um ícone arquitetônico por seu projeto característico. Projetado por Kenzo Tange, um dos arquitetos modernistas mais famosos do Japão, o ginásio é uma mescla da estética modernista ocidental e da arquitetura tradicional japonesa.
Descrição enviada pela equipe de projeto. Com um anseio de criar uma declaração dramática, uma quantidade ótima de vistas panorâmicas, espaços abertos transparentes e janelas, foi contrastada com o peso e a ousadia das formas retangulares de concreto.
Richard Meier, vencedor do Prêmio Pritzker e da medalha de ouro do AIA, completa hoje 82 anos. Com influências como Benini e Borromini, assim como Le Corbusier e Louis Kahn, este grande arquiteto é conhecido por sua filosofia de projeto, arquitetura abstrata e uso do branco em suas obras.
https://www.archdaily.com.br/br/01-146278/feliz-aniversario-richard-meierKatherine Allen
Neste artigo publicado originalmente na revista Casas, sua autora nos conta a história da arquiteta e desenhista irlandesa Eileen Gray.Desconhecida para muitos, Gray foi a fonte de inspiração para milhares de arquitetos e desenhistas ao redor do mundo. É fato que Le Corbusier foi seu maior admirador e também seu maior inimigo.
https://www.archdaily.com.br/br/795814/eileen-gray-a-historia-por-tras-da-arquitetaMaría José Mora D
O Bankside Power Station, em Londres, ficou em desuso de 1981 até 2000, quando abriu ao público como o Museu Tate Modern. Os arquitetos suíços Herzog & de Meuron abordaram a conversão com gestos relativamente leves, criando um espaço público contemporâneo sem diminuir a presença histórica da edificação. O ícone cultural impressionante tornou-se, desde então, o museu de arte moderna mais visitado no mundo, revitalizando a área industrial, antigamente isolada.
Resolvi fazer arquitetura de forma bem inocente depois de ter feito vários testes vocacionais que encontrei no Google. Quando descobri ser um dos cursos mais concorridos nas universidades públicas brasileiras, pensei em desistir. Mas já estava fisgada pela história da arquitetura e seu papel social.
Entretanto, nada é perfeito. Arquitetura e Urbanismo é um dos cursos mais elitizados nas mais renomadas universidades brasileiras e isso reflete também para fora das salas de aula. O arquiteto passou a servir aos mais ricos, deixando de lado as necessidades urbanas e os mais pobres.
"Cuba vai poder dizer que tem a mais bela academia de artes do mundo."- Fidel Castro (1961)
A Escola Nacional Cubana de Artes, originalmente idealizadas por Fidel Castro e Che Guevara em 1961, é talvez a maior conquista arquitetônica da Revolução Cubana. O projeto inovador das escolas, que visam trazer instrução cultural à nação, encapsulou a visão radical e utópica da Revolução. Infelizmente, o entusiasmo idealista da nação durou pouco e as Escolas rapidamente caíram em desuso, sendo levadas à decadência antes mesmo de estarem concluídas. Hoje, após quase quatro décadas de negligência, os arquitetos retornaram para tentar fazer que essas escolas abandonadas voltem à sua glória pretendida.
O ex-presidente dos EUA, Theodore Roosevelt disse uma vez que brincar é uma necessidade fundamental - tanto que os playgrounds devem ser acessíveis a todas as crianças, assim como são as escolas.
Em países de todo o mundo, os arquitetos estão se tornando cada vez mais inovadores ao criar ambientes onde as crianças podem explorar sua imaginação.
Hoje, os playgrounds podem flutuar no oceano ou tomar a forma de um enorme e colorido crocodilo.
A seguir você verá alguns dos melhores exemplos de parques infantis ao redor do mundo que o farão desejar voltar a ser criança.
Esta é sem dúvida uma das maiores mudanças que nossas cidades estão enfrentando. O reinado do automóvel chegou ao fim e o espaço das ruas está sendo aos poucos devolvido às pessoas,
São cada vez mais evidentes os efeitos negativos que os automóveis criam nos espaços urbanos. Os mais evidentes são a poluição do ar, os acidentes de trânsito e, claro, todo o espaço que ocupam, gerando congestionamentos e ambientes desagradáveis para as pessoas que caminham.
Em muitas cidades hoje em dia, o automóvel não é a forma mais eficiente de se deslocar. Por exemplo, em Londres os automóveis têm uma média de velocidade inferior a das bicicletas. Os motoristas de Los Angeles passam 90 horas por ano presos em engarrafamentos e, segundo um estudo britânico, os condutores passam 106 dias de suas vidas procurando uma vaga para estacionar seu carro.
A Fast Company realizou uma seleção de 7 cidades que seguem em frente na iniciativa de tirar os carros das ruas, um processo que muitas outras cidades experienciarão num futuro não muito distante.
A utilização da luz pode levar a diversos sentimentos: um raio de sol chama a atenção; o brilho sobrepõe; o céu noturno fascina, enquanto que uma densa floresta escura desperta medo. As religiões têm feito uso destas experiências para transmitir os aspectos místicos de suas respectivas divindades - assim, também o fazem os seus edifícios construídos.
A seguir, uma exploração das diferentes abordagens de uso da luz como veículo de significado simbólico e experiência espiritual em espaços religiosos.
Um volume cilíndrico de tijolos, sem aberturas laterais. Mede cinquenta metros de diâmetro e nove metros e dez centímetros de altura. Surge de um espelho d'água circular em torno do seu perímetro. Dele saem os doze arcos de raios diferentes, porém dispostos simetricamente, que sustentam o edifício. Um escultura de alumínio coroa o edifício e marca o ponto de entrada da iluminação zenital ao altar.
Neste artigo, originalmente publicado em Metropolis Magazine como "A Time-Out," Carl Robinson relembra a arquitetura de Ho Chi Minh City dos anos 1960 e discute como a paisagem urbana mudou nos anos seguintes. Com o Vietnã enfrentando uma crise econômica, ele questiona, como a cidade pode se desenvolver?
Nos últimos 15 anos, com o Vietnã finalmente deixando seus longos anos de guerra para trás, a antiga capital de South Vietnam - Saigon - se tornou a potência econômica do país. Até recentemente, Ho Chi Minh City (HCMC) era uma cidade em crescimento. Mesmo antes de seu movimentado aeroporto internacional, havia novos edifícios se erguendo entre os subúrbios alastrados e lotados, espalhados pela paisagem dos rios sinuosos ao redor da cidade.
No centro, onde as torres da catedral da cidade uma vez dominaram skyline, uma silhueta impressionante de edifícios alcançam o céu tropical. O sentimento do século XXI da cidade continua através de seu novo terminal (projetado por GWA) e por uma ampla avenida com edifícios contemporâneos de escritórios e lojas. Eventualmente cheguei às ruas arborizadas da velha Saigon, o bairro residencial criado pelos franceses há mais de 150 anos.
https://www.archdaily.com.br/br/01-149499/pode-a-arquitetura-de-ho-chi-minh-city-ser-salva-por-sua-economiaKatherine Allen