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Carbono incorporado nos materiais de construção: O que é e como calcular

Qualquer atividade humana impacta de alguma forma o meio ambiente. Algumas menos, outras muito mais. Segundo o United Nations Environment Programme (Unep), o setor da construção é responsável por até 30% de todas as emissões de gases que contribuem ao efeito estufa. Atividades como mineração, processamento, transporte, operação de indústria e combinação de produtos químicos resultam na liberação de gases como o CO2, CH4, N2O, O3, halocarbonos e vapor d’ água. Estes, quando lançados na atmosfera, absorvem uma parte dos raios do sol e os redistribuem em forma de radiação na atmosfera, aquecendo o planeta. Com uma quantidade desenfreada de gases sendo lançados cotidianamente, essa camada é engrossada, fazendo com que a radiação solar entre e não consiga sair do planeta, acarretando em impactos quase incalculáveis para a humanidade, como desertificação, derretimento das geladeiras, escassez de água, tempestades, furacões, inundações, alterações de ecossistemas, redução da biodiversidade.

Como arquitetos, uma das nossas maiores preocupações deveria ser de que forma é possível diminuir as emissões de carbono incorporados nas construções. Conseguir mensurar, quantificar e qualificar os impactos é um primeiro caminho. 

Casa em Hakuraku / Tato Architects

© shinkenchiku_sha© shinkenchiku_sha© shinkenchiku_sha© shinkenchiku_sha+ 23

  • Arquitetos: Tato Architects
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  176
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2017

Casa K / miya akiko architecture atelier

© Shinkenchiku-sha© Shinkenchiku-sha© Takumi Ota© Takumi Ota+ 29

Yokohama, Japão

Incorporando o fogo em projetos externos: dicas e exemplos para lareiras

Whidbey Island Farm Retreat / mwworks. Image © Kevin ScottFireplace for Children / Haugen/Zohar Arkitekter. Image © Jason Havneraas & Grethe FredriksenCarraig Ridge Fireplace / Young Projects. Image © Bent René SynnevågVC House / Dumay Arquitectos. Image © Ignacio Infante Cobo+ 17

Yuval Noah Harari aponta que, por volta de 300 mil anos atrás, os Homo erectus, os neandertais e os antepassados do Homo sapiens já utilizavam o fogo diariamente. Segundo o autor do best-seller internacional “Sapiens”, o fogo abriu a primeira brecha significativa entre o homem e outros animais. “Ao domesticar o fogo, os humanos ganharam controle de uma força obediente e potencialmente ilimitada.” Alguns estudiosos, inclusive, acreditam que há relação direta entre o advento do hábito de cozinhar os alimentos (possível por conta da domesticação do fogo), ao encurtamento do trato intestinal e o crescimento do cérebro humano, que permitiu que os seres humanos se desenvolvessem e criado tudo o que temos.

Policarbonato para interiores: 8 exemplos de arquitetura translúcida em ambientes internos

© Federico Villa Studio© Federico Villa Studio© Peter Dixie© Yijie Hu+ 35

Diversificar os materiais de um espaço interno pode melhorar muito sua profundidade e interesse visual. Ao mesmo tempo, adicionar partições ou outras delimitações de espaço interno pode ajudar a organizar o fluxo, a circulação e a visibilidade. O policarbonato, um tipo de termoplástico leve e durável, é um excelente material para tais funções.

Em sua forma bruta, o policarbonato é totalmente transparente, transmitindo luz com quase a mesma eficácia do vidro. Também é mais leve e mais forte do que o vidro e mais resistente do que outros plásticos semelhantes, como acrílico, poliestireno, ABS ou náilon, tornando-o uma boa escolha para projetistas que buscam materiais duráveis, resistentes ao impacto e ao fogo que ainda possam transmitir luz. Como o vidro, é um filtro UV natural e pode ser colorido ou matizado para obter transparência, mas também é valorizado por sua flexibilidade, permitindo que seja moldado em qualquer tamanho ou formato. Por fim, é facilmente reciclável porque se liquefaz em vez de queimar, tornando-o pelo menos mais ecologicamente correto do que outros plásticos termofixos. Por exemplo, o policarbonato reciclado pode reagir quimicamente com o fenol em uma usina de reciclagem para produzir monômeros que podem ser transformados novamente em plástico.

Habitação de uso misto: trazendo programas comerciais, culturais e industriais para a casa

© Eric Dinardi© Ernst Theofilus© Kyungsub Shin© Kenta Hasegawa+ 38

Residências unifamiliares têm passado por uma transformação silenciosa nos últimos anos. Os custos crescentes dos terrenos, o cresciment urbano e a falta de espaço disponível para construção provocaram um aumento no desenvolvimento de moradias de uso misto. Como resultado, arquitetos passaram a incorporar com mais frequência programas de uso comunitário em projetos residenciais privados, sendo possível encontrar, em algumas partes do mundo, casas que integram usos comerciais, culturais, educacionais ou até mesmo industriais. 

Esses projetos podem se desenvolver tanto verticalmente – em dois ou mais pavimentos – quanto horizontalmente, em lotes adjacentes ou ao redor de um espaço aberto. A seguir, 12 exemplos de casas contemporâneas de uso misto.

Guia de arquitetura para projetos desmontáveis

O conceito de Design for Disassembly (DfD) ou “projetar para desmontar”, é uma prática que vem ganhando força ao longo dos últimos anos entre arquitetos do mundo todo. Tal abordagem revela uma crescente preocupação com o excessivo consumo de recursos naturais, o desperdício e a baixa taxa de reciclagem na indústria da construção civil. O artigo a seguir pretende analizar em detalhe esta nova tendência na arquitetura, apresentando algumas diretrizes de projeto que contemplam a possibilidade de desmontagem e reciclagem de edifícios no futuro, oferecendo uma melhor compreensão desse conceito e seu impacto na prática profissional da arquitetura e na economia circular.

The Circular Building by Arup was designed for disassembly and reuse. Image © Simon KennedyLendager Group’s Wasteland exhibition. Image © Rasmus Hjortshøjthe aluminium facade of Østre Havn Parking House G2 by SANGBERG Architects was designed to be easily dismantled and recycled. Image © Rasmus HjortshøjDetails of Nest We Grow / Kengo Kuma & Associates + College of Environmental Design UC Berkele. Image © Shinkenchiku Sha+ 11

The Blend Inn Hotel / Tato Architects

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Osaka, Japão

Casa do penhasco / PLANET Creations Sekiya Masato Architecture Design Office

© Akira KITA© Akira KITA© Akira KITA© Akira KITA+ 25

Casa e Escritório em Hofu / Tato Architects

Vista do terraço e da recepção da loja. Imagem © Shinkenchiku ShaVista do interior da loja a partir do terraço 2. Imagem © Shinkenchiku ShaQuarto. Imagem © Shinkenchiku ShaVista da entrada do terraço 2 através da loja .. Image © Shinkenchiku Sha+ 34

  • Arquitetos: Tato Architects
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  460
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2018

Como incorporar jardins e hortas em projetos residenciais

Os jardins internos podem contribuir com importantes benefícios para a vida doméstica, variando da beleza estética à melhoria da saúde e da produtividade. Pesquisas mostraram que plantas nos interiores das edificações ajudam a eliminar os poluentes do ar, os chamados de compostos orgânicos voláteis (COV), liberados de colas, móveis, roupas e solventes, conhecidos por causar doenças. Eles também aumentam as percepções subjetivas de concentração e satisfação, bem como medidas objetivas de produtividade. Jardins internos podem até reduzir o uso de energia e os custos devido à menor necessidade de circulação de ar. Esses benefícios complementam as óbvias vantagens estéticas de um jardim bem projetado, tornando o jardim interno um recurso residencial atraente em várias frentes.

Courtesy of TAA DESIGN© BK© Rafael GamoHydroponic gardening. Image © Needpix user naidokdin+ 42

Casa em Tsukimiyama / Tato Architects

© Shinkenchiku Sha© Shinkenchiku Sha© Shinkenchiku Sha© Shinkenchiku Sha+ 20

Kōbe, Japão
  • Arquitetos: Tato Architects
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  69
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2015

Em foco: Kengo Kuma

Kengo Kuma (nascido em 8 de agosto de 1954) é um dos arquitetos japoneses de maior expressividade atualmente. Suas reinterpretações de elementos tradicionais da arquitetura japonesa envolvem inovações no uso de materiais naturais e novas formas de pensar a relação da luz com o espaço. Seus edifícios não buscam se dissolver na paisagem, como fazem algumas obras japonesas atuais, em vez disso, sua arquitetura busca manipular elementos tradicionais, criando obras de discurso claro que apresentam relação com seus entornos. Estas misturas de elementos tradicionais e high-tech se provaram bem sucedidos em todo o Japão e outras partes do globo, e a obra recente do arquiteto tem extravasado os limites da terra do sol nascente e invadido a China e outros países ocidentais. 

Casa em Hokusetsu / Tato Architects

© Shinkenchiku Sha© Shinkenchiku Sha© Shinkenchiku Sha© Shinkenchiku Sha+ 29

Osaka, Japão
  • Arquitetos: Tato Architects
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  150
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2015

30 Esquemas e Detalhes Construtivos para uma Arquitetura Sustentável

A concepção do sustentável na arquitetura é fundamentada a partir do ambiente. Os múltiplos focos que são abordados em projetos a partir do conceito de sustentabilidade permitiram configurar uma diversidade de espaços habitáveis com melhores rendimentos quando comparados com outros tipos de aproximações projetuais.

Os benefícios da incorporação de vegetação - tanto em fachadas como em coberturas - e os estudos em relação ao desenho de conforto térmico e os sistemas construtivos - respeito ao material e sua manufatura - outorgam uma série de questões que permitem considerar o desenho sustentável como um fator determinante na busca de edificações que melhoram as condições de vida e respeitam seu entorno natural.

Veja uma seleção de 30 esquemas e detalhes construtivos de projetos que se destacam por sua abordagem sustentável.