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O conceito de Design for Disassembly (DfD) ou “projetar para desmontar”, é uma prática que vem ganhando força ao longo dos últimos anos entre arquitetos do mundo todo. Tal abordagem revela uma crescente preocupação com o excessivo consumo de recursos naturais, o desperdício e a baixa taxa de reciclagem na indústria da construção civil. O artigo a seguir pretende analizar em detalhe esta nova tendência na arquitetura, apresentando algumas diretrizes de projeto que contemplam a possibilidade de desmontagem e reciclagem de edifícios no futuro, oferecendo uma melhor compreensão desse conceito e seu impacto na prática profissional da arquitetura e na economia circular. O que realmente significa Design to Disassembly? Por definição, projetar para desmontar é uma abordagem de projeto voltada à facilitar futuras alterações e desmontagem das estruturas construídas — seja parcial ou total — proporcionando a reutilização de seus sistemas, componentes e materiais, garantindo assim que o edifício possa ser reciclado de maneira eficiente até o final de sua vida útil. Esta estratégia nasce do reconhecimento de que a grande maioria das estruturas construídas tem uma vida útil limitada, as quais operam como um estoque de recursos que, ao invés de acabarem em um aterro, podem retornar ao início do ciclo, fortalecendo a ideia de “redução, reutilização e reciclagem” na arquitetura. Assim, uma abordagem baseada em DfD considera um ciclo de vida mais duradouro para os seus materiais, prevendo e proporcionando condições para sua futura reutilização e reciclagem, minimizando o consumo de recursos naturais e a pegada de carbono incorporada. Veja mais Veja a descrição completa
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