A Escola da Cidade promove durante os meses de abril e maio, a série de encontros bilaterais Chococharlas, um conjunto de dez debates organizado pela Acción Cultural Española (AC/E), com o objetivo de fomentar a interação e a colaboração entre criadores e agentes da cultura urbana no Brasil e Espanha.
A Escola da Cidade promove de abril a julho o curso livre “As Águas na Cidade – uma visão ambiental e paisagística”, organizado pela arquiteta e urbanista Saide Kahtouni.
Duas pontes arqueadas idênticas e paralelas definem a base estrutural e os elementos de acesso ao edifício. Distam dez metros entre si e vencem um vão de trinta metros, com uma flecha ascendente de três metros e meio, através de duas vigas metálicas perimetrais paralelas de trinta centímetros de altura, distanciadas quatro metros e meio. O distanciamento entre as pontes e o vão vencido por elas definem o piso retangular do edifício, cujas vigas longitudinais, também metálicas de trinta centímetros de altura, se apoiam sobre as vigas internas das pontes, diretamente em seu centro e configurando treliças nas laterais.
Quem vê São Paulo do alto se espanta com a grandeza e o cinza da cidade. A selva de pedras vista de cima causa uma sensação quase claustrofóbica, uma falsa impressão de que não há vida debaixo das sombras dos arranha-céus. Mas, se por um lado a falta de planejamento criou um caos urbanístico, por outro, as ruas, praças, becos e vielas da metrópole revelam-se verdadeiras galerias de arte ao ar livre. São Paulo é uma cidade que se apresenta através de suas intervenções urbanas.
Raquel Rolnik é conhecida por levantar a bandeira do direito à cidade, que vai muito além do acesso à água, luz, saneamento e mobilidade. Direito à cidade prevê a distribuição de todos os recursos que o meio urbano possa oferecer de maneira igualitária aos cidadãos.
Ministrada por Murilo Cavalcanti, estudioso na área de segurança cidadã e organizador do livro “As lições de Bogotá e Medellín: Do caos à referência mundial”, a palestra homônima visa explicar como essas cidades colombianas venceram a violência e a criminalidade e se tornaram modelos de gestão pública, passando do topo do ranking das cidades mais violentas do mundo à referência em mobilidade, segurança e soluções urbanísticas, devolvendo o espaço público aos cidadãos.
A ideia do Plano Piloto de Brasília pode ter surgido "já pronta", segundo seu autor, mas se apoia numa vasta cultura teórica e está inserida no contexto do pensamento da sua época. Das cidades-jardins à separação do tráfego e da monumentalidade clássica à destruição do quarteirão, é um universo amplo e, por vezes, contraditório que está sintetizado no projeto de Brasília.
Em três anos consecutivos, a finais da década de 1920, Gregori Warchavchik constrói seus três manifestos arquitetônicos, e mais que isso, as primeiras obras de Arquitetura Moderna construídas no Brasil, as denominadas Casas Modernistas: a Casa Modernista da Rua Santa Cruz, de 1928, construída para ser sua própria residência; a Casa Modernista da Rua Itápolis, de 1929; e a Casa Modernista da Rua Bahia, de 1930. Definiram em seu momento um novo caminho a seguir pela Arquitetura nacional, e mantêm até os dias atuais um caráter contemporâneo. As três obras são reconhecidas como patrimônio histórico pelo IPHAN.
Reveja os posts que preparamos para cada Casa Modernista.
Lina Bo Bardi faria 100 anos em 05 de dezembro de 2014. A arquiteta italiana, naturalizada brasileira, viveu na Casa de Vidro, no Morumbi, em São Paulo de 1952 até 1992, quando faleceu.
Dois blocos prismáticos justapostos lateralmente através de uma parede comum elevam-se sobre um declive de onze metros. Deslocam-se entre si e definem alturas diferentes. O mais alto deles ultrapassa um pavimento em relação ao outro. Mede cinco metros e vinte centímetros por dez metros e quarenta centímetros, e incorpora um volume prismático secundário, alinhado à sua face frontal, ampliando-a dois metros e dez centímetros. Configura-se um volume opaco, branco, de poucas e pequenas aberturas laterais distribuídas com pouca regularidade. Uma abertura única marca a fachada da rua: uma seteira translúcida de nove metros de altura por um metro e vinte centímetros de largura atravessa os três pavimentos iluminando o percurso da escada interna.