Thomas Schielke

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

O poder simbólico da arquitetura no combate ao coronavírus

Edifícios nem sempre são capazes de dar respostas rápidas às questões sociais mais urgentes. Ainda assim, no auge da crise pandêmica na China, as fachadas dos edifícios se transformaram em um dos principais veículos de informação e um das armas mais poderosas no combate à disseminação do vírus. Rapidamente, no pior momento do surto de coronavírus na cidade de Wuhan, as autoridades locais utilizaram telas de LED e super-projetores para reproduzir imagens de esperança e solidariedade. Recentemente, outros países também adotaram a mesma estratégia, e até agora, parece que tal abordagem tem dado ótimos resultados no combate à propagação do contágio.

A importância dos projetos de iluminação para a vitalidade das lojas da Apple

À primeira vista, parece que a força dos projetos de arquitetura das lojas da Apple são uma mera consequência da qualidade do design de seus produtos. Entretanto, desde que Steve Jobs inaugurou a primeira Apple Store em 2001, a gigante americana da industria da tecnologia mudou seu conceito de projeto de arquitetura e também de iluminação, pelo menos, cinco vezes. Desta maneira, parece que a medida que uma marca cresce e se expande no mercado internacional, novos ares e novas ideias são mais do que apenas um desejo, mas uma necessidade para que ela possa manter sua posição no mercado. Em cada um destes períodos conceituais que guiaram os projetos das suas lojas, a Apple fez uso de detalhes e sistemas sofisticados em busca de um projeto de iluminação perfeito - uma estratégia fundamental para aprimorar a qualidade ambiental destes espaços assim como a sustentabilidade e eficiência de suas lojas.

Apple Store Westlake, Hangzhou / China. Architecture: Foster + Partners. Image: © Nigel YoungApple Fifth Ave, New York / USA. Architecture: Bohlin Cywinski Jackson. Image: © Esto; Courtesy of Bohlin Cywinski JacksonApple Dubai Mall, Dubai / UAE. Architecture: Foster + Partners. Image: © AppleApple Piazza Liberty, Milan / Italy. Architecture: Foster + Partners. Image: © Apple+ 9

Quando a luz encontra o concreto: reflexões sobre a obra de Tadao Ando

Koshino House, Ashiya-shi / Japan. Image © Kazunori FujimotoChurch of the Light, Osaka / Japan. Image © Naoya FujiiModern Art Museum, Fort Worth / USA. Image © Todd Landry PhotographyScreenshot of video of Hill of the Buddha at the Makomanai Takino Cemetery, Sapporo / Japan. Image © Hokkaido Fan Magazine+ 8

Quando perguntaram a Tadao Ando, arquiteto japonês vencedor do Prêmio Pritzker de 1995, qual seria o elemento mais consistente em sua obra, ele respondeu sem pestanejar: a luz. Através de sua arquitetura, Tadao Ando se apropria da luz e da sombra de uma forma quase coreográfica. Em determinados momentos, a sombra projetada em uma parede de concreto mais parece uma impressionante obra de arte. Em outros projetos são os reflexos na superfície d'água que transformam por completo a nossa compreensão do espaço. Sua abordagem arquitetônica enraizada na tradicional arquitetura japonesa e potencializada por um vasto vocabulário arquitetônico moderno, provocou profundas transformações em nossa disciplina durante a segunda metade do século XX colocando-o como uma das mais importantes figuras do regionalismo crítico. Cada um de seus projetos apresenta soluções individuais e profundamente conectadas à seus contextos específicos - como a Igreja da Luz, a Casa Koshino ou o Templo da Água-, aproximando a arquitetura tradicional japonesa à universalidade da arquitetura moderna. Ele foi capaz de reproduzir a luz difusa do interior das casas japonesas, filtrada pelas paredes de papel, através do uso criativo dos materiais e da simples configuração dos espaços.

Porque Norman Foster esculpe a luz natural em seus edifícios

Enquanto muitos arquitetos pensam em janelas para iluminar os espaços internos, Norman Foster fica intrigado com a luz natural vinda de cima. O famoso arquiteto britânico sempre admirou a obra de Louis Kahn e Alvar Aalto pela forma como lidavam com a luz natural - especialmente no que diz respeito à cobertura. Em particular, grandes edifícios públicos beneficiam-se desta estratégia para criar espaços agradáveis. Portanto, Foster considera a luz natural indispensável quando desenvolve megaestruturas para aeroportos ou arranha-céus corporativos. Mas a luz natural que vem de cima é muito mais do que uma dimensão estética, observa Foster: "Além das qualidades humanísticas e poéticas da luz natural, há também implicações energéticas".

Como Luis Barragán usava a luz para nos fazer ver as cores

Na imaginação poética de Luis Barragán, a cor desempenha um papel tão significativo quanto a dimensão ou o espaço. Texturas ásperas e reflexos d'água aumentam o impacto da luz solar em seus edifícios coloridos. Mas de onde vem essa vibração e como ela é potencializada pela própria arquitetura?

© 2018 Barragan Foundation, Suíça/SOMAAP; Arquivo de Fred Sandback© 2018 Barragan Foundation, Suíça/SOMAAP; Arquivo de Fred Sandback© 2018 Barragan Foundation, Suíça/SOMAAP; Arquivo de Fred Sandback© 2018 Barragan Foundation, Suíça/SOMAAP; Arquivo de Fred Sandback+ 6

Como as novas tecnologias estão transformando as conversas de elevador em coisas do passado

As viagens de elevador podem oferecer uma experiência inspiradora, mas mesmo sendo indispensáveis nos edifícios modernos, os usuários enfrentam espaços extremamente compactos, os quais são projetados para se adequarem apenas aos edifícios. Os estranhos olhares para o chão ou para o rosto de outras pessoas revelam nosso desconforto com a multidão anonima dos elevadores. Não seria possível uma experiência espacial mais emocionante? As telas e projeções estão começando a ser utilizadas em elevadores, mas representam apenas o início de uma revolução na atmosfera criada durante o transporte vertical.

O show de luz dinâmica na Torre A'DAM, Amsterdã. Projetado por InventDesign, fotografia de Dennis Bouman. Imagem © InventDesignO show de luz dinâmica na Torre A'DAM, Amsterdã. Projetado por InventDesign, fotografia de Dennis Bouman. Imagem © InventDesignShaft iluminado do elevador na Atomium em Bruxelas, Bélgica Projetado por André Waterkeyn e pelos arquitetos André e Jean Polak. Imagem © Thomas SchielkeShaft iluminado do elevador com design no Chelsea Day School, New York. Design de Kenji Hirata. Imagem © GION+ 12

Como a estratégia de iluminação noturna discreta de Zurique potencializa a identidade local

Enquanto muitas cidades se esforçam para parecem espetaculares à noite,Zurique adota uma estratégia modesta para a iluminação noturna. Muitos centros urbanos no mundo ficam supersaturados à noite, com edifícios individuais chamando a atenção com luzes brilhantes, fortes contrastes ou iluminação colorida de fachada. O master plan de Zurique para iluminação, por sua vez, focou numa imagem geral da cidade, com níveis sensíveis de luz branca. No entanto, esta presença noturna não é fruto de um projeto simples; ela foi baseada em estudos urbanos detalhados e projeções precisas e personalizadas, onde a tecnologia é discretamente escondida em favor da autenticidade cultural.

Iluminação do Stadthausquai com a Igreja Fraumünster e St. Peter Church, Zürich. Foto de Benno Tobler. Imagem © Stadt ZürichIluminação do Stadthausquai com a Igreja Fraumünster e St. Peter. Foto de Juliet Haller. Imagem © Stadt ZürichIluminação na facahda com projeção na Ópera de Zurique na Sechseläutenplatz. Foto de Juliet Haller. Imagem © Stadt ZürichVista noturna da Ponte Rudolf Brun. Foto de Georg Aerni. Imagem © Stadt Zürich+ 12

Luminosidade fluida: A iluminação arquitetônica na obra de Zaha Hadid

Leeza SOHO, em construção 2017, Pequim / China. Imagem © MIR
Leeza SOHO, em construção 2017, Pequim / China. Imagem © MIR

Os projetos de Zaha Hadid são notáveis não só por suas formas inovadoras de manusear materiais tangíveis, mas também pela sua imaginação em relação à luz. Suas teorias de fragmentação e fluidez são técnicas projetuais bem conhecidas que possibilitaram sua descoberta de formas. No entanto, seus avanços no uso da luz para transmitir sua arquitetura foram, muitas vezes, negligenciados -mesmo que tenham se tornado um elemento essencial para revelar e interpretar sua arquitetura. A transição de três décadas de linhas mínimas de luz no seu projeto do Corpo de Bombeiros de Vitra até o átrio mais alto do mundo no arranha-céu Leeza SOHO, que recolhe uma abundância de luz natural, mostra o notável desenvolvimento do legado luminoso de Zaha Hadid.

Centro Heydar Aliyev, 2013, Baku / Azerbaijão. Imagem © Hélène BinetEstação de Trem Nordpark, 2007, Innsbruck / Áustria. Imagem © <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Hungerburgbahn-Bergstation.JPG'>Wikimedia user Hafelekar</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en'>CC BY-SA 3.0</a>Museu MAXXI, 2009, Roma / Itália. Imagem © Iwan BaanCentro de Ciências Phaeno, 2005, Wolfsburg / Alemanha. Imagem © Werner Huthmacher+ 13

Camadas e iluminação: Como arquitetos famosos projetam grandes lojas de grife

Lojas emblemáticas agradam tanto os compradores de moda como os designers devido ao seu papel de laboratórios para as últimas tendências e experiências do varejo. Os arquitetos desenvolveram várias formas de "vestir" lojas de alta costura, de ícones distintos durante o dia a sedutoras imagens noturnas. As imagens que acompanham este artigo, criadas pelo arquiteto e ilustrador português André Chiote, ajudam a explorar o potencial gráfico de marcas famosas como Dior, Prada e Tod's. As ilustrações revelam as várias técnicas empregadas pelos arquitetos, do jogo de camadas translúcidas a vistas internas íntimas ou contrastes de luz e sombra.

Envolto em Luminosidade: Como fachadas reflexivas transformaram a arquitetura moderna

Mesmo o modernismo promovendo a transparência da arquitetura de vidro, muitos dentro do movimento estavam conscientes da monotonia de grandes fachadas de vidro, com até Mies van der Rohe usando elementos como sua marca registrada montantes para quebrar suas fachadas. Mas, nos anos seguintes, inúmeros arranha-céus de envidraçamento estrutural uniformes surgiram e entediaram cidadãos urbanos. Em resposta a isso, reinterpretações não convencionais de fachadas despertaram interesse.

Acompanhados pela crença de que a luz e a luminosidade poderiam ajudar na criação de uma arquitetura icônica e um mundo melhor, vidro e metal foram transformados de forma inovadora, para criar imagens cristalinas. Como resultado, o locus do sentido na arquitetura deslocou-se do espaço interno e forma à superfície exterior.

Quando gotas criam espaços: Um olhar sobre arquitetura líquida

Ao longo do século passado, a relação da arquitetura com a água tem sido desenvolvida ao longo de uma variedade de diferentes caminhos. Com sua "Casa Cascata", por exemplo, o mestre americano Frank Lloyd Wright confrontou o fluxo dramático da água com linhas horizontais expressivas para aumentar a experiência da natureza. Desde então, o uso da água na arquitetura tornou-se mais variada e complexa. Um espaço feito quase exclusivamente de água surgiu com o projeto de Isamu Noguchi na Expo de Osaka: a água brilhante parecia cair do nada e brilhava no escuro. Mais tarde, com a digitalização e as formas fluidas dos projetos paramétricos, o foco mudou para uma arquitetura líquida feita de água e luz. As interpretações têm variado de formas arquitetônicas modeladas para literais gotas de água, como a visionária “Bubble”, de Bernhard Franken, para a BMW, a instalações espetaculares feitas de linhas de água, transformadas em pixels pela luz.

Pavilhão Islandês. Hannover, Expo 2000. Image © Thomas SchielkeBlur Building. Pavilhão de Exposições, Yverdon-Les-Bains, 2002. Arquitetos: Diller Scofidio + Renfro. Image © Diller Scofidio + RenfroOlafur Eliasson: O Corredor Reflexivo, Projeto para parar a queda livre, 2002. (Der reflektierende Korridor, Entwurf zum Stoppen des freien Falls, 2002). Fotógrafo: Werner J. Hannappel. Cortesia de Centre for International Light Art Unna, Germany. Image © 2002 Olafur EliassonLuce Tempo Luogo, 2011. Milão. Arquitetos: DGT Architects. Fotógrafo: Daici Ano. Image © DGT Architects+ 20

10 tipologias para iluminação natural: de padrões dinâmicos à luz difusa

A luz natural tem se mostrado um excelente elemento criador de formas com o qual a arquitetura pode criar ambientes dinâmicos. Pioneiro em projetos de iluminação, William M. C. Lam, (1924-2012) enfatizou em seu livro "Sunlighting as Formgiver" que a consideração pela luz natural vai muito mais além da economia de energia. Os arquitetos já encontraram inúmeras maneiras de implementar a luz natural e o fato de propor uma tipologia lumínica coerente pode ser um alvo valioso durante o processo de projeto. No entanto, análises de iluminação natural centram-se principalmente no consumo de energia.

Siobhan Rockcastle e Marilyne Andersen, porém, desenvolveram uma abordagem qualitativa no EPFL, em Lausanne. Seu interesse foi impulsionado pela diversidade espacial e temporal da luz do dia, criando uma matriz com 10 tons de luz natural.

Iluminação Conectada: Da Ethernet à Internet Li-Fi

Como os nossos edifícios vão mudar quando nossos dispositivos móveis poderão receber enormes quantidades de dados vindos das luminárias acima das nossas cabeças? O LED não apenas nos trouxe uma fonte de luz altamente eficiente, mas é também um instrumento promissor para a comunicação de luz visível (VLC). A luz não será apenas um meio para apoiar a visão, mas também será um meio essencial de comunicação de dados. Com o baixo consumo de energia de um LED, poderemos até mesmo configurar luminárias sem cabos de alimentação e apenas instalar cabos Ethernet. Bem-vindos ao mundo da iluminação digital!

Arquitetura Congelada: De mostras na neve à festivais de gelo multicoloridos

O inverno, em alguns países, é o momento perfeito para construir estruturas com gelo. É uma época e uma técnica que, juntas, oferecem a possibilidade de uma arquitetura branca pura. Com o céu nublado, o cenário se tornou impressionante: a arquitetura branca, a paisagem e o céu se dissolvem em uma unidade difusa sem um horizonte visível. O céu claro cria um contraste sutil de branco quente e frio, com reflexo do sol no céu azul. No entanto, o próprio gelo tem efeitos marcantes, como a aparência da sua superfície que varia de um cristal transparente para um branco opacao. Para as longas noites, a iluminação atinge um brilho mágico adicional e prolonga o tempo de luz dos dias curtos.

Em todo o mundo, mostras de neve, hotéis de gelo e festivais de gelo têm atraído inúmeros visitantes, com impressionantes esculturas e estruturas, além de inpumeras soluções de iluminação. Além disso, a água congelada apresenta uma excelente solução sustentável, onde a fabricação e o descarte não causa danos ao meio ambiente. Leia mais para ver projetos interessante com arquitetos e artistas da Finlândia para a China.

Art Suite 2016. Sob a Pele do Ártico por Rob Harding & Timsam Harding. Imagem © Icehotel, Asaf Kliger. www.icehotel.comIcehotel 25 por Anja Kilian, Sebastian Andreas Scheller, Wolfgang-A. Lüchow. Imagem © Icehotel, Paulina Holmgren. www.icehotel.comOblong Voidspace - Jene Highstein & Steven Holl. The Snow Show, Lapônia, 2003 e 2004. Imagem Cortesia de Fung Collaboratives, Créditos da Foto: Menne StenrosIce Time Tunnel - Tatsuo Miyajima & Tadao Ando. The Snow Show, Lapônia, 2003 e 2004. Imagem Cortesia de Fung Collaboratives, Créditos da foto: Jeff DeBany+ 7

Light Matters: Muxarabis - trazendo tradição para fachadas dinâmicas

O delicado mashrabiya (muxarabi em português) ofereceu uma proteção eficaz contra a luz solar intensa no Oriente Médio durante vários séculos. No entanto, hoje em dia este elemento tradicional de janela islâmica, com sua treliça característica, é usado para cobrir edifícios inteiros como um ornamento oriental, proporcionando identidade local e um elemento de brise para resfriamento. Na verdade, arquitetos têm transformado esta estrutura vernacular de madeira em sistemas responsivos de luz do dia de alta tecnologia.

Jean Nouvel é um dos principais arquitetos que influenciou fortemente o debate sobre os muxarabis modernos. Seu Institut du Monde Arabe, em Paris, foi apenas o precedente a dois edifícios que ele projetou para o forte sol do Oriente Médio: A torre de Doha, que foi completamente envolvida com uma reinterpretação do muxarabi, e o museu Louvre Abu Dhabi com a sua cúpula luminosa.

Mais sobre muxarabis, a seguir.

BURJ DOHA, Doha, Qatar (2002 – 2012). Arquitetura: Ateliers Jean Nouvel. Imagem © CSCECBURJ DOHA, Doha, Qatar (2002 – 2012). Arquitetura: Ateliers Jean Nouvel. Imagem © CSCECBURJ DOHA, Doha, Qatar (2002 – 2012). Arquitetura: Ateliers Jean Nouvel. Imagem © CSCECLOUVRE ABU DHABI, Abu Dhabi, UAE (2007 – em construção) Arquitetura e imagens. Imagem Cortesia de Ateliers Jean Nouvel, Artefactory, TDIC, Louvre Abu Dhabi+ 28

Uma breve história das rotundas de Roma

Com suas centenas de igrejas, Roma desenvolveu uma rica estória de domos. Inspirado por esta herança, Jakob Straub fotografou as rotundas mais importantes da cidade, do antigo Pantheon à moderna arena esportiva de Pier Luigi Nervi. Sua perspectiva fotográfica neutra, tomada olhando para cima a partir do centro da rotunda, abre uma nova visão para conceitos subjacentes em que a arquitetura busca o firmamento. Para Elías Torres, estes espaços iluminados pelo céu constituem um método importante para a arquitetura, em que o exterior é também transformado em uma realidade fascinante e distante.

Torres analisou diversas estratégias para iluminar eficientemente a arquitetura com luz natural vinda de cima. Em seu livro “Zenithal Light", ilustrado com várias fotografias impressionantes, ele chega à conclusão de que "entre as representações do céu no interior da arquitetura, aquela que retrata o sol brilhando em cima com uma forma circular foi a favorita para muitas culturas."

Light Matters: Aprendendo com janelas vernaculares

Antes dos computadores, simulações de iluminação natural eram usadas para otimizar a atmosfera e a energia nos edifícios, e gerações de construtores desenvolveram princípios simples para criar as melhores janelas para cada situação. Dois especialistas em iluminação estudaram essas tradicionais aberturas em edifícios visando encontrar inspiração para projetos atuais mais sustentáveis. Francesco Anselmo, designer de iluminação da Arup, e John Mardaljevic, professor de simulação de iluminação natural na School of Civil & Building Engineering da Loughborough University, analisaram as variações de sol e iluminação natural em latitudes que vão desde Estocolmo até o Haiti e Abu Dhabi.

Continue lendo para saber mais sobre a variedade de janelas tradicionais em cada região.

Janela em Roma, Itália. Imagem © VELUX GroupJanela em Estocolmo, Suécia. Imagem © VELUX GroupJanela em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos. Imagem © VELUX GroupJanela em Londres, Reino Unido. Imagem © VELUX Group+ 7

Light Matters: Le Corbusier e a Trindade da Luz

Em seus três edifícios sagrados, Le Corbusier manipulou magistralmente a orientação, as aberturas e as texturas para criar uma arquitetura cinética com a luz natural. Sua capela de peregrinação em Ronchamp, o Convento de La Tourette e a igreja paroquial de Saint-Pierre, em Firminy, revelam abordagens distintas e individuais que criam espaços contemplativos através do uso da luz. Em seu livro“Cosmos of Light: The Sacred Architecture of Le Corbusier", Henry Plummer, professor emérito da Universidade de Illinois, analisa esses projetos através de fotografias feitas há mais de 40 anos e uma escrita brilhante.

Continue lendo para saber como Le Corbusier criou seu cosmos de luz.

Corredor para o átrio iluminado com a luz do sol no final da manhã. Monastério de Sainte Marie de la Tourette, Éveux-sur-l’Arbresle, França. Imagem © Henry Plummer 2011Vista no nascer no sol. Capela de Notre Dame du Haut, Ronchamp, França. Imagem © Henry Plummer 2011Luz dourada no altar. Igreja de Saint-Pierre, Firminy, França. Imagem © Henry Plummer 2011Vista da fenda e do brise em um dia nublado. Capela de Notre Dame du Haut, Ronchamp, França. Imagem © Henry Plummer 2011+ 9