Nos trópicos a luz do sol incide de forma generosa. Os elementos vazados desenham a sombra nos pisos e paredes, um efeito que transforma todo o ambiente para quem o vê desde o exterior e interior. Durante as estações e ao longo dos dias essa luz natural surge de diferentes formas como um componente que sobrevém na Arquitetura. No decorrer da noite, a luz artificial atravessa os pequenos vãos do interior para o exterior, tornando a arquitetura uma espécie de luminária urbana que interage com as sombras de seus usuários e mobiliário.
Além de sua função, o cobogó traz consigo certa poética ao projeto de arquitetura. Decidimos destacar esta criação brasileira, escrever brevemente sobre sua história e apresentar uma seleção de projetos que adotam este elemento.
A qualidade dos espaços de encontro em lugar público é essencial: permite a interação entre gerações, classes sociais e comunidades. Sem estes espaços de qualidade o cidadão acaba por se isolar, e sem ele os espaços tornam-se mais pobres.
“A nossa solidão aumenta consoante o numero de automóveis que passam à nossa porta” —Appleyard [1]
Pode ser que ele não seja osoftware mais empolgante para um arquiteto, mas o Microsoft Excel é uma poderosa ferramenta que pode nos ajudar nas tarefas menos glamourosas do nosso trabalho. Se você aprende a utilizá-lo corretamente, ele pode ajudar a resolver algumas tarefas maçantes de modo muito mais rápido. Neste post publicado originalmente por ArchSmarter, Michael Kilkelly faz um breve resumo das fórmulas básicas que todo o arquiteto deveria saber, acompanhado por uma breve explicação de como utilizar cada uma.
Excel é mais do que um papel quadriculado digital. Ele é uma ferramenta muito útil para a análise e cálculo de dados. Entretanto, para utilizá-lo da maneira mais eficiente é necessário saber algumas fórmulas.
Se você for como eu, começou a utilizar o Excel como uma ferramenta para criar tabelas de dados de programas de construção ou listas de planejamentos - nada muito complexo. Muito texto e alguns números. Às vezes, quando queria ousar, acrescentava uma fórmula ou outra para somar ou diminuir algumas células, mas isso era tudo.
Eu sabia que estava utilizando somente 10% da capacidade do software, mas não tinha certeza de quais seriam as outras coisas que eu poderia fazer ou como acessar estas outras funções. Sabia que o programa poderia ser operado com base em funções, mas elas me pareciam muito confusas. Além disso, eu era um arquiteto, não um contador.
Projeto Residencial Ashjar em Al Barari do 10 DESIGN. Imagem Cortesia de 10 DESIGN
Até recentemente, os renders eram a principal ferramenta do arquiteto para a compreensão da luz em seus desenhos, juntamente, claro, de uma boa dose de intuição. Mas uma nova geração de ferramentas de análise da iluminação natural, que está surgindo juntamente com uma nova geração de indicadores de iluminação natural, está permitindo que os arquitetos analisem a luz solar de novas formas - com implicações importantes para o projeto.
Como de costume, quando se trata da luz solar, utilizam-se certas regras para projetar e, em seguida, são feitos os renders para verificar o projeto e comunicar a intenção. Renderizar tornou-se rapidamente uma forma de arte: a criação de uma aparência requintada, evocativa, muitas vezes de atmosfera etérea que comunica o estado de espírito, a experiência e a sensação visceral do projeto. Isto não é por acaso: a iluminação natural é um ingrediente mágico na arquitetura, trazendo dinamismo à estrutura estática, dota os edifícios de um sentido de tempo e é uma maneira poderosa para capturar e comunicar estas ideias - um complemento necessário aos planos e cortes rígidos. Com as renderizações, expandimos a nossa capacidade em apresentar os projetos. Também expandimos a nossa capacidade em conceituar a luz natural em nossos projetos.
Mas falta algo: há importantes questões relacionadas à luz solar que as imagens simplesmente não conseguem responder. Mesmo sendo feitas com razoável precisão, elas ainda estão incompletas: descrevem um momento no tempo, mas que não fornecem uma indicação de que esse momento é único ou típico.
https://www.archdaily.com.br/br/767478/levando-a-luz-solar-para-um-proximo-nivel-como-a-analise-da-luz-do-sol-esta-mudando-a-forma-de-projetarCarl S. Sterner
Procurei saber o que queria dizer a palavra "depoimento", e a versão do dicionário é muito estranha: "é um testemunho num processo judiciário". É bem estranha a nossa situação.
Sinto-me pouco à vontade para participar de um julgamento da arquitetura brasileira, destes últimos 15 ou 20 anos. Trago de minha experiência vivida dentro dela algumas impressões, algumas ideias que, mesmo que não abranjam muita coisa, talvez possam servir de base para o nosso diálogo.
Em um artigo recente o ArchDaily ouviu os comentários de seus leitores sobre a cultura de "virar noites". Entre muitas manifestações, um comentário em especial pareceu incomodar muitas pessoas. Foi a afirmação de kopmis em relação a tendência dos professores em "acabar" com os projetos na avaliação final, "não há nenhum campo de estudo que ofereça tanta humilhação como a arquitetura." Mas o que faz com que exista essa tendência? Neste artigo, originalmente publicado pela Section Cut como "The Final Review: Negaters Gonna Negate", Mark Stanley - Professor Adjunto da Escola de Arquitetura da Universidade Woodbury - discute os desafios enfrentados pelos próprios avaliadores, oferecendo uma explicação do porquê eles muitas vezes usam tais táticas negativas - e como elas podem ser evitadas.
https://www.archdaily.com.br/br/767460/por-que-os-professores-destroem-os-projetos-na-avaliacao-finalMark Stanley
O livro Radical Cities: Across Latin America in Search of a New Architecture, de Justin McGuirk, deveria ser leitura obrigatória para qualquer um à procura de uma saída para a desigualdade social na qual estamos presos. Em 2012, existiam 40 milhões de moradores de favelas em todo o mundo a mais do em 2010, segundo a ONU. Os mercados privados claramente não podem fornecer moradia universal de forma eficiente e os governos são muitas vezes hostis em relação aos pobres. A única alternativa é a ação coletiva a nível popular, e eu nunca havia lido um relato mais vívido sobre tal assunto.
https://www.archdaily.com.br/br/767085/cidades-radicais-solucoes-radicais-livro-de-justin-mcguirk-encontra-oportunidades-em-lugares-inesperadosJoshua K Leon
Todas as coisas deste mundo são um produto da fórmula (função por economia).
Todas essas coisas não são logo obras de arte: Toda arte é composição e portanto inapropriada. Toda vida é função e logo inartística. A ideia da «composição de um porto» é absolutamente ridícula!
Com 145 países participando da Expo 2015 e um extenso programa estabelecido pelos organizadores, há muita coisa acontecendo em Milão nesse exato momento. Tanto é que pode ser um pouco cansativo ver e participar de todas as atrações interessantes do evento.
Para ajudar nossos leitores, reunimos um guia com os principais pavilhões que estão atraindo os olhares dos visitantes. Do ícone da Expo, a Árvore da Vida de 30 metros de altura, à exposição sobre a bebida favorita dos arquitetos (isto é, o café), e os pavilhões nacionais, as coisas que você precisa ver na Exposição estão aqui.
Uma das maiores tendências na concepção de projetos sustentáveis dos últimos anos tem sido a reutilização de contêineres como estrutura da edificação. Devido ao seu tamanho conveniente, os contêineres podem ser adaptados para uso residencial e seu apelo reside na sua aparente simplicidade: você recebe um espaço pronto em uma única peça e pode empilhá-los para criar vários espaços ou juntá-los para compor áreas maiores.
Mas, obviamente, as coisas nunca são tão simples quanto parecem e utilizar contêineres para fazer uma moradia envolve muitos desafios - ainda mais pelo fato de que a ideia é relativamente nova, havendo poucas pessoas com os conhecimentos necessários para este tipo de construção. Foi por isso que o Container Home Plans entrou em contato com 23 especialistas de todo o mundo - designers e proprietários que superaram os desafios para construir suas casas de contêineres - e os questionou sobre quais informações teriam sido úteis antes de assumir este desafio. Confira, a seguir, suas 11 principais dicas.
Há poucos meios para os quais os contos do Irmãos Grimm ainda não foram adaptados. Estórias e filmes para crianças mostram versões um pouco menos macabras dos originais, mas há algo no folclore gótico dos Grimm que ainda reina na imaginação popular. Não interessa que tipo de adaptação seja feita - musical, infantil ou moderna - a essência dos contos originais permanece. A Grimm City, concebida pelo escritório FleaFolly, é uma dessas adaptações.
Em 2014 o famoso político holandês Neelie Kroes, então comissário da União Européia, afirmou que a programação deveria ser ensinada na escola primária na Holanda, argumentando que "a programação é a leitura e escrita do futuro" e que se os holandeses não incorporassem essa realidade em seu sistema educacional, eles ficariam para trás em relação a outros países. As reações, tanto às afirmações de Kroes quanto ao artigo " 5 razões para arquitetos aprenderem programação" de Michal Kilkelly, foram similares. Aqueles que já são capazes de trabalhar com programação concordam; muitos que nunca tiveram contato com isso, e muito menos escreveram algo desse gênero, responderam negativamente. Muitas das reações ao texto de Michael Kilkelly passavam pelas mesmas ideias: "Não temos tempo!" "Programar não é projetar!", ou simplesmente "Não".
Cidade e civilização são fenômenos concomitantes. A cidade pode ser vista como receptáculo, fomentadora e transmissora de civilização. De fato, como o homem diferencia-se das outras criaturas pela sua capacidade de aprender indefinidamente, i.e., pela sua perfectibilidade (formigas de seis mil anos atrás têm as mesmas características das formigas atuais: estão confinadas na estreita gama de comportamentos ditados pelos seus programas genéticos), adquiriu o poder de extrapolar a natureza e assim construir seu próprio caminho, criando história. E como cada vida humana é única e ninguém tem a capacidade de determinar previamente como ela será, pode-se afirmar que o ser humano é portador de uma duplicidade histórica: a história individual, ou educação, e a história coletiva, ou cultura.
Sentido horário do canto superior esquerdo: Guggenheim Helsinki, participante GH-3355371286; Nine Elms Bridge entry number 66; and Bamiyan Cultural Center entry BCC3008. Imagem Cortesia de Malcolm Reading Consultants, Nine Elms Vauxhall Partnership e UNESCO
O que estes três projetos têm em comum? Eles nunca serão publicados em uma revista de arquitetura respeitável. Esta notícia não é nenhuma surpresa: apenas alguns projetos em todo o mundo merecem o direito de serem publicados. Os editores definem tendências, colocam o foco em temas especiais, dão visibilidade a escritórios emergentes e confirmam as estrelas estabelecidas na arquitetura.
A revista impressa tem espaço limitado e, portanto, envolve um processo muito rigoroso de tomada de decisão; apenas poucos são mostrados. Nesta seleção darwiniana, alguns arquitetos dignos e brilhantes perecem. Por outro lado, um site na internet tem a possibilidade de expandir o leque de projetos. A web tem espaço praticamente ilimitado - mas ainda assim, este espaço não deve ser desperdiçado. Muito poucos se beneficiariam de um site que publica todos os projetos de arquitetura do planeta.
Olhando para os andares mais altos do novo Whitney Museum of American Art, pesadas nuvens atravessam diagonalmente o céu. Quando refletidas na grande janela da galeria principal do museu, elas parecem mudar de direção, ao mesmo tempo que a fachada branca reflete o claro e o escuro em resposta às mudanças das condições de luz. Sobreposto a esta cena, um letreiro em negrito pronuncia o título de um artigo: simples, mas dramático, "A New Whitney.”
Esta é a visão que os leitores tiveram a partir da análise de Michael Kimmelman sobre o Museu no New York Times. Corro os olhos rapidamente e a primeira coisa que encontro é uma lista de créditos: Jeremy Ashkenas e Alicia Desantis produziram o artigo; as ilustrações foram feitas por Mika Gröndahl, Yuliya Parshina-Kottas e Graham Roberts; e vídeos por Damon Winter (o editor por trás de todo o esforço, Mary Suh, não é mencionado).
Antes mesmo de ler as palavras de abertura do artigo, uma coisa é clara: esta não é apenas a crítica de um edifício. O artigo pode até mesmo ser o mais importante na memória arquitetônica recente.
Ainda duraõ hoje alguns dos amphitheatros, que a soberba Romana edificou para divertir hum povo soberbissimo. Ainda se mostraõ os vestigios das estradas famozas, que sahindo da Cidade capital daquelle Império, hiaõ ter a outras capitaes da sua vasta dominaçaõ. Ainda existem as magestozas piramides do Egypto. A voracidade dos seculos naõ tem podido anihilar tantos illustres monumentos; antes guardaõ nas ruinas hum authentico signal da sua grandeza; como se naquelles tristes restos quizessem competir com o tempo em duraçaõ; ou como se o tempo naõ tivesse força para os destruir, nem actividade para os acabar. Felices edificios, cujos fragmentos destroçados servem para conservar inteira a memória da sua pompa: e assim, que importa que a vicissidaõ das cousas lhes tenha feito perder o esplendor primeiro, se ainda sem uso, e depois de extincto o fim para que foraõ levantados, tem no mesmo abatimento tudo o que basta para infundir respeito; sendo maravilhas raras, ainda no estado inútil em que se achaõ, e sendo admiráveis nesse pouco que agora saõ, independentemente do muito que já foraõ?
Durante boa parte do século passado, o discurso arquitetônico foi dominado pelo modernismo e outras formas de futurismo e funcionalismo. Para alguns, essa constante inovação e a busca pelo novo começou a se esgotar. Com o retorno às inspirações do passado que irrompeu nos anos 1980 surgiu o pós-modernismo, porém, paralelamente, surgiu naquele período uma nova forma de arquitetura inspirada em elementos clássicos e neoclássicos que rejeitava completamente qualquer continuidade com o modernismo e se voltava às regras tradicionais da arquitetura. Desde então, essa arquitetura de Novo Clássica ressuscitou uma miríade de formas pré-modernas, incorporando soluções de projeto que, para começar, nunca teriam sido consideradas clássicas - incluindo elementos de estilo Gótico e não ocidentais. Compilamos, a seguir, alguns dos exemplos mais interessantes - alguns inclusive high tech - desse "estilo" arquitetônico.
Cortesia de Strelka Institute for Media, Architecture, and Design, via Flickr
Nesta entrevista, publicada originalmente na The Architectural Review, Andrew Mackenzie senta com fundador do OMA, Rem Koolhaas, para discutir a Bienal de Veneza, a extinção da identidade nacional, sua fascinação pela Ásia, a ligação entre "De Rotterdam" e "Delirious New York" e o futuro da profissão.
Sua proposta deste ano para a Bienal de Arquitetura de Veneza pergunta se a identidade nacional tem sido, como você diz, "sacrificada para a modernidade". Alguns podem ver isso como um projeto de recuperação, não muito diferente do regionalismo de Frampton. Como você diferencia sua proposta da de Frampton?
Bem, Kenneth Frampton é um cara inteligente, mas o problema é que ele olhou para o regionalismo como um antídoto para o desenvolvimento cosmopolita. Ao fazê-lo, perverteu a causa do regionalismo, porque de repente o regionalismo foi mobilizado como uma causa particular que não poderia ser sustentada. No entanto, a questão da identidade nacional é uma questão aberta. Por exemplo, à primeira vista, a Holanda é um país muito internacionalista, mas olhando de perto você pode ver um enorme retorno da arquitetura quase-vernacular e das fortalezas antigas que foram recentemente construídas com um sabor nacional. Olhe para Zaandam e seu enorme conjunto das chamadas construções vernaculares.
As convicções isoladas, fortes como sejam, não podem fazer uma revolução nas artes. Se hoje em dia nós procuramos reatar aqueles fios quebrados, apanhar num passado que nos pertence em propriedade os elementos de uma arte contemporânea, que não seja em prol do gosto de tal ou tal artista ou de uma confraria; nós não estamos ao contrário mais que dos instrumentos dóceis dos gostos e das ideias de nosso tempo, e é assim por isso que temos fé em nossos estudos e que a descoragem não nos alcançará. Não somos nós que redirecionamos as artes da nossa época, é nossa época que nos arrasta..... Para onde? Quem sabe! É preciso ao menos que nós preenchamos do nosso melhor a tarefa que nos é imposta pelas tendências do tempo em que vivemos. Esses esforços, é verdade, não podem ser mais que limitados, já que a vida do homem não é bastante longa para permitir ao arquiteto abraçar um conjunto de trabalhos ao mesmo tempo intelectuais e materiais; o arquiteto não é nem pode ser mais que uma parte de um todo: ele começa aquilo que outros conquistaram, ou termina aquilo que outros começaram; ele não saberia então trabalhar em isolamento, já que sua obra não lhe pertence em propriedade, como o quadro ao pintor, o poema ao poeta. O arquiteto que pretenda impor sozinho uma arte a toda sua época fará um ato de insigne tolice.
Historicamente, a habilidade de desenhar à mão - seja para produzir desenhos técnicos precisos ou perspectivas expressivas - é um ponto central na profissão da arquitetura. Mas, com o lançamento e subsequente popularização de programas CAD desde o início dos anos 1980, o prestígio de desenhar à mão foi ameaçado. Hoje, com softwares de projeto e apresentação cada vez mais sofisticados - do Revit ao Rhinoceros - ganhando popularidade, a importância de desenhar à mão se tornou tema de uma discussão acalorada.
Croquis de Gaudí à esquerda, com o desenho de Joan Matamala à direita. Cortesia de 6sqft
Desde sua explosão vertical no final do século XIX e início do século XX, Manhattan se tornou um ícone da construção em todo o mundo, com estimativas recentes apontando mais de 47 mil edifícios construídos na ilha. No entanto, projetos concluídos são apenas a ponta do iceberg: Manhattan também é o lar de milhares de propostas renegadas, incompletas e absolutamente impossíveis que nunca chegaram a ser realizadas na "Grande Maçã".
Evidentemente, os desafios de Nova Iorque são muitos e mesmos arquitetos mundialmente renomados encontram dificuldades para construir na cidade. A seguir, veja três propostas de Antoni Gaudí, Frank Lloyd Wright e Frank Gehry para Nova Iorque que nunca saíram do papel.
O método paramétrico funciona bem se o problema é bem entendido -, mas nos estágios iniciais de um projeto, muitas vezes você compreende o que está resolvendo enquanto você o resolve. Imagem Cortesia de Daniel Gillen
Em seus artigos para o ArchSmarter, Michael Kilkelly frequentemente elogia o valor dos computadores e da automação, um ponto de vista por vezes controverso que divide opiniões. Em particular, seu post anterior publicado no ArchDaily, "5 razões para arquitetos aprenderem programação" gerou uma discussão significativa. Mas qual é o valor dessa automação? Neste post, publicado originalmente em ArchSmarter, ele expande sua visão sobre em quais aspectos os computadores podem ser úteis - e o mais importante, em quais eles podem não ser.
Eu escrevo muito sobre a tecnologia digital e automação aqui no ArchSmarter, mas lá no fundo, tenho uma fraqueza por todas as coisas analógicas. Ainda construo modelos físicos. Carrego um caderno Moleskine comigo em todos os lugares e também comprei recentemente um toca-discos Crosley .
Posso ouvir qualquer tipo de música que quiser através do Spotify. O mundo da música está literalmente na ponta dos meus dedos. Não mudou o que eu escuto, mas mudou a forma como eu ouço música. Há mais atrito envolvido nos vinis. Tenho que possuir o LP e tenho que colocá-lo manualmente na plataforma giratória. É um ato deliberado que exige muito mais esforço do que simplesmente selecionar uma lista de reprodução no Spotify. E é muito mais divertido.
Quando começamos a estudar a arquitetura da idade média, não existiam obras que pudessem nos mostrar a via a seguir. Recordamos que então um grande número de mestres em arquitetura não admitiam com reservas a existência desses monumentos que cobrem o solo da Europa, e da França particularmente. A penas nos foi permitido o estudo de algum edifício da renascença francesa e italiana; quanto àqueles que foram construídos depois do Baixo Império até o século XV, não falávamos mais que para citar-lhes como produtos da ignorância e da barbárie. Se nos sentíssemos repletos por uma sorte de admiração misteriosa por nossas igrejas e nossos fortes franceses da idade média, não ousávamos admitir qualquer vínculo que nos parecesse uma sorte de depravação do gosto, de inclinação pouco confessável. E não obstante, por instinto, estávamos atraídos àqueles grandes monumentos cujos tesouros nos pareciam reservados àqueles que queriam dedicar-se a sua busca.
Antes dos computadores, simulações de iluminação natural eram usadas para otimizar a atmosfera e a energia nos edifícios, e gerações de construtores desenvolveram princípios simples para criar as melhores janelas para cada situação. Dois especialistas em iluminação estudaram essas tradicionais aberturas em edifícios visando encontrar inspiração para projetos atuais mais sustentáveis. Francesco Anselmo, designer de iluminação da Arup, e John Mardaljevic, professor de simulação de iluminação natural na School of Civil & Building Engineering da Loughborough University, analisaram as variações de sol e iluminação natural em latitudes que vão desde Estocolmo até o Haiti e Abu Dhabi.
Continue lendo para saber mais sobre a variedade de janelas tradicionais em cada região.