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Arquitetos e programação: Por que devemos lidar com os softwares assim como lidamos com nossos smartphones

  • 07:00 - 8 Maio, 2015
  • por Rob Koningen
  • Traduzido por Julia Brant
Arquitetos e programação: Por que devemos lidar com os softwares assim como lidamos com nossos smartphones

Em 2014 o famoso político holandês Neelie Kroes, então comissário da União Européia, afirmou que a programação deveria ser ensinada na escola primária na Holanda, argumentando que "a programação é a leitura e escrita do futuro" e que se os holandeses não incorporassem essa realidade em seu sistema educacional, eles ficariam para trás em relação a outros países. As reações, tanto às afirmações de Kroes quanto ao artigo " 5 razões para arquitetos aprenderem programação" de Michal Kilkelly, foram similares. Aqueles que já são capazes de trabalhar com programação concordam; muitos que nunca tiveram contato com isso, e muito menos escreveram algo desse gênero, responderam negativamente. Muitas das reações ao texto de Michael Kilkelly passavam pelas mesmas ideias: "Não temos tempo!" "Programar não é projetar!", ou simplesmente "Não".

Como designer urbano, lido com tarefas similares quando estou desenvolvendo um projeto. Como ninguém no escritório dominava as configurações do AutoCAD, comecei a fazer uma pesquisa própria sobre possíveis personalizações do programa. Rapidamente comecei a programar e implementar no escritório configurações que eu mesmo havia feito. Logo, eu não era mais o único que dominava essas tarefas. Coisas básicas como desenhar grama em um corte, ou elevação:

Virtualmente, todos nós somos "cadistas"; projetistas que trabalham com o computador. O computador está aí para nos ajudar nos projetos. Quanto mais você sabe pedir essa ajuda a ele, mais ele lhe ajudará. E alguns projetos demandam soluções muito específicas. Durante nossos projetos para a Governors Island em Nova Iorque e Miami Beach Soundscape, uma configuração adaptada do código foi usado para a realização dos projetos, algo similar ao código usado neste outro projeto, uma ponte de pedestres em Wenduine:

A lista de vigas seria enviada à empreiteira. A partir dessa lista, seriam determinados os comprimentos corretos e o local dos furos nas vigas, que seriam marcados a partir de um único código gerado pelo computador. No canteiro, as vigas se ajustaram perfeitamente. Caso aquela lista de elementos fosse feita por uma pessoa, provavelmente haveria alguns erros. Além disso, a pessoa teria que gastar muito mais tempo, especialmente se considerarmos que cada revisão de projeto demanda uma nova lista. O tempo que seria gasto com cada revisão extra foi o tempo que a programação adiantou no desenvolvimento do projeto. A programação foi usada para um projeto específico, mas muitas das etapas não únicas a esse trabalho:

Apesar disso, não é necessário aprender a programar. É tudo uma questão de analisar o que você está fazendo. Trata-se de reduzir o tempo de produção, dando mais tempo ao desenvolvimento do projeto. Duas palavras já utilizadas neste texto são essenciais a este debate, e devem ser usadas juntas, de forma a soarem mais familiares: pesquisa e desenvolvimento. Encontre as ferramentas certas para a sua forma de trabalho, assim como você encontrou os aplicativos certos para o seu smartphone. Aplicativos que trabalhem por você. Principalmente se você for um arquiteto autônomo ou parte de um escritório pequeno que não tem recursos para investir em programação. Os escritórios maiores, contudo, deveriam ponderar se sua relação com seus softwares é realmente boa. Há pessoas do RH, administração, modeladores 3D, e sim, o gerente de Tecnologia da Informação. Este profissional configura o hardware, instala o software, e talvez saiba programar. Os exemplos para Governors Island, Miami Beach e Wenduine mostram que vale a pena ter esse conhecimento a disposição - ter alguém que compreenda tanto os preceitos do software quanto os de projeto. Uma pessoa que possa traduzir as perguntas e deixar que o software responda. Existem grandes diferenças na forma de abordagem de cada escritório: alguns usam apenas os softwares disponíveis comercialmente, algumas companhias tem, além disso, um tradutor (muitas vezes chamado de gerente de CAD).

Desenhar à mão e construir maquetes são ferramentas muito importantes de concepção e apresentação de projetos, mas o uso de softwares CAD parece consumir a maior parte do tempo nos processos de design hoje em dia. Reações como "Programar não é projetar" e "Não tenho tempo para aprender a codificar" são compreensíveis, mas qualquer programador pode confirmar que essas respostas são discutíveis. Projetar é uma habilidade humana, mas (especialmente em arquitetura) as regras da matemática são aplicadas. E com mais frequência do que você imagina. Na verdade, tudo que fazemos ao desenhar no CAD é matemática gráfica. É claro, leva tempo para aprender. Mas, enquanto você está correndo de uma tarefa para outra, você também pode parar e pensar em alguma estratégia para tornar essas tarefas mais fáceis. Elas te ajudarão a chegar mais rápido à linha de chegada, com tempo de sobra. Desenhos de plantas são, para mim, composições de dezenas de algoritmos. Eles ajudam a desenvolver a planta mais rápido e com maior clareza, assim, sobra mais tempo para investir em detalhes que fazem toda a diferença no projeto. Eles ajudam a criar modelos 3D e a fazer cálculos baseados nas mesmas informações. Os vídeos mostrados neste texto são alguns exemplos de programação e podem ser encontrados junto a muitos outros na página UrbanLISP.com. Como o site é criado para designers, todo aplicativo vem com um tutorial em vídeo e alguns com imagens, para aprender e para abrir os olhos - afinal, designers são orientados sobretudo pela visão. Se o seu escritório precisa de ajuda para tornar-se mais eficiente com o AutoCAD, não hesite em mandar uma mensagem.

Rob Koningen trabalha com projetos urbanos na West 8 e é o criador da página UrbanLISP.com

Sobre este autor
Rob Koningen
Autor
Cita: Koningen, Rob. "Arquitetos e programação: Por que devemos lidar com os softwares assim como lidamos com nossos smartphones" [Architects And Coding: Why You Should Treat Your Software Like Your Smartphone] 08 Mai 2015. ArchDaily Brasil. (Trad. Brant, Julia) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/766402/arquitetos-e-a-codificacao-por-que-voce-deveria-lidar-com-seu-software-da-mesma-forma-que-com-seu-smarphone> ISSN 0719-8906