Em 2014 o famoso político holandês Neelie Kroes, então comissário da União Européia, afirmou que a programação deveria ser ensinada na escola primária na Holanda, argumentando que "a programação é a leitura e escrita do futuro" e que se os holandeses não incorporassem essa realidade em seu sistema educacional, eles ficariam para trás em relação a outros países. As reações, tanto às afirmações de Kroes quanto ao artigo " 5 razões para arquitetos aprenderem programação" de Michal Kilkelly, foram similares. Aqueles que já são capazes de trabalhar com programação concordam; muitos que nunca tiveram contato com isso, e muito menos escreveram algo desse gênero, responderam negativamente. Muitas das reações ao texto de Michael Kilkelly passavam pelas mesmas ideias: "Não temos tempo!" "Programar não é projetar!", ou simplesmente "Não".
Como designer urbano, lido com tarefas similares quando estou desenvolvendo um projeto. Como ninguém no escritório dominava as configurações do AutoCAD, comecei a fazer uma pesquisa própria sobre possíveis personalizações do programa. Rapidamente comecei a programar e implementar no escritório configurações que eu mesmo havia feito. Logo, eu não era mais o único que dominava essas tarefas. Coisas básicas como desenhar grama em um corte, ou elevação:
