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Seriam os computadores ruins para a arquitetura?

  • 07:00 - 17 Abril, 2015
  • por Michael Kilkelly
  • Traduzido por Camilla Sbeghen
Seriam os computadores ruins para a arquitetura?
Seriam os computadores ruins para a arquitetura?, O método paramétrico funciona bem se o problema é bem entendido -, mas nos estágios iniciais de um projeto, muitas vezes você compreende o que está resolvendo enquanto você o resolve. Imagem Cortesia de Daniel Gillen
O método paramétrico funciona bem se o problema é bem entendido -, mas nos estágios iniciais de um projeto, muitas vezes você compreende o que está resolvendo enquanto você o resolve. Imagem Cortesia de Daniel Gillen

Em seus artigos para o ArchSmarter, Michael Kilkelly frequentemente elogia o valor dos computadores e da automação, um ponto de vista por vezes controverso que divide opiniões. Em particular, seu post anterior publicado no ArchDaily, "5 razões para arquitetos aprenderem programação" gerou uma discussão significativa. Mas qual é o valor dessa automação? Neste post, publicado originalmente em ArchSmarter, ele expande sua visão sobre em quais aspectos os computadores podem ser úteis - e o mais importante, em quais eles podem não ser.

Eu escrevo muito sobre a tecnologia digital e automação aqui no ArchSmarter, mas lá no fundo, tenho uma fraqueza por todas as coisas analógicas. Ainda construo modelos físicos. Carrego um caderno Moleskine comigo em todos os lugares e também comprei recentemente um toca-discos Crosley .

Posso ouvir qualquer tipo de música que quiser através do Spotify. O mundo da música está literalmente na ponta dos meus dedos. Não mudou o que eu escuto, mas mudou a forma como eu ouço música. Há mais atrito envolvido nos vinis. Tenho que possuir o LP e tenho que colocá-lo manualmente na plataforma giratória. É um ato deliberado que exige muito mais esforço do que simplesmente selecionar uma lista de reprodução no Spotify. E é muito mais divertido.

Essa divisão entre o físico e o digital esteve muito presente em mim enquanto eu lia o novo livro de Nicholas Carr, The Glass Cage: Automation and Us. A premissa de Carr é que, quanto mais a tecnologia digital nos oferece, em termos de eficiência e conveniência, mais ela nos tira. O uso crescente da automação está nos distanciando da nossa característica humana essencial; a ligação entre as nossas mãos e nossas mentes. Como Carr afirma: "a automação enfraquece o vínculo entre a ferramenta e usuário não porque os sistemas controlados por computador são complexos, mas porque eles pedem muito pouco de nós."

via ithinkthat.net
via ithinkthat.net

Então, seriam computadores ruins para a arquitetura? Carr dedica todo um capítulo do livro para esta pergunta. Não há dúvida de que os computadores tornaram-se essenciais para a prática da arquitetura. Os softwares BIM e CAD têm tornado as empresas mais eficientes e aceleraram o processo de construção. Eu não acho que ninguém quer voltar para os dias da elaboração manual e das máquinas de amônia.

No entanto, o que acontece quando damos mais controle do processo de projeto para o computador? Como Carr afirma: "... a própria velocidade e exatidão da máquina pode encurtar o processo confuso e trabalhoso de exploração que dá origem aos projetos mais inspiradores e significativos." É possível ajustar os parâmetros em um modelo 3D e fornecer o mesmo tipo de diálogo com um projeto do que desenhar ou construir um modelo? Carr faz referência ao estudioso britânico Nigel Cruz que afirma que "desenhar permite a exploração do problema espacial e da solução para assim caminharem juntos". Pensar simultaneamente no problema e na solução está intrinsecamente ligado ao meio que você está usando.

Comparando o desenho manual com o desenho no computador e com um modelo paramétrico, este último só funciona quando o problema é bem compreendido. A relação entre a forma e os parâmetros aumenta em complexidade a medida em que o modelo se desenvolve. A reconstrução de um modelo para explicar as relações recém-descobertas leva tempo. Nos estágios iniciais do projeto, no entanto, o problema que você está resolvendo é muitas vezes de formado solto e nem sempre compreendido. Você entende o que você está tentando resolver, enquanto você o está resolvendo. Como tal, você precisa interagir rapidamente. Você precisa trabalhar de forma abstrata. A precisão que o computador fornece nem sempre é favorável para este tipo de trabalho.

Levando isto em conta, é interessante ver a primeira incursão da Google no espaço AEC com Flux. A google quer levar o modelo paramétrico para ainda mais longe e criar um o projeto a partir da equação. Flux é a tentativa da Google em melhorar a eficiência do setor da construção e reduzir a lacuna entre a oferta e a demanda projetada para a nova construção nos próximos 40 anos. Em essência, o Flux visa agregar dados de múltiplas fontes para fornecer uma abordagem baseada em restrições do projeto. Com o primeiro produto da Flux, Metro, você pode facilmente visualizar o zoneamento em uma interface amigável com o desenvolvedor. Suas ambições são muito maiores, no entanto. Eles planejam encapsular o projeto de um edifício em uma "semente" algorítmica que possa responder às condições locais e ajustar-se automaticamente de acordo com o meio. O mesmo projeto pode ser replicado milhares de vezes. Você pode ler mais sobre o que significa Flux e a indústria AEC nestes grandes artigos de Randy Duetsch e Josh Lobel.

Google Flux em ação. Imagem Cortesia de Flux
Google Flux em ação. Imagem Cortesia de Flux

Eu sou a favor de incorporar mais dados no processo de projeto. No entanto, até que ponto a máquina e os dados podem assumir o ato projetual? Quando o processo é otimizado, quem realmente ganha? Obtemos melhores edifícios e melhores cidades quando um algoritmo determina a forma mais eficiente? Como Carr adverte no seu livro, o perigo é que os designers e arquitetos "...seguirão o caminho de menor esforço, mesmo com um pouco de resistência, que pode trazer à tona o melhor de si ".

Assim como o meu novo toca-discos trouxe mais esforço no modo como eu ouço música, eu acredito em manter esse esforço no processo de projeto. Ele cria um tempo de reflexão e pensamento. Dito isso, eu sou um forte defensor da automação quando se remove o trabalho tedioso e de baixo valor no nosso dia-a-dia. Não há nada a ganhar renumerando pastas em um arquivo Revit, por exemplo. O trabalho criativo, a parte boa, deverá permanecer dentro da competência do profissional.

Projetar é uma atividade fundamental que não pode ser reduzida a um algoritmo, ou pelo menos (à la Google Flux), não deveria. É uma tarefa muito importante para ser destinada às máquinas. Como Carr afirma no seu livro, "quando a automação nos afasta de nosso trabalho, quando fica entre nós e o mundo, ela apaga a arte de nossas vidas". Penso que todos nós poderíamos nos beneficiar com um pouco mais de arte.

Cita: Kilkelly, Michael. "Seriam os computadores ruins para a arquitetura?" [Are Computers Bad for Architecture?] 17 Abr 2015. ArchDaily Brasil. (Trad. Sbeghen Ghisleni, Camila) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/765339/seriam-os-computadores-ruins-para-a-arquitetura> ISSN 0719-8906
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