As tecnologias de Realidade Aumentada e Realidade Virtual já existem há algumas décadas, apesar de entrarem definitivamente no mercado apenas nos últimos anos, elas já ditam novas formas de viver e se relacionar. Como o mundo jamais terá menos tecnologia e mudará cada vez mais rápido graças a ela, certamente a profissão do arquiteto também sofrerá grandes mudanças, ganhando novos horizontes e desafios. Através de exemplos vindos da última exposição realizada por Björk, o fenômeno do Pokémon Go!, os documentários de Chris Milk e o filme conceitual criado por Keiichi Matsuda é possível ter uma ideia sobre quais serão os próximos passos dos arquitetos.
Seria genial se fosse uma paródia, mas temo que quem a fez não estava brincando. Ou seja, é alguém que crê que, na arquitetura, os clientes tiram-nos liberdade.
O quê?
São tantos argumentos que esmagam essa ideia que escrevê-los é quase banal. Redundante. Óbvio. Mas, por outro lado, se ainda há alguém que possa acreditar nisso, talvez não seja demais contestá-lo.
Vou utilizar três palavras: liberdade, projeto e clientes; e um conceito: nós. E vou pedir ajuda para alguns grandes nomes da arquitetura, somente para enfatizá-los.
O incentivo de Copenhague para fazer da bicicleta um de seus principais meios de transporte e o consequente apoio através do desenho urbano e medidas que favorecem a mobilidade sustentável, transformaram a cidade na capital mundial do ciclismo urbano.
Em mais de uma ocasião a cidade se destacou entre as mais amigáveis do mundo em relação ao ciclismo urbano, como por exemplo no Ranking Copenhagenize de 2015 e 2013 e em uma pesquisa realizada pela Mother Nature Network.
Neste artigo, escrito por Christian Dimmer e ilustrado com as fotografias deMax Creasy,apresentamos uma análise da paisagem arquitetônica da costa do Japão após o terremoto e tsunami que devastaram Aomori, Iwate e Miyagi.
Poucos desastres foram tão complexos e tiveram implicações tão profundas quanto o terremoto, o tsunami e o vazamento nuclear que atingiram o nordeste do Japão em 11 de março de 2011. Ao passo que mais de 500 quilômetros de costa foram devastados, o desastre se desdobrou também em centenas de cidades que foram diferentemente afetadas dependendo de suas condições topográficas, suas morfologias urbanas, memória coletiva de desastres passados e laços sociais com as comunidades.
Quando começamos a conversar sobre a imigração [como um tema da conferência], todo mundo disse: 'não façam isso, é muito controverso'. Mas nós respondemos que era exatamente por isso que iríamos fazer.
Com esta atitude desafiadora foi como Martin Barry, presidente da reSITE, abriu a Conferência 2016 em Praga há três semanas. Intitulada "Cidades de Migração", a conferência apareceu em um contexto de incontáveis e difíceis questões políticas relacionadas à migração. Na Europa, o desdobramento da crise de refugiados sírios mantém tensas ambas relações políticas e raciais em todo o continente; na América, o candidato presidencial republicano Donald Trump criou uma reação instintiva populista contra os mexicanos e muçulmanos; e no Reino Unido - um país na consciência da maioria dos participantes no momento- a decisão em favor do "Brexit", uma semana após a conferência, foi em grande parte baseada na ideia de limitar a imigração não só dos sírios, mas também dos cidadãos europeus de outros países menos ricos da UE.
Na arquitetura, tais questões foram destacadas este ano pela Bienal de Veneza de Alejandro Aravena, com arquitetos "Reporting from the Front" as batalhas e desafios muitas vezes relacionados com a imigração. Desde os campos de refugiados até as favelas para as crises de habitação em cidades globais ricas, a mensagem é clara: a imigração é um tema que os arquitetos devem entender e responder. Como resultado, as lições compartilhadas durante o intensivo evento de dois dias do reSITE sem dúvida serão de valor inestimável para a profissão da arquitetura.
A maior surpresa neste modelo Archilogic é o espectro de cores. Quem já visitou a Case Study House #26 em San Rafael, Califórnia, em algum momento nos últimos 40 anos, está familiarizado com a clássica estrutura branca de aço da edificação, mas o arquiteto, Beverley David Thorne, tinha originalmente escolhido um esquema de cores muito diferente: dourado para o aço, vermelho e outras cores mais vivas para os interiores. "A escolha de cores externas", escreveu Thorne na revista Arts & Architecture ", foi ditado pelo clima e pelo carácter da paisagem circundante." Este modelo Archilogic recria as condições originais de 1963, até as cores da parede do dormitório e os azulejos.
https://www.archdaily.com.br/br/791109/a-virtual-look-into-beverley-david-thornes-case-study-house-number-26Madlaina Kalunder and Cord Struckmann, Archilogic
Hoje, graças a nossa parceria com Sketchfab, te levamos em um tour virtual por algumas das fortalezas históricas mais impressionantes em toda Europa. Projetos de castelos e fortificações são particularmente interessantes por sua implantação estratégica e mecanismos de defesa. Como marcos da reivindicação territorial, esses complexos são feitos para serem auto-sustentáveis durante conflitos e contém não apenas fortificações de defesa, mas um conjunto de estruturas de suporte como capelas, escolas, e habitações. Isso faz com que esses complexos funcionem como vilarejos dentro de um vilarejo. Esses modelos detalhados do Sketchfab nos permitem compreender as estratégias de planejamento urbano em diferentes lugares e períodos históricos.
Para uma experiência ainda mais imersiva, todas estas maquetes podem ser vistas com dispositivos de realidade virtual como Google Cardboard.
Há tanto para aprender sobre arquitetura. O arquiteto inteligente sabe ter uma variedade de fontes para o seu conhecimento sobre o campo, e é por isso que nós unimos uma lista dos nossos canais de arquitetura preferidos no Youtube, além de selecionar alguns de seus melhores vídeos para você assistir. Na seleção apresentamos tutorias de desenho e renderização, documentários de arquitetura e muito mais. Veja, a seguir.
Foi evidente o predomínio da matriz corbusiana na fase inicial da arquitetura moderna em Porto Alegre, do final dos anos quarenta ao final dos anos cinquenta; um quadro creditável em grande parte ao êxito da Escola Carioca e sua consequente posição referencial assumida. Entretanto, é perceptível que a arquitetura local do período também se norteou por casos exemplares de outras latitudes e recebeu contribuições palpáveis menores como a uruguaia. O aporte do país vizinho foi um fato concreto, porém de dimensão menor que a apregoada há alguns anos, quando suposições eram instituídas como verdades pela repetição, na ausência de uma necessária historiografia. E é de se lamentar que esse subsídio qualificado tenha sido mais restrito do que se supunha anteriormente, limitando-se à formação de Demétrio Ribeiro e à colaboração de bons professores de Montevidéu [1] ao ensino local, além das duas obras importantes que o arquiteto Fresnedo Siri legou à cidade: o Hipódromo do Cristal e o Edifício Esplanada; e da contribuição posterior das cascas de cerâmica armada de Eladio Dieste, iniciada na CEASA (1970) e desenvolvida através da fábrica Memphis (1976), de um conjunto de residências e algumas edificações para fins comerciais.
Interiors é uma publicação de cinema e arquitetura online, publicada por Mehruss Jon Ahi e Armen Karaoghlanian. A Interiors escreve uma coluna exclusiva para o ArchDaily na qual analisa e diagrama a espacialidade de filmes e séries. Na sua loja oficial você poderá encontrar desenhos exclusivos de algumas das plantas baixas mais famosas do mundo do entretenimento.
O meio visual do filme faz com que o estilo sempre desempenhe um papel significativo no cinema. Esta é uma das razões pelas quais a combinação 'filme e arquitetura' tem andado de mãos dadas ao longo dos últimos cem anos. Em certo sentido, ambos meios exibem qualidades complementares; o filme, como a fotografia, capta os aspectos estruturais da arquitetura, enquanto o projeto de arquitetura dita o espaço cinematográfico.
O mesmo não pode ser dito para a televisão - porque mesmo que a televisão tenha passado por uma transformação estética nos últimos anos com séries como The Sopranos, Mad Men, Breaking Bad,True Detective e The Knick, ainda é muito mais um meio baseado em personalidades. Desta forma, o seu formato em si permite um exame aprofundado dos personagens.
Quais são as áreas urbanas mais populosas, com maior superfície e mais densas do mundo? Esta é uma das perguntas que o centro de estudos urbanos dos EUA -- Demographia -- busca responder anualmente.
Desde 2004 o centro publica um relatório intitulado "Demografia das Áreas Urbanas do Mundo", elaborado a partir de dados das Nações Unidas (ONU) e de instituições nacionais de estatística, além de imagens de satélite, para determinar a densidade das ocupações urbanas.
Ultimamente, o BIM está se tornando uma prática padrão. A maioria das pessoas envolvidas no setor da construção - de arquitetos e engenheiros que utilizam BIM a órgãos governamentais que estão exigindo a utilização de BIM em certos tipos de projetos - estão convencidos de seus benefícios, como eficiência, colaboração, redução de custos, e melhoria da comunicação. Como resultado, muitas empresas hoje em dia que ainda não adoraram o BIM dão o mesmo motivo: o temido período de transição.
Naturalmente, estes receios de transição não são totalmente infundados, já que um novo software exige treinamento de pessoal e problemas de adaptação são inevitáveis na mudança do fluxo de trabalho existente. Estes custos iniciais criam uma barreira para muitas empresas que simplesmente não podem arcar com o tempo ou o custo agora que lhes permitiriam aproveitar os benefícios do BIM no futuro. A chave para resolver isso, claro, é minimizar os custos iniciais - e uma maneira de fazer isso, que muitos especialistas recomendam, é começar a transição de sua empresa para o BIM com um único projeto-piloto, em que você vai ser capaz de estabelecer um fluxo de trabalho, definir padrões que se adequam a sua empresa, e transferir essas lições para projetos posteriores.
Mas qual é a melhor maneira de selecionar este projeto-piloto? Você deveria trabalhar em um edifício grande ou pequeno? Um trabalho complexo ou um simples? Aqui, três pioneiros no uso do BIM compartilham o que aprenderam com os seus próprios projetos-piloto, cada um com características muito diferentes.
https://www.archdaily.com.br/br/790968/como-adotar-o-bim-3-formas-de-fazer-o-projeto-pilotoAD Editorial Team
A arquitetura pode ser praticada em um campo bastante amplo. Ela é uma indústria em que os "personagens" são uma parte intrínseca do trabalho. Todos somos arquitetos e todos vivemos para projetar, mas somos muito distintos. Assim, compilamos uma lista com 21 tipos diferentes de arquitetos que você poderá encontrar em algum momento da sua carreira.
Resolvi fazer arquitetura de forma bem inocente depois de ter feito vários testes vocacionais que encontrei no Google. Quando descobri ser um dos cursos mais concorridos nas universidades públicas brasileiras, pensei em desistir. Mas já estava fisgada pela história da arquitetura e seu papel social.
Entretanto, nada é perfeito. Arquitetura e Urbanismo é um dos cursos mais elitizados nas mais renomadas universidades brasileiras e isso reflete também para fora das salas de aula. O arquiteto passou a servir aos mais ricos, deixando de lado as necessidades urbanas e os mais pobres.
O Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona (CCCB) anunciou os finalistas da 9ª edição do Prêmio Europeu do Espaço Público Urbano 2016. São 25 as intervenções eleitas como as melhores realizadas em espaços públicos das cidades europeias entre os anos 2014 e 2015.
O prêmio, que neste ano recebeu 276 inscrições provenientes de 33 países, "reconhece a criação, recuperação e melhoria dos espaços públicos, compreendendo seu estado como um claro indicador da saúde democrática de nossas cidades”, explicou a organização do prêmio.
https://www.archdaily.com.br/br/790921/premio-europeo-del-espacio-publico-urbano-2016-25-finalistasEquipo Plataforma Urbana
A Bienal de Veneza de 2016 destacou que lidar com desastres naturais pode se tornar uma das maiores preocupações da arquitetura. Mas a natureza tem suas próprios modos de destruição e erupções vulcânicas estão entre os casos mais extremos. Na Ilha do Fogo, o Parque Natural do Fogo, projetado pelo escritório OTO – e eleito como Melhor Edifício do Ano de 2015 pelos leitores do ArchDaily – foi destruído por uma corrente de lava fundida pouco mais de um ano após sua inauguração em 2013. O edifício, que conciliava centro cultural e atividades administrativas, ajudou a ativar a economia na área mais remota da ilha. Depois do desastre, Adrian Kasperski, um estudante da Krakow University, dedicou sua dissertação de mestrado para reabilitar esta área, propondo a expansão das rodovias existentes e trilhas de escalada e desenvolvendo equipamentos para implementar alternativas oferecidas pelo turismo.
Este artigo é parte da nossa nova série "Material em Foco", onde os arquitetos compartilham conosco o processo de criação através da escolha de materiais que definem parte importante da construção de seus projetos.
A Grande Muralha da Austrália, projetada pelo escritório australiano Luigi Rosselli Architects, e selecionada como um dos melhores projetos do ano de 2016 pelo ArchDaily, é um exemplo único de construção em taipa. Com 230 metros de comprimento, a Grande Muralha é a estrutura mais longa deste tipo na Austrália e, possivelmente, do Hemisfério Sul, de acordo com os seus arquitetos. Construída no remoto noroeste da Austrália, o edifício é feito a partir de materiais disponíveis localmente, cujas propriedades térmicas ajudam a suportar um clima variável. Nós conversamos com o arquiteto Luigi Rosselli para saber mais sobre sua escolha do material e do papel determinante que desempenhou em seu conceito de projeto.