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4 Visões sobre por que a acústica é essencial para a boa arquitetura

RESONATE aconteceu no Museu MAAT em Lisbon, Portugal. Imagem © Joel Felipe
RESONATE aconteceu no Museu MAAT em Lisbon, Portugal. Imagem © Joel Felipe

Qual é o papel da acústica no trabalho dos principais escritórios de arquitetura? Em fevereiro deste ano, reSITE e MAAT, em colaboração com a Meyer Sound, realizaram o RESONATE: Thinking Sound and Space, uma conferência focada exclusivamente na relação entre arquitetura e som.

Elizabeth Diller do Diller Scofidio + Renfro, Kjetil Trædal Thorsen do Snøhetta, Michael Jones de Foster + Partners, fundadores do Meyer Sound, e o pioneiro da arte sonora, Bernhard Leitner, conversaram com o reSITE e o Canal 180 no Museu MAAT em Lisboa, Portugal. Abaixo estão os 4 episódios da série, onde eles discutem o papel do som na criação de espaços culturais e salas de concerto e a mudança do papel do arquiteto em uma era de especializações:

Saskia Sassen, Krister Lindstedt e Mimi Hoang falam sobre arquitetura e processos migratórios

Na conferência reSITE deste ano, que aconteceu em Praga, os palestrantes de diversas partes do globo buscaram apresentar diferentes perspectivas sobre os desafios em torno da migração, explorando tópicos que iam da economia ao planejamento urbano e arquitetura. No entanto, como podemos ver nas apresentações a seguir, migração é um tópico que requer interrogações em muitas diferentes escalas e contextos: do foco na economia global oferecido por Saskia Sassen em sua palestra de abertura, aos desafios de projetar micro-apartamentos, mostrados por Mimi Hoang do nArchitects, e o caso usual apresentado por Krister Lindstedt do White Arkitekter, quando a migração ocorre não por algumas pessoas em particular, mas por uma cidade inteira.

Proposal for Kiruna town square. Image Cortesia de Kjellander + SjöbergCarmel Place. Image © Field ConditionInterior of a micro-apartment at Carmel Place. Image © Pablo EnriquezProposal for a neighborhood in Kiruna. Image © White Arkitekter+ 5

Como a imigração definirá o futuro da arquitetura e do urbanismo

Quando começamos a conversar sobre a imigração [como um tema da conferência], todo mundo disse: 'não façam isso, é muito controverso'. Mas nós respondemos que era exatamente por isso que iríamos fazer.

Com esta atitude desafiadora foi como Martin Barry, presidente da reSITE, abriu a Conferência 2016 em Praga há três semanas. Intitulada "Cidades de Migração", a conferência apareceu em um contexto de incontáveis e difíceis questões políticas relacionadas à migração. Na Europa, o desdobramento da crise de refugiados sírios mantém tensas ambas relações políticas e raciais em todo o continente; na América, o candidato presidencial republicano Donald Trump criou uma reação instintiva populista contra os mexicanos e muçulmanos; e no Reino Unido - um país na consciência da maioria dos participantes no momento- a decisão em favor do "Brexit", uma semana após a conferência, foi em grande parte baseada na ideia de limitar a imigração não só dos sírios, mas também dos cidadãos europeus de outros países menos ricos da UE.

Na arquitetura, tais questões foram destacadas este ano pela Bienal de Veneza de Alejandro Aravena, com arquitetos "Reporting from the Front" as batalhas e desafios muitas vezes relacionados com a imigração. Desde os campos de refugiados até as favelas para as crises de habitação em cidades globais ricas, a mensagem é clara: a imigração é um tema que os arquitetos devem entender e responder. Como resultado, as lições compartilhadas durante o intensivo evento de dois dias do reSITE sem dúvida serão de valor inestimável para a profissão da arquitetura.

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