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Donald Trump e o medo do vazio

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O que o arquiteto suíço e segundo diretor da Bauhaus, Hannes Meyer, poderia ter em comum com o excêntrico e vaidoso presidente dos Estados Unidos, Donald Trump? O artigo à seguir, escrito pelo Colectivo Arkrit, faz uma interessante reflexão a respeito do tema.

Conheça e baixe os guias oficiais de desenho arquitetônico Mapuche e Aymara no Chile

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Mais de um milhão e meio de pessoas no Chile pertencem a um dos nove povos originários reconhecidos pelo Estado pela Lei 19.253: Aymara, Quechua, Atacameño, Colla, Diaguita, Rapa Nui, Mapuche, Kawéskar e Yagán. Apesar de representarem 9,1% da população nacional, não são reconhecidos a nível constitucional, e sua cultura (inclusive sua existência) é desconhecida pela grande maioria dos chilenos.

Alinhada à Lei 19.253, que exige "respeitar, proteger e promover o desenvolvimento dos indígenas, suas culturas, famílias e comunidades, adotando as medidas adequadas para tais fins", a Direção de Arquitetura do Ministério de Obras Públicas (MOP) do Chile publicou, em 2003, o primeiro guia de desenho arquitetônico para os povos originários Mapuche e Aymara, os mais populosos do país.

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Como Londres propõe uma cidade inclusiva e oportuna a todos

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Assim como ocorre no Brasil, as autoridades locais britânicas também são obrigadas a publicar e revisar seus planos diretores com certa frequência. Por isso, Londres, sob o comando do prefeito trabalhista Sadiq Khan, disponibilizou recentemente para consulta pública o esboço da nova versão do London Plan.

A base inicial do plano é o desenvolvimento sustentável (promoção social, ambiental e econômica), seguida de: princípios de equidade de oportunidades aos londrinos; redução da desigualdade de renda; avaliação dos impactos das mudanças climáticas; incentivo ao uso do Rio Tâmisa para transporte de pessoas e cargas; e dos recursos disponíveis para implementação do plano.

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Museu do Ontem revela as histórias esquecidas da zona portuária do Rio de Janeiro

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O que a chegada da família real portuguesa, o maior ponto de compra e venda de escravos do Brasil, o assassinato do estudante Edson Luís durante a ditadura militar e a propina de R$52 milhões recebida por Eduardo Cunha têm em comum? Todos aconteceram na zona portuária do Rio de Janeiro e agora podem ser (re)descobertos com o Museu do Ontem, aplicativo lançado pela Agência Pública que pretende resgatar essas histórias e promover uma outra relação com esse importante território da cidade.

6 Materiais que "envelhecem bem"

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Muitas vezes, como arquitetos, negligenciamos como os prédios que projetamos irão se desenvolver quando os entregamos às intempéries. Passamos tanto tempo tentando entender como as pessoas usarão o edifício que podemos esquecer como ele será danificado pelo tempo. É um processo inevitável e incerto que levanta a questão de quando um edifício está realmente completo; quando a peça final de mobília é movida para dentro, quando a telha final é colocada ou quando ele já passou anos a céu aberto deixando a natureza seguir seu curso?

Ao invés de piorar o edifício, as forças naturais podem contribuir para a integridade do material, suavizando e melhorando sua aparência inicial. É importante considerar os materiais após o processo de construção, para criar uma estrutura que só aumente em beleza ao longo do tempo. Para ajudá-lo a alcançar um edifício em evolução, reunimos seis materiais diferentes que envelhecem com dignidade.

Capitéis da Antiguidade Clássica: Entenda a diferença entre as Cinco Ordens

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Seja para iniciar a análise de um detalhe ou para impressionar alguém em uma roda de conversa ou em uma viagem, o entendimento de uma edificação clássica inicia-se ao ter consciência das diferentes ordens clássicas arquitetônicas. Dentro do referencial bibliográfico pela história, o primeiro relato acerca das ordens foi escrito por Vitrúvio. “[...] As ordens vieram propiciar uma gama de expressões arquitetônicas, variando da rudeza e da firmeza até a esbelteza e a delicadeza. No verdadeiro projeto clássico, a seleção da ordem é uma questão vital – é a escolha do tom” [1], que para o autor, sintetiza a “gramática da arquitetura” [2].

Segundo John Summerson, autor do livro A Linguagem Clássica da Arquitetura, “[...] um edifício clássico é aquele cujos elementos decorativos derivam direta ou indiretamente do vocabulário arquitetônico do mundo antigo – o mundo ‘clássico’ [...]. Esses elementos são facilmente reconhecíveis, como, por exemplo, os cinco tipos padronizados de colunas que são empregados de modo padronizado, os tratamentos padronizados de aberturas e frontões, ou, ainda, as séries padronizadas de ornamentos que são empregadas nos edifícios clássicos”. [3]

Como os planos de mobilidade urbana afetam a vida nas cidades

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Cidades são peças fundamentais para o funcionamento de muitos países. Com o alto crescimento populacional das últimas décadas, os centros urbanos precisaram enfrentar uma série de desafios, sendo um dos principais deles planejar a mobilidade. No Brasil, com a sanção da Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), em 2012, as cidades brasileiras receberam novas diretrizes para planejar e guiar suas ações políticas para estabelecer uma mobilidade mais sustentável. Para isso, a PNMU determina a elaboração de Planos de Mobilidade Urbana para cidades com mais de 20 mil habitantes como requisito para o repasse de recursos orçamentários federais. Essa imposição visa, como consequência final, transformar as cidades e o modo como o brasileiro se desloca diariamente.

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Água Paulista: um sistema circulatório urbano para São Paulo

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Como parte da 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo, o Ooze Architects foi convidado a desenvolver o Água Paulista, um projeto para investigar o potencial de tratamento descentralizado e natural da água na cidade e suas comunidades informais, com base na experiência do projeto-mãe Água Carioca, vencedor do LafargeHolcim Award 2017 for Latin America (bronze).

Jovens talentos da Arquitetura Portuguesa

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Marcada pelo refinamento e pureza de desenho, a arquitetura portuguesa historicamente detém um aguçado relacionamento entre o objeto construído e o território a qual se insere.

Nomes como Álvaro Siza Vieira, Eduardo Souto de Moura e Fernando Távora são ainda as maiores referências quando pensamos na produção arquitetônica portuguesa. Contanto, para além dos grandes mestres, um grupo de jovens escritórios criado nos últimos dez anos tem mostrado força e relevância à nova produção. Nesse panorama, novos atributos são enfatizados - um senso estético e construtivo baseado no minimalismo moderno, mas questionados e renovados de acordo com os novos parâmetros sociais e filosóficos contemporâneos; a união de campos híbridos – da arte e design de produto à arquitetura e urbanismo; e um processo crescentemente colaborativo, baseado na união de ideias coletivas.

11 Salas de estar impressionantes

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11 Salas de estar impressionantes - Imagen 1 de 411 Salas de estar impressionantes - Imagen 2 de 411 Salas de estar impressionantes - Imagen 3 de 411 Salas de estar impressionantes - Imagen 4 de 411 Salas de estar impressionantes - Mais Imagens+ 7

Salas de estar são espaços dedicados a passar o tempo em família, receber amigos, relaxar e até mesmo trabalhar. Independentemente das suas dimensões, a chave para um desenho inovador reside na criatividade da organização espacial, na comunicação com outros ambientes e, sobretudo, na flexibilidade do programa. Veja, a seguir, uma seleção de salas de estar únicas, fotografadas por nomes como Hiroshi Ueda, David Foessel e Wison Tungthunya.

Falta de acessibilidade é um problema, mas espraiamento urbano não é solução

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Muitas famílias que trabalham por longas horas gastam mais do que podem pagar em habitação e transporte, ficando com poucos recursos disponíveis para outros bens essenciais, como alimentação e cuidados com a saúde. Isso é um problema sério. Consequência, em parte, de políticas públicas que favorecem opções caras de habitação e transporte em relação a alternativas mais acessíveis.

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A Lógica do Condomínio

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Alô, alô, W/Brasil… Alô, alô, W/Brasil… / Jacarezinho! Avião! Jacarezinho! Avião! / Cuidado com o disco voador / Tira essa escada daí / Essa escada é pra ficar aqui fora / Eu vou chamar o síndico / Tim Maia! Tim Maia! Tim Maia! Tim Maia!

Ao entrar em um desses modernos condomínios, projetados com a mais tenra engenharia urbanística, temos o sentimento pacificador de que enfim encontramos alguma ordem e segurança. Rapidamente nos damos conta de que há ali uma forma de vida na qual a precariedade, o risco e a indeterminação teriam sido abolidos. O espaço é homogêneo, conforme certas regras de estilo. Dentro dele, os lugares são bem distribuídos, as posições estão confortavelmente ocupadas. A polícia parece realmente presente, apesar de particular. As ruas estão bem pavimentadas e sinalizadas, em que pese o leve excesso de mensagens indicando caminhos e condições de uso. As casas exibem seu indefectível jardim frontal, sem cercas. Tudo o mais é funcional, administrado e limpo. A imagem dessa ilha de serenidade captura as ilusões de um sonho brasileiro mediano de consumo. Uma região, isolada do resto, onde se poderia livremente exercer a convivência e o sentido de comunidade entre iguais. Um retorno para a natureza, uma vida com menos preocupação, plena de lazer na convivência entre semelhantes. Uma comunidade de destino que se apresenta em inúmeras variantes: verticais, horizontais, residenciais, comerciais, privadas e até mesmo públicas.

Lições com o novo documentário sobre Bjarke Ingels: não deixe que seu próximo projeto seja o último

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E se aquilo que faz do BIG realmente "BIG" se perder de repente no auge do seu melhor momento? Essa é a pergunta que paira no trailer do novo documentário de Kaspar Astrup Schrøder intitulado BIG TIME. Há uma sutil sugestão de que o famoso arquiteto estaria com um grave problema de saúde.

O documentário de Schrøder destaca o intenso dia à dia de Bjarke Ingels, fundador do Bjarke Ingels Group, ao longo dos últimos anos de sua carreira. Através de seu ponto de vista podemos ter uma ideia do que significa ser um stararchitect nos dias de hoje. Em última análise, o documentário levanta uma questão que precisa ser respondida por qualquer pessoa que procura transformar o mundo através da arquitetura. Como lidamos com a responsabilidade de construir o futuro no qual desejamos viver?

Os curiosos enigmas projetuais da Pirâmide de Chichén Itzá

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Este artigo foi originalmente publicado por Ezra Schwartz no LinkedIn. Reproduzido aqui com a permissão do autor.

Após uma visita familiar recente a Chichén Itzá, fiquei um tanto obcecado com alguns enigmas projetais que encontrei:

Enigma de projeto número 1: A grande pirâmide e objeto central deste incrível complexo arqueológico, conhecido como o Templo de Kukulkán, é de uma simetria assombrosa. Mas a primeira coisa que me chamou à atenção quando a observava a partir de sua fachada oeste, é que a estrutura superior da pirâmide (A acima), não está centralizada, como seria de esperar *. Os eixos visuais 1 e 2 mostram este desalinhamento (imagens acima e abaixo).

Como evitar que Amsterdã se transforme em um hotel? FairBnB pode ser a resposta

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Intitulado originalmente como "FairBnB o cómo remediar que Ámsterdam se convierta en un hotel", neste artigo, o co-fundador de City Makers e membro da plataforma Fair City em Amsterdã, Sito Veracruz, mergulha no dilema urbano que enfrenta a cidade holandesa ante a pressão turística estimulada por plataformas como o Airbnb e o consequente aumento do valor da habitação para residentes.

Amsterdã é uma das poucas cidades onde alugar apartamentos através da Airbnb e outras plataformas similares é legalizado e regulamentado. É possível alugar um apartamento completo por 60 dias por ano sem registro. Também é legal alugar um ou dois quartos na casa sem um limite de tempo, para o qual você só precisa cumprir certos requisitos e informar a Câmara Municipal.

A cidade está entre as 10 principais cidades com mais acomodações oferecidas no site Airbnb, com 17.000 apartamentos listados, e pode se vangloriar de ser uma das poucas cidades do mundo que obtém um retorno econômico direto desses aluguéis. O acordo assinado entre Amsterdã e a Airbnb em 2014 inclui a obrigação da empresa de cobrar o imposto de turismo (5% do valor total de cada reserva) que reportou à cidade receitas de 5,5 milhões de euros no ano passado.

Descubra a estamparia geométrica da arquiteta Maria Cau Levy

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Goma Oficina é um coletivo de arquitetos que estão atuando em várias áreas, retomando o fazer múltiplo do arquiteto para além dos projetos habitacionais e obras em grandes concursos. Fazendo parte desse grupo, Maria Cau Levy vem experimentando, para além do formal da arquitetura, a experiência da estamparia. Diante de diversas formas de traçar sua identidade estética, conceitual e linguagem, a jovem arquiteta vem criando uma série de estudos com padrões geométricos.

Estaria o plano da Índia de construir 100 cidades inteligentes fadado ao fracasso?

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A Missão Cidade Inteligente do governo indiano, lançada em 2015, prevê o desenvolvimento de cem "cidades inteligentes" até 2020 para apresentar soluções para a rápida urbanização do país; trinta cidades foram adicionadas à lista oficial na semana passada, levando o número total atual de iniciativas planejadas para noventa. A missão de US$ 7,5 bilhões abrange o desenvolvimento geral de infraestrutura básica — abastecimento de água, eletricidade, mobilidade urbana, habitação a preços acessíveis, saneamento, saúde e segurança — ao mesmo tempo que incluem "soluções inteligentes" baseadas em tecnologia para impulsionar o crescimento econômico e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos nas cidades.

Em um país imerso em corrupção, a missão foi elogiada pelo uso transparente e inovador de um nacional "Desafio Municipal" para dar financiamento às melhores propostas dos órgãos municipais locais. Seu manifesto utópico e implementação, no entanto, são motivos de grande preocupação entre os planejadores urbanos e tomadores de decisão hoje, que questionam se a própria ideia de cidade inteligente indiana é inerentemente falha.

Gehl: O paradoxo de planejar a informalidade

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A seguinte publicação foi publicada originalmente no site Next City sob o título Embracing the paradox of planning for informality, e é o número dois de quatro publicações do trabalho da Gehl na América Latina.

Nesta, Mayra Madriz - associada de Gehl - e Jeff Risom - sócio e diretor geral da Gehl US - apresentam sua jornada pela Villa 31 em conjunto com cinco lições de desenho que aprenderam com o assentamento informal mais emblemático de Buenos Aires. Uma história interessante e complexa acompanhada das ilustrações do argentino Fernando Neyra. Leia o texto a seguir: