
É em momentos de desastres - natural, militar ou de outras formas - que o valor do nosso ambiente construído como uma forma de identidade cultural se torna mais tragicamente visível. O incêndio que varreu o Museu Nacional do Brasil na noite de segunda-feira destruiu não apenas artefatos históricos inestimáveis, mas um prédio que simbolizava tanto um país quanto um povo. O desaparecimento da paisagem urbana é o desaparecimento da identidade, cultura e pessoas.
É notável, então, que uma nova construção seja frequentemente anunciada como forma dos bairros criarem ou revitalizarem a identidade local. Os arranha-céus, em particular, são considerados ícones em torno dos quais a identidade urbana e até mesmo nacional pode depender - imagine Nova York sem o Empire State Building, Paris sem a Torre Eiffel, Kuala Lumpur sem as Torres Petronas. A história arquitetônica desta semana aborda as formas em que entrelaçamos nossas identidades com nosso tecido construído. Sabia mais a seguir.
História perdida
