Arquitetura da moda: tijolos produzidos a partir de resíduos têxteis

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Segundo pesquisas recentes, o mercado da moda movimenta anualmente cerca de 2,4 trilhões de dólares no mundo. Um número exorbitante que, infelizmente, compara-se aos dados do seu desperdício. Estima-se que, a cada segundo, o equivalente a um caminhão de lixo cheio de sobras de tecidos é queimado ou descartado em aterros sanitários. Levando em conta que tecidos como o poliéster, amplamente utilizado na confecção, demora em média 200 anos para se decompor, é fácil prever o futuro catastrófico dessa operação. Nesse sentido, notícias alarmantes constantemente vêm à tona como as imagens do imenso cemitério de roupas usadas no deserto do Atacama divulgadas alguns anos atrás ou o relato de que a famosa marca de luxo britânica Burberry incinerou roupas, acessórios e perfumes não vendidos no valor de 28,6 milhões de libras no ano passado para preservar a marca, alegando que a o gás carbônico emitido com a ação foi compensado, tornando a atitude “ambientalmente sustentável”.

Motivada por esses dados preocupantes a francesa Clarisse Merlet, então estudante de arquitetura, em 2017 iniciou suas pesquisas em torno do desenvolvimento de um tijolo feito a partir de resíduos têxteis. A ideia inovadora aliaria arquitetura e moda – duas das indústrias mais poluentes do mundo – em uma estratégia que traz soluções mais sustentáveis para ambas.

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Sobre este autor
Cita: Camilla Ghisleni. "Arquitetura da moda: tijolos produzidos a partir de resíduos têxteis" 15 Jul 2023. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/1003214/arquitetura-da-moda-tijolos-produzidos-a-partir-de-residuos-texteis> ISSN 0719-8906

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