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Ciclo Arq. Futuro de Economia Urbana

18:00 - 25 Junho, 2017
Ciclo Arq. Futuro de Economia Urbana, Ciclo Arq. Futuro de Economia Urbana, 29.06 I Edward Glaeser (Harvard) e Danilo Igliori (DataZap)
Ciclo Arq. Futuro de Economia Urbana, 29.06 I Edward Glaeser (Harvard) e Danilo Igliori (DataZap)

ARQ.FUTURO, POR QUÊ? E INSPER RECEBEM EDWARD GLAESER (UNIVERSIDADE DE HARVARD) E DANILO IGLIORI (DATAZAP E FEA-USP) PARA PALESTRA

- Evento gratuito e aberto ao público dá início ao Ciclo Arq.Futuro de Economia Urbana –

São Paulo, junho de 2017 – Arq.Futuro, Por Quê? e Insper realizam, no próximo dia 29/6, um encontro aberto ao público entre os economistas Edward Glaeser, PhD pela Universidade de Chicago, professor de economia da Universidade de Harvard e autor do livro “O Triunfo da Cidade”, e Danilo Igliori, PhD pela Universidade de Cambridge, professor de economia da FEA/ USP e chairman da DataZAP. Com

A Gran Vía de Madri terá espaço para ciclistas em 2018

16:00 - 17 Junho, 2017
A Gran Vía de Madri terá espaço para ciclistas em 2018, Antes y después de la Gran Vía de Madrid. Image Cortesía de Ayuntamiento de Madrid
Antes y después de la Gran Vía de Madrid. Image Cortesía de Ayuntamiento de Madrid

A Prefeitura de Madri anunciou a reconversão de uma das principais artérias da capital espanhola em um espaço viário mais adequado aos pedestres, com uma ciclovia de duas mãos, vegetação e calçadas mais amplas. O projeto ainda está sendo redigido e buscará potencializar as relações entre as pessoas, facilitando os deslocamentos em bicicleta e contribuindo, assim, para melhorar as condições de vida da cidade. 

Projetos pequenos, mas com grande alcance. Está e uma das vertentes exploradas pela Prefeitura de Madri e que toma forma em iniciativas como esta: a Gran Vía será uma via mais humana, restringindo o acesso de veículos motorizados e facilitando os deslocamentos de bicicleta. Com esta medida, a Prefeitura aprofunda sua intenção de humanizar Madri, uma cidade claramente dominada pelo automóvel. 

Casa: a razão de ser de uma cidade / Héctor Vigliecca

12:00 - 13 Junho, 2017
Casa: a razão de ser de uma cidade / Héctor Vigliecca, Cortesia de  Vigliecca & Associados,
Cortesia de Vigliecca & Associados,

Projetar habitação é uma problemática aparentemente simples, mas é a mais difícil da arquitetura. A habitação é o tema mais antigo da formação do homem. É possível escrever a história da civilização, desde os primórdios do homem primitivo até hoje, analisando apenas a evolução dos modos de viver.

Serpentes de lona: os traços do comércio informal na cidade

16:00 - 9 Junho, 2017
Serpentes de lona: os traços do comércio informal na cidade, Comércio informal na Cidade de México. Imagem © 2015 Google
Comércio informal na Cidade de México. Imagem © 2015 Google

Os resultados do quarto trimestre de 2016 da Escola Nacional de Ocupação e Emprego (ENOE) indicam que a População Economicamente Ativa (PEA) do México alcançou 54 milhões de pessoas. Dessas, 57% (29,8 milhões, pouco menos que a população da Venezuela ou do Peru) trabalha no setor informal. Não se engane: o setor informal tem seus protocolos e leis próprios; que eles não estejam escritos, é uma outra história.

A cada vez que surgir um auto-denominado presidente comprometido com a questão do emprego, lembre-se dessa cifra: 57%.

O conceito "emprego informal" abrange uma ampla gama de atividades que incluem micro-negócios não registrados (o que tipicamente é conhecido como setor informal, que alcança 47,5% do total), o trabalho não protegido em atividades agropecuárias (20,7%), o serviço doméstico remunerado em lares (7,8%), e o trabalho realizado para unidades econômicas formalmente estabelecidas, mas sem contar com um registro diante da seguridade social (24%). Todas as informações fornecidas pelo INEGI podem ser consultadas neste PDF

Comércio informal na Cidade de México. Imagem © 2015 Google Comércio informal na Cidade de México. Imagem © 2015 Google Comércio informal na Cidade de México. Imagem © 2015 Google Comércio informal na Cidade de México. Imagem © 2015 Google +12

XIII Semana de Arquitetura e Urbanismo

18:00 - 6 Junho, 2017
XIII Semana de Arquitetura e Urbanismo

A XIII Semana de Arquitetura e Urbanismo - SEMAU - acontecerá no auditório da reitoria da Universidade Federal de Alagoas - UFAL, nos dias 28, 29, 30 e 31 de agosto de 2017. Promovido pelo grupo PET Arquitetura da UFAL, o evento tem como tema “VIVACIDADE: Desafios, Planejamento e Participação”.

Nessa sua 13ª edição, a SEMAU propõe-se a debater sobre a cidade: seus desafios, ações possíveis de planejamento e a importância da participação do cidadão, visando promover discussões sobre o papel do arquiteto face às interferências que o urbanismo e a arquitetura podem provocar na dinâmica social do espaço urbano,

Madri negociará com o Airbnb a regulação do aluguel turístico

16:00 - 3 Junho, 2017
Madri negociará com o Airbnb a regulação do aluguel turístico, Palácio Real de Madri. Imagem © Hernán Piñera [Flickr], Licença CC BY-SA 2.0
Palácio Real de Madri. Imagem © Hernán Piñera [Flickr], Licença CC BY-SA 2.0

A Prefeitura de Madri buscará um acordo com as empresas Airbnb e HomeAway, as principais plataformas mundiais de aluguel turístico, para regular seu funcionamento na capital espanhola. Segundo informou o Secretário de Desenvolvimento Urbano e Sustentável, José Manuel Calvo, em entrevista ao Europa Press, as habitações voltadas ao turismo já representam 25% do total da oferta hoteleira em Madri. 

O plano da Prefeitura buscaria diferenciar os locadores particulares dos profissionais, e que o lucro privado se reflita nos impostos pagos. Deste modo, só poderão ser disponibilizadas habitações particulares em que o proprietário apresente um certificado que reside na mesma, descartando, assim, empresas que adquirem imóveis apenas para disponibilizar para locação no Airbnb. 

Elogio da caminhada, por Björk

12:00 - 31 Maio, 2017
Elogio da caminhada, por Björk, Bjork en um concerto no México. Imagem © A.maldon [Wikipedia] (CC BY-SA 4.0)
Bjork en um concerto no México. Imagem © A.maldon [Wikipedia] (CC BY-SA 4.0)

Clay Cockrell, psicoterapeuta de Nova Iorque, cidade onde os psicoterapeutas poderiam ter um bairro somente para eles, realiza suas sessões ao ar livre. Caminhando, mais precisamente. Em lugares como o Central Park ou o Battery Park, onde o cliente preferir, o lugar da consulta é totalmente flexível. O método é mais ou menos o mesmo que o de qualquer terapeuta. Os honorários também. Só o entorno muda, o que não é pouco: o divã, a cadeira de couro, o tapete persa e a biblioteca são substituídos pelo concreto ou o cascalho da rua ou do parque escolhido pelo paciente.

Caminhar é muito mais que cobrir uma distância com os pés. É também uma das mais básicas ferramentas para alcançar o que comumente chamamos de esvaziar a mente. Caminhar é um recurso gratuito, facilmente acessível e quase sempre disponível para voltar a um mundo lento em que a mente pode fazer uma conexão livre de interferências com o corpo, e o corpo, por sua vez, com o solo que pisa e o entorno que o rodeia.

Barcelona criará 44 hectares de novas áreas verdes até 2019

16:00 - 28 Maio, 2017
Barcelona criará 44 hectares de novas áreas verdes até 2019, Linha de ação 1: incrementação dos serviços de saúde. Image © Prefeitura de Barcelona
Linha de ação 1: incrementação dos serviços de saúde. Image © Prefeitura de Barcelona

A Prefeitura de Barcelona destinará entre 45 e 50 milhões de euros para a criação de 44 hectares de infraestrutura verde até 2019, segundo anunciou a Secretária de Ecologia, Urbanismo e Mobilidade, Janet Sanz, em conferência de imprensa. 

O anúncio foi realizado durante a apresentação do Programa de Impulso à Infraestrutura Verde Urbana, um projeto apoiado em três eixos que visa aumentar em 165 hectares a quantidade de áreas verdes naturais até o ano de 2030, aumentando 1 metro quadrado de área verde por pessoa.

Onde está o limite entre os edifícios icônicos e a verdadeira arquitetura?

12:00 - 24 Maio, 2017
Onde está o limite entre os edifícios icônicos e a verdadeira arquitetura?, © Sara Molarinho
© Sara Molarinho

Barcelona é uma cidade cheia de ícones arquitetônicos, esplendor de uma era como quase todas as cidades europeias, o apogeu do modernismo catalão. Mas, onde está o limite entre arquitetura e esses ícones arquitetônicos? E entre arquitetura e turismo? Arquitetura e arte? Isso, se é que existe algum limite.

O espaço entre arquitetura e os meios reduziu-se a um ponto que é difícil distinguir um do outro. O poder de uma imagem tem distorcido a maneira como projetamos e fazemos arquitetura: exemplo disso é o crescimento destes chamados ícones arquitetônicos em todo o mundo.

A utopia das cidades compactas e sem separação de classes / Ângelo Marcos Arruda

12:00 - 18 Abril, 2017
A utopia das cidades compactas e sem separação de classes / Ângelo Marcos Arruda, Vista aérea atual da cidade de Campo Grande / MS. Em primeiro a Avenida Afonso Pena. Image © Observatório de Arquitetura e Urbanismo/UFMS
Vista aérea atual da cidade de Campo Grande / MS. Em primeiro a Avenida Afonso Pena. Image © Observatório de Arquitetura e Urbanismo/UFMS

Lendo o artigo “Cidades: densidade e diversidade”[1], pude perceber que há algo de novo no Reino da Dinamarca na questão urbana: cidades dispersas e ricos e pobres morando distantes um do outro é tema que está na ordem do dia.

No começo pensei: teremos que mudar uns 5.000 anos de história das cidades. Será que esse assunto desperta debates? Lá pelo meio do artigo, os articulistas afirmam: “Aumentar a densidade urbana contribui não apenas para reduzir custos do transporte e impactos ambientais, mas pode amplificar as oportunidades para economias de aglomeração... O aumento da densidade frequentemente está associado ao aumento da diversidade.” E ainda confirmam que o compartilhamento da área urbana entre pessoas de diferentes níveis sociais – ricos e pobres -, significa não apenas o ideal utópico de uma democracia espacial e territorial, mas também um motor de eficiência econômica. Territórios plurais são mais eficientes do ponto de vista produtivo e é uma pauta que pode aproximar as correntes da esquerda com a direita e as agendas urbanas das pessoas, sociedades, entidades, empresas e governos, por uma nova agenda social urbana.

Chu Ming Silveira: A arquiteta por trás do projeto do orelhão

08:00 - 4 Abril, 2017
Chu Ming Silveira: A arquiteta por trás do projeto do orelhão, Cortesia de Orelhao.arq.br
Cortesia de Orelhao.arq.br

Os orelhões são parte da paisagem urbana brasileira e sua forma icônica perpetuou-se no imaginário da população. Além de possibilitar a comunicação, o orelhão funcionava como um mobiliário urbano, ou mesmo como referência ou ponto de encontro antes da popularização dos telefones celulares. Seu projeto foi desenvolvido por Chu Ming Silveira, nascida em Xangai e formada em Arquitetura e Urbanismo na FAU-Mackenzie, em São Paulo, no ano de 1964. Em 1966, começou a trabalhar na Companhia Telefônica Brasileira (CTB), em São Paulo, realizando anteprojetos, supervisão e coordenação do desenvolvimento dos projetos de Centrais Telefônicas e Postos de Serviço, além de acompanhamento de obras.

Lançameto do "Guia de Gestão Urbana" de Anthony Ling, com debate sobre urbanismo e gestão pública

18:00 - 3 Abril, 2017
Lançameto do "Guia de Gestão Urbana" de Anthony Ling, com debate sobre urbanismo e gestão pública, Capa do Guia de Gestão Urbana, de Anthony Ling
Capa do Guia de Gestão Urbana, de Anthony Ling

O Censo de 2010 do Brasil mostra que 84% da população brasileira vive em cidades. Em 50 anos, as cidades brasileiras receberam cerca de 130 milhões de pessoas, o equivalente ao nascimento de uma cidade de 2,6 milhões de habitantes por ano. Essa urbanização não ocorreu, no entanto, sem problemas. A gestão das cidades permanece um desafio.

A sua cidade cuida de você?

14:00 - 3 Abril, 2017
A sua cidade cuida de você?, © Cidade Ativa
© Cidade Ativa

Como é a sua rua? Dá vontade de caminhar na calçada? Você se sente seguro andando de bicicleta por ela? 

Sabe essa sensação de que o seu dia poderia ser melhor aproveitado? Se você não está fazendo tanto exercício quanto gostaria, saiba que a preguicinha não é a única responsável. Talvez você ainda não tenha percebido, mas a forma da sua cidade também tem grande influência sobre seus hábitos. 

Como as medidas de desestímulo ao uso do automóvel melhoram a mobilidade urbana

12:00 - 10 Março, 2017
Como as medidas de desestímulo ao uso do automóvel melhoram a mobilidade urbana, © ITDP Brasil
© ITDP Brasil

As primeiras cidades, datadas de 3.500 AC, inauguraram espaços feitos para encontros, trocas e interações entre pessoas. No decorrer dos séculos, as cidades foram se adaptando de acordo com novos padrões de densidade, zoneamento e transporte. Mas foi no século XX, ou mais especificamente no pós-guerra, que as cidades começaram a mudar radicalmente. Com o surgimento do automóvel, sua valorização enquanto bem de consumo, e a rápida disseminação do seu uso, houve uma inversão total: as cidades foram adaptadas e desenhadas para acomodar as viagens de automóvel. As cidades para pessoas passaram a ser cidades para carros.

Depois do êxodo rural / Álvaro Domingues

18:00 - 27 Janeiro, 2017
Depois do êxodo rural / Álvaro Domingues, Cortesia de Álvaro Domingues
Cortesia de Álvaro Domingues

No tempo em que os animais não falavam, distinguia-se muito bem a cidade do campo – a cidade era urbana e o campo era rural. Simplicíssimo. Assim são as definições claras que tudo explicam pelo que claramente precisa de ser explicado e vice-versa. Nessas idades tautológicas ainda nem sequer tractores havia para revolver e amaciar a terra. Trabalhava-se de sol a sol, esperava-se o bom tempo, o calor e a chuva quando fizessem mais falta, pelo S. Miguel eram as colheitas e Santiago pinta o bago. Nas romarias estrelejavam foguetes, sermões e missas cantadas, longas procissões e malgas de vinho para os farnéis.

Três ideias para recuperar os espaços públicos e fomentar a vida urbana

16:00 - 16 Janeiro, 2017
Três ideias para recuperar os espaços públicos e fomentar a vida urbana, Parque Cheonggyecheon en Seúl, Corea del Sur. © longzijun, vía Flickr
Parque Cheonggyecheon en Seúl, Corea del Sur. © longzijun, vía Flickr

A importância dos espaços públicos na vida urbana é um assunto presente desde a Grécia antiga até os nossos dias. As possibilidades de encontro e de debate nesses espaços são capazes de influenciar a forma como os habitantes participam no desenvolvimento de suas cidades, contando com maiores espaços disponíveis para todos.

Porém, nas sociedades modernas, o papel estratégico dos espaços públicos foi limitado, sendo a massificação dos automóveis um dos principais fatores, segundo o blog de planejamento urbano e mobilidade sustentável, The City Fix. De fato, segundo uma pesquisa do Instituto de Energia e Meio Ambiente do Brasil, cerca de 70% dos espaços públicos dos centros urbanos são consistem nas vias para automóveis, por onde deslocam-se apenas de 20% a 40% da população da cidade. 

Como os espaços públicos podem ser recuperados para fomentar a vida urbana? Apresentamos a seguir três ideias.

Game of Thrones: política e fundação urbana em cidades de ficção

12:00 - 13 Janeiro, 2017
Game of Thrones: política e fundação urbana em cidades de ficção, Kingslanding- Desembarco del Rey. Game of Thrones (2011). Image © HBO
Kingslanding- Desembarco del Rey. Game of Thrones (2011). Image © HBO

O que diferencia uma cidade de uma aldeia? Qual é a distinção entre esses dois grupos de edifícios e ruas, aparentemente similares entre si? Por que se reconhece a origem neolítica da aldeia enquanto a primeira cidade continua sendo um mistério? Mesmo que aldeia e cidade possam ser consideradas similares, a cidade possui um elemento único e inovador que a diferencia: a cidadania, a civitas.

Enquanto a aldeia não passava de um sistema urbano eficiente para a convivência de um grupo de pessoas, a fundação de uma cidade implica a instituição de uma ideia muito concreta de sociedade, de um compromisso entre indivíduos para ordenar o mundo a partir de critérios compartilhados.

A civitas é precisamente essa ideia de ordem social, o conjunto de tradições, leis, princípios e crenças que dão origem à comunidade civil. Por uma lado, a urbe é a forma urbana é especialmente dedicada a institucionalizar essa ideia da sociedade. Observe que estamos falando de ruas ou casas, mas sim do momento da instituição, isso é, da fundação da cidade. Como diria Fustel de Coulanges, enquanto a civitas é um patrimônio imemorial acumulado ao longo dos séculos, a urbe é formada em um dia. Enchê-la de ruas, casas e lojas é apenas uma consequência.

Game of Thrones: política e fundação urbana em cidades de ficção

12:00 - 13 Janeiro, 2017
Game of Thrones: política e fundação urbana em cidades de ficção, Kingslanding- Desembarco del Rey. Game of Thrones (2011). Image © HBO
Kingslanding- Desembarco del Rey. Game of Thrones (2011). Image © HBO

O que diferencia uma cidade de uma aldeia? Qual é a distinção entre esses dois grupos de edifícios e ruas, aparentemente similares entre si? Por que se reconhece a origem neolítica da aldeia enquanto a primeira cidade continua sendo um mistério? Mesmo que aldeia e cidade possam ser consideradas similares, a cidade possui um elemento único e inovador que a diferencia: a cidadania, a civitas.

Enquanto a aldeia não passava de um sistema urbano eficiente para a convivência de um grupo de pessoas, a fundação de uma cidade implica a instituição de uma ideia muito concreta de sociedade, de um compromisso entre indivíduos para ordenar o mundo a partir de critérios compartilhados.

A civitas é precisamente essa ideia de ordem social, o conjunto de tradições, leis, princípios e crenças que dão origem à comunidade civil. Por uma lado, a urbe é a forma urbana é especialmente dedicada a institucionalizar essa ideia da sociedade. Observe que estamos falando de ruas ou casas, mas sim do momento da instituição, isso é, da fundação da cidade. Como diria Fustel de Coulanges, enquanto a civitas é um patrimônio imemorial acumulado ao longo dos séculos, a urbe é formada em um dia. Enchê-la de ruas, casas e lojas é apenas uma consequência.