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Urbano: O mais recente de arquitetura e notícia

Mulheres na liderança urbana: 6 pioneiras que você deve conhecer

"Cidades felizes, vibrantes e bem-sucedidas surgem da visão de muitos, não de poucos poderosos." - Jane Jacobs.

Embora tenhamos visto progresso na representação feminina ao longo do século passado, as perspectivas e vozes das mulheres ainda são significativamente marginalizadas. Este ano, a ONU relatou que, em apenas 22 países as mulheres ocupam cargos de Chefes de Estado ou de Governo e que, 119 países nunca tiveram uma líder feminina, apesar do forte argumento de que sua liderança contribui para tomadas de decisão mais inclusivas e um governo mais representativo. Além disso, as mulheres ocupam apenas 10% dos cargos de maior importância nas principais empresas de arquitetura do mundo.

Cortesia de Charlie Hui, Viswerk. 2020.© Juju BerzôCortesia da cidade de Amsterdã. 2021.Cortesia de  Safetipin. 2021.+ 6

11 Conselhos para projetar espaços públicos vibrantes

A 3ª Semana Internacional “Placemaking”, realizada anualmente pela organização filantrópica Project for Public Spaces (PPS), teve lugar entre os dias 1º a 4 de outubro de 2019 na cidade de Chattanooga, Tennessee. Anteriormente organizado nas cidades de Amsterdã (2017) e Vancouver (2016), este inspirador e envolvente evento é um espaço de encontro e intercâmbio de ideias entre, pessoas, profissionais e organizações comprometidas com a construção de “lugares”, promovendo a difusão deste conceito tanto no contexto local da cidade sede quanto no nível internacional.

A PPS, responsável pela criação da Placemaking Week, é uma organização focada em promover a cultura, a construção e a manutenção de “lugares”, ou seja, espaços públicos capazes de construir comunidades mais inclusivas e sustentáveis. Em 1999, a Project for Public Spaces publicou o livro “How to turn a place around”, definindo as bases do movimento “placemaking” e fornecendo diretrizes e princípios a serem seguidos para se construir lugares capazes de gerar comunidades mais vibrantes e inclusivas.

Abaixo, compilamos uma lista com onze projetos construídos que ilustram os onze princípios enumerados no livro:

Green Cloud / ZHUBO-AAO. Image © Yang XuRed Ribbon Park / Turenscape. Image © TurenscapeGreen Cloud / ZHUBO-AAO. Image © John SiuSuperkilen / Topotek 1 + BIG Architects + Superflex. Image © Torben Eskerod+ 19

Dicas para escolher espécies de árvores em ambientes urbanos

Nos primeiros anos da história moderna, os monges taoístas cultivavam Bonsais buscando trazer a beleza das árvores do exterior para o interior, considerando-as um elo entre o humano e o divino. No século XVIII, na periferia de algumas cidades europeias, surgiram diversos passeios ou avenidas arborizadas, gerando espaços de descanso e socialização até então inexistentes nas cidades da época.

Nas cidades modernas, as árvores são utilizadas como elementos essenciais nos processos de urbanização e as espécies vegetais são um contraponto insubstituível às construções e à harmonização dos espaços. A boa escolha das espécies de árvores e sua correta manutenção geram inúmeros benefícios, como isolamento acústico e visual, regulação da temperatura, geração de corredores biológicos e controle da velocidade do vento. O principal erro na escolha de uma espécie é não considerar que se trata de um ser vivo, que tem necessidades específicas e que possui externalidades.

O que considerar para escolhê-los corretamente?

A evolução do compartilhamento dos espaços: privacidade e abertura em arquiteturas cada vez mais densas

A densidade sempre foi uma consideração essencial para arquitetos e planejadores urbanos, mas sua importância só aumentou à medida que a população urbana mundial disparou e as cidades se tornaram cada vez mais densas. Durante grande parte da história do planejamento urbano, este termo foi infestado de conotações negativas: superlotação, pobreza, falta de segurança e as chamadas 'favelas'. O movimento da cidade-jardim, iniciado por Ebenezer Howard em 1898, buscou remediar tais males defendendo cinturões verdes e um planejamento anti-densidade. A Ville Radieuse de Le Corbusier é um dos planos urbanos mais conhecidos a partir desses ideais. Ainda na década de 1960, a socióloga Jane Jacobs notoriamente derrubou esses conceitos de planejamento urbano muito influentes: ela apontou que a densidade dos edifícios não tem que ser igual à superlotação; sugeriu que algumas áreas urbanas altamente densas, como sua vizinhança em Greenwich Village, eram mais seguras e mais atraentes do que os projetos de cidades-jardim nas proximidades; e destacou como a concepção americana dos "bairros marginais" costumava estar enraizada em ideologias anti-imigrantes e anti-negros. A densidade não é inerentemente ruim, ela sugeriu, mas deve ser bem feita. Hoje, continuamos a lutar com a questão sobre como projetar para nossas cidades cada vez mais densas - como mantê-las abertas, mas simultaneamente privadas? Livres, mas controladas quando necessário? Em particular, como nos mantemos protegidos - tanto do crime quanto, em épocas de COVID-19, de doenças?

Novo projeto do OMA em Shenzhen começa a ser construído

O CMG Qianhai Global Trade Center, projetado pelo OMA, teve suas obras iniciadas em Shenzhen, China. O empreendimento de 360.000 metros quadrados de uso misto criará um ambiente de micro-urbanidade, borrando as convencionais fronteiras entre edifício e cidade.

Como seriam as cidades pensadas pelas mulheres? O caso de Barcelona

Embora as cidades devam ser construídas para todos, na maioria das vezes são pensadas, planejadas e projetadas pelos homens: "As cidades deveriam ser construídas para todos nós, mas não foram construídas por todos nós".

Com necessidades básicas diferentes, homens e mulheres esperam resultados diferentes do ambiente urbano. Uma cidade deve ser capaz de cumprir o essencial de todos. Ultimamente, o tópico que chama a atenção de todos gira em torno de cidades projetadas por mulheres. Com uma prefeita a bordo e uma agenda feminista, nos últimos quatro anos, Barcelona vem passando por grandes transformações nesse assunto.

"Distrito Azul” projetado pela Mecanoo em Utrecht promete longevidade a seus moradores

Pelo menos é isso que os arquitetos e demais responsáveis pelo projeto defendem. O escritório de arquitetura holandês, Mecanoo, acaba de apresentar um conjunto de projetos para um grande empreendimento na cidade de Utrecht. A ideia geral busca inspiração nas chamadas “zonas azuis” - áreas urbanas onde há uma alta tendência de seus moradores terem uma vida longa e saudável. Atualmente, existem apenas cinco zonas azuis reconhecidas no mundo: Sardenha, Nicoya, Loma Linda, Okinawa e Ikaria.

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Qual é a diferença entre megacidade, metrópole, megalópole e cidade global?

Não é possível definir a civilização moderna sem deixar de mencionar seus elementos mais marcantes, as cidades. Os assentamentos urbanos variam em cultura, tamanho e especialidade, além do que, certas áreas acabam se tornando mais significativas ao longo do desenvolvimento de uma região. Historicamente, as dimensões físicas ou demográficas de uma cidade são indicadores de sua importância - quanto maior uma cidade, maior será sua capacidade de produção - entretanto, com o grande êxodo rural do século passado, ficou cada vez mais difícil definir os verdadeiros motivos que fazem uma cidade ser mais "importante" que outra. As cidades podem ser classificadas em centenas, milhares de paisagens urbanas distintas. Para nós, arquitetos e urbanistas, é vital compreender e categorizar de maneira eficiente os diversos tipos de assentamentos urbanos para poder desenvolver projetos e planos urbanísticos adequados. A lista a seguir fornece quatro definições de cidades que surgiram durante o século passado.

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Mesquita projetada por X-Architects pretende ser o "coração da comunidade" em Abu Dhabi

O escritório X-Architects, de Dubai, se inspirou na herança cultural e arquitetônica do Islã em seu novo projeto - a Mesquita Revelação - um edifício de 2.500 metros quadrados que pretende se tornar um novo "coração do bairro" em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos. Ao criar um vazio urbano generoso em meio a um contexto de alto gabarito e densidade, a proposta oferece uma fuga imersiva da vida cotidiana, onde o público - independentemente da religião - pode se reunir, se comunicar e interagir uns com os outros.

Cortesia de X-ArchitectsCortesia de X-ArchitectsCortesia de X-ArchitectsCortesia de X-Architects+ 16

Kjellander Sjöberg vence concurso para um novo marco sustentável na Suécia

Kjellander Sjöberg Architects venceu o concurso para o Nacka Port, um novo bloco urbano sustentável e dinâmico. A empresa de arquitetura premiada, uma das principais da Escandinávia, construirá o projeto em uma área entre Nacka e Estocolmo, na Suécia.

Dos três escritórios de arquitetura que foram convidados a participar, a proposta de Kjellander Sjöberg sobressaiu-se com um “contexto urbano vibrante com um programa convidativo e variado”.

Fachada OesteImplantação Cortesia de Kjellander SjobergCortesia de Kjellander Sjoberg+ 12

Curso Livre sobre Mobiliário Coletivo

Escola da Cidade promove curso livre sobre MOBILIÁRIO COLETIVO – 2ª TURMA

Os encontros são gratuitos e acontecem de setembro a novembro, com aulas teóricas e vivência em campo. Inscrições até 14 de agosto.

A Escola da Cidade – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, em parceria com o Sesc São Paulo promove de agosto a novembro o curso livre gratuito “Cultura, objeto e indústria: curso livre de mobiliário coletivo”, organizado pelos arquitetos José Paulo Gouvêa e Alexandre Benoit.

Teórico-prático sobre o mobiliário para espaços coletivos e sua relação com a cidade, tem como objetivo investigar questões referente à produção do mobiliário coletivo,

Workshop Internacional DAEE 2017 + Boamistura (Espanha)

Boamistura confirma participação na próxima edição do Workshop Internacional da Pós DAEE

O convidado da terceira edição do Workshop Internacional da Pós DAEEserá o coletivo espanhol Boamistura, grupo multidisciplinar com raízes no graffiti.

Quem é o Boamistura

Três desginers gráficos, um arquiteto e um administrador formam, atualmente, o Boamistura. Do português, boa mistura, faz uma referência a diversidade das formações e pontos de vista de cada um de seus membros. Atuando desde 2001, o trabalho desse coletivo já passou por salões de diversos centros culturais e de bienais de arte e de arquitetura.

Mas é na rua que se encontram e se identificam,

Notas para um manifesto. Fórum Alternativo ao Habitat III (Parte II) / Jordi Borja

*Texto desenvolvido pelo autor no marco do Fórum Alternativo ao Habitat III, que foi realizado entre 17 e 20 de outubro na cidade de Quito, paralelamente ao Habitat III.

Acesse a primeira parte do artigo nesse link

Percursos pela arquitetura e cultura urbana na São Paulo do século XX

Curso apresenta um olhar sobre a cidade do século XX, intercalando aulas expositivas e saídas em campo.


O Centro de Pesquisa e Formação do Sesc realiza o curso Percursos pela arquitetura e cultura urbana na São Paulo do século XX de 8 de novembro a 1 de dezembro. Ministrado pelo arquiteto e urbanista, Diego Matos, o curso apresenta um olhar sobre a cidade de São Paulo do século XX atento à formação de sua urbanidade moderna, vivenciada em seus espaços e em contextos de produção cultural dos mais variados, tendo como enfoque as produções ecléticas, modernas e/ou vanguardistas, bem como o

Notas para um manifesto. Fórum Alternativo ao Habitat III (Parte I) / Jordi Borja

*Texto desenvolvido pelo autor no marco do Fórum Alternativo ao Habitat III, que foi realizado entre 17 e 20 de outubro na cidade de Quito, paralelamente ao Habitat III.

Barcelona inaugura sua primeira "superquadra" voltada para pedestres e ciclistas

Em 2011, os meios de transporte mais usados de Barcelona eram o transporte público (39,9%) e as caminhadas (31,9%). Logo atrás vinha o automóvel particular (26,7%) e, por último, a bicicleta (1,5%).

Como predominavam os meios de transporte sustentáveis, a Prefeitura de Barcelona quis potencializá-los com um novo plano de mobilidade urbana para o período de 2013 a 2018. O objetivo é que, ao final desse ciclo, as caminhadas aumentem aproximadamente 10%, as bicicletas 67% e o transporte público 10%. Em relação ao automóvel particular, a meta e diminuir o uso em 21%.

Ativismos e cidade: diálogos entre coletivos e universidade

Ciclo debate as intersecções entre a ocupação do espaço urbano, a universidade e a rua

Ativismos e cidade: diálogos entre coletivos e universidade é o ciclo de debates que o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, em parceria com o Grupo de Estudos de Antropologia da Cidade (GEAC-USP), realiza de 19 a 21 de setembro.

O ciclo lança um olhar para as intersecções entre os movimentos de ocupação do espaço urbano, a universidade e a rua. Serão diferentes perspectivas sobre o tema, de forma a contribuir para o debate corrente e os pensamentos futuros. Entre os palestrantes estão Guilherme Winisk,

Estatuto da Cidade: quinze anos se passaram, mas o Brasil urbano continua desigual e excludente / Lessandro Lessa Rodrigues

Quinze anos após sua aprovação no Congresso Nacional o que se percebe é que as desigualdades presentes no Brasil urbano continuam as mesmas da época em que o Estatuto da Cidade era bravamente discutido e enormemente desejado por toda uma geração de arquitetos e urbanistas. Sua aprovação em 2001 representou um sopro de esperança para aqueles que sonhavam com um Brasil urbano menos desigual e excludente. Diretrizes e instrumentos urbanísticos avançados foram discutidos durante mais de uma década no Congresso Nacional até sua aprovação pela Lei Federal 10.257/2001. Entretanto, uma série de situações levou o Estatuto a falhar na sua luta pela construção de um espaço urbano menos desigual no país.