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Teoria e história: O mais recente de arquitetura e notícia

Quando o modernismo encontra a resistência local: habitação e fricções urbanas na América Latina

A habitação moderna foi um dos campos em que o modernismo fez sua promessa mais ambiciosa: a de que a arquitetura poderia transformar não apenas a cidade, mas também a forma como as pessoas vivem dentro dela. Como argumenta o historiador da arquitetura argentino Ramón Gutiérrez, a habitação popular é "o grande tema não resolvido, aquele que geralmente não aparece nas histórias da arquitetura". Na América Latina, essa ausência é particularmente significativa. Ao longo do século XX, o crescimento das cidades transformou a habitação em um dos principais instrumentos para imaginar mudanças urbanas, e o modernismo passou a ocupar não apenas plantas e desenhos, mas também apartamentos, bairros, ruas e rotinas domésticas.

No entanto, uma vez construídos, esses projetos passaram a fazer parte de cidades moldadas pela política, pela memória, pelas desigualdades e pelas transformações nos modos de ocupação. Seus significados deixaram de pertencer apenas ao plano original, passando a ser definidos também pelas formas como foram habitados, modificados e transformados ao longo do tempo. O que essa história revela não é adaptação, mas fricção: o momento em que a arquitetura deixa de ser um modelo ideal e se confronta com a cidade que não consegue controlar plenamente.

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Além da casca: O Palácio dos Esportes de Félix Candela para as Olimpíadas do México de 1968

Quando a Cidade do México sediou os Jogos Olímpicos de 1968, foi a primeira vez que o evento aconteceu em um país latino-americano e também em uma nação de língua espanhola. Os Jogos representaram, portanto, uma oportunidade estratégica para projetar internacionalmente o México e sua cultura, levando o governo a formar um comitê organizador composto por importantes talentos locais. Pedro Ramírez Vázquez foi nomeado presidente da comissão — um arquiteto mexicano que exercia grande influência sobre os programas estatais de construção no período modernista. Sua abordagem era clara: utilizar a arquitetura como síntese entre a técnica modernista internacional, as referências pré-colombianas e a cultura material local. Sob sua direção, o comitê supervisionou a construção e adaptação de equipamentos espalhados pela zona sul da Cidade do México, quase todos projetados e executados por arquitetos, engenheiros e técnicos mexicanos.

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Projetar com o ar: Repensando a arquitetura para além da parede

A arquitetura é tradicionalmente narrada a partir da permanência do sólido. Definimos a disciplina pelo peso da verga, pela massa do pilar e pela resistência da parede. Mesmo quando a leveza é evocada, ela costuma ser entendida como um gesto de subtração: o afinamento de uma seção ou a redução precária de uma carga. Existe, porém, uma história paralela, menos visível e mais difícil de isolar, na qual o principal material da construção não é aquilo que ocupa o espaço, mas aquilo que se move através dele.

Tratar o ar como meio significa ultrapassar a lógica binária do invólucro. O limite entre o interior e o mundo deixa de ser uma linha de separação absoluta e passa a se tornar um campo de filtragem e pressão. A edificação passa a ser compreendida como uma válvula térmica, uma sequência de gradientes em que umidade, velocidade e calor deixam de ser apenas “condições” de fundo a serem controladas por sistemas mecânicos e passam a constituir as próprias substâncias moldadas pela arquitetura.

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Por que queremos flutuar? A psicologia da leveza na arquitetura

Em 1962, o arquiteto Buckminster Fuller imaginou uma cidade flutuante que libertaria a humanidade da dependência da Terra. O projeto hipotético consistia em enormes esferas geodésicas aéreas que levitariam naturalmente no ar quente aquecido pelo sol e que seriam ancoradas no topo das montanhas. Propondo abrigar milhares de pessoas, as Cloud Nine de Fuller tinham como objetivo aliviar a política de propriedade da terra, a escassez de moradias e auxiliar na preservação da natureza.

Passado mais de meio século, seguimos distantes de concretizar a ideia de Fuller. Criar uma estrutura verdadeiramente flutuante na superfície da Terra permanece, até o momento, um ideal inatingível. Enquanto os suportes ainda se impõem como necessidade, manipulamos sua posição, sua intensidade, sua quantidade, desenvolvendo acrobacias para, ao menos, nos aproximarmos da ideia de vencer a gravidade, esse desejo que há tanto tempo fascina a humanidade.

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Pioneiras da arquitetura: o legado de Natalie De Blois

Em 21 de janeiro de 1958, três mulheres participaram como competidoras em um episódio do popular programa de televisão “To Tell the Truth”, um jogo de perguntas em que se tentava adivinhar quem era cada um dos competidores. O apresentador revela que se trata de uma arquiteta, que ela já projetou um hotel Hilton, é casada e mãe de quatro filhos. Cada uma das mulheres, vestida formalmente com saias lápis e blusas, se apresenta como Natalie De Blois. Enquanto os palestrantes revelam sua falta de conhecimento sobre arquitetura, apenas disparando perguntas sobre Frank Lloyd Wright, pergunta-se “Qual é o nome do prédio que foi demolido para construir a Union Carbide?” A verdadeira Natalie De Blois, na época arquiteta sênior da SOM, responde com firmeza: “Hotel Margery”.

Quando pensamos em mulheres que foram conhecidas como pioneiras da indústria, é surpreendente que muitas vezes falamos sobre aquelas com quem pudemos interagir no cotidiano de trabalho ou com quem tenhamos aprendido algo. Natalie De Blois foi uma pioneira moderna das mulheres arquitetas na força de trabalho e, embora seu legado tenha começado há apenas setenta anos, mudou significativamente a maneira como as mulheres podem participar da profissão hoje.

Trazendo o feminismo interseccional para o debate da arquitetura e urbanismo

“Um dos primeiros resultados que encontrei quando estava pesquisando sobre arquitetura feminina no Google foi um arranha-céu na Austrália, cujos arquitetos disseram ter se inspirado nas curvas de Beyoncé quando o construíram”, narrou a arquiteta holandesa Afaina de Jong em sua última palestra do TEDxAmsterdamWomen em 2021. “É sério? O corpo dela? Beyoncé? Claro, ela é incrível, mas literalmente traduzir seu corpo em um prédio... Isso é arquitetura feminina?”, continuou ela, indignada.

De Jong é fundadora do estúdio AFARAI, onde trabalha com uma metodologia interdisciplinar combinando teoria e pesquisa com design. Ela considera seu ateliê “uma prática feminista que incentiva a mudança em questões sociais e espaciais e que acomoda as diferenças”, então Afaina provavelmente está familiarizada com o conceito de 'interseccionalidade'.

Países Baixos em foco: futuros do passado e do presente na arquitetura holandesa

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Os Países Baixos são conhecidos internacionamente como uma nação que busca inovação em larga escala, desenvolvendo sistemas estatais para proteger suas terras e aprimorar a qualidade de vida de seus cidadãos. As propostas ousadas de arquitetos e urbanistas como Gerrit Rietveld, Piet Blom, Rem Koolhaas e o Office for Metropolitan Architecture (OMA) têm impacto global, desafiando as formas tradicionais de prática.

Ainda assim, o país enfrenta desafios tanto esperados quanto inesperados, desde uma grave escassez de habitação até a crescente preocupação em relação às alterações climáticas e à evolução das ideias sobre ecologia. Nas palavras da curadora Suzanne Mulder, o país está "mais uma vez na prancheta", à medida que arquitetos, urbanistas e designers retomam as conversas sobre o futuro, olhando para as lições do passado. Para auxiliá-los nesse processo, o Nieuwe Instituut de Roterdã está organizando a exposição "Projetando os Países Baixos: 100 anos de Futuros Passados e Presentes".

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Elementos de uma arquitetura completa: o mobiliário de Louis I. Kahn

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Na história da arquitetura moderna, Louis I. Kahn é considerado um incontestável mestre da monumentalidade nos Estados Unidos. No auge de sua carreira, Kahn conseguiu criar um tipo único de arquitetura que inspira sem ser excessiva, que expressa seu sistema construtivo sem exibicionismo estrutural, e que mergulha na história com uma nova linguagem e sistema de formas. Seu interesse pela luz como elemento funcional e pelas qualidades específicas dos materiais ia além de seus edifícios. Estava em todos os objetos que ele criava. Para celebrar esse legado, a Form Portfolios acaba de lançar "Monumental Modernism", a primeira coleção de objetos de decoração, iluminação e mobiliário modelados a partir daqueles encontrados nos edifícios de Louis I. Kahn.

Elementos de uma arquitetura completa: o mobiliário de Louis I. Kahn - Image 1 of 4Elementos de uma arquitetura completa: o mobiliário de Louis I. Kahn - Image 2 of 4Elementos de uma arquitetura completa: o mobiliário de Louis I. Kahn - Image 3 of 4Elementos de uma arquitetura completa: o mobiliário de Louis I. Kahn - Image 4 of 4Elementos de uma arquitetura completa: o mobiliário de Louis I. Kahn - Mais Imagens+ 18

O impacto das ferramentas de inteligência artificial na arquitetura em 2024 (e além)

Em 2022, uma audiência mais ampla teve acesso a ferramentas de inteligência artificial inesperadamente poderosas, como Stable Diffusion, Midjourney e DALL-E 2 para geração de texto para imagem, além do chatbot da OpenGPT.  

Um ano depois, analistas, organizações e governos afirmaram que essas tecnologias representarão riscos profundos para a sociedade e a humanidade, desde a perda de empregos causada pela automação até a perturbação dos processos democráticos e a automatização de armas.

Comunicação em arquitetura: divulgação, curadoria e notícias

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En 1999, Birgit Lohmann e Massimo Mini cofundaram o designboom, autodenominada "a primeira revista online de arquitetura e design". Sete anos depois, o Facebook saiu das universidades americanas para o público geral, enquanto no Twitter era publicado o primeiro tweet. Desde então, passaram-se 16 anos.

Embora 16 anos na arquitetura representem um período breve, na história da internet os meios digitais e as redes sociais estão longe de serem considerados emergentes. Eles compõem o núcleo do atual modelo da Web 2.0, caracterizado por uma interação dual entre produtores e consumidores de conteúdo baseada em compartilhamentos, curtidas, remixagens, repostagens.

Com efeito, a velocidade e a magnitude das transformações nos meios digitais de comunicação nos proporcionam a oportunidade de começar a traçar os esboços para uma história da era digital e seu impacto na arquitetura.

Entre formas geométricas e materiais brutos: o brutalismo na Itália

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Nascido no período pós-guerra no Reino Unido, o movimento brutalista inicialmente foi recebido com ceticismo, mas posteriormente cativou a imaginação de novos designers fascinados pela interação entre formas geométricas impactantes e os materiais brutos expostos com os quais são concebidos. Este artigo se aprofunda nas particularidades que definem a contribuição da Itália para o movimento brutalista, explorando o estilo pelas lentes de Roberto Conte e Stefano Perego. Os dois fotógrafos também publicaram um ensaio sobre o tema no livro intitulado "Brutalist Italy: Concrete Architecture from the Alps to the Mediterranean Sea".

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A iluminação como ferramenta de seguraça nos espaços públicos

A simples atividade de dar uma caminhada à noite pode facilmente se transformar de um passatempo relaxante em uma empreitada perigosa se retirarmos apenas um elemento da paisagem urbana: a iluminação pública. Embora nem sempre reconhecida como um aspecto fundamental dos ambientes urbanos, a iluminação artificial tem desempenhado um papel essencial nas cidades modernas. O controle do crime, o apelo da vida noturna, o surgimento da vitrine, movimentos revolucionários, utopias e ideais de equidade social são todos conceitos cujo desenvolvimento está estreitamente ligado à história da iluminação pública. Avanços tecnológicos ao longo dos últimos séculos vem moldando a aparência e o simbolismo dos postes de luz. Ainda assim, esse elemento permaneceu ao longo da história.

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Direitos autorais de imagens arquitetônicas na era da IA

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A arquitetura é uma disciplina referencial. Desde os zigurates, máquinas para morar, até os projetos contemporâneos de arranha-céus biofílicos, é impossível saber se as ideias são genuinamente inovadoras ou se já foram conceituadas antes. A inteligência artificial tem acelerado a conversa sobre propriedade intelectual. Conforme milhões de pessoas geram trabalhos gráficos únicos digitando palavras-chave, controvérsias têm surgido, especialmente relacionadas à proteção do trabalho criativo e dos direitos autorais dos arquitetos em suas criações. Portanto, entender o escopo do que é protegido ajuda a determinar se licenças são suficientes, se o longo caminho para o registro de marcas comerciais é válido ou se uma peça gráfica não pode ser protegida e pertence ao domínio público.

A arquitetura das contraculturas: movimentos utópicos nos Estados Unidos e Alemanha

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A Lei da Polaridade também é válida em relação à sociedade e às culturas humanas: na verdade, tudo tem um oposto. As contraculturas explodiram como forma de condenar os "caminhos do mundo". Um movimento de contracultura é capaz de expressar o ethos e as aspirações de uma população durante um tempo específico e, à medida que novos estilos de vida são explorados, a arquitetura evolui para satisfazer os ideais utópicos das novas sociedades. Desta forma, ela acaba por ser um produto da cultura para a qual é projetada.

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O legado de Jane Drew: uma pioneira para mulheres na arquitetura

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Em 1950, Le Corbusier foi convidado a projetar a nova capital do estado indiano de Punjab, a cidade de Chandigarh, após sua separação e recente independência. A oportunidade de criar uma nova utopia foi inigualável e agora é vista como uma das maiores experiências urbanas da história do planejamento e da arquitetura. A cidade foi formada por padrões viários em retícula ortogonal, de estilo europeu, e edifícios em concreto aparente — o auge dos ideais de Corbusier ao longo de sua carreira. Mas o que é menos conhecido sobre a concepção e realização de Chandigarh foi a mulher que trouxe para o projeto sua experiência em projetar habitações sociais em toda a África. Por três anos, trabalhando ao lado de Corbusier e ajudando-o a projetar alguns dos edifícios mais conhecidos de Chandigarh, esteve Jane Drew.

Por que os espaços de transição são assustadores? O caso do curta-metragem "The Backrooms"

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A24 e Atomic Monster confirmaram recentemente uma adaptação cinematográfica de The Backrooms, um curta-metragem de terror do Youtube (expandido para uma série) criado pelo diretor de 17 anos e artista de efeitos visuais Kane Parsons.

Com base na lenda urbana homônima, The Backrooms se passa em 1996 em um labirinto aparentemente infinito de espaços de escritório com paredes amarelas e carpetes, banhados com uma iluminação interna fluorescente, lembrando um edifício abandonado. Sua estética corporativa kitsch é reforçada pelo filtro VHS, estilo de gravação de fita o qual permite que Parsons oculte imperfeições (ou evite algum efeito estranho) que um simples cenário 3D criado no Blender e editado no Adobe After Effects poderia apresentar durante o estágio de pós-produção.

Uma breve história do Estilo Internacional

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Quando as pessoas descrevem o movimento modernista em sua totalidade, fazem ampla referência aos arranha-céus de aço e vidro que marcam presença no horizonte de muitas cidades, ou mais especificamente, ao Estilo Internacional que surgiu na Europa após a Primeira Guerra Mundial. O Estilo Internacional representou o progresso tecnológico e industrial e um renascimento das construções sociais que influenciariam para sempre a maneira como pensamos sobre o uso do espaço em todas as escalas. Muitas vezes projetados como edifícios politicamente carregados, procurando fazer uma declaração aos governos totalitários, muitos arquitetos que influenciaram o estilo mudaram-se para os Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial, abrindo caminho para alguns dos edifícios e arranha-céus mais icônicos construídos no século XX.

Lições da vida troglodita: o que as cavernas podem nos ensinar sobre arquitetura sustentável

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A abordagem do espaço na arquitetura contemporânea é bastante linear: diz respeito a um volume específico dentro de alguma forma de construção material. Mas, se dermos uma olhada nas primeiras moradias intencionais da humanidade, fica claro que elas foram muito menos premeditadas.

Em vez de espaços feitos pelo homem para serem mobiliados, nossos primeiros lares eram covis em cavernas naturais que ofereciam aos caçadores-coletores proteção temporária contra as intempéries e predadores em potencial. Apenas com o desenvolvimento da agricultura é que nossos ancestrais começaram a construir residências permanentes. Até hoje, o "trogloditismo" - ou vida em cavernas - continua conectado a ideias de dissociação social e a um desejo hermético de existir fora das normas arquitetônicas ortodoxas. No entanto, do norte da China ao oeste da França, à Turquia central, centenas de milhões de pessoas ainda optam por passar suas vidas, pelo menos parcialmente, no subsolo.

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