Em um cenário global marcado por transformações aceleradas, 2025 consolidou-se como um ano decisivo para a arquitetura — não apenas pelos grandes eventos que mobilizaram o circuito internacional mas, sobretudo pelas vozes que neles se destacaram. Da Bienal de Arquitetura de Veneza à Expo Osaka, os pavilhões e instalações dos países do Sul Global deixaram de operar como meros gestos expositivos para se afirmar como territórios de memória, resistência e imaginação, articulando narrativas que ampliam os horizontes do debate arquitetônico contemporâneo.
Neles, tradição e futuro caminham lado a lado: materiais ancestrais reaparecem reinventados, feridas históricas ganham forma sensível e a urgência social se traduz em propostas que desafiam modos estabelecidos de construir e de habitar o mundo.
23º Serpentine Pavilion por Mass Studies. Imagem cortesia da Serpentine Gallery
O arquiteto coreano Minsuk Cho, e seu escritório Mass Studies, foram selecionados para projetar o 23º Serpentine Pavilion, que será inaugurado em 5 de junho de 2024, nos Jardins de Kensington, em Londres. Intitulada "Vazio Arquipelágico", a iteração dessa icônica comissão consistirá em cinco 'ilhas' exibidas ao redor de um espaço aberto, desmembrando a estrutura em uma série de elementos menores entrelaçados com a ecologia natural do parque. O pavilhão estará aberto ao público de 7 de junho a 27 de outubro de 2024, com uma prévia para a imprensa dois dias antes da abertura oficial.
À medida que percorremos a partitura de pilares de madeira, paredes verdejantes e a cobertura plissada, seguindo os veios do piso e as vigas do teto que convergem numa entrada de luz, parece que o espaço sempre pertenceu a este local. Parte do parque, o pavilhão complementa a natureza ao seu redor, refletindo seus padrões, e propõe um espaço central composto por um conjunto concêntrico de mesas e bancos que inspiram as pessoas a se sentarem, dialogarem e se conectarem umas com as outras. Essa é a narrativa do Pavilhão Serpentine deste ano, projetado pela arquiteta franco-libanesa Lina Ghotmeh.
Intitulado “À table”, ele se inspira na conexão da arquiteta com a natureza e lembra do apelo francês para que todos sentem juntos à mesa, compartilhando uma refeição e conversando. Ele destaca a mesa como um laboratório de ideias, preocupações, alegrias, conexões e, essencialmente, reúne pessoas. Reflete ainda sobre os ideais arquitetônicos que podem provocar e acolher momentos de conversas coletivas.
A Serpentine anunciou a abertura oficial do 22º Serpentine Pavilion, projetado pela arquiteta franco-libanesa Lina Ghotmeh. O evento acontecerá em 9 de junho de 2023. O pavilhão recebe o título de À table e é um convite ao público para se sentar junto à mesa e participar de um diálogo aberto enquanto compartilha uma refeição.
O espaço interno do pavilhão é definido por uma grande mesa que ocupa seu perímetro, oferecendo uma oportunidade para a convivialidade e o compartilhamento de ideias, preocupações, alegrias e tradições. A estrutura de 300 metros quadrados foi projetada para ser leve e totalmente desmontável, buscando uma pegada de carbono mínima. O pavilhão tem entrada gratuita e permanecerá aberto todos os dias de junho a outubro de 2023.
Desde o seu lançamento em 2000, o Serpentine Pavilion tem oferecido a arquitetos renomados e emergentes uma plataforma para experimentação de projetos, tornando-se uma importante mostra da arquitetura contemporânea. Ao nos aproximarmos da inauguração do Serpentine Pavilion 2023, projetado por Lina Ghotmeh e intitulado À Table (expressão francesa que se refere ao ato de sentar juntos para comer) relembramos as últimas seis edições do pavilhão.
Histórias encenadas sobre comunidade e identidade, a arquitetura temporária mostrou que em 2022 não é preciso ser permanente para ser poderosa. Uma instalação pública direta e pop-up pode passar da preparação para a ação, recuperando e definindo o que torna uma comunidade única. Destacando instalações para reconhecer a diversidade linguística em Nova York, uma mesa gigante para celebrar a culinária em Barcelona e uma grande rede em Dubai para representar a cultura local, entre outros, essas iniciativas buscam entender como as expressões locais e regionais podem ajudar as cidades a ser mais igualitárias e diversas.
A globalização conectou o mundo de maneira sem fronteiras. Embora também tenha tornado a informação mais acessível, levou à homogeneidade e à crise de identidade ao fundir sociedades e expressões culturais únicas. Não há como negar as diferenças culturais com o crescimento da globalização. Assim como a arquitetura produz padrões de vida comuns, ela também pode destacar singularidades. 2022 foi o ano de expressar memórias locais a serem reconhecidas e celebradas, colocando comunidade e identidade como temas centrais na arquitetura temporária em festivais, instalações e pavilhões.
A arquiteta Lina Ghotmeh, nascida em Beirute e radicada em Paris, foi selecionada para projetar o 22º Serpentine Gallery Pavilion. Intitulada À Table, expressão francesa que significa "sentar juntos para comer", sua proposta apresenta uma estrutura esguia de madeira com nove pétalas plissadas sustentadas por nervuras radiais. Dentro do pavilhão, um anel de mesas e bancos convida os visitantes a entrar, sentar e relaxar, comer ou trabalhar juntos. De acordo com a arquiteta, o espaço modesto e a cobertura baixa visam fazer com que as pessoas se sintam próximas à terra. O Serpentine Pavilion receberá o públcio de junho a outubro de 2023.
Há algumas semanas, a edição deste ano do Serpentine Pavilion foi aberta ao público. Projetada pelo artista Theaster Gates, de Chicago, esta é uma obra evocativa, sua forma cilíndrica faz referência aos fornos americanos e ingleses e as casas de adobe Musgum encontradas em Camarões.
O nome do pavilhão diz muito mais ao espectador sobre suas intenções como experiência espacial. Intitulado Black Chapel, ele abriga uma sala espaçosa com bancos curvos e um óculo acima permitindo que a luz do dia penetre no espaço. É um interior bastante minimalista - projetado como um local para contemplação e reflexão. Essa qualidade do Serpentine Pavilion de Gates levanta questões particularmente interessantes: como artistas e arquitetos optam por uma abordagem “menos é mais” ao projetar espaços meditativos, mas também como esses espaços introspectivos foram igualmente aprimorados pela ornamentação.
Black Chapel, o Serpentine Pavilion de 2022 projetado pelo artista de Chicago Theaster Gates, foi aberto ao público no dia 10 de junho. Em exibição até 16 de outubro, o projeto é realizado com o apoio do escritório Adjaye Associates e patrocinado pela Goldman Sachs. Em 2021, o programa do pavilhão foi elaborado para refletir o trabalho de Gates e relacionar arquitetura com música, enfatizando particularmente as explorações artísticas de sons e hinos monásticos. O pavilhão funcionará como plataforma para a programação do Serpentine durante todo o verão, oferecendo um espaço público de reflexão, conexão e alegria.
Diébédo Francis Kéré fundou seu escritório, Kéré Architecture, em Berlim, Alemanha, em 2005, após o início de uma trajetória defendendo a construção de uma arquitetura educacional de qualidade em seu país de origem, Burkina Faso. Desprovido de salas de aula e condições de aprendizagem adequadas quando criança, e enfrentando a realidade da maioria dos jovens estudantes do país, seus primeiros trabalhos foram o resultado da busca por soluções tangíveis para os problemas que a comunidade enfrentava.
Serpentine Pavilion 2022, Black Chapel, design de Theaster Gates. Render, vista interior. Imagem cortesia do Theaster Gates Studio
O artista americano Theaster Gates revelou sua proposta para o 21º Pavilhão Serpentine. A edição de 2022, primeira não encabeçada por um arquiteto, terá como título Black Chapel e “homenageará as tradições britânicas de produção artesanal e manufatura”. O pavilhão será aberto ao público na sexta-feira, 10 de junho, em Kensington Gardens e terá supervisão de montagem feita pelo escritório de Adjaye Associates.
A 20ª edição do Serpentine Pavilion, projetado pelo escritório sul-africano Counterspace, dirigido pela arquiteta Sumayya Vally, inaugura hoje, 11 de junho de 2021, após ser adiado por um ano. Em exibição até 17 de outubro de 2021 em Kensington Gardens, o projeto foi registrado por Mark Hazeldine. Confira a série de fotografias, a seguir.
A inauguração do 20º Pavilhão Serpentine, projetado pelo estúdio sul-africano Counterspace, foi adiada para meados de 2021. "Counterspace, dirigido por Sumayya Vally, Sarah de Villiers e Amina Kaskar, trabalhará em colaboração com a Serpentine em uma série de projetos externos e pesquisas ao longo de 2020, relação que culminará com a abertura do Pavilhão no verão de 2021", anuncio a Serpentine Galleries.
Os arquitetos do BIG acabaram de divulgar imagens do No 1 Quayside, seu mais recente prédio de escritórios em Newcastle. Projetado em colaboração com o estúdio local Xsite Architecture, a curvatura do projeto é diretamente inspirada nas pontes sobre o rio Tyne e nas colinas vizinhas.
O escritório Counterspace, de Joanesburgo, África do Sul, foi selecionado para projetar o Serpentine Pavilion 2020. Sumayya Vally, Sarah de Villiers e Amina Kaskar, líderes do escritório colaborativo, são as profissionais mais jovens a projetar o famoso pavilhão.
O Serpentine Pavilion 2019, do arquiteto japonês Junya Ishigami, está tomando forma em Londres. Uma série de fotografias de Laurian Ghinitoiu mostra o projeto com sua cobertura de forma livre. Ishigami é o segundo mais jovem arquiteto a projetar o pavilhão, e seu trabalho é conhecido por uma abordagem leve e efêmera. O pavilhão de 2019 consiste em uma superfície de ardósia que se eleva do solo, sustentada por pilotis que formam uma espécie de campo interno sob a cobertura.