Corderie 2 - Bienal de Veneza - foto de Giulio Squillacciotti. Imagem cortesia de La Biennale di Venezia
Da Bienal de Arquitetura de Tbilisi à Trienal de Arquitetura de Sharjah, as exposições de arquitetura estão cada vez mais presentes nos calendários culturais do mundo contemporâneo. As novas edições aproveitam o caminho trilhado por mostras do passado — e essas exposições históricas moldaram o discurso arquitetônico que temos hoje. Porém, como nasceram de uma estrutura ocidental, há pouca representatividade africana na história dos palcos arquitetônicos das bienais e trienais, reduzindo uma variedade de culturas a apenas uma, com estilos arquitetônicos distintos reunidos de maneira incoerente.
Com pouco mais de um ano de atraso devido a razões já bastante óbvias, a Expo Dubai 2020 foi finalmente inaugurada no último dia 1 de outubro. Realizada por primeira vez no Oriente Médio, a Expo é um dos principais eventos no calendário mundial da arquitetura, contando hoje com 191 países participantes. Os já tradicionais pavilhões nacionais foram organizados em três distritos temáticos: Mobilidade, Sustentabilidade e Oportunidade, com cada pavilhão apresentando as principais contribuições do país no setor. Além destes, cada um dos três distritos conta ainda com um pavilhão temático: o Pavilhão de Sustentabilidade “Terra”, projetado pela Grimshaw, o Pavilhão de Mobilidade “Alif”, concebido pela Foster + Partners e o Pavilhão da Oportunidade “Mission Impossible”, desenvolvido pela AGi Architects.
A seguir, descubra mais informações sobre seis pavilhões imperdíveis desta última edição da Expo, os quais apresentam uma leitura única sobre os temas em questão.
O Pavilhão do Marrocos na Expo Dubai 2020 explora a arquitetura tradicional marroquina e como ela pode ser reinventada a partir de técnicas de construção contemporâneas. O pavilhão foi projetado pelo escritório OUALALOU + CHOI e conta com uma fachada de taipa de 4.000 m², ampliando os limites deste material vernacular.
London Design Biennale 2021 Medal: Chile - Tectonic Resonances. Image Courtesy of ER
O júri da Bienal de Design de Londres 2021 anunciou os pavilhões vencedores da terceira edição do evento. Respondendo ao tema Ressonância proposto pela diretora artística e curadora Es Devlin, a Bienal reuniu mais de 30 pavilhões para mostrar como o design pode oferecer soluções para os desafios de nossos tempos – da sustentabilidade à globalização, da migração ao futuro da humanidade.
"Os vencedores da Bienal de Design de Londres de 2021 ilustram a importância do design thinking para ajudar a trazer mudanças sociais e crescimento econômico em todo o mundo", comentou John Sorrell, presidente da Bienal de Design de Londres. Victoria Broackes, diretora da London Design A Biennale, disse que os vencedores "demonstram claramente quão brilhante pode ser o design ao contar histórias complexas que se comunicam diretamente com corações e mentes".
Respondendo ao tema, “Como viveremos juntos” de 115 maneiras diferentes, a Bienal de Arquitetura de Veneza 2021 deu as boas-vindas, fisicamente, ao grande público, em 22 de maio de 2021. Ao se abrir para o mundo, o tema atemporal, porém sensível ao contexto, gerou um coletivo imaginário, destacando um mundo que prefere viver junto a ficar separado. Construindo uma narrativa arquitetônica do presente, que reflete sobre um futuro resiliente, o interrogatório, feito pela primeira vez em 2019, ganhou mais relevância com a pandemia, que paralisou o mundo. Com muito otimismo e amor a arte, a mostra de arquitetura abriu as portas a um público ansioso e revelou qualidades recorrentes nas intervenções apresentadas.
Sou Fujimoto. Imagem Cortesia de Sou Fujimoto Architects
Depois da Biblioteca Wormhole do MAD, a cidade de Haikou divulgou imagens de um novo pavilhão projetado por Sou Fujimoto Architects. Programado para o final da primavera, o pavilhão branco em forma de fita com um telhado acessível será uma das primeiras intervenções públicas à beira-mar a ser concluída na primavera de 2021. Moldando o futuro da cidade de Haikou e do porto de Hainan, o plano diretor contendo 16 edificações permanentes reinventa o futuro da vida costeira.
Os escritórios SPRESSER e Peter Besley venceram o concurso de projeto para o Caois de Sydney e desenvolverão um pavilhão feito com conchas de ostras recicladas. De acordo com a equipe, o Pavilhão faz alusão à reunião de pessoas à beira-mar; ele é projetado como um espaço democrático para encontros e eventos sob uma cobertura.
À medida que nossas cidades crescem a um ritmo cada dia mais vertiginoso, intensifica-se também a demanda para que arquitetos e construtores realizem seus trabalhos de forma mais eficiente e rápida. A pré-fabricação e modularidade foram introduzidas na arquitetura há séculos, um conceito que transformou e revolucionou a forma como concebemos e construimos nossos edifícios. Ao trabalharmos com padrões e relações de escala entre os vários componentes de um edifício, a arquitetura modular nos permite alcançar uma maior flexibilidade espacial, assim como rapidez, eficiência e economia de recursos durante o processo de construção.
A arquitetura pop-up se aproveita de pequenos espaços para criar experiências intimistas. Como estruturas temporárias e nômades, pavilhões pop-ups não são novidade no mundo da arquitetura, remontando à antiguidade quando era utilizadas durante diversos tipos de festivais. Levando a arquitetura para além de seus limites, estruturas temporárias têm como principal objetivo chamar à atenção do público, divulgando identidades, marcas e/ou produtos em contextos muito especiais. Atualmente, esta abordagem está se transformando em algo mais do que apenas intervenções efêmeras, influenciando decisivamente a maneira como pensamos e concebemos nossos edifícios.
A proposta vencedora do concurso para o Pavilhão da Letônia na Expo 2020 Dubai recebe o nome de "Sounding Forest" e foi desenvolvida pelo escritório Malitis Architects. O projeto interativo coloca em prática uma floresta artificial feita de cordas de piano, gerando um diálogo lúdico entre a instalação e os visitantes.
“The Color Palace”, de Pricegore and Yinka Ilori, foi escolhido como o Pavilhão Dulwich 2019 em Londres. Uma estrutura temporária para abrir na Dulwich Picture Gallery durante o Festival de Arquitetura de Londres em junho de 2019, “The Color Palace” é uma celebração de cores, padrões e luzes, inspirada nas tradições culturais europeias e africanas.
A proposta foi escolhida de uma lista restrita de seis firmas de arquitetura emergentes, compiladas de 150 inscrições. PUP Architects foram os vencedores da votação pública no local, que representou um voto no painel de julgamento.
O projeto tem cerca de 7.000 metros quadrados de área construída em um terreno de 4,6 acres, o que representa um aumento de 20% na área de acesso público e o dobro de espaços ao ar livre.
Mesclando elementos típicos da arquitetura mexicana com referências locais de Londres, o pavilhão se concentra em um pátio definido por dois volumes retangulares construídos com a mesma técnica usada nas celosias mexicanas.
O artista russo Nikolay Polissky revelou seu último projeto, uma grande torre para o próximo feriado tradicional de Maslenitsa, uma celebração para a chegada da primavera que cerimonialmente queima um símbolo do inverno.
Atualmente na fase de construção, o projeto é feito de paletes de madeira reciclada e os topos de toras, que tipicamente são usadas apenas como lenha barata. Além disso, a torre será coberta com rolos de feno que não podem ser usados como alimento para animais, antes de ser queimada numa cerimônia no dia 25 de fevereiro.
Em sua oitava edição, Design Week Mexico, em colaboração com o Museu Tamayo, revelou o projeto de um grande pavilhão arquitetônico público projetado pelos arquitetos alemães Nikolaus Hirsch e Michel Müller. Até a primavera de 2017, a instalação será uma atração cultural no Parque Chapultepec, o maior parque público da Cidade do México.
A "colmeia pulsante" de Wolfgang Buttress é um dos primeiros pavilhões a ser concluído na Expo Milão 2015. Contribuição do Reino Unido para a exposição mundial, “BE”, a "colmeia virtual", foi projetada para destacar a vida dentro de uma colmeia e oferecer uma "experiência sensorial imersiva" que mostra aos visitantes o "sabor da paisagem britânica."
Composta por uma estrutura treliçada de 14 metros construída a partir de 169.300 peças de alumínio e aço, a estrutura em forma de domo se localiza no fim de um prado sinuoso coberto de flores que leva os visitantes até a "colmeia". Uma vez dentro, uma composição de efeitos sonoros e visuais mimetizará a atividade de uma colmeia real.
O Júri do Pritzker elegeu o arquiteto alemão Frei Otto como o trigésimo nono vencedor do Prêmio Pritzker, o segundo alemão a ser laureado com o prêmio e o primeiro a receber de maneira póstuma. Mesmo, infelizmente, sem o áudio, apresentamos este vídeo que nos mostra a impressionante construção do Pavilhão da Alemanha para a Exposição Universal de Montreal 1967.
Cobrindo uma área de 8000 m², o pavilhão foi desenhado com base numa enorme membrana suspensa sobre oito mastros de aço, colocados em intervalos irregulares e apoiados por cabos ancorados fora da estrutura, sobre a qual pousa um tecido transparente de poliéster. A construção foi concluída em apenas três semanas.