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Abrigo Emergencial: O mais recente de arquitetura e notícia

Arquitetura e crise climática: 6 técnicas construtivas para abrigos emergenciais

Segundo dados do CRED (Centre for Research on the Epidemiology of Disasters e do UNISDR (UN Office for Disaster Risk Reduction), em relatório divulgado em 2016, o número de desastres relativos ao clima duplicou nos últimos quarenta anos. A necessidade de abrigos temporários para desabrigados é, além de um reflexo das crise climática que atinge o planeta, também uma das consequências do crescimento desordenado das cidades que leva uma parcela significativa da população mundial a viver em condições vulneráveis aos desastres.

A arquitetura da cura: situações de emergência e recuperação

A arquitetura pode funcionar tanto como cura quanto como bem estar. Seja como um espaço capaz de minimizar a transmissão de doenças, ou simplesmente proporcionando um espaço tranquilo para o consolo, as construções do nosso dia-a-dia moldam diretamente a nossa experiência. Em situações de emergência, a arquitetura opera como um espaço da saúde e abrigo. À medida que os arquitetos continuam a repensar os projetos de habitação e necessidades humanas básicas, eles também estenderam seu foco para o bem-estar mental, físico e espiritual.

Maidan Tent. Image Courtesy of Delfino Sisto Legnani and Marco CappellettiNew Utoya Project. Image Courtesy of Fantastic NorwayThe Garden Library. Image Courtesy of Yoav Meiri ArchitectsCourtesy of alt Architects, Ville-Pekka Ikola+ 9

Espaços públicos com andaimes: uma alternativa em situações de emergência

Ao enfrentar emergências como desastres naturais, conflitos bélicos ou pandemias, a arquitetura deve oferecer soluções imediatas e eficazes. Nessas infelizes circunstâncias, a prioridade costuma ser resolver os problemas de moradia, porém, uma vez controlada a emergência, o foco se desloca lentamente para locais de encontro, como centros comunitários, lugares para reuniões de bairro e espaços públicos. 

Para criar novos locais de reunião em situações de emergência, o andaime é uma boa alternativa se pensarmos na velocidade da construção e no orçamento limitado. Embora sejam normalmente utilizados como estruturas temporárias, eles também permitem compor rapidamente o espaço trabalhando com flexibilidade horizontal, vertical e diagonal, combinados com outros materiais como tecidos, madeira, policarbonato e metal.

© Yingbin Fu© Rahul Palagani© Marko MihaljevićCortesía de Big Smallness Studio + Wuhan ADAP Architects+ 22

O impasse da arquitetura para abrigar pessoas atingidas por desastres

Como o voo de um pássaro, uma chuva de verão, marés no oceano, um relâmpago numa tempestade, uma estiagem prolongada, fenômenos naturais ocorrem todos os dias e nem percebemos. Mas há alguns que chamam mais a nossa atenção, como a erupção de um vulcão, um terremoto, o surgimento de um novo vírus ou uma grande inundação. Mesmo assim, caso ocorram numa região desabitada e não causem grandes danos materiais consideráveis, continuam sendo apenas fenômenos naturais. Caso aconteçam em pontos do planeta onde vivem muitas pessoas e que causem mortes, ferimentos, interrupção da produção, grandes prejuízos financeiros e a necessidade de deslocamento da população, aí sim são considerados desastres naturais. 

5 Materiais alternativos para construção de abrigos emergenciais

Terremotos, pandemias, conflitos e desastres ambientais são alguns dos eventos que têm desafiado arquitetos, urbanistas, designers e engenheiros a encontrar formas de desenvolver estruturas e infraestruturas de maneira rápida, prática, eficiente e adequada tanto à situação como ao local em que serão implementadas. Na busca por materiais que estejam disponíveis e cumpram as exigências para cada tipo de situação, aqueles considerados “alternativos”, ou não usuais – ao menos no contexto dos abrigos emergenciais –, se apresentam como possibilidades para experimentação e posterior aplicação em estruturas de emergência. Ao abordarmos edificações temporárias, contêiners e lonas tensionadas sempre nos vêm à cabeça. Mas há materiais de grande disponibilidade e com boas características físicas que podem cumprir funções emergenciais.

Cortesia de Charles Lai, Takehiko SuzukiCortesia de Colegio de Arquitectos del Ecuador - Provincia de PichinchaPrint Your City. Imagem © Stefanos TsakirisCortesia de Voluntary Architects' Network+ 11

Para além da habitação temporária: cinco exemplos de infraestrutura social para refugiados

© Y. MeiriCourtesy of CatalyticAction© Filippo Bolognese© Shidhulai Swanirvar Sangstha+ 6

Ao longo da história do planeta terra, a migração humana - seja em busca de alimento, abrigo ou melhores condições de vida - tem sido a norma e nunca a exceção. Atualmente, no entanto, estamos testemunhando um fenômeno migratório sem precedentes. Segundo números publicados pelas Nações Unidas, mais de 68,5 milhões de pessoas encontram-se bem longe de suas casas no presente momento; os números oficiais apontam para mais de 25 milhões de refugiados, dos quais, mais da metade tem menos de dezoito anos. Entre outros fatores, os conflitos que os países do chamado "primeiro mundo" levam para países como a Síria e Mianmar, estão transformando algo que está na natureza do homem - o processo migratório - em uma crise sem precedentes e um dos principais desafios do século XXI.

Projetos emergenciais geralmente são associados à catástrofes naturais como terremotos e tsunamis. Abrigos emergenciais tem sido projetados e construídos ao longo dos últimos anos com mais e mais frequência e em números cada vez maiores. Mas até hoje, por incrível que pareça, projetos de habitação emergencial que possam proporcionar mais dignidade à vida de milhões de refugiados não tem  recebido apoio suficiente e muito menos, a atenção devida por parte da nossa comunidade internacional de arquitetos. Questões importantíssimas permanecem sem respostas: Como adaptar as nossas cidades para poder atender às necessidades mais urgentes criadas pelo cada vez mais intenso processo de migração? Como podemos garantir que nossas comunidades sejam capazes de absorver e integrar refugiados e migrantes em seu tecido urbano e contextos culturais, econômicos e sociais?

No dia mundial dos refugiados, queremos chamar a atenção de todos os arquitetos e arquitetas, divulgando cinco exemplos brilhantes de projetos sociais ao redor do mundo - escolas, hospitais e centros comunitários - especificamente aqueles criados para dar abrigo e uma vida mais digna para populações deslocadas e refugiados.

JUPE HEALTH projeta módulos móveis de terapia intensiva para atender a demanda causada pelo COVID-19

Com os hospitais nos Estados Unidos cada vez mais lotados devido à pandemia do COVID-19, a startup JUPE HEALTH está criando uma série de unidades móveis para lidar com a falta de leitos. Segundo a equipe, o projeto foi concebido como unidades de repouso e recuperação que podem ser rapidamente implantadas, mas também podem servir como UTIs móveis.

Cortesia de JUPE HEALTHCortesia de JUPE HEALTHCortesia de JUPE HEALTHCortesia de JUPE HEALTH+ 11

Arquitetura pós-desastre: 10 exemplos inspiradores

Após um desastre natural ou um conflito, a arquitetura desempenha um papel fundamental não apenas na reconstrução da infraestrutura perdida, mas também na necessidade de conforto e segurança para os afetados. Uma arquitetura pós-desastre bem-sucedida deve atender tanto à necessidade de abrigo imediato a curto prazo quanto às necessidades de reconstrução e estabilidade a longo prazo. Oito anos após o terremoto de 2010 no Haiti, os desalojados continuam residindo em abrigos temporários sem acesso adequado a encanamentos e eletricidade, revelando a importância crítica de atender às necessidades de longo prazo após desastres e conflitos.

Abaixo, você verá 10 exemplos de arquiteturas pós-desastre, desde propostas de baixo custo em um curto prazo, até aquelas que reconstroem comunidades inteiras do zero:

Pop-Up Places of Worship. Imagem Cortesia de Lucas Boyd and Chad GreenleeVila Verde. Imagem © Suyin ChiaSoma City Home-For-All. Imagem © Koichi TorimuraCatedral Cardboard. Imagem © Bridgit Anderson+ 10

Resultados do concurso estudantil de arquitetura bioclimática da IX Bienal José Miguel Aroztegui / Abrigos de Emergência

Tendo como tema "Abrigos de Emergência", o Concurso Estudantil Íbero-Americano de Arquitetura Bioclimática da IX Bienal José Miguel Aroztegui convidava os estudantes a proporem habitações temporárias para a acomodação de desabrigados por motivo de desastres naturais e outras causas como incêndios e desmoronamentos e desocupações de edifícios existentes, dotadas de condições de conforto ambiental para a habitabilidade com qualidade, segurança e o mínimo de consumo energético possível.

A comissão de avaliação, baseando-se em aspectos como desempenho ambiental, inserção no contexto, expressão arquitetônica, originalidade, selecionou três projetos vencedores e três menções honrosas. Veja, a seguir, as propostas premiadas e o comentário da comissão sobre cada uma delas.

RE:BUILD: como construir um abrigo emergencial com andaimes e materiais locais

RE:BUILD é um sistema construtivo projetado e desenvolvido por Pilosio Building Peace com o objetivo de construir rapidamente acampamentos para refugiados e espaços de assistência em situações emergenciais. O sistema é compostos por estruturas modulares temporárias que podem se converter em uma casa, uma escola, um posto de saúde, um refeitório ou qualquer outro espaço necessário em caso de emergência.