Screenshot do documentário "Bernardes", selecionado na primeira edição do Programa CAU/RJ de Patrocínio Cultural
O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ) está em busca de projetos culturais que valorizem a arquitetura e o urbanismo no estado. Os interessados podem se inscrever, até o dia 22 de julho de 2016, na quarta edição do Programa CAU/RJ de Patrocínio Cultural, com propostas de eventos, cursos, publicações e produções culturais diversas.
O edital foi lançado no dia 8 de junho com algumas novidades. As cotas de patrocínio foram ampliadas. Projetos com alcance estadual podem receber até R$ 25 mil, já os de alcance nacional, até R$ 35 mil. Em 2015, o valor máximo era de R$ 25 mil. Os projetos também serão avaliados antes da documentação exigida, o que dará mais tempo aos candidatos para obter as certidões necessárias. O resultado final será anunciado no dia 29 de setembro.
O Victoria and Albert Museum divulgou sua mais recente instalação: o Elytra Filament Pavilion,um projeto que apresenta o resultado de quatro anos de pesquisa sobre a integração da arquitetura, engenharia e princípios de biomimética através de experimentações de como sistemas de fibras biológicas podem ser transferidos à arquitetura.
A estrutura de 200 metros quadrados é inspirada em princípios de construção leve encontrados na natureza, precisamente, "as estruturas fibrosas das conchas das asas anteriores dos besouros voadores conhecidos como elytra", afirma o comunicado de imprensa.
No dia 7 de junho, a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou Projeto de Lei proposto pelo Executivo estadual que autoriza a concessão para a iniciativa privada de 25 parques públicos estaduais, por até 30 anos, para exploração de ecoturismo, madeira e subprodutos florestais (veja a lista completa ao final do texto). Elaborado em 2013, o projeto foi discutido pela última vez em audiência pública em 2015. Na semana passada foi desenterrado e colocado para votação em regime de urgência. A justificativa é que atrairá investimentos para o Estado em um momento de crise fiscal e falta de recursos para fazer a gestão destes bens comuns.
O Centre de Cultura Contemporània de Barcelona (CCCB) divulgou a lista de finalistas para a edição de 2016 do European Prize for Urban Public Space. Um júri internacional composto por arquitetos, críticos e diretores de museus e instituições de toda a Europa selecionou 25 projetos dentre as 276 propostas enviadas de 33 países. Segundo a organização, "[os projetos finalistas reconhecem] a criação, recuperação e melhoria nos espaços públicos como indicadores claros da saúde democrática de nossas cidades." Todos os finalistas terão sua obra exibida em uma exposição que percorrerá a Europa ao longo dos dois próximos anos, e também serão publicados em um arquivo online juntamente com os finalistas de edições passadas. O vencedor de 2016 será anunciado no dia 4 de julho no CCCB.
Fundação Calouste Gulbenkian, projeto de Ruy Jervis d’Athouguia, Pedro Cid e Alberto Pessoa. Cortesia de Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian
A nova lista indicativa de Portugal ao Patrimônio Mundial que foi recentemente concluída integra a obra construída de Álvaro Siza e a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa – mais concretamente o conjunto constituído pelo edifício-sede (projeto dos arquitetos Ruy Athouguia, Pedro Cid e Alberto Pessoa) e pelo parque (projeto de António Viana Barreto e de Gonçalo Ribeiro Telles). Também a rota de Fernão de Magalhães, que em 1522 concluiu a primeira viagem de circum-navegação, e os caminhos portugueses de peregrinação a Santiago de Compostela passam a integrar a lista.
O Pavilhão Vara, de Pezo von Ellrichshausen para a Bienal de Veneza 2016, é descrito pelos arquitetos como "uma série de exteriores dentro de outros exteriores". Quebrando esse mistério, o que emerge é um complexo labiríntico de círculos - dez deles - formados com aço, cimento e gesso pintados, que coletivamente criam uma série de paredes, mas sem teto, formando assim um pavilhão que é aberto aos elementos de cima. O título do pavilhão, "Vara", que conta com 324 m², refere-se a uma unidade espanhola de medição, imprecisa e obsoleta, utilizada durante a conquista do país na América para rastrear e medir cidades. Cada um dos círculos do Pavilhão Vara é um diâmetro da unidade, variando de 2 a 11.
Este vídeo é parte de uma parceria entre o ArchDaily e o fotógrafo espanhol Jesús Granada. O acervo de imagens de Granada da Bienal podem ser obtidas em seu site, aqui. A cobertura completa da Bienal de Veneza 2016 pode ser vista aqui.
Em uma entrevista conduzida por Jesús Granada, os curadores do Pavilhão Espanhol da Bienal de Veneza 2016, Iñaqui Carnicero e Carlos Quintáns, discutem o seu raciocínio e intenções para o projeto do Pavilhão que recebeu o Leão de Ouro. Intitulado "Unfinished", Quintans descreve a influência do projeto como "a detecção da realidade, mostrada através de fotografias, do que aconteceu (na Espanha), após a bolha habitacional, em primeiro lugar o boom imobiliário e depois a crise, e como nós podemos oferecer soluções graças aos muitos arquitetos talentosos dos muitos projetos que foram realizados na Espanha e foram parcialmente obscurecidos. "O pavilhão responde ao chamado do diretor Alejandro Aravena para pavilhões nacionais que identifiquem as respostas nacionais para dilemas de arquitetura que poderiam ser as soluções para outros lugares que enfrentam problemas semelhantes.
Esta semana o Bloch Building do Nelson-Atkins Museum of Art, projetado por Steven Holl, comemorou seu nono ano de funcionamento. Para celebrar a ocasião, o fotografo Iwan Baan visitou o projeto para mostrar como ele está inserido no campus do museu, tornando-se um ícone arquitetônica em Kansas City, e como ele continua sendo um dos projetos mais reconhecidos de Holl.
"REBOOT, 2 lecciones de arquitectura" é o conceito central que representa o Pavilhão do Uruguai na Bienal de Veneza 2016. Inaugurado em 26 de maio, o espaço centra-se na arquitetura informal que é erguida por aqueles que "não tem mais ferramentas para a construção de seu espaço vital do que seus próprios corpos e seu instinto de sobrevivência". Edifícios que, seguindo a equipe responsável, funcionam como um depósito de sentido para a arquitetura que fazemos hoje em dia.
A Albright-Knox Art Gallery, localizada na cidade de Buffalo, selecionou o escritório OMA para expandir seu renovar o histórico museu e campus. A equipe de projeto está sendo liderada pelo diretor do OMA New York, Shohei Shigematsu, que passará o próximo ano em uma parceria com o museu para renovar e revitalizar a instituição. Conhecido como AK360, o edifício será o primeiro museu do OMA nos EUA e a primeira expansão da Albright-Knox em mais de meio século.
Esta semana foi apresentado ao público o 17° Serpentine Gallery Pavilion. Com sua "parede expandida" de 13 metros de altura composta por tubos de fibra de vidro, o pavilhão tem uma presença imponente no Hyde Park e se localiza ao lado da Serpentine Gallery. Segundo Bjarke Ingles em seu memorial de projeto, o pavilhão trata dos efeitos visuais de diferentes ângulos - passando de um retângulo transparente quando visto de frente a uma escultura curvilínea quando visto de lado.
Com tanta riqueza visual, o projeto oferece muitas opções para ser explorado através da fotografia - sendo assim, o fotógrafo Laurian Ghinitoiu esteve presente na inauguração do projeto para investigar os efeitos visuais causados pelo pavilhão. Ele também registrou em fotografias as Summer Houses, projetadas por Kunlé Adeyemi do NLÉ, Barkow Leibinger, Yona Friedman e Asif Khan. Veja as fotografias a seguir.
Como parte da cobertura do ArchDaily Brasil na Bienal de Veneza 2016, apresentamos uma série de artigos escritos pelos curadores das exposições e instalações à mostra no evento.
Das dezenas de artigos sobre arquitetura e urbanismo que contribuí para o Jornal Korea Joongang Daily, foi o intitulado de "The FAR Game" que recebeu a maior resposta dos leitores. Enquanto que a FAR (Floor Area Ratio "Taxa de Área de Piso") aparenta ser um jargão técnico dos profissionais, parece que quase todos os coreanos sabem o que é, ou já ouviram falar sobre isso. Se você digitar yong-jeong-nyul (용적률, a palavra coreana para FAR) em motores de busca coreanos, um fluxo interminável de notícias, artigos e comentários aparecerão. A palavra fala do apetite para espaços de vida em um ambiente hiper-denso, bem como o desejo por qualquer meio possível, seja por planejamento e táticas adequadas ou através de truques e obscurecimento. Ela toca tanto os ricos como os pobres, como eles gerem suas vidas juntos e em torno do tecido urbano. Ao ler esse artigo, onde eu havia afirmado que, sem dúvidas, é a FAR que impulsiona o caráter arquitetônico das cidades coreanas, um renomado pesquisador urbano me disse que eu havia acertado em cheio.
https://www.archdaily.com.br/br/789215/why-the-far-floor-area-ratio-game-pavilhao-da-coreia-na-bienal-de-veneza-2016Sung Hong KIM
O Museu Solomon R. Guggenheim de Nova Iorque, inaugurado em 1959, causou controvérsias por ser "menos um museu que um monumento" de Frank Lloyd Wright. Embora Wright pretendesse exibir as pinturas nas paredes internas, a concavidade das superfícies tornou isso impossível. Em vez disso, então, o átrio central se tornou um lugar de procissão onde o espaço é revelado através do movimento. A rampa contínua que se volta para o átrio permite a interação das pessoas em diferentes níveis.
O fotógrafo Laurian Ghinitoiu situa as pessoas no centro de suas fotografias, o que talvez explique como, nesta série fotográfica do Museu Guggenheim em homenagem ao 149° ano de nascimento de Wright, ele tenha conseguido capturar a essência e vitalidade do museu. Ao passo que algumas imagens retratam o átrio do museu como um lugar de passagem, contemplação e socialização, outras mostram a crescente influência da fotografia e auto-representação na experiência dos visitantes. Algumas fotografias mostram ainda o edifício inserido em seu contexto urbano, com pessoas envolvidas em suas atividades diárias.
Há uma enorme intensidade de informações, conhecimentos e ideias na Bienal de Arquitetura em Veneza este ano, intitulada Reporting From the Front. Com todos os editores executivos e editores-chefe do ArchDaily Inglês, Espanhol e Português reunidos em Veneza para a abertura - além do co-fundador David Basulto e do editor James Taylor-Foster, curadores do Pavilhão Nórdico -selecionamos este ano doze das nossas exposições favoritas que devem ser visitadas.
https://www.archdaily.com.br/br/789128/12-coisas-que-voce-precisa-de-ver-na-bienal-de-veneza-2016AD Editorial Team
Em uma entrevista para a rede alemã Deutsche Welle, o Pritzker e mais novo vencedor do Leão de Ouro em Veneza, Paulo Mendes da Rocha, comenta que transferir a capital federal do Rio de Janeiro para o cerrado foi um grande tropeço político. Todavia, o arquiteto reforça que "isso não tem nada a ver com a obra de Niemeyer, que é altamente criativa".
Para o arquiteto, no lugar da construção de uma nova capital no interior do país, teria sido muito mais útil construir, na época, outras cidades menores: "A navegação da grande rede hidroviária do Brasil e as ligações necessárias e fáceis de imaginar entre o Atlântico e o Pacífico obrigariam à construção de inúmeras cidades com uma utilidade mais interessante do que aquilo que já estava feito, que era a capital no Rio de Janeiro".
O escritório MVRDV projetou uma cozinha completamente transparente para o Kitchen Home Project, um evento paralelo da Bienal de Veneza deste ano que foca no habitar e no ambiente da casa. Kitchen Home Project foi iniciado por Weng Ling do Beijing Centre for the Arts (BCA), e também conta com trabalhos de Kengo Kuma e do artista Au Yeung Ying Chai, de Hong Kong. A proposta de MVRDV, intitulada "Infinity Kitchen" imagina o próximo passo no projeto de cozinhas, criando bancadas, estantes, armários e torneiras inteiramente de vidro - a metáfora é que um ambiente onde se pode ver tudo trará transparência para o alimento sendo preparado na cozinha, tornando os habitantes mais conscientes de sua alimentação.
A estudante do IAAC (Institute for Advanced Architecture of Catalonia), Elena Mitrofanova, em parceria com o bioquímico Paolo Bombelli, criou uma proposta para um sistema de fachada que utiliza o poder gerador de eletricidade natural das plantas. Ele consiste em uma série de "tijolos" modulares ocos de argila que contém musgos. O sistema emprega os recentes avanços científicos no campo biofotovoltaico (BPV) que Mitrofanova explica que "seria mais barato para produzir, auto-reparadora, auto-replicante, biodegradável e muito mais sustentável" que a energia fotovoltaica padrão.
O ArchDaily comemora este ano o 10° aniversario de seu website em espanhol, Plataforma Arquitectura. Por ocasião desta celebração, buscamos dentre os milhares de projetos já publicados em nossas páginas aqueles que marcaram momentos especiais.
https://www.archdaily.com.br/br/789151/top-100-projetos-brasileirosEquipe ArchDaily Brasil
Como parte da cobertura do ArchDaily Brasil na Bienal de Veneza 2016, apresentamos uma série de artigos escritos pelos curadores das exposições e instalações à mostra no evento.
O Pavilhão da Romênia na 15ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia apresenta “Selfie Automaton”, uma exposição de Tiberiu Bucșa, Gál Orsolya, Stathis Markopoulos, Adrian Aramă, Oana Matei, Andrei Durloi. A mostra consiste em 7 autômatos mecânicos, com 42 marionetes - 37 humanas e 5 criaturas. Três dos autômatos serão localizados no Pavilhão da Romênia no Giardini, outros três na Nova Galeria do Instituto Romeno de Cultura e Pesquisa Humanística, e um deles será nômade e vagará pelas ruas de Veneza.
NEIGHBOURHOOD: Where Alvaro meets Aldoé o título da exposição portuguesa na 15ª Bienal de Arquitetura de Veneza, um pavilhão “site-específic” construído numa frente urbana que se encontra em plena regeneração física e social, dentro da cidade de Veneza, e mais especificamente na ilha de Giudecca: o Campo di Marte. A exposição reúne informações sobre quatro conjuntos residenciais projetados por Álvaro Siza: Schlesisches Tor (Berlim), Schilderswijk West (Haia), Bairro da Bouça (Porto) e o próprio Campo di Marte em Veneza.
Apresentamos aqui o registro fotográfico do Pavilhão português feito pelo atelier XYZ.Veja a série de fotografias, a seguir:
Um grupo de arquitetos e arquitetas com percursos diferentes, que partilha a preocupação com o rumo da profissão e da arquitetura em Portugal, lançou recentemente uma petição online chamando todos os colegas conterrâneos de profissão a repensar as condições da arquitetura portuguesa e debater temas que não têm sido o foco da Ordem dos Arquitectos, organização responsável pelo controle e manutenção dos direitos e deveres dos arquitetos em Portugal.
A petição é composta por quatro eixos considerados fundamentais para se iniciar uma discussão. Leia-os na íntegra, a seguir:
https://www.archdaily.com.br/br/789020/fora-da-ordem-arquitetos-portugueses-lancam-peticao-por-melhores-condicoes-profissionaisEquipe ArchDaily Brasil
Como parte da cobertura do ArchDaily Brasil na Bienal de Veneza 2016, apresentamos uma série de artigos escritos pelos curadores das exposições e instalações à mostra no evento.
Como resposta ao desafio lançado pelo curador geral da XV Bienal de Arquitetura de Veneza, Alejandro Aravena - "Reporting from the Front” -, Portugal apresenta um pavilhão “site-específic”, construído numa frente urbana que se encontra em plena regeneração física e social, dentro da cidade de Veneza, e mais especificamente na ilha de Giudecca: o Campo di Marte. Na verdade, a ideia de instalar o pavilhão português in situ despoletou a conclusão do projeto de regeneração do Campo di Marte, proposto pelo arquiteto Álvaro Siza, há 30 anos. Após a “ocupação” deste local em construção, a exposição dará lugar a um habitat arquitetônico destinado aos residentes da Giudecca.
https://www.archdaily.com.br/br/788494/neighbourhood-where-alvaro-meets-aldo-pavilhao-de-portugal-na-bienal-de-veneza-2016Nuno Grande e Roberto Cremascoli
Trecho da ciclovia liga os bairros de São Conrado e Leblon e tem 3,9 km de extensão. Image via Reprodução / Globo News
Em relatório apresentado no fim do mês passado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-RJ), foi constatado que a empresa Geo-Rio, responsável pela licitação da ciclovia Tim Maia no Rio de Janeiro, que desabou parcialmente no mês de abriu, retirou do edital de licitação a exigência de que as empresas interessadas na obra da ciclovia na Avenida Niemeyer tivessem experiência prévia comprovada com execução de pontes e viadutos.
O documento também conclui que consórcio Contemat/Concrejato não contratou um fornecedor especializado para o projeto, não fez estudos oceanográficos sobre o impacto das ondas na estrutura e não foi punido pela prefeitura pelo acidente do dia 21 de abril, em que duas pessoas morreram com a queda da ciclovia. Por esse motivo, o parecer foi inconclusivo e não identificou quem seria responsável pela queda.
O Serpentine Pavilion de 2016, projetado pelo escritório BIG, foi inaugurado ontem na Serpentine Galery, localizada no Hyde Park em Londres. O projeto consistem em uma "parede descomprimida" na qual uma linha de tijolos tubulares de fibra de vidro no topo da parede é dividida em duas partes onduladas, abrigando o programa do pavilhão. Pela primeira vez, o pavilhão é também acompanhado por "summerhouses", projetadas por Kunlé Adeyemi, Barkow Leibinger,Yona Friedman e Asif Khan. As estruturas abrirão ao público no dia 10 de junho e permanecerão abertas até 9 de outubro. Saiba mais a seguir.