Quanto impacto pode ter a configuração de um escritório sobre ele? Microsoft, Thames Valley Park por Perkins + Will. Cortesia de David Churchill
Gastamos muito tempo e esforço debatendo e pesquisando como projetar um escritório perfeito - talvez tempo demais, de acordo com Rachel Casanova, Diretora do Workplace no Perkins + Will. Neste post, publicado originalmente pela Metropolis Magazine como "When the Open Office Isn't Always the Problem or Solution", Casanova argumenta que deveríamos pensar no projeto de escritórios de forma mais holística, levando em conta não apenas o espaço físico, mas também a forma como o cliente administra seu local de trabalho. Na melhor das hipóteses, o desenho pode catalisar a criação de um ambiente de escritório mais amigável, mas para cada empresa a maneira de conseguir isso pode ser diferente; não há uma solução "ideal" para escritórios. Leia mais abaixo para descobrir o porquê.
O fotógrafo Menno Aden começou sua carreira fotografando os dormitórios de seus amigos em Berlim, uma cidade conhecida pela vida modesta, aluguéis baratos e apartamentos muito pequenos. Inspirado pelas vidas e pelos pertences dispersos de seus companheiros desenvolveu a série Room Portraits, como uma nova maneira de retratar às pessoas e suas formas de habitar o espaço reduzido. Mais fotografias e informações, a seguir.
Recentemente os editores do ArchDaily receberam um pedido interessante de um Diretor de Comunicações anônimo de uma empresa não identificada de Nova Iorque, dizendo: "Em seu relato, por favor não repitam como fato, ou como 'oficial', a opinião de que o One World Trade Center em Nova Iorque será o edifício mais alto dos Estados Unidos.” Ele ou ela continua, explicando que quem decidiu "anunciar" a edificação como a mais alta nos EUA, o Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH), não é oficialmente aprovado pelo AIA ou pelo governo dos EUA, e que, mesmo que seu trabalho tenha sido benéfico para a arquitetura e para as cidades como um todo, seu critério de avaliação da altura das edificações possui falhas e tem sido criticados por muitos na indústria.
O desejo de se ter o maior edifício em uma cidade, país ou até do mundo se dá desde, pelo menos, o período medieval, onde famílias nobres de cidades italianas de colina como San Gimignano tentavam superar os esforços de construção de outras cidades (piadas sobre a natureza freudiana de tal competição não são, imagino, tão recentes). Talvez o maior símbolo do desejo disso seja a coroa decorativa do Chrysler Building, que foi desenvolvida em segredo e permitiu ao edifício receber brevemente o título de mais alto do mundo, para a surpresa e ira dos competidores em seu tempo.
Com este espírito competitivo, aparentemente, ainda muito vivo, pensei que poderia ser útil abordar a questão levantada pelo nosso amigo anônimo.
Em meu artigo anterior, mencionei o fato de que já fui um gerente de CAD e que havia muitos personagens que eu costumava incorporar. Um deles era de um gerente de treinamento do departamento de CAD. Eu era a pessoa que estava em contato com o RH, organizando e orçando a formação dos meus funcionários. A grande questão era, que tipo de formação de CAD eles precisavam? Eu deveria enviar trabalhadores freelance e empregados permanentes de agências de CAD para fazer cursos ou deixaria que o pessoal das agências cuidassem disso? Seja como for, eles são sua equipe de CAD e todo mundo deveria receber o mesmo treinamento, mas as pessoas da agência devem ter cuidado a respeito da sua situação fiscal, ao aceitar o treinamento vindo de um cliente sob contrato. Tudo isso tem que ser levado em conta quando você tem um orçamento limitado.
Mas o treinamento no software CAD é um imperativo. Seus funcionários CAD precisam ser os melhores no software que eles utilizam e não podem desenvolver maus hábitos. Eles precisam do núcleo de formação, além da experiência e cursos complementares de novas versões que forem sendo lançadas. (A cada ano, no caso da Autodesk, certo?)
Veja a seguir 4 dicas para formar a melhor equipe CAD que você puder.
Coisas ordinárias contêm os mais profundos mistérios. No início é difícil ver no layout convencional de uma casa contemporânea qualquer coisa senão a cristalização da fria razão, necessidade e o óbvio, e por causa disso nós somos facilmente levados a pensar que uma mercadoria tão transparentemente não excepcional deva ser forjada diretamente a partir de coisas de básicas necessidades humanas. De fato, praticamente todos os estudos sobre o habitar, qualquer que seja seu escopo, são fundados sobre esse pressuposto. ‘A luta por encontrar um lar’, declara um especialista proeminente, ‘e o desejo pelo abrigo, privacidade, conforto e independência que uma casa pode prover, são familiares por todo o mundo.’[1] Desde tal ponto de visão as características do habitar moderno parecem transcender nossa própria cultura, sendo erguida ao estado de requisitos universais e atemporais para uma vida decente. Isso é facilmente bem explicado, já que todas as coisas ordinárias parecem a uma vez neutras e indispensáveis, mas isto é uma ilusão, e uma ilusão com consequências também, à medida que esconde o poder que o arranjo costumeiro do espaço doméstico exerce sobre nossas vidas, e ao mesmo tempo oculta o fato de que essa organização tem uma origem e um propósito. A busca por privacidade, conforto e independência através da agência de arquitetura é bastante recente, e até quando essas palavras vieram por primeira vez à cena e eram usadas em relação aos assuntos domésticos, seus significados eram bem diferentes desses que nós entendemos agora. Assim o seguinte artigo é uma tentativa um tanto quanto crua e esquemática por descobrir apenas um dos segredos do que é agora tão ordinário.
SkyCycle proposta para Londres. Cortesia de Foster + Partners
Não há dúvida sobre isso - ciclismo urbano é uma boa ideia nos dias de hoje. Mas, ao passo que ciclovias e sistemas de compartilhamento de bicicletas são adequados às nossas cidades, a revolução do ciclismo ainda não nos trouxe muitos exemplos de belas estruturas para nos maravilharmos. Esse artigo, publicado originalmente em The Dirt como "Do Elevated Cycletracks Solve Problems or Just Create More?", discute dois exemplos aparentemente similares de infraestruturas cicloviárias sofisticadas, examinando porque uma delas é um sucesso enquanto a outra um fracasso.
Este ano, dois projetos - um proposto e outro construído - de ciclovias elevadas que criam percursos acima do nível da rua receberam considerável atenção da mídia. Esses projetos destacam importantes questões de planejamento urbano: A cidade deve misturar ou segregar as opções de transporte? Como a cidade pode melhor mitigar os riscos inerentes do contato entre carros, bicicletas, transporte coletivo e pedestres? Como as cidades podem criar redes de transporte de baixo custo em núcleos urbanos cada vez mais densos?
O mundo está de olho na máquina urbana que são as cidades chinesas, nas cidades-temáticas recém fundadas e nas novas áreas de investimento econômico urbano em torno das cidades. Os edifícios são repetitivos, as áreas são, por vezes, desabitadas, mas a o que deixa os planejadores urbanos, arquitetos e o público surpresos é que estes edifícios são, frequentemente, completamente vendidos antes mesmo de serem concluídos.
Para comprar estas residências recém construídas é preciso dinheiro e, ao longo das últimas três décadas, o milagre econômico chinês serviu precisamente para o crescimento da renda per capita. A reforma do sistema econômico em 1978 foi a força motriz que acionou o mecanismo de produção de capital. A reforma levou milhões de pessoas a migrarem das cidades subdesenvolvidas do oeste do país em busca de melhores salários e uma esperança bem fundamentada de revolucionar sua existência econômica.
A fábrica de seda com hectares de painéis solares fotovoltaicos, uma das várias ilustrações expostas no Pavilhão Coreano em Veneza. Imagem Cortesia de Koryo Tours
Originalmente publicada na Metropolis Magazine como "The Future of Architecture, According to a North Korean Architect, esta entrevista com Nick Bonner, curador da Seção Norte-Coreana do Pavilhão da Coréia na Bienal de Veneza 2014, investiga as realidades do trabalho de um arquiteto em um dos países mais fechados do mundo.
Há uma boa chance de você nunca pisar na Coréia do Norte, o que não é o mesmo que dizer que você não pode. O interesse no estado socialista é cada vez maior, um fato refletido pelo aumento no número de turistas ansiosos para descobrir os locais e atrações de Pyongyang. Nick Bonner, fundador da Koryo Tours, vem trazendo visitantes para a República Popular Democrática da Coréia (DPRK) há mais de duas décadas. Ele recentemente foi encarregado da curadoria de uma pequena exposição no Pavilhão Coreano na edição deste ano da Bienal de Arquitetura de Veneza.
Para os "Utopian Tours" Bonner encomendou projetos de um arquiteto norte-coreano não identificado, pedindo-lhe para imaginar uma infra-estrutura totalmente nova para acomodar grupos maiores de turistas. As ilustrações resultantes são fascinantes: o futuro da arquitetura, pelo menos na Coreia do Norte, se parece muito com o futuro de ontem, onde os turistas viajam em aerobarcos e os trabalhadores vivem em hotéis em forma de zigurate inspirados em montanhas e árvores.
A revista Metropolis convidou o arquiteto paisagista a mostrar um panorama geral do atual cenário da arquitetura em um dos países mais isolados do mundo.
Originalmente publicado na Metropolis Magazine como “Playing in Traffic“, este artigo de Jack Hockenberry investiga a relação entre o homem e o veículo, ilustrando a dinâmica complexa criada em Nova Iorque - uma cidade com mais de 2,1 milhões de veículos registrados. Ao contrário dos esquemas que colocavam o carro como elemento central, do famoso ex-chefe de planejamento urbano de Nova Iorque, Robert Moses, Hockenberry argumenta que a cidade é o "espaço negativo", ao passo que os veículos são obscurecidos pelo nosso inconsciente.
É uma curiosidade da vida urbana moderna que, quanto mais carros se aglomeram em cidades, mais eles se tornam invisíveis. É uma característica padrão em qualquer cidade grande de hoje. Infelizmente, não podemos controlá-la a partir do assento do condutor - por mais que gostaríamos de acenar as mãos e assistir através de nossos pára-brisas os carros desaparecendo e libertando-nos da prisão do tráfego. A invisibilidade de que estou falando só ocorre se você é um pedestre ou ciclista. O número de veículos motorizados estacionados ou em movimento em qualquer hora nas ruas de Nova Iorque é surpreendente. De acordo com o Departamento de Veículos Motorizados do Estado, estima-se que 2,1 milhões estão registrados na cidade. Ainda assim, registrá-los nunca os farão totalmente visíveis quando estamos andando nas ruas. A cidade é o espaço negativo e é assim que nossos olhos percebem cada vez mais as paisagens urbanas. Tudo em torno dos carros e caminhões se entrelaçada pelo olho e, apesar de os veículos estarem presentes, gradualmente aprendemos a ignorá-los, menos quando estamos parados na linha direta do fluxo de trânsito.
Ao passo que os arquitetos modernistas romperam com a arquitetura vernacular e desenvolveram um estilo internacional homogeneizado, muitos criaram espaços estéreis e lugares distantes do calor das formas históricas do habitar humano. Reações negativas à brutalidade dos espaços modernistas encorajaram movimentos arquitetônicas como o pós-modernismo e o desconstrutivismo, mas estes nunca chegaram a subverter a caixa racionalista moderna como paradigma arquitetônico dominante.
Contudo, a almejada precisão mecânica desses edifícios em alguns casos se tornou, com o passar do tempo, acidentalmente humanizada através do acréscimo de cortinas, pinturas coloridas, ou mesmo alterações e reparos imperfeitos. Acredito que os sucessos e fracassos do modernismo geraram um novo tipo de estilo arquitetônico previamente não classificado: o Pixelismo. Saiba mais sobre esse fenômeno, a seguir.
Pousando tranquilamente nos Kensington Gardens de Londres está o Serpentine Pavilion de 2014 de Smiljan Radic, um volume etéreo de fibra de vidro cuidadosamente moldada, pontuada por aberturas precisamente recortadas. Radic desejava uma estrutura que parecesse fina e frágil, mas forte o bastante para se sustentar, e sua afeição pelas qualidades rudimentares do papier-mâché - material usado na maquete - inspiraram a AECOM a utilizar fibra de vidro, material que potencializou as ousadas ideias de Radic. Neste artigo, originalmente publicado pela Metropolis Magazine como "Paper-Thin Walls", um engenheiro da AECOM explica a solução empregada. Saiba mais a seguir.
Em 2030, 70% da população chinesa viverá em cidades, ou seja, um bilhão de habitantes. Essa futura demanda por solo urbano em cidades já altamente densificadas estimula os governos locais e intervencionistas a negociar a venda de terrenos com moradores de regiões degradadas e/ou de baixo gabarito para a construção de arranha-céus que supram essa demanda interna. No entanto, este ciclo de negociação, compra, demolição, construção e comercialização tem encontrado resistência de proprietários que se negam a aceitar as indenizações oferecidas, ao passo que as construções avançam impiedosamente.
Essas residências são conhecidas como casas prego (钉子户, Dīngzi hù) e a seguir apresentaremos exemplos que resistem à expulsão imobiliária e governamental enquanto rodovias, arranha-céus, escritórios e centros comerciais são erguidos em seus jardins.
" A construção de uma casa custa tempo e dinheiro", disse Marcio, um morador do Complexo do Alemão, uma das favelas do Rio de Janeiro, enquanto me mostrava sua casa. É por isso que uma casa leva várias gerações para ser construída: uma laje é construída, colunas erguidas e uma cobertura leve é instalada, mas isso é apenas para marcar onde o próximo pedreiro deve continuar seu serviço. "Construir uma cobertura com telhas não é um sinal de riqueza aqui - pelo contrário, significa que não se teve dinheiro suficiente para continuar construindo a casa", explica Manoe Ruhe, um urbanista holandês que morou nessa favela durante os últimos seis meses.
Como um arquiteto que sempre foi fascinado pela maneira que as pessoas vivem, tive que vir fazer uma residência no Barraco #55, um Centro Cultural no Complexo do Alemão, para aprender como seus cidadãos faziam para construir suas comunidades. E eu tinha muitas perguntas: existem regras de construção? Quais são as características em comum de cada casa? Elas seguem a mesma tipologia? Como é o interior dessas casas? Quais técnicas de construção e quais materiais são usados?
Paisagens e espaços urbanos abandonados sempre atraíram exploradores aventureiros em busca de uma espiada num mundo de uma distopia industrial decadente. Este desejo pode ser realizado ao se visitar o complexo Zollverein em Essen, Alemanha: outrora a maior mina de carvão da Europa, Zeche Zollverein foi transformada no decorrer de 25 anos em um paraíso arquitetônico. Contribuições de Rem Koolhaas, Norman Foster e SANAA foram incluídas ao parque de 100 hectares; oprimido em sua complexidade, a propriedade inclui canos enferrujados, fornos colossais de carvão e altas chaminés, convidando mais de 500.000 pessoas por dia a ter uma visão da era dourada da indústria pesada europeia.
Junte-se a nós para uma jornada fotográfica através deste playground da era da máquina, a seguir…
"Quando pensamos que os maiores conflitos ideológicos que herdamos giram em torno da pergunta de quem deveria controlar os meios de produção, hoje as tecnologias de informação digital parecem ter respondido com uma solução clara e radical: Nada, nenhum de nós." Com esta frase, Alastair Parvin explica como o surgimento do Free Software transformou as lógicas tradicionais de produção industrial graças à abertura em massa do suporte digital, onde a obtenção, elaboração e criação de informação é agora livre e compartilhada. Este fenômeno provocou um surgimento da metodologia denominada "faça você mesmo", onde os processos de projeto podem ser visualizados e baixados de qualquer parte do mundo e as pessoas são capazes de produzir suas ferramentas, a infraestrutura e os materiais necessários para poder construir, fabricar e elaborar seus próprios projetos, suscitando através do tempo uma espécie de "economia social da arquitetura". O que significa para as sociedades democráticas oferecer a seus cidadãos o direito de construir? Estamos próximos de passar de uma democratização do consumo à uma democratização da produção
Conheça mais sobre a proposta de Parvin, a seguir.
Talvez o momento em que eu tenha percebido quão ruim são todas as traduções (todas) tenha sido quando por algum motivo me propus a fazer uma nova tradução de um capítulo d’O Pequeno Príncipe’, escrito pelo aviador Antoine de Saint-Exupéry e publicado em 1943. O tradutor da primeira tradução ao português de ‘Le Petit Prince’, de 1954, foi o monge Dom Marcos Barbosa. A famosa frase que todos conhecemos “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” é originalmente “Tu deviens responsable pour toujours de ce que tu as apprivoisé.”.
Ruínas Históricas do Moinho no Centro de Minneapolis. Imagem Cortesia deFlickr CC License / Joey Lax-Salinas
Ultimamente os arquitetos têm compartilhado uma fascinação crescente por ruínas. À medida que as tecnologias para imaginar os edifícios do futuro se tornaram mais precisas - nos permitindo não apenas caminhar por eles, sobrevoá-los e dissecar suas paredes, mas também calcular as quantidades exatas de materiais, capacidades estruturais e custos - nossa fascinação por ruínas, um processo governado por leis da natureza e do tempo, espacialmente imprevisível e raramente uniforme, também tem se tornado mais popular.
https://www.archdaily.com.br/br/625553/a-ascensao-do-ruin-pornShayari De Silva