Os projetos urbanos de Paris nos últimos anos têm chamado a atenção internacional. Isto porque as propostas estão orientadas segundo um paradigma de mobilidade urbana sustentável, isto é, centradas nas pessoas, ciclistas e transporte público.
Por isso, propostas como a ampliação dos espaços públicos nas margens do rio Sena, a criação de mais Zonas 30, a remodelação da avenida Champs-Élysées e o Plano de Bicicletas 2015-2020, que pretende transformar a cidade "na capital mundial do ciclismo", estão se tornando modelos a serem seguidos.
Turku é a cidade mais antiga da Finlândia e a terceira maior do país, e passou recentemente a investir em medidas ambientais e de mobilidade urbana, visando reduzir a zero suas emissões de carbono até 2040.
Na meta proposta pela cidade, duas medidas se destacam, sendo uma delas o investimento nos seis primeiros ônibus elétricos que fazem parte de um plano que visa aumentar o uso desta forma de energia no transporte público.
Outra medida mais recente é promover o uso do transporte público entre os condutores. Como? Oferecendo o valor de US$22 a todas as pessoas com habilitação para dirigir, para que façam seus deslocamentos de ônibus.
A década de 1960 assistiu a vários movimentos das minorias, dentre eles o dos ambientalistas. Eles tinham como principal alvo de suas críticas o lançamento de grandes quantidades de produtos químicos no meio ambiente, sem o entendimento dos seus impactos sobre a biosfera.[1] Nesta década destacamos o início da mudança no olhar sobre a preservação do patrimônio que passou de uma visão tradicional que valorizava apenas os monumentos “excepcionais” à proteção a grupos de edificações históricas, à paisagem urbana e aos espaços públicos. “Quando se pensa em termos de patrimônio ambiental urbano, não se pensa apenas na edificação, no monumento isolado, testemunho de um momento singular do passado, mas torna-se necessário, antes de mais nada, perceber as relações que os bens naturais e culturais apresentam entre si, e como o meio ambiente urbano é fruto dessas relações”.[2]
Os cruzamentos podem ser locais complexos que acabam sendo conhecidos como lugares perigosos nas cidades. Em parte, isto é explicado pelo fluxo dos automóveis, que circulam em diferentes direções e competem pelo espaço público.
Esta situação foi abordada por Carlo Ratti, pesquisador e diretor do centro de inovação social e urbana, Senseable City Lab, vinculado ao MIT, que elaborou uma proposta para os cruzamentos que é muito mais eficiente que os semáforos.
Tornar mais acessível e próxima a relação dos cidadãos com a água nos entornos urbanos é um objetivo que pode ser reconhecido em uma dezena de projetos ao redor do mundo.
Em sua maioria, estes projetos podem focar em situações de encosta ou rios, como por exemplo os projetos que impulsionam Paris a construir mais espaços públicos ao torno do rio Sena, ou Moscou, a integrar o rio Moscova na vida cotidiana da capital russa.
Apesar disso, existem outros projetos de menor escala que tornam possível a relação entre habitantes com este recurso em suas cidades, tanto nos casos em que o inclui como elemento paisagístico, quanto como reflexo de um princípio de sustentabilidade.
A Realidade Virtual (RV) está prestes a mudar para sempre a arquitetura, o que significa que cada empresa precisa decidir como vai responder a essas mudanças. Isso pode soar como uma hipérbole, mas imagens 3D e os benefícios computacionais não são nada em comparação com o que a realidade virtual traz.
As imagens geradas por computador são, em muitos aspectos, uma versão atualizada das representações desenhadas à mão no passado. A realidade virtual possibilita um modo totalmente novo de ver os projetos. Baseada no software de desenho existente, ela permite que você utilize modelos 3D e os experimente de maneiras surpreendentes. Portanto, se sua empresa está pensando se deve ou não investir em tecnologia de realidade virtual agora, aqui estão algumas razões pelas quais você deve deixar de considerar e começar mudando a forma como seu escritório de arquitetura funciona.
Sem praças, sem calçadas largas para os pedestres nem transporte público para todos os habitantes. Assim poderão ser as cidades do futuro se as prefeituras e órgãos responsáveis não perceberem os riscos de um crescimento urbano desordenado, afirmou a ONU Habitat.
Buscando evitar tais previsões, se reuniram recentemente em Barcelona 700 representantes municipais e da sociedade civil durante um encontro que precedia a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Urbano Sustentável (Hábitat III) que acontecerá em outubro em Quito, Equador.
Ao redor do mundo, são várias as cidades que estão implementando planos de longo prazo para se tornarem mais habitáveis - locais onde os cidadãos possam realizar suas atividades cotidianas gerando o menor impacto possível no meio ambiente.
Isto se dá pois a maioria dessas iniciativas são concebidas sob critérios de sustentabilidade, visando aumentar as áreas verdes e os espaços públicos, fomentando as caminhadas e o uso da bicicleta, além de promover a construção de habitações que incorporem tecnologias de gestão de recursos.
Quando publicamos o artigo Vivendo no limite com a Casa Brutale, em julho do ano passado, esperávamos que fosse uma matéria popular em nosso site, mas nunca imaginamos que estaria entre os primeiros lugares no ranking de artigos mais lidos de 2015. No entanto, o que aconteceu depois foi ainda mais surpreendente. Até o final daquela semana, o projeto havia sido publicado por uma série de mídias não relacionadas diretamente com a arquitetura, como por exemplo o Yahoo, CNET e CNBC.
Apesar de ser muio atraente, com aspectos que tangem o impossível, o projeto parecia estar destinado a permanecer no papel. Entretanto, muito rapidamente o projeto encontrou um cliente e está a ponto de ter sua obra iniciada. Mas o que é necessário para um projeto viral se tornar uma construção real?
A integração de biotecnologia nas cidades é o foco da startup francesa Glowee, que desenvolveu um sistema de iluminação que usa bactérias geneticamente modificadas; O objetivo da empresa é utilizar este método que não consume energia elétrica para iluminar fachadas, monumentos, vitrines e espaços públicos.
A ideia nasceu depois dos fundadores do Glowee assistirem um documentário sobre peixes e animais marinhos que produzem luz própria. Como transferir este sistema da natureza para as cidades? As bactérias, que não são tóxicas, recebem das lulas um gene de luminescência e são cultivadas em uma solução de nutrientes e açúcar para se multiplicarem.
Este texto integra o livro Usina: entre o projeto e o canteiro (Edições Aurora, 380 páginas), uma antologia a respeito dos 25 anos da assessoria técnica paulistana Usina CTAH, grupo de arquitetos e cientistas sociais que trabalha junto a movimentos populares produzindo habitação de interesse social por meio de processos autogestionários. O livro, organizado pelos pesquisadores Ícaro Vilaça e Paula Constante, vai ser lançado no dia de 31 de maio, às 19h, na Casa do Povo (Rua Três Rios, 252, Bom Retiro).
Em 2005, quando Ken Livingstone era prefeito de Londres, os líderes de 18 megacidades foram convocados para definir quais medidas poderiam ser adotadas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e os riscos climáticos.
No ano seguinte, a iniciativa se uniu à Fundação Clinton, que fez com que o número de cidades participantes aumentasse para 40, dando origem à rede conhecida como C40, que elegeu as seguintes cidades para seu Comitê Diretor: Berlim, Hong Kong, Joanesburgo, Los Angeles, Londres, Nova Iorque, São Paulo, Seul, Tóquio e Jacarta.
Há algumas semanas, os membros deste grupo se reuniram em Buenos Aires, onde anunciaram uma Declaração de Cidades Latino-Americanas sobre o Pacto de Prefeitos e uma Declaração de Intenções.
Os efeitos produzidos pela passagem do tempo sobre as cidades deixam complexos rastros de uma história que sedimenta na fotografia parte da nossa memória. Laura Sáenz e Simón Fique, arquitetos de Bogotá, empreenderam uma pesquisa que pretende reconstruir, por meio do registro fotográfico, as transformações arquitetônicas e espaciais de Bogotá.
Sob o nome "Espaço e alteridade: a imagem de Bogotá através do tempo", este projeto parte da identificação da capital colombiana como uma das mais importantes na América Latina, e graças ao prolífico patrimônio visual e artístico, é possível compreender o reconhecimento da rápida transformação que sofreu depois da época da violência, em meados do século XX.
A cidade dinamarquesa de Aarhus lançou uma nova tecnologia (ainda em fase de testes) para aumentar a segurança dos ciclistas. Trata-se do RFID (sigla em inglês para "identificação de radiofrequência"), um chip instalado nas bicicletas que coordena a sinalização viária para dar preferência aos ciclistas que se aproximam dos cruzamentos.
O chip é instalado na roda dianteira da bicicleta e é lido por um sensor nos semáforos equipados com esta nova tecnologia. O dispositivo detecta a aproximação dos ciclistas que estão a até 100 metros do semáforo. A tecnologia foi testada em 200 bicicletas em 2015 e deve ser instalada em outras mil ainda este ano.
Muitas das tendências atuais no desenho de cidades sustentáveis apresentam uma paradoxa relação entre os aspectos culturais do povoamento histórico; um tipo de assentamento, segundo Carlos Flores (1973), característico das sociedades anteriores a revolução industrial. Não é tão estranho considerarmos, seguindo o mesmo autor, alguns dos princípios que regeram a disposição daqueles povoados e cidades: adaptação ao lugar (condições climáticas, físicas, bióticas), gestão da escassez de recursos, deficit tecnológico, auto-gestão de recursos e necessidades, materiais e técnicas de cada lugar; cooperação mútua entre os diversos elementos construtivos; ou inexistência do desenho 'de autor' e submissão deste às funções; isto em conjunto, quase sem exceção, resulta em conjuntos de harmoniosos e belos.
E o que será isso de inovação em arquitectura, pensar sobre este assunto porventura será mais operativo e claro (em abstracto), se estivermos a pensar também noutras actividades artísticas, ou próximas, mais ou menos individuais ou colectivas, mais ou menos antigas ou recentes, seja a pintura, a escultura, o cinema, a música, a fotografia, etc. Assim será que existe um conceito ou ideia de inovação, ou será que existem ou coexistem várias formas de inovação… Assim de repente, lembro-me de pelo menos três formas de inovar, na arquitectura, na pintura, na música, no cinema ou onde seja.
Através do trabalho do seu escritório Elemental, Aravena é conhecido por seu interesse no desenho participativo de moradia incremental: um modo de trabalhar que está ligado às limitações de orçamento e que se converte em pedra angular do trabalho do estúdio Elemental. O lema - que foca naquilo que é difícil de conseguir, que não se pode fazer de forma individual e que garante o bem estar comum no futuro - tem como resultado a 'metade de uma casa'. Apresentado pela primeira vez há mais de uma década, o modelo consiste em um espaço expansível de 40 metros quadrados, que conta com a infraestrutura básica incorporada (divisões, estrutura e paredes contra-incêndio, banheiros, cozinha, escadas, coberturas) a qual se pode adicionar recintos ao longo do tempo. Não se trata somente de um caso exitoso a partir de um ponto de vista conceitual e de gestão de projetos, mas também têm como resultado um projeto estético aberto e diverso. A partir desta única ideia, pode-se originar mais de 100 variações.
Descoberto por arqueólogos, em civilizações tão antigas quanto os ancestrais do Egito e da Mesopotâmia, o vidro serigrafado dificilmente poderá ser considerado uma nova tecnologia. No entanto, graças às suas propriedades relacionadas à eficiência energética, à sua suavidade e ao gradiente estético que produz, o vidro serigrafado está ressurgindo na arquitetura contemporânea.
O vidro serigrafado é feito a partir da aplicação de um composto cerâmico pigmentado sobre sua superfície, o qual se funde no vidro durante o processo de têmpera, tornando-se assim altamente resistente a riscos. Ele está disponível numa grande variedade de padrões, mas na maioria das vezes é utilizado com desenhos concebidos a partir de uma composição de pontos ou linhas. Esses padrões podem, então, serem serigrafados em vidros temperados. Em seguida, o vidro é aquecido em um forno de têmpera, o que fortalece e melhora a segurança do vidro sob altas temperaturas.
O produto resultante é um vidro com uma determinada transparência, que, quando usado em fachadas de edifícios, pode reduzir a absorção da luz solar e até mesmo tornar os edifícios envidraçados mais visíveis e, por conseguinte, mais seguro para os pássaros.