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Vidro Serigrafado: Recurso básico ou Tendência?

Vidro Serigrafado: Recurso básico ou Tendência?
Vidro Serigrafado: Recurso básico ou Tendência?, © flickr user swisscan, Licensed under CC BY-NC-SA 2.0
© flickr user swisscan, Licensed under CC BY-NC-SA 2.0

Descoberto por arqueólogos, em civilizações tão antigas quanto os ancestrais do Egito e da Mesopotâmia, o vidro serigrafado dificilmente poderá ser considerado uma nova tecnologia. No entanto, graças às suas propriedades relacionadas à eficiência energética, à sua suavidade e ao gradiente estético que produz, o vidro serigrafado está ressurgindo na arquitetura contemporânea. 

O vidro serigrafado é feito a partir da aplicação de um composto cerâmico pigmentado sobre sua superfície, o qual se funde no vidro durante o processo de têmpera, tornando-se assim altamente resistente a riscos. Ele está disponível numa grande variedade de padrões, mas na maioria das vezes é utilizado com desenhos concebidos a partir de uma composição de pontos ou linhas. Esses padrões podem, então, serem serigrafados em vidros temperados. Em seguida, o vidro é aquecido em um forno de têmpera, o que fortalece e melhora a segurança do vidro sob altas temperaturas.

O produto resultante é um vidro com uma determinada transparência, que, quando usado em fachadas de edifícios, pode reduzir a absorção da luz solar e até mesmo tornar os edifícios envidraçados mais visíveis e, por conseguinte, mais seguro para os pássaros. 

© Nic Lehoux
© Nic Lehoux

Embora os vidros serigrafados possam ser utilizados de diversos modos, a aplicação mais comum é em edifícios altamente estilizados, com os arquitetos utilizando a serigrafia para borrar as juntas entre os painéis de vidro (como no Museu Whitney), criando vistas com maior transparência para o exterior dos edifícios (como no IAC Building de Frank Gehry) ou para produzir uma representação gráfica (como no Centro de Aprendizagem da Universidade de Ryerson / Zeidler Partnership Architects + Snøhetta).

Muitos outros materiais de alto estilo da história recente (como vidros tingidos de dourado e mármores com cores brilhantes) eventualmente tornam-se ultrapassados ou muito espalhafatosos e, portanto são relegados apenas à uma tendência. Teria o vidro serigrafado regressado de vez à arquitetura, ou ele ainda está destinado a ser visto como uma moda passageira?

A seguir, alguns exemplos de projetos que ajudarão você a se decidir:

Krishna P. Singh Center for Nanotechnology / WEISS/MANFREDI

Allianz Headquarters / Wiel Arets Architects

High Line 23 / Neil M. Denari Architects

Museum Of The History Of Polish Jews / Lahdelma & Mahlamäki + Kuryłowicz & Associates

Princeton School of Architecture / Architecture Research Office

Vol Walker Hall & the Steven L Anderson Design Center / Marlon Blackwell Architect

The Diana Center at Barnard College / Weiss Manfredi

Engineering 5 Building / Perkins+Will

The Ice Cubes / Jun Mitsui & Associates Architects

Sobre este autor
Cita: Lynch, Patrick. "Vidro Serigrafado: Recurso básico ou Tendência?" [Fritted Glass: Staple or Trend?] 06 Mai 2016. ArchDaily Brasil. (Trad. Migliani, Audrey) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/786044/vidro-frito-regressao-ou-tendencia> ISSN 0719-8906

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