Nascida entre o Tigre e o Eufrates, a antiga Mesopotâmia, "a terra entre dois rios", é considerada o berço da civilização humana ou, pelo menos, um dos seus principais locais de nascimento. As descobertas arqueológicas apontam para este local as origens da agricultura, o nascimento da escrita e as primeiras religiões, governos e ordens sociais.
Esta terra histórica corresponde à maioria do atual Iraque e Kuwait, bem como a partes mais pequenas da Síria, Turquia e Irã. Não só esses países, mas todo o Oriente Médio em geral, é lar de tesouros antigos inestimáveis. No entanto, um grande número de sítios culturais estão em constante ameaça, já que muitas regiões do Oriente Médio vivem conflitos alimentados por causas econômicas, sociais e religiosas. Como conseqüência, a UNESCO incluiu vários destes sítios na Lista de Patrimônio Mundial em Perigo, com a esperança de que a comunidade internacional possa participar de um esforço para salvar esses tesouros ameaçados de extinção.
Para reforçar essa mensagem, a companhia Deimos Imaging divulgou imagens de satélite de seis sítios da lista de Patrimônio Mundial ameaçados, localizados na Síria, Iraque e Iêmen. As imagens foram registradas pelo satélite Deimos-2, colocado em órbita em 2014 e projetado para capturar imagens em alta resolução.
Como parte da segunda Bienal de bambu realizada em outubro de 2016, a cidade de Solo em Java Central recebeu uma ponte pública de bambu, cortesia de Indonesian Architects Without Borders (ASF-ID). Conectando o mercado de Pasar Gede e o Forte Colonial holandês Vastenburg, a estrutura de bambu de 18 metros oferece uma revitalização da vida do rio na histórica cidade indonésia. Através do rio Kali Pepe, os residentes de Java podem atravessar a ponte de pedestres em sua trilha que varia em largura de 1,8 a 2,3 metros.
Ferramenta permite verificar se infraestrutura nacional condiz com o crescimento demográfico nas áreas urbanas, bem como comparar o desempenho entre diferentes países.
A dupla do fotógrafos Luc Boegly e Sergio Grazia divulgou uma nova série de fotografias que apresenta o recém-inaugurado projeto Seine Musicale. Projetado por Shigeru Ban em pareceria com Jean de Gastines, o centro musical e cultural de uso misto está localizado no subúrbio de Boulogne-Billancourt, na região metropolitana de Paris. O equipamento inclui uma sala de concerto multifuncional com capacidade para 4.000 pessoas, uma sala para música clássica para 1.150 pessoas, salas de ensaio e gravação e uma área verde externa para ensaios musicais e lazer dos visitantes.
Desde a ascensão de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, a ameaça de levantar (na realidade, terminar) o muro definitivo que separará o México dos Estados Unidos motivou arquitetos e páginas de convocatórias a proporem uma solução "arquitetônica" para essa barreira.
Rosada ou inspirada na paleta cromática do deserto de Sonora. Com painéis solares ou em aço. Estritamente arquitetônica ou ligeiramente interdisciplinar, qualquer proposta de projeto é fútil. Na realidade, planejar essa proposta é fútil. Não se trata do muro, mas de uma hipotética solução ao seguinte diagnóstico: a imigração, em particular a mexicana, está prejudicando a sociedade norte-americana. É necessário voltar a um momento indefinido da história na qual os Estados Unidos foram grandes. Essa é a análise de Trump, que disse recentemente em sua primeira reunião com Angela Merkel, Chanceler alemã, que "a imigração é um privilégio, não um direito".
Na linguagem comum, o grafite é o resultado de pintar textos abstratos nas paredes de maneira livre, criativa e ilimitada, com fins de expressão e divulgação. Sua essência é mudar e evoluir; procura ser um atrativo visual de alto impacto e parte de um movimento urbano revolucionário e rebelde.
Este tipo de expressão está fortemente relacionada com a arquitetura, dando vida as cidades ao redor do mundo. Por isso, queríamos apresentar aqui um resumo do caso de estudo: Grafites como forma de apropriação da Arquitetura na Unidade Vicinal Lorenzo Arenas de Concepción 2013, da arquiteta chilena Catalina Rey.
Os arquitetos famosos são muitas vezes vistos mais como enigmas do que como pessoas mas, mesmo assim, os maiores nomes escondem escândalos e tragédias da vida cotidiana. Como celebridades, muitos dos mais famosos arquitetos do mundo enfrentaram rumores e, até hoje, há dúvidas sobre a verdade de alguns de seus assuntos particulares. Clientes e colegas que frequentavam seus estúdios puderam ver um pouco de suas vidas pessoais, mas, às vezes, a força da personalidade que muitas vezes vem com gênio criativo impede uma percepção mais detalhada. No entanto, o fato é que a vida desses arquitetos era mais do que a soma dos seus edifícios.
No ano passado, a Monoskop encantou a comunidade de arquitetura e de arte ao disponibilizar muitas das publicações da Bauhauspara download gratuito. Como fã incondicional de todos os tipos de comunicação arquitetônica, eu escrevi anteriormente sobre as qualidades excepcionais dos livros e revistas produzidos pela Bauhaus e como essas ferramentas didáticas visuais influenciaram as canônicas publicaçõesmais recentes. Abaixo, compartilhamos um trecho editado de "Livros dos Arquitetos: Le Corbusier e a Bauhaus", um capítulo de um projeto de pesquisa maior,Redefinindo a Monografia: As Publicações da OMA e Rem Koolhaas.
Como a Bauhaus operava de forma geralmente experimental e revolucionária, a informação ensinada não era unificada de maneira muito acessível. Os Bauhausbücher foram produzidos para expor os elementos da educação Bauhaus ao pequeno corpo estudantil original. Esses livros, posteriormente, se revelaram inestimáveis quando a escola foi fechada pelo governo nacional-socialista em 1933, com seus conteúdos apresentando registros autênticos da educação Bauhaus. Combinando teoria e prática, os livros, desenhados por Moholy-Nagy, são um testemunho de suas ideias criativas. Ele viu formas tradicionais de disseminação de informação como maneira de fornecer informações aos alunos sem enfatizar a relevância e a relação com o mundo em que viviam. Seus livros procuraram esclarecer essas relações através de imagens estimulantes e textos perspicazes (embora às vezes longos e intangíveis).
O Starbucks de Sanjo Karasuma em Kyoto foi reformado e reaberto em Setembro de 2016. The latest coffee flavors are presented within an aesthetic incorporating the concept of “beauty in simplicity” espoused by tea master Enshu Kobori. Imagem Cortesia de Starbucks Japão
Já faz mais de 20 anos desde que o Japão inaugurou seu primeiro Starbucks, trazendo um novo paradigma para a cultura do café daquele país - e criando uma terceira opção entre o binômio casa-trabalho/escola.
Notavelmente, quase todas as 1.245 lojas espalhadas em 47 cidades são diretamente administradas pela empresa. E como tal, são planejadas por projetistas que ao invés de estabelecerem projetos padronizados para todas as locações, trabalharam com dedicação para incorporar características que expressam contextos regionais, históricos e estilos de vida dos locais - em resumo, para atrair especificamente o mercado japonês.
Vivemos em um mundo cada vez mais conectado, onde a pressa, que sempre foi inimiga da perfeição, acaba por ser um pré-requisito para qualquer atividade. Precisamos resolver tudo para ontem e, ainda assim, desejando que tudo saia perfeito.
Nesse contexto, a arte de projetar arquitetura vem se adaptando cada vez mais ao uso de novas tecnologias, aliás, que são muito bem vindas. Entretanto, parece que estamos deixando de lado o hábito de desenhar. Partindo dessa reflexão, decidi, juntamente com os meus alunos, iniciar um Ateliê de Representação de Projetos, uma vez por semana, fora dos horários de aula.
A segunda casa no programa Case Study Houses da revista Arts & Architecture mostra as principais características da famosa série de projetos: a ênfase nas áreas de estar banhadas por luz natural, áreas de estar internas e externas, fortes linhas horizontais e cobertura plana. Contudo, esta casa se distingue por detalhes particularmente criativos que conectam as áreas interna e externa e por uma forte consciência em relação à funcionalidade.
O Millennial Pink, umtom de "algodão doce", já era utilizado nos cabelos, videoclipes, comida, maquiagem, roupa e outros tipos de acessórios desta geração. Agora esta cor também invadiu o mundo do design e arquitetura.
Mas atenção millenials, que muito antes de vocês nascerem, arquitetos como Ricardo Bofill e Luis Barragán já utilizavam esta cor como ferramentas identitárias de suas obras. Com isso em mente, apresentamos 13 projetos que demonstram que no mundo da arquitetura, o Millennial Pink também chegou para deixar sua marca.
Desde 2015 o Workshop Vertical: Projetos de Impacto Regenerativo (Departamento de Arquitetura da Universidade Iberoamericana), ministrado pelos professores Juan Casillas, Mariana Ordóñez e Jesica Amescua, opera como um espaço acadêmico e prático de ação-reflexão sobre o papel atual dos arquitetos na produção social do habitat.
O propósito principal da oficina é disparar um sentido de responsabilidade nos estudantes através da exploração do potencial da arquitetura participativa como uma ferramenta de mudança sócio-ambiental. Os projetos tratados nesse âmbito surgem necessariamente de demandas reais e são desenvolvidos por meio de processos participativos e de intercâmbio de saberes (técnicos e locais) que buscam construir um conhecimento comum. Para além dos objetivos arquitetônicos, os processos com as pessoas tornam-se o centro dos projetos em seus três momentos: diagnóstico, desenho e construção.
Svante Myrick (de gravata) conversa com os vizinhos de Ithaca no parklet do prefeito. Imagem via Facebook de Svante Myrick
Svante Myrick recusou a vaga de estacionamento que lhe era de direito e a converteu em um pequeno parque de uso público, um parklet, como se convencionou chamar hoje em dia.
Pouco antes havia decidido deixar de usar o automóvel para ir ao trabalho, optando pelas caminhadas, como 15% dos habitantes da sua cidade.
Mas, ainda antes desta decisão, ele havia se convertido, aos 25 anos, no prefeito mais jovem de Ithaca, Nova York, uma pequena cidade de 30 mil habitantes que não que teria espaço nos mapas se não abrigasse em suas terras a Universidade de Cornell.
Há algumas semanas, apresentamos 20 edifícios emblemáticos de Madri que todo arquiteto deveria conhecer, e agora, passamos a Barcelona. E se antes já tivemos dificuldades em eleger os edifícios, no caso da cidade catalã, essa seleção se tornou quase impossível. Portanto, abordaremos a arquitetura de Barcelona em uma série de três artigos.
Barcelona é uma cidade com mais de 4 mil anos de história. Há vestígios de todas estas épocas na cidade, e podemos encontrar desde restos de templos romanos até basílicas góticas. O resultado é que cada esquina se converte em uma lição de história e arquitetura.
Em um recente post em seu blog, o Museu Solomon R. Guggenheim explora os detalhes de projeto que não foram realizados no icônico edifício de Frank Lloyd Wright em Nova Iorque, com base em uma série de desenhos e croquis do arquivo do museu. De problemas relacionados à forma e escala até a escolhas de materiais, muitas alterações de projeto foram feitas durante os 16 anos entre a contratação do arquiteto e a inauguração do museu. O mais notável são os trajetos circulares desenhados por Wright que, nos desenhos de 1953, incluem uma rampa circular ainda mais íngreme - além da "Grande Rampa" - , que permitiria uma passagem mais rápida por cada pavimento. Embora a proposta tenha sido substituída por escadas, a "Rampa Rápida" demonstra a intenção de Wright de explorar geometrias que se sobrepõem.
Projetar habitação é uma problemática aparentemente simples, mas é a mais difícil da arquitetura. A habitação é o tema mais antigo da formação do homem. É possível escrever a história da civilização, desde os primórdios do homem primitivo até hoje, analisando apenas a evolução dos modos de viver.
Nova York, EUA, é exemplo de como o espaço urbano pode se revitalizar e atrair mais pessoas. Foto: NYC DOT Divulgação. Image Cortesia de TheCityFix Brasil
Andar a pé é a forma mais democrática de se locomover. É o meio de transporte mais antigo e o mais recorrente em todo o mundo e não tem custo nenhum além de algumas calorias.
Apesar disso, as pessoas caminham cada vez menos. Seja porque as cidades estão mais espalhadas, seja porque as calçadas, vias por onde as pessoas caminham, são verdadeiros obstáculos. Falta de pavimento, largura inadequada e veículos estacionados irregularmente são apenas alguns dos indícios de que as calçadas estão sendo sufocadas, há décadas, por outros meios de transporte menos saudáveis – tanto para os usuários quanto para as cidades.