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As histórias por trás dos 7 óculos mais icônicos da arquitetura

  • 07:00 - 18 Dezembro, 2017
  • por
  • Traduzido por Camilla Sbeghen
As histórias por trás dos 7 óculos mais icônicos da arquitetura
As histórias por trás dos 7 óculos mais icônicos da arquitetura

Óculos, pequenas obras de arquitetura que você pode usar - uma expressão externa da sua personalidade interior. Sejam quadrados, redondos ou wire-frame, pretos, brancos, tartaruga ou em tons de néon brilhante, eles ajudam a comunicar nossos ideais e nossa visão de mundo. Como tais, guardam histórias interessantes que merecem ser contadas. Leia a seguir as histórias dos sete óculos mais famosos no mundo da arquitetura.

1. Le Corbusier

© Willy Rizzo
© Willy Rizzo

Le Corbusier não foi somente um dos pioneiros da arquitetura modernista, mas também do movimento dos óculos redondo. Seus famosos óculos de coruja foram feitos sob medida na Bonnet, uma loja de óculos de elite parisiense que também serviu o designer Yves Saint Laurent. A forma simples e redonda reflete os ideais funcionalistas de Corbusier assim como as formas puras vistas em seu trabalho como pintor e arquiteto. Eles rapidamente se tornaram seu acessório de assinatura e, a partir dos anos 1920, ele, juntamente com outras figuras notáveis, como Edith Head, começaram a inspirar pessoas em todos os lugares a se divertirem com um olhar de coruja.

2. Philip Johnson

© <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Philip_Johnson.2002.FILARDO.jpg'>Wikimedia User B. Pietro Filardo</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en'>CC BY-SA 3.0</a>
© Wikimedia User B. Pietro Filardo licensed under CC BY-SA 3.0

Experimentando um déjà vu? Não é por acaso que os óculos de Johnson são remanescentes de Le Corbusier. Eles foram feitos especialmente em 1934 por Cartier para se assemelharem aos de seu ídolo. A forma redonda clássica se parece igualmente aos ideais modernistas que Johnson realizou na época, e as armações extra grossas que complementam sua personalidade bem-conhecida e bem-humorada. Enquanto o estilo da arquitetura de Johnson mudou dramaticamente ao longo dos anos, o estilo de seus óculos favoritos manteve-se essencialmente o mesmo até sua morte, ao longo de 70 anos depois que ele os escolheu pela primeira vez.

3. IM Pei

© RIBA <a href='http://www.telegraph.co.uk/culture/art/architecture/7206598/Lifetime-achievement-award-for-architect-I.-M.-Pei.html?image=9'>via The Telegraph</a>
© RIBA via The Telegraph

IM Pei é notável por suas formas decorrentes de diferentes arranjos simples como círculos, quadrados e triângulos. Como jovem estudante e arquiteto, Pei não estava interessado em sua educação nas Belas Artes, mas encontrou inspiração e atração no trabalho dos mestres modernos. Esse fascínio começou nas prateleiras da biblioteca do MIT, onde Pei encontrou três livros de - claro - Le Corbusier. Pei imitou seus ídolos não apenas em seus projetos simples e modernistas, mas também na escolha do óculos.

4. Richard Meier

© Richard Phibbs
© Richard Phibbs

Ao contrário das espessas armações preferidas por seus contemporâneos, Meier opta por uma de arame. Em sua arquitetura, Meier se distingue dos seus pares modernistas pelo refinamento e simplificação que ele trouxe aos princípios da época, como trabalhar quase que exclusivamente com materiais brancos. Sua arquitetura é caracterizada pela geometria pura, espaço aberto e uma ênfase na luz - todos os três elementos que podem ser vistos em seus óculos circulares de arame.

5. Daniel Libeskind

© <a href=‘https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Daniel_Libeskind.jpg'>Wikipedia User Ishmael Orendain <a href='https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/'>CC BY 2.0</a>
© Wikipedia User Ishmael Orendain CC BY 2.0

Os óculos icônicos de Libeskind estão talvez localizados na extremidade oposta do espectro de óculos de Corbusier. Estreitos e ortogonais, com os braços em forma de V, refletem a angulação impressionante da sua arquitetura que foi vista pela primeira vez em seu Museu Judaico em Berlim e tornou-se um tema recorrente na maioria dos seus projetos. Libeskind possui vários pares de óculos em cores diferentes, adicionando estilo ao seu vestuário totalmente negro.

6. Toyo Ito

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A preferência para óculos de Ito mudou ao longo das décadas, mas sempre foi caracterizada por alguma variação da moldura retangular. Esta forma clássica de óculos resistiu ao tempo e, assim como sua arquitetura, é uma escolha atemporal. Seu par atual é branco e ligeiramente curvo, características evocativas do seu Museu Internacional do Barroco e sa Taichung Metropolitan Opera House.

7. Rafael Viñoly

© <a href='https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rafael_Vinoly.png'>Wikimedia user Michael Toporkoff</a> licensed under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by/2.5/'>CC BY 2.5</a>
© Wikimedia user Michael Toporkoff licensed under CC BY 2.5

Nem um, nem dois, nem três, mas quatro! Sim, Viñoly geralmente apresenta quatro pares de seus amados óculos Lunor a qualquer momento. Isso pode parecer excessivo, mas cada um deles tem um propósito diferente: um para distância, um para tocar piano e os outros dois para leitura e desenho. Um homem bonito com uma cabeça cheia de cabelos brancos, seus conjuntos de óculos de assinatura complementam perfeitamente seu uniforme padrão: terno e gola alta pretos.

Cita: Abourezk, Alya. "As histórias por trás dos 7 óculos mais icônicos da arquitetura" [The Stories Behind 7 of the Most Iconic Eyeglasses in Architecture] 18 Dez 2017. ArchDaily Brasil. (Trad. Sbeghen Ghisleni, Camila) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/885355/as-historias-por-tras-dos-7-oculos-mais-iconicos-da-arquitetura> ISSN 0719-8906