
A cor desempenha um papel significativo no mundo. Em parte por causa da significação atrelada a cada matiz, o uso das cores na arquitetura – especialmente em interiores – altera a ambiência de cada projeto. Em estabelecimentos comerciais, a cor tem influência considerável no destaque de determinada marca, e em residências, pode tanto refletir a personalidade do morador quanto complementar a linguagem adotada no projeto. Essa exploração pode se dar diretamente no objeto tectônico (arquitetura) – através das superfícies que constituem o edifício –, ou pode se tirar partido de elementos móveis, mais facilmente alteráveis.
Ora, se as cores evocam determinados sentimentos, e esses são mutáveis, parece mais fácil “trocar” um sofá ou um armário que um revestimento. É claro que existem ressalvas nesse senso-comum, mas, em geral, o mobiliário colorido oferece uma alternativa mais dinâmica para a experimentação cromática. Em termos de composição projetual, as cores aplicadas à mobília criam efeitos diversos, fazem referência a preceitos artísticos, ou a contextos culturais particulares, e respondem a valores estéticos que estejam em voga à época. A escala do mobiliário em relação ao ambiente também contribui para a versatilidade da cor no projeto, e seus mais variados efeitos.






















