Apesar das legislações apontarem para o necessário adensamento e, consequentemente, verticalização dos edifícios residenciais nos centros urbanos, em busca da melhor eficiência e acesso à infraestrutura das cidades, há alguma coisa que foge ao plano absolutamente racional e adentra a esfera subjetiva quando pensamos em casas térreas.
A domótica é um conjunto de tecnologias aplicadas ao controle e automação inteligente de uma obra de arquitetura. Seus diferentes sistemas permitem uma gestão eficiente do consumo de energia, segurança, acessibilidade e conforto geral do edifício, tornando-se uma questão importante a considerar ao projetar, construir e habitar.
Os sistemas domóticos são baseados na coleta de dados por sensores, que logo são processados para emitir ordens precisas aos executores, variando a qualidade ambiental de cada espaço de acordo com as necessidades do usuário. O ritmo da vida atual e os avanços tecnológicos que experimentamos nos últimos anos levaram a novas formas de viver, motivando o projeto de residências e edifícios mais humanos, multifuncionais e flexíveis.
Este artigo recolhe diferentes referências de habitação onde a domótica tem sido utilizada, o que deixou de ser um luxo para se tornar uma solução viável e eficaz para todos os tipos de projetos.
https://www.archdaily.com.br/br/906418/casas-inteligentes-que-utilizam-domotica-para-melhorar-a-qualidade-de-vida-de-seus-habitantesMartita Vial della Maggiora
À medida que a demanda por um estilo de vida sustentável aumenta, as cidades estão tentando encontrar estratégias para criar comunidades ecologicamente coerentes. De projetos passivos a materiais reciclados, os arquitetos estão voltando sua atenção para as mudanças climáticas e tentando encontrar soluções através da arquitetura e do design.
A Zero Emission Neighborhood é uma ideia de comunidade proposta por Architecture for Humans na cidade de Pristina, Kosovo. O conceito garante a sustentabilidade ideal para toda a comunidade através de edifícios de “emissão zero”, estratégias de design passivo, sistemas solares ativos e equipamentos energeticamente eficientes.
Pavilhão da Utopia. Image Cortesia de Eduardo Longo
Descrever a obra de um arquiteto é, por vezes, um trabalho árduo. Pontuar a produção pelos diferentes quesitos a qual o conjunto está atrelado é sujeito a categorizações no quadro contextual inserido. No caso de Eduardo Longo, parece haver distinção a este aspecto, uma vez que o trabalho do arquiteto apresenta certa negação aos princípios presentes na época na busca por experimentações. Ingressando em 1961 na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, deparou-se com um momento particular da arquitetura brasileira: a formação da chamada “Escola Paulista” e também junto a instabilidade no quadro político nacional, pelo processo inicial da ditadura militar no Brasil e construção da capital do país.
Enquanto estudante, afastou-se dos cânones da Escola Paulista na busca de experimentação e desenvolvimento de novas discussões. É neste cenário que, no quarto ano da academia, Longo desenha a Casa de praia Mar Casado, projeto destinado a seus tios e altamente criticado pelo corpo docente e estudantes, decorrente da “forma independente de interpretar a arquitetura” [1] e conformação estrutural – que incorporava um desenho não ortogonal, com ângulos agudos e obtusos junto à cobertura multifacetada –, não se adequando ao brutalismo paulista. Mesmo em meio às críticas, o projeto viria a ser construído e receber reconhecimento por sua relevância pelo crítico de arte Pietro Maria Bardi em 1967, na Revista Domus em 1968 e instituído ao livro de Yves Bruand em 1981 [2].
Um novo projeto da ingenhoven architects, em cooperação com a architectus, superou uma série de arquitetos internacionalmente aclamados para o projeto da torre residencial mais alta de Sydney, na 505-523 George Street. O arranha-céu de 79 andares atingirá os 270 metros e incluirá diversos usos, que vão desde habitação e comércio até hotel e lazer. Os projetistas esperam que a torre seja “um marco profundamente visível para um desenvolvimento econômico, ambiental e socialmente sustentável e voltado para o futuro”.
Normalmente, os espaços de uma casa são distribuídos em áreas comuns, quartos, cozinha e banheiros. No entanto, às vezes o cliente exige outros programas relacionados ao seu trabalho ou lazer, tornando o projeto da residência mais complexo. Como arquitetos, nos deparamos com um desafio interessante: mesclar a vida privada de seus habitantes com programas mais abertos, gerando espaços híbridos, muitas vezes de uso misto.
Conheça, a seguir, 26 projetos de residências que contam com notáveis adições, como lojas, campos de futebol, celeiros, estufas e até pistas de skate.
O arquiteto Philipp Mohr liderou a reforma de um apartamento na icônica Unité d’Habitation em Berlim, de Le Corbusier, realizada com base no projeto original do arquiteto franco-suíço. Ao longo de dois anos, a equipe de Mohr se engajou na pesquisa de arquivos, compras de antiguidades e no levantamento da Unité d'Habitation Marseille, na França.
Mohr comprou o apartamento em 2016 e embarcou em uma jornada de demolição, medição e extensa renovação, incluindo a diminuição do pé-direito e deslocamento de paredes móveis, a fim de recriar o interior originalmente previsto por Le Corbusier.
A equipe formada por Schauman & Nordgren Architects, MASU Planning e Schauman Architects foi anunciada como vencedora do concurso de arquitetura por convite para o projeto de edifício de uso misto em uma antiga área industrial de Tampere, na Finlândia. A proposta para o “Tulli Halls” faz referência ao passado industrial da área com sua torre de vidro que se eleva sobre uma base construída em tijolo maciço, configurando um novo "marco urbano" na paisagem do centro da cidade de Tampere.
A proposta procura um equilíbrio entre o passado e o presente, assim como entre o público e o privado. O conceito do projeto parte da tentativa de criar uma arquitetura que “aponta para o futuro e respeita a herança industrial de Tampere”. Além disso, o projeto conta com um amplo espaço público para qualificar as condições de vida da população, oferecendo espaços de encontro e lazer para seus moradores e para o público em geral.
https://www.archdaily.com.br/br/896065/equipe-liderada-por-schauman-and-nordgren-vence-concurso-para-edificio-de-uso-misto-na-finlandiaNiall Patrick Walsh
O escritório Belatchew Arkitekter divulgou imagens de seu projeto para uma torre residencial de uso misto no distrito de Nacka City, em Estocolmo. Batizada de “Discus”, a torre será um novo marco para Nacka e será construída acima da estação de metrô do distrito.
Compreendendo quase 500 apartamentos divididos em 30 pavimentos residenciais, o projeto também abrigará estabelecimentos comerciais em seu térreo.
https://www.archdaily.com.br/br/895550/belatchew-arkitekter-divulga-projeto-de-torre-de-uso-misto-em-estocolmoNiall Patrick Walsh
A Landmarks Illinois divulgou novas imagens do projeto de ampliação do Thompson Center, em Chicago. As imagens retratam a versatilidade deste edifício e seu potencial para criar um novo centro de uso misto na cidade. Seguindo a proposta original do projeto de Helmut Jahn, uma "super torre" poderia ser implantada na porção sudoeste do terreno sem a necessidade de demolir o edifício existente.
O Studio Gang divulgou detalhes de seu primeiro projeto em Los Angeles, uma torre de uso misto de 26 andares projetada em colaboração com a Creative Space e a marca europeia MOB. A proposta enfatiza os espaços comunitários, com uma forma curva criando praças públicas no nível da rua, formando um elo entre Chinatown, o recém-inaugurado LA State Historic Park, Union Station e El Pueblo.
Localizado na 643 North Spring Street, o projeto contará com 300 apartamentos, de estúdios a unidades de três quartos, e um hotel de 149 quartos operado pela MOB. Destacando a importância do espaço e da interação, os moradores e hóspedes do hotel compartilharão alguns dos espaços do projeto, como os terraços-jardim no segundo e terceiro pavimentos, a academia, e os espaços de coworking.
https://www.archdaily.com.br/br/893241/studio-gang-propoe-torre-curvada-de-uso-misto-em-los-angelesNiall Patrick Walsh
O escritório Renzo Piano Building Workshop divulgou novos detalhes sobre seu primeiro edifício residencial nos Estados Unidos: um condomínio de luxo em Miami. Projetado em colaboração com o escritório de arquitetura de interiores Rena Dumas Architecture Intérieure (RDAI) e a empresa de paisagismo West 8, o projeto de 66 unidades procura "envolver o oceano e o parque" adjacente de 35 acres, com seu desenho fluido.
A ideia por trás do projeto intitulado "Eighty Seven Park" é criar um "santuário costeiro" flutuando acima da paisagem exuberante de North Shore Park. Embora simples em sua forma, o desenho de Piano prioriza os detalhes: "a crença em aperfeiçoar cada elemento de seu projeto e construção."
Já chegamos no segundo semestre e podemos afirmar que 2017 será o melhor ano da história do ArchDaily. Em seis meses, publicamos mais de 2000 projetos construídos com diferentes escalas e programas em todo o mundo o mundo.
De todas as categorias de projetos que publicamos, os projetos residenciais são, sem dúvida, um dos mais populares. Afinal, as casas são a tipologia de construção mais pessoal - não só para o usuário final, mas também para o arquiteto. Projetar um lar é, além de tantas reflexões, pensar uma estrutura criativa que capta perfeitamente o espírito arquitetônico de seu habitante.
Já publicamos mais de 700 residências neste ano, mas as seguintes 50 foram as mais populares, conectando-se com nossos leitores e atingindo a maior quantidade de público. Na lista abaixo, confira as 50 casas mais populares de 2017 até agora.