O engano da percepção, o papel da memória ao completar imagens praticamente indecifráveis ou as possibilidades expressivas da baixa resolução são somente alguns temas que percorrem o trabalho de Jim Campbell, um dos artistas mais inovadores e celebrados no campo da experimentação lumínica.
O artista e engenheiro eletrônico norte-americano é um dos pioneiros no uso da tecnologia lumínica dos LEDs para desenvolver instalações interativas de grande valor artístico. Através da manipulação da eletrônica e da informática, o artista nos aproxima do mundo das vídeo-instalações e esculturas de luz de grande beleza visual.
A seguir, saiba mais sobre as obras de Campbell expostas em Madri.
Selecionado como um dos finalistas do LAMP Lighting 2015, Le Chai Ballande de Yon Anton Olano consiste em uma instalação de pontos de luz na fachada de uma vinícola francesa que faz frente a um lago artificial.
Visando se tornar uma referência no contexto e inspirado no diálogo entre inovação (tanto em términos de técnicas arquitetônicas e construtivas) e a tradição da alta qualidade na elaboração dos vinhos, o projeto de iluminação responde a um desenho forte, sutil, claro e original.
Sabia mais sobre os detalhes técnicos de iluminação de Le Chai Ballande, a seguir.
Desenvolvido pelo escritório Choi+Shine Architects, o BIT Lighté um sistema modular magnético de iluminação que oferece infinitas possibilidades de configuração que podem ser arranjadas, desconstruídas e reorganizadas em poucos segundos. O principal componente do sistema é o "BIT", um elemento linear de iluminação composto por uma fonte luminosa LED dentro de um tubo translúcido de policarbonato que proporciona proteção e resistência estrutural. Nas extremidades de cada BIT há placas condutoras que se unem magneticamente aos pequenos elementos conectores, oferecendo inúmeras possibilidades de arranjo, seja como um conjunto plano de iluminação de parede ou uma estrutura luminosa tridimensional autoportante.
Após o anúncio do Prêmio Nobel de Física 2014 para os inventores dos LEDs azuis, apresentamos a seguir 5 obras de exemplificam a versatilidade das aplicações do LED.
No dia 7 de outubro do ano passado, a indústria da iluminação recebeu a atenção de todo o mundo após o anúncio do prêmio de física mais prestigioso do mundo - o Prêmio Nobel - a três cientistas do Japão e Estados Unidos pela invenção do diodo de emissão de luz azul (LED). Os vencedores são os professores Isamu Akasaki, Hiroshi Amano e Shuji Nakamura.
Um projeto de iluminação sustentável oferece conforto e vários benefícios ambientais, além de vantagens econômicas para os clientes e usuários. Embora a luz do dia ofereça uma fonte de iluminação gratuita, para a maioria dos espaços a quantidade e a duração da luz solar não é suficiente, fazendo com que a iluminação elétrica se torne necessária, mesmo durante o dia. Focar na sustentabilidade torna-se essencial para minimizar o consumo de energia e melhorar a qualidade de vida. Embora a eficiência tenha aumentado significativamente com a tecnologia LED, a iluminação eléctrica ainda é amplamente utilizada. Muitas vezes, o desejo por renovações ou novas aplicações anda junto com uma maior quantidade de iluminação, ao invés de encontrar uma melhor qualidade com a quantidade adequada de energia.
Leia a seguir 7 passos fundamentais para alcançar a iluminação sustentável.
Nos dias 19 a 22 de novembro será realizada em Aarhus a Bienal de Arquitetura Midiática de 2014, que contará com a estreia mundial de "Mapping the Senseable City," uma exibição dos trabalhos coletados do MIT SENSEable Cities Lab. O artigo a seguir foi escrito por Matthew Claudel, um pesquisador no SENSEable Cities Lab, em resposta a essa coleção, explorando o que o futuro reserva para a arquitetura midiática, e implorando para que esta experimente ideias além de "telas de TV para se morar."
A Catedral ativada
Arquitetura Midiática é enfaticamente ambígua. A frase foi colada diversas vezes em uma variedade estonteante de projetos e produtos. Mas, além da imprecisão, a arquitetura midiática é atormentada por uma tensão inerente: as mídias são meios de comunicação dinâmicos, interligados e imediatos que atingem as pessoas em larga escala, enquanto que a arquitetura é fixa, singular e persistente no tempo. Conciliar os dois evoca associações desastradas com a Times Square, telas, LEDs integrados, paparazzi, ou, mais geralmente, com coisas que piscam.
Imagine um sistema de iluminação que pudesse voar e iluminar as edificações ou nos guiar individualmente através do espaço. O que aconteceria ainda se pudéssemos interagir com esses pixels voadores? Esses conceitos poderiam ser concretizados num futuro próximo ao passo que os primeiro protótipos e experimentos são introduzidos. LEDs controlados por softwares combinados à tecnologia dos drones proporcionariam extraordinárias possibilidades de induzir a novas formas de experiência espacial. Essas nuvens de pixels luminosos emergiriam como padrões digitais, mas ao mesmo tempo criariam uma atmosfera romântica ao formar constelações no céu noturno. Os primeiros projetos compartilham um caráter lúdico, porém, laboratórios como o MIT's SENSEable City Lab, o ARES Lab e o Ars Electronica Futurelab mostraram um futuro fascinante no desenho urbano para os sistemas de orientação ou previsão de desenvolvimentos imobiliários, ao passo que avanços na tecnologia de baterias e controle sem fio abriram novas perspectivas para uma vida com pixels voadores inteligentes.
Estádio Mineirão em Belo Horizonte. Imagem Cortesia de Schréder
Proporcionar soluções completas de iluminação para recepcionar os jogadores e espectadores nos estádios onde se celebra a Copa do Mundo FIFA 2014 - este é o trabalho do grupo Schréder, que propôs soluções integrais para vários estádios incluindo o Estádio Maracanã, o Estádio Mineirão, o Estádio Nacional e o Estádio das Dunas.
Além disso, o grupo empregou iluminação de LED em várias pontes que foram construídas para facilitar o acesso tanto dos atletas quanto dos visitantes que vão dos aeroportos até as instalações desportivas. Uma solução de iluminação sustentável para um prestigioso evento mundial, criando impacto visual como uma solução de baixo consumo.
Bay South Gardens é a primeira fase do dramático projeto Gardens by the Bay, o segundo jardim botânico nacional de Singapura. O projeto de 54 hectares, é composto de dois "conservatórios refrigerados" e 18 distintivas formas de estruturas de jardim vertical chamadas "super-árvores”. O jardim é uma nova forma de entretenimento ao ar livre para o público geral e turistas, e os responsáveis pelo projeto de iluminação Lighting Planners Associates tem tratado de sublinhar o conceito "entretenimento com iluminação orgânica". Enquanto que o desenho de iluminação garante a segurança e entretém os visitantes, também é um esquema cuidadosamente detalhado para a "iluminação orgânica" que dramatiza as sombras, evita a iluminação excessiva e harmoniza com a vegetação e a água.
O estúdio de projeto deDaniel Beckerdesenvolveu um engenhosos sistema de iluminação modular que consiste em três módulos diferentes que podem ser dispostos em várias configurações, criando estruturas tridimensionais. SPARKS, que utiliza a tecnologia LED, é inspirado em formas geométricas e estruturas moleculares, adaptando-se facilmente a qualquer situação arquitetônica e gerando possibilidades de arranjo quase infinitas.
Representando o entorno natural e a identidade oriental, esta instalação de luz, realizada pelo estúdio PRISM DESIGN, busca refletir, através da tecnologia de LEDs, uma passagem cercada por bambu no espaço público de um edifício. O conceito principal do edifício tem origem na cultura japonesa, então, o bambu se mostrou bastante representativo para a instalação. O espaço criado é como uma típica passagem da arquitetura japonesa.
Recentemente foi exposta a instalação Lightbattle na passagem do Rijksmuseum em Amsterdã, o maior museu dos Países Baixos. A instalação projetada por VENIVIDIMULTIPLEXpara o Festival da Luz de Amsterdã contava com 10 bicicletas que criavam um arco iluminado com mais de 5.000 LEDs, que se acendia quando os ciclistas pedalavam.
Em Joshua Tree, Califórnia, o artista Phillip K Smith III realizou a Lucid Stead: uma instalação/ilusão de ótica que modifica, através de espelhos, uma propriedade rural de 70 anos de idade, fazendo-a parecer transparente. A cabine foi também equipada com LEDs para "extrair a experiência de como a luz se modifica com o tempo - como uma montanha pode ser azul, vermelha, marrom, branca, roxa e preta num único dia." Segundo Smith, o projeto trata da luz e da sombra no silencioso deserto. Veja mais imagens e um vídeo da cabine, a seguir.
Para sua tese, Javier Lloret transformou um edifício em um gigantesco (e solucionável) cubo mágico. Utilizando uma fachada midiática da empresa Ars Electronica em Linz, Áustria, ele projetou o quebra-cabeça mais famoso do mundo em uma enormeescala - convidando os passantes a jogar e tentar solucionar o brinquedo. Neste processo, Lloret transformou a área circundante, mostrando que (quando usada corretamente) a tecnologia pode tornar o ambiente urbano mais divertido.
"In Lumine Tuo", uma instalação luminosa única no centro de Utrech desenvolvida por Speirs + Majorutiliza a luz como ferramenta narrativa para unir a torre da catedral à Igreja Catedral e a Praça Dom em um quadro único e fascinante. O título é uma alusão ao ditado Latim que diz "En Lumine tuo videbimus lumen" - "Em sua luz vemos a luz" e, de fato, este trabalho literalmente ilumina a história eclesiástica do centro da cidade. Criado com vários módulos pequenos de controle individual de LED, o trabalho está ligado ao campanário do século XVII. Graças aos LEDs, o consumo de energia é baixo e os gastos de funcionamento reduzidos ao mínimo.
O artista Phillip K Smith III revelou seu projeto baseado na luz e sombra, a luz refletida, a luz projetada e as mudanças, Lucid Stead, em Joshua Tree, Califórnia. Composto por espelhos, iluminação LED, equipamentos eletrônicos à medida e programação em uma estrutura pré-existente, esta intervenção arquitetônica reflete sua paisagem a medida que passam as horas.