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James Stirling: O mais recente de arquitetura e notícia

Quem já ganhou o Prêmio Pritzker?

O Prêmio Pritzker é o reconhecimento mais importante que um arquiteto(a) pode receber em vida. A honraria é outorgada todos os anos a arquitetos e arquitetas cuja obra construída "tenha produzido significativas contribuições para a humanidade ao longo dos anos", segundo explica a própria organização responsável pela premiação. Por esta razão, o júri presta homenagem a pessoas e não a escritórios, como já aconteceu em 2000 (Rem Koolhaas ao invés do OMA), 2001 (Herzog & de Meuron), 2010 (SANAA), 2016 (Elemental) e 2017 (RCR Arquitectes), premiando seus fundadores (como no caso do SANAA), o então, um deles (Elemental).

O prêmio surgiu de uma iniciativa criada por Jay Pritzker através da Fundação Hyatt, organização associada a empresa hoteleira que o mesmo fundou em conjunto com seu irmão Donald em 1957. A primera edição do prêmio foi realizada em 1979, quando Philip Johnson se tornou o primeiro arquiteto a ser homenageado. Estadunidense, Johnson é autor de importantes obras da história da arquitetura moderna, como a Glass House (1949).

O Prêmio Pritzker já conta com quarenta edições anuais ininterruptas, galardoando arquitetos e arquitetas de 18 nacionalidades diferentes. Metade dos premiados são europeus; América, Ásia e Oceania dividem as outras vinte edições, e até hoje nenhum arquiteto o arquiteta africano(a) teve a chance de receber o prêmio, sendo o único continente do globo a não possuir representantes no hall da fama da arquitetura.

Obra pós-moderna de James Stirling é reinaugurada como escritório da WeWork

Nº 1 Poultry, o emblemático edifício tomabdo como Grau II* em Londres, projetado por James Stirling, abriu suas portas como o 28º espaço da WeWork em Londres. A obra-prima pós-moderna serve agora como um espaço WeWork para 2.300 membros, abrigando também lojas, um jardim no terraço e um restaurante.

Depois de ser salvo de uma grande reforma que teria eliminado sua fachada pós-moderna icônica, o Nº 1 Poultry foi cuidadosamente reformado pela equipe de projetistas da WeWork, com cores fortes, móveis aconchegantes e obras de arte inspiradas na área circundante.

Cortesia de WeWork Cortesia de WeWork Cortesia de WeWork Cortesia de WeWork + 10

A retomada do pós-modernismo: por que agora?

Piazza D'Italia / Charles Moore. Cortesia de The Charles Moore Foundation
Piazza D'Italia / Charles Moore. Cortesia de The Charles Moore Foundation

O argumento, elaborado pelo historiador de arquitetura Charles Jencks na introdução de seu novo livro Postmodern Design Complete, de que os estilos pós-modernos nunca realmente deixaram a arquitetura parece mais preciso que nunca. O movimento do final dos anos 1970 que começou como uma reação aos cânones utópicos do modernismo retomou fôlego dentro do campo profissional, definindo o momento presente na cultura arquitetônica.

Isso levanta uma importante questão: qual é o movimento atual da arquitetura? E o que veio na sequência do pós-modernismo? Se é que houve algo, foi um grito lamurioso de "chega de pós-moderno", seguido por uma onda recente de "salve o pós-moderno", muito bem exemplificada pela recente movimentação para preservar o edifício AT&T de Philip Johnson da remodelação proposta pelo Snøhetta. Até Norman Foster se pronunciou, dizendo que embora nunca tenha sido um entusiasta do movimento pós-moderno, compreender sua importância na história da arquitetura. O pós-modernismo está retornando com todas as suas citações e o espalhafato que lhe são característicos.

6 Projetos que foram renegados por seus arquitetos

Construção é um exercício de frugalidade e compromisso. Para ver seu trabalho realizado, os arquitetos têm que conciliar as demandas dos empreendedores, empreiteiras, clientes, engenheiros - às vezes até mesmo os governos. As concessões resultantes deixam frequentemente os arquitetos com o ego ferido e um resultado arquitetônico que não os satisfaz. Embora esses arquitetos sempre façam o máximo para corrigir quaisquer problemas, algumas disputas são tão vorazes que o arquiteto sente que não têm escolha a não ser abrir mão de seu próprio trabalho. Veja, a seguir, seis exemplos notáveis em que isso aconteceu:

Cortesia de Renzo Piano Building Workshop, Studio Pali Fekete architects, AMPAS © Oskar Da Riz Fotografie © Danica O. Kus © <a href='https://www.flickr.com/photos/18378655@N00/2894726149/'>Flickr de James Cridland</a> Licença <a href='https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.en'>CC BY 2.0</a> + 7

Aprendendo sobre o pós-modernismo britânico

Neste ensaio escrito pelo arquiteto e acadêmico britânico Dr. Timothy Brittain-Catlin, a noção de pós-modernismo britânica - atualmente muitas vezes referida como intimamente ligada ao trabalho de James Stirling e o pensamento de Charles Jencks - é trazida à luz. Suas verdadeiras origens, argumenta, são mais historicamente enraizadas.

Cresci em uma bela casa vitoriana com alvenarias ornamentadas, com forma de frontões "holandeses" e belos vitrais do período arts and crafts - então eu não pensei na época, e eu não acho agora, que eu tinha muito a aprender com Las Vegas. Acontece que eu não era o único. Dos arquitetos britânicos que fizeram seus nomes como pós-modernistas na década de 1980, nem um único diria agora que eles devem muito a Robert Venturi, arquiteto americano amplamente considerado um avô do movimento.

Mercers’ House, Essex Road, Highbury, Londres, por John Melvin (1992), fotografia de Martin Charles. Doctors’ Surgery frontage to Mitchison Road. Image © John Melvin Mercers’ House, Essex Road, Highbury, Londres, por John Melvin (1992), fotografia por Martin Charles. Imagem © John Melvin Epping Forest Civic Offices, por Richard Reid (1984-90). Axonométrica por Richard Reid. Imagem © Richard Reid & Associates Mercers’ House, Essex Road, Highbury, Londres, por John Melvin (1992), fotografia por Martin Charles. Imagem © John Melvin + 6

A torre de Mies van der Rohe em Londres que nunca foi construída

Na década de 1960, James Stirling perguntou a Ludwig Mies van der Rohe por que não ele ainda não havia concebido visões utópicas para novas sociedades, como a Broadacre City de Frank Lloyd Wright ou Cité Radieuse de Le Corbusier. Mies respondeu que não estava interessado em fantasias, mas apenas em "tornar bela a cidade existente". Quando Stirling contou esta conversa, várias décadas depois, foi na ocasião de um inquérito público convocado em Londres - ele estava tentando desesperadamente salvar o único projeto de Mies van der Rohe no Reino Unido -- que estava prestes a ser negado pelos órgãos municipais de planejamento.

Sem sucesso: a proposta não foi construída; os desenhos foram enterrados em um arquivo privado. Agora, pela primeira vez em mais de trinta anos, a Mansion House Square de Mies será apresentada ao público em uma exposição no Royal Institute of British Architects (RIBA) - intitulada Mies van der Rohe e James Stirling: Circling the Square - e, se conseguir financiamento, em um livro, cuja proposta está atualmente no Kickstarter,

Cortesia de Drawing Matter, REAL foundation. Imagem © John Donat Cortesia de Drawing Matter, REAL foundation. Imagem © John Donat Cortesia de Drawing Matter, REAL foundation. Imagem © John Donat Cortesia de Drawing Matter, REAL foundation. Imagem © John Donat + 5

Em foco: James Stirling

O arquiteto Britânico, vencedor do Prêmio Pritzker, Sir James Stirling (22 de abril de 1926 - 25 de junho de 1992) cresceu em Liverpool, uma das cidades industriais mais importantes do Reino Unido, e começou sua carreira subvertendo as teorias e o formalismo do movimento moderno. Citando uma ampla gama de influências - de Colin Rowe a Le Corbusier - Stirling forjou uma série de opiniões sobre a arquitetura que se manifestam em suas obras. Com efeito, sua arquitetura, frequentemente descrita como "não-conformalista", contrariava os círculos convencionais.

Clássicos da Arquitetura: Neue Staatsgalerie / James Stirling e Michael Wilford