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Espaço Público: O mais recente de arquitetura e notícia

"O que mais me fascina na arquitetura é a obra pública": entrevista com Inês Lobo

Com objetivo de conhecer os arquitetos, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa de referência, Sara Nunes, da produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, lançou o podcast No País dos Arquitectos, em que conversa com importantes nomes da arquitetura portuesa contemporânea.

Em seu primeiro episódio, Sara conversou com o arquiteto João Luís Carrilho da Graça sobre seu Terminal de Cruzeiros em Lisboa, e, em seguida, recebeu João Mendes Ribeiro para uma conversa acerca de temas como patrimônio, reuso de antigas estruturas e arquitetura da paisagem, a partir do projeto de reabilitação da estufa do Jardim Botânico de Coimbra. Neste terceiro encontro, Sara conversa com a arquiteta Inês Lobo sobre a Biblioteca Pública e o Arquivo Regional de Angra do Heroísmo. Leia a entrevista na íntegra ou ouça o podcast, a seguir.

Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo / Inês Lobo. Foto © Leonardo FinottiBiblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo / Inês Lobo. Foto © Leonardo FinottiBiblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo / Inês Lobo. Foto © Leonardo FinottiBiblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo / Inês Lobo+ 13

Os abandonados: espaço público e a luta de classes no Brasil

A Escola da Cidade, por meio da disciplina Seminário de Cultura e Realidade Contemporânea, recebeu o sociólogo, professor e pesquisador Jessé Souza para discutir sobre as classes sociais no Brasil de hoje, passando por dificuldades na superação das desigualdades e no rebatimento de tais problemáticas na cidade.

O que acontece quando o espaço viário é redistribuído

A construção de ruas ao longo do século XX foi baseada principalmente na premissa de que mais infraestrutura facilita o trânsito. Porém, evidências mostram que, em vez de reduzir o congestionamento, construir mais ruas na verdade aumenta o tráfego. Quando se reduz o tempo dos deslocamentos feitos de carro, aumenta a conveniência — com isso, em paralelo ao apelo exercido pelo veículo particular como indicador de riqueza e posição social, as pessoas tendem a fazer mais viagens de carro. Um estudo recente de pesquisadores da Universidade de Barcelona analisou dados de 545 cidades europeias entre 1985 e 2005 e confirmou que os esforços empreendidos ao longo dessas duas décadas para ampliar a capacidade das ruas levaram ao aumento do tráfego de veículos, e não à redução, e os congestionamentos não foram amenizados.

Conflito e espaço democrático: entrevista com os curadores de Portugal na Bienal de Veneza 2021

Em um mundo que se apresenta cada vez mais polarizado e pouco tolerante em relação às diferenças, a contribuição portuguesa ao tema da Bienal de Arquitetura de Veneza – como viveremos juntos? – lança luz sobre o espaço público enquanto palco de forças opostas, confronto de ideias e coexistência social. Intitulada In Conflict, a participação de Portugal tem curadoria de Carlos Azevedo, João Crisóstomo e Luís Sobral, do escritório depA architects, com participação de Miguel Santos como curador adjunto.

Conversamos com os curadores sobre alguns aspectos centrais da mostra e do ciclo de debates que propõem – democracia, conflito e oposições de ideias no espaço urbano.

Foto © depA architectsFoto © depA architectsFoto © depA architectsFoto © depA architects+ 9

Inscrições abertas: Um Novo Portal - Concurso de Arquitetura e Urbanismo

O Concurso Um Novo Portal, promovido pela Minimum, é um concurso em equipes para estudantes e recém-formados em Arquitetura e Urbanismo.

Nesse concurso,em a parceria do escritório de arquitetura KS Arquitetos e a empresa Prontosul, a Minimum traz, como desafio, a criação de
ideias para revitalização de uma área pública de Porto Alegre, conhecida como um dos “Portais do Guaíba” localizada na zona sul da cidade, na beira do Lago Guaíba. O Portal Mario Totta.

Os participantes devem criar espaços e momentos para que local se torne um lugar de exemplo à cidade no que diz respeito à sua arquitetura e estratégias
urbanísticas

Mais vegetação, espaços de convívio e mobilidade ativa: o que desejam os paulistanos na pandemia

A resiliência urbana foi posta em cheque com a chegada da pandemia de forma acelerada e drástica nas cidades. A limitação de deslocamentos, contatos e acesso aos espaços públicos foi a estratégia mais eficaz de contenção do vírus. Mas a estrutura da cidade, somada à falta de políticas públicas emergenciais, revelou-se nada resiliente quando grande parcela da população teve que continuar percorrendo longos trajetos em transporte público para trabalhar em serviços essenciais, e também quando a saúde mental e física da população foi afetada pela falta de acesso a locais que possibilitassem a prática de exercício físico em segurança, evidenciando a precariedade de oferta desses espaços na cidade.

Imagem cortesia de SampaPé! e Metrópole 1:1Imagem cortesia de SampaPé! e Metrópole 1:1Foto: Rovena Rosa / Agência BrasilFoto: Leonardo Soares / Reprodução+ 5

Urbanismo tático e espaços públicos: entrevista com Letícia Sabino

Neste episódio do podcast do Caos Planejado, a discussão envolve alternativas para a mobilidade a pé e ocupação dos espaços públicos através do urbanismo tático. A convidada é Letícia Sabino, fundadora e diretora do SampaPé, organização que atua desde 2012 para transformar as cidades em ambientes mais caminháveis junto com as pessoas.

Paisagismo em escala urbana: 12 projetos de parques lineares

Presentes em diferentes contextos – de orlas fluviais, áreas costeiras ou inseridos na malha urbana – parques lineares representam uma tipologia muito particular de espaço público que, de partida, evoca a ideia de um vetor e, consequentemente, o sentido de movimento. Nem por isso limitam-se a atividades e programas associados à passagem e deslocamento, mostrando-se uma instigante solução para a carência de espaços de lazer, contemplação e permanência nas mais variadas situações urbanas.

A seguir, reunimos 12 exemplos de parques lineares construídos em diferentes partes do mundo, ilustrados por fotografias e pelos desenhos de suas plantas. 

Boulevard White Flowers / Project Group 8 + PARK. Cortesia de AquabrandRequalificação das margens do Rio Avelames / Luís Rebelo de Andrade. © Fernando Guerra | FG+SGParque Schelokovsky Hutor Forest / OGOROD. © Dima ChetyreParque às Margens do Rio Aiyi / BLVD International. © Fang Jian+ 26

Buraco do Lume no Rio de Janeiro: entre resgates, apagamentos e ameaças

A aprovação do polêmico projeto de legislação apelidado como “Lei do Puxadinho” em meados de 2020, flexibilizando parâmetros urbanísticos na cidade do Rio de Janeiro, suscitou uma série de discussões em vários setores da sociedade, mas sobretudo entre arquitetos e urbanistas, entre os quais muitos têm se manifestado de forma crítica à proposta. O debate, entretanto, se tornou ainda mais intenso quando, sob os auspícios dessa lei, uma emenda foi publicada de surpresa no texto enviado ao Diário Oficial, derrubando por período determinado várias restrições que incidem sobre o terreno do Buraco do Lume, contíguo à Praça oficialmente denominada Mário Lago, importante local manifestações políticas da cidade tombado pelo Município em 1989 e pelo Governo do Estadual em 2019.

Sete atributos dos parques que beneficiam economicamente as cidades

Como os parques beneficiam economicamente as cidades? Esta foi a pergunta que um grupo de economistas e especialistas em parques tentaram responder em um encontro convocado pelo Centro de Cidades de Parques de Excelência, pertencente a organização Trust for Public Land (TPL) que se dedica a construir parques urbanos.

A pergunta surgiu no contexto em que existem fatores econômicos relacionados aos parques que não podem ser quantificados, como por exemplo, os benefícios de um passeio no parque para a saúde mental. Contudo, um grupo de especialistas considerou que nos parques existem sete atributos que, sim, podem ser medidos e que, sim, representam um valor econômico. 

London Fields. Foto de Robert Bye, via UnsplashDolores Park West Pathway, San Francisco. Foto de Peter Gonzalez, via UnsplashBrentwood Bay, Canadá. Foto de Kosuke Noma, via UnsplashLondres, Reino Unido. Foto de Chan Lee, via Unsplash+ 7

Gestão de espaços públicos na retomada pós-Covid: escala da cidade e escala da rua

Locais da vida em sociedade, os espaços públicos são elementos chave do bem-estar individual e coletivo. Constituem uma rede de áreas abertas como ruas, praças e parques, e também de espaços abrigados, como bibliotecas públicas e museus. Essa rede cumpre múltiplos papéis nas cidades, incluindo o lazer, o convívio social, a conservação ambiental, a circulação e as trocas econômicas. Apesar do papel vital que exercem na vida urbana, via de regra, nas cidades brasileiras encontramos espaços públicos mal conservados, com iluminação insuficiente, calçadas esburacadas e mobiliário em condições precárias. Espaços que, por si só, desestimulam seu uso e trazem prejuízos sociais e econômicos comumente subestimados pelo poder público e pela própria população. 

Unidade do Programa Centro Aberto implantada no Largo de São Francisco, centro de São Paulo. Foto: SP UrbanismoIluminação cênica de edificações históricas compõe o espaço público no centro da Cidade do México. Foto: Danielle Hoppe / ITDP BrasilAlargamento de calçada e mobiliário urbano em Barcelona. Foto: Edu BayerEm Fortaleza, desde 2018 toda a arrecadação do estacionamento rotativo é direcionada para políticas cicloviárias. Foto: ITDP HQ+ 8

Lançamento do livro "Vales Imginários"

O Vale do Anhangabaú em nossos vales imaginários

Por João Nei de Almeida Barbosa

Qual a importância de certos monumentos para as nossas cidades? Podemos mensurar nossas lembranças ou qualificar seus sentidos em nosso olhar sobre o mundo?
Creio que toda cidade ou lugar tem algo que nos marca, que representa nossa identidade ou passagem. Se estamos longe, ao visualizá-los, nos sentimos reconfortados, acolhidos e de certa forma: em casa.
A cidade de São Paulo possui inúmeros marcos, mas certamente o mais representativo é o Vale do Anhangabaú, que também carrega a conotação histórica de origem. Retratado por artistas europeus desde o século

Culturas de rua, corpo e espaço público: Guilherme Wisnik conversa com Luiz Antonio Simas

"As ruas pensam, têm ideias, filosofia e religião. Como tal, nascem, crescem, mudam de caráter. E, eventualmente, morrem." A partir dessa sentença de João do Rio, na Alma Encantadora das Ruas, Guilherme Wisnik conversa com Luiz Antonio Simas sobre as culturas de rua a partir das ideias de terreirização e corporeidade, entendendo as cidades como espaços tensionados, disputados, encantados e desencantados cotidianamente.

11 Conselhos para projetar espaços públicos vibrantes

A 3ª Semana Internacional “Placemaking”, realizada anualmente pela organização filantrópica Project for Public Spaces (PPS), teve lugar entre os dias 1º a 4 de outubro de 2019 na cidade de Chattanooga, Tennessee. Anteriormente organizado nas cidades de Amsterdã (2017) e Vancouver (2016), este inspirador e envolvente evento é um espaço de encontro e intercâmbio de ideias entre, pessoas, profissionais e organizações comprometidas com a construção de “lugares”, promovendo a difusão deste conceito tanto no contexto local da cidade sede quanto no nível internacional.

A PPS, responsável pela criação da Placemaking Week, é uma organização focada em promover a cultura, a construção e a manutenção de “lugares”, ou seja, espaços públicos capazes de construir comunidades mais inclusivas e sustentáveis. Em 1999, a Project for Public Spaces publicou o livro “How to turn a place around”, definindo as bases do movimento “placemaking” e fornecendo diretrizes e princípios a serem seguidos para se construir lugares capazes de gerar comunidades mais vibrantes e inclusivas.

Abaixo, compilamos uma lista com onze projetos construídos que ilustram os onze princípios enumerados no livro:

Green Cloud / ZHUBO-AAO. Image © Yang XuRed Ribbon Park / Turenscape. Image © TurenscapeGreen Cloud / ZHUBO-AAO. Image © John SiuSuperkilen / Topotek 1 + BIG Architects + Superflex. Image © Torben Eskerod+ 19

Como construir lugares para melhorar a saúde mental dos habitantes

O placemaking é um conceito cunhado pela ONG norte-americana, Project for Public Spaces (PPS), para definir os processos de desenho colaborativo de espaços públicos que levam em conta os desejos, interesses e necessidades das comunidades locais.

Seus alcances foram estudados sob a perspectiva de diversos temas presentes em nossas cidades, como ecologia, psicologia, sustentabilidade, resiliência, entre outros. 

Plaza Brasil, Santiago. © Flickr: Claudio Olivares Medina. Licença CC BY-NC-ND 2.0Parque Metropolitano Sur, Cerros de Chena, Santiago. © Flickr: Pilar Berguido. Licença CC BY 2.0© Flickr: Claudio Olivares Medina. Licencia CC BY-NC-ND 2.0Parque Araucano, Santiago. © Plataforma Urbana+ 7

A praça como lugar de ressignificação de espaços públicos durante e pós-pandemia

Em junho deste ano, o programa Cidades Globais, da Universidade de São Paulo (USP), realizou a pesquisa Emoções Momentâneas para mensurar como a pandemia alterava a relação dos sujeitos com os espaços públicos em São Paulo. Entre os dados recolhidos, um chamou a atenção do coletivo pesquisador: 86% dos entrevistados tinham vontade de ocupar espaços verdes como parques e praças.

“A pesquisa aponta para um desejo de reconciliação com o espaço público”, explana a arquiteta Deize Sanches, uma das responsáveis pela pesquisa. “Um desejo de ver o potencial dos espaços verdes na melhora da qualidade de vida de um modo que antes da pandemia não estava acontecendo.”

Requalificação da Colina do Senhor do Bonfim / Sotero Arquitetos. Imagem © Leonardo FinottiLazer no Parque do Ibirapuera após a flexibilização do isolamento social durante a pandemia de covid-19. / Crédito: Rovena Rosa (Agência Brasil)Movimento Boa Praça revitaliza praças com participação da comunidade local. Na foto, os integrantes Raimundo Paiva Nóbrega e Rai cria uma passarela entre árvores para a praça Amadeu Decome. / Crédito: Movimento Boa PraçaMovimento Boa Praça revitaliza praças com participação da comunidade local. Na foto, os integrantes Raimundo Paiva Nóbrega e Rai cria uma passarela entre árvores para a praça Amadeu Decome. / Crédito: Movimento Boa Praça+ 5