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Espaço Público: O mais recente de arquitetura e notícia

Um Projeto em Movimento: A História por trás da Praça do Mercado no Parque Realengo

Antes de qualquer desenho ou decisão formal, já pulsava, no lugar onde hoje se encontra a Praça do Mercado, no Parque Realengo, Rio de Janeiro, um espaço em permanente movimento. Barracas improvisadas, encontros informais, música, crianças correndo e adultos reunidos sob coberturas provisórias compunham uma paisagem viva, desenhando uma arquitetura efêmera.

É nesse contexto que se insere o trabalho desenvolvido por Carlos Zebulun, Helena Meirelles, Larissa Monteiro, Rodrigo Messina, Francisco Rivas e Juliana Ayako, uma das vencedoras do ArchDaily 2025 Next Practices Awards. O gerenciamento e os projetos urbanos e paisagísticos foram realizados pelo escritório Ecomimesis Soluções Ecológicas, vencedores da licitação realizada pela Prefeitura do Rio de Janeiro em 2023.

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A ilusão da leveza: projetando vazios cívicos para a vida pública

Nas cidades contemporâneas, a densidade urbana e o aumento do valor da terra frequentemente impõem uma escolha entre edifícios cívicos de grande escala e espaços públicos abertos. Tradicionalmente, as praças eram tratadas como áreas ao redor da implantação do edifício, mas essa lógica foi transformada com a introdução dos pilotis pelo movimento moderno do início do século XX. Embora a intenção original fosse criar uma sensação de leveza que permitisse a circulação e a luz fluírem sob a estrutura, as exigências contemporâneas — como cargas sísmicas, rotas de evacuação e altas taxas de ocupação — tornam colunas esbeltas insuficientes para atender às demandas dos atuais edifícios cívicos de grande porte.

No entanto, a busca pela leveza arquitetônica não é exclusivamente contemporânea. Após a introdução dos pilotis, diversos projetos de meados do século XX passaram a explorar a ilusão de suspensão como forma de alcançar transparência cívica. Em 1953, o Congresso Nacional de Honduras, em Tegucigalpa, projetado por Mario Valenzuela, aplicou esses princípios ao contexto legislativo. O edifício consiste em uma câmara sólida elevada sobre uma série de colunas delgadas. Como o terreno está situado em um platô ao final de uma rua em declive, o vazio resultante vai além da circulação: ele enquadra vistas da cidade, criando a impressão de que o volume pesado está suspenso com leveza sobre o tecido urbano.

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Projetar com, e não para: a prática participativa da CatalyticAction

A arquitetura costuma ser avaliada a partir de formas concluídas. No entanto, algumas práticas operam em outro registro — um em que o projeto se desenvolve por meio de relações, do tempo e do uso, e não a partir de um resultado único e definitivo. Para a CatalyticAction, a participação não é uma atividade social paralela, mas o próprio meio pelo qual os espaços são concebidos, construídos e sustentados ao longo do tempo.

Com atuação entre Beirute e Londres, o escritório desenvolveu projetos no Oriente Médio e na Europa, criando espaços públicos, escolas, playgrounds e infraestruturas urbanas cotidianas por meio de colaborações de longo prazo com comunidades locais. Fundamentada em pesquisa participativa e tomada de decisão coletiva, essa abordagem foi reconhecida pelo ArchDaily Next Practices Awards 2025, destacando um modo de atuação em que a arquitetura é entendida como um processo compartilhado e em constante transformação, e não como um objeto fixo. Nesse contexto, o valor arquitetônico é medido pela continuidade, pelo uso e pelo senso de pertencimento coletivo, mais do que pela forma em si.

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Como as cidades projetam a vida pública na sombra

As cidades estão aquecendo a um ritmo aproximadamente duas vezes maior que a média global, uma tendência acelerada pela urbanização rápida. Enquanto o aumento das temperaturas está transformando o cotidiano em todo o mundo, algumas cidades e bairros — muitas vezes os mais vulneráveis e com menos recursos — estão esquentando mais do que outros. A razão está no próprio ambiente urbano. A infraestrutura construída, como ruas, edifícios, calçadas e espaços públicos, determina como o calor se move pela cidade, onde ele se acumula e por quanto tempo permanece retido. Independentemente da zona climática ou da localização geográfica, a sombra continua sendo a forma mais eficaz e imediata de resfriar os pedestres e aliviar o ambiente construído.

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Arquitetura do Lazer: 13 Projetos que Promovem a Convivência Entre Gerações

Os espaços de lazer são, muitas vezes, onde diferentes gerações se cruzam. Sem programas formais ou papéis definidos, eles permitem que as pessoas circulem, façam pausas e permaneçam juntas — cada uma se relacionando com o espaço à sua maneira. Em um ambiente construído cada vez mais moldado pela especialização e pela separação, esses territórios compartilhados tornaram-se mais raros, o que dá à arquitetura do lazer uma relevância renovada.

Os debates sobre o espaço público têm apontado repetidamente o valor da abertura e da flexibilidade para sustentar a vida coletiva. Ao refletir sobre como as pessoas leem, habitam e transformam os espaços, o arquiteto Herman Hertzberger fala da arquitetura não como um conjunto de instruções, mas como um campo de possibilidades — algo que convida à interpretação em vez de prescrever comportamentos. Como ele afirma: “o que deveríamos fazer na arquitetura é algo como competência, possibilidade — algo que as pessoas possam lidar livremente à sua maneira”. Em vez de tentar criar interação, a arquitetura molda as condições que tornam o estar-junto possível.

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A Tela Cromática: 10 Quadras Vibrantes Ativando o Espaço Comunitário

Ao contrário da maioria dos esportes populares, a origem do basquete tem um ano e um criador precisos: foi inventado em 1891 nos Estados Unidos pelo instrutor de educação física canadense James Naismith como um esporte indoor para atletas da Springfield College durante o inverno, após o fim da temporada de futebol americano. O esporte rapidamente se expandiu além das fronteiras do país, sendo incluído nos Jogos Olímpicos de 1936 e alcançando popularidade internacional após a Segunda Guerra Mundial. À medida que o basquete se tornou mais difundido, ele também deixou o ambiente controlado dos ginásios e começou a ocupar uma ampla variedade de locais: playgrounds, praças públicas, pátios de escolas, calçadas e quintais se tornaram quadras informais para jogar e para a vida comunitária, reforçando o papel da atividade física como catalisadora da interação social e da regeneração dos bairros.

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Mercados públicos: arquitetura do encontro e da troca

A criação de um lugar não é, em princípio, algo complexo; basta que as pessoas passem a se reunir regularmente em um mesmo local, com um propósito ou atividade comuns, para que um espaço se constitua. Isso não exclui o fato de que um elemento físico precisa acompanhar esse encontro para que o espaço se torne acolhedor, funcional e convidativo. Essa ideia de um espaço que emerge da intenção pode ser observada de forma muito clara em uma das funções mais antigas da humanidade: os mercados de alimentos ou de produtos agrícolas.

Para que um mercado exista, o elemento arquitetônico pode ser tão simples quanto uma cobertura leve, capaz de abrigar os comerciantes e estabelecer um limite implícito para o lugar. Pode também assumir formas mais engenhosas, como a reutilização adaptativa de um edifício ou de um sítio existente, ajustado a novas necessidades. Em outros casos, trata-se de uma estrutura temporária e leve, montada para eventos ou demandas específicas e, depois, desmontada para ser reutilizada em outro local ou com outra finalidade.

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As cicatrizes da COVID-19 nos espaços coletivos

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Vivemos hoje em um mundo pós-pandêmico, onde as conexões humanas e a atenção à fragilidade da existência foram sutilmente redesenhadas. Mais do que hábitos, foi o próprio espaço urbano e arquitetônico que aprendeu a respirar de outro modo, tentando acolher um tempo incerto. Hoje, caminhamos na serenidade do 'quase normal', mas as cicatrizes daquele tempo ainda sussurram pelas ruas, pelas formas, pelos silêncios — sobreviventes delicados de um passado recente que insiste em permanecer.

De elefantes brancos a estruturas sustentáveis: a história das arquiteturas olímpicas

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Para as cidades, sediar um evento olímpico é uma honra e uma oportunidade significativa de crescimento, mas também representa um desafio importante. Com mais de 200 nações participando dos Jogos, eles se destacam como a maior competição esportiva do mundo. No entanto, adaptar a infraestrutura pública e esportiva para acomodar o aumento repentino de pessoas e a escala desses eventos pode resultar em problemas após o encerramento, como estruturas subutilizadas conhecidas como "elefantes brancos". Apesar disso, as Olimpíadas incentivam transformações urbanas, levando as cidades a investir em melhorias em transporte, moradia e espaços públicos. Um exemplo marcante é Paris, que inaugurou sua primeira linha de metrô durante a segunda edição dos Jogos Olímpicos, em 1900.

Quando se trata dos locais olímpicos, surge o desafio da reutilização adaptativa: a arquitetura precisa encontrar maneiras de transformar esses espaços, inicialmente projetados para acomodar milhares de pessoas durante os Jogos, de modo a se tornarem parte sustentável da oferta esportiva da cidade após o evento. Em várias partes do mundo, alguns desses locais têm conseguido prolongar sua utilidade além do encerramento dos jogos, integrando-se às comunidades locais e oferecendo uma variedade maior de eventos esportivos e de lazer. Apesar dos altos custos de construção, muitos desses espaços se tornaram ícones da identidade local e atrações turísticas populares, continuando a ser utilizados décadas após receberem as multidões olímpicas.

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Design urbano queer: planejamento para cidades inclusivas

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As teorias em evolução do design urbano buscam reformular como as cidades são construídas e vivenciadas. Com uma crescente empatia em relação às necessidades de diversos grupos, o design urbano queer representa uma mudança abrangente e holística na compreensão da identidade e da comunidade nos espaços públicos. Essa abordagem desafia os métodos tradicionais - que costumam ser rígidos - de planejamento urbano ao aplicar os princípios da teoria queer, que valoriza a fluidez e a interconexão. Em comemoração ao Mês do Orgulho LGBTQIA+ de 2024, o ArchDaily explora os fundamentos do "design urbano queer" para influenciar práticas mais inclusivas no planejamento das cidades.

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Os olhos da rua: o conceito de Jane Jacobs e a arquitetura residencial contemporânea no Brasil

O conceito de “olhos da rua” talvez seja o mais famoso dentro da literatura arquitetônica e urbanística quando o assunto é segurança urbana. Jane Jacobs utiliza essa expressão para se referir às pessoas que – de forma consciente ou inconsciente – utilizam os espaços públicos ou os contemplam desde suas casas, gerando uma vigilância natural. Um movimento que, no âmbito da nossa disciplina, é fomentando tanto por meio de espaços públicos de qualidade quanto pela potente relação entre o público e o privado criada através das fachadas das edificações. Defendendo esse controle cotidiano, Jacobs acredita em um modo de fazer arquitetura e cidades que condena a verticalização em excesso, reforçada por edifícios isolados e de uso único os quais negam o contato com rua.

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Ser mulher nas ruas da cidade: um olhar filosófico e etnográfico

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Você já parou para refletir se as ruas do centro da sua cidade influenciam na sua forma de agir?

O centro das cidades é um microcosmo urbano onde, especialmente, as experiências das mulheres são profundas e silenciosas. Em 2022, um exercício etnográfico lançou luz sobre as dinâmicas vividas por mulheres que circulam por quatro pontos da região central de Curitiba: o Terminal do Guadalupe, a esquina entre a Rua Pedro Ivo e a Travessa da Lapa, o trecho pedonal da Rua XV de Novembro, entre a Rua Marechal Floriano Peixoto e a Rua Monsenhor Celso, e a Praça General Osório.

O legado do Teatro e a vitória do Parque: a criação do Parque do Rio Bixiga

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A cidade de São Paulo, marcada por sua imensidão e diversidade cultural, por vezes também é palco de muitos conflitos relacionados à ocupação de seu espaço urbano. Uma história que se estendeu por mais de quatro décadas, a disputa pelo terreno ao lado do Teatro Oficina, projetado por Lina Bo Bardi na região do Bixiga, finalmente culminou na criação de um tão esperado equipamento público: o Parque do Rio Bixiga. Esse processo não é apenas uma vitória para a comunidade local e artística, mas também uma conquista notável na perspectiva do direito à cidade e do lazer paulistano, especialmente após anos de confronto com o Grupo Silvio Santos.

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Água nos espaços públicos: 15 projetos urbanos que incorporam recursos hídricos em seus desenhos

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A água é essencial para todas as formas de vida na Terra, desempenhando um papel crucial na manutenção dos processos biológicos, na sobrevivência dos ecossistemas e no apoio ao bem-estar dos seres humanos. Além disso, a água – em muitas culturas – é associada à rituais e cerimônias assumindo as mais variadas simbologias.

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Como a neuroarquitetura pode influenciar a percepção de segurança em espaços urbanos e edifícios

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A interseção entre arquitetura e neurociência, conhecida como neuroarquitetura, emerge como um campo inovador, trazendo à tona a influência significativa do design, seja de espaços urbanos ou de edifícios, na percepção humana, incluindo o aspecto de segurança. Esta área de estudo ganha relevância em um contexto em que a arquitetura urbana não é apenas uma questão estética ou funcional, mas também um elemento crucial na criação de ambientes que promovam bem-estar e segurança.

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Pode a arquitetura combater a intolerância?

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O respeito ao próximo parece algo ainda distante de prevalecer na humanidade. Num mundo no qual as notícias nos abocanham com as mais distintas formas de violência, é sempre necessário buscar formas de encontrar o valor e a dignidade de cada pessoa e formas de respeitar o diferente. É necessário trabalhar a nossa tolerância perante o que desconhecemos e, neste sentido, a arquitetura pode ser uma importante aliada.

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"A arquitetura pode ser maior que sua própria escala ou temporalidade": entrevista com Diogo Aguiar Studio

Por mais trágicas que sejam, crises costumam fomentar adaptabilidade e resiliência. Na arquitetura, desafiam profissionais a adequar sua produção a encomendas menores e menos frequentes. Esse é o caso do Diogo Aguiar Studio, ateliê português com sede no Porto fundado em 2016, na recuperação de uma profunda crise econômica, que, desde seu surgimento, se viu obrigado a reinventar modos de operar dentro do campo da arquitetura.

Com interesse em escalas e tipologias variadas, o estúdio trabalha entre os campos da arquitetura e da arte, realizando projetos arquitetônicos de pequena envergadura e instalações espaciais, temporária ou não, para o espaço público. Formado por Diogo Aguiar, Daniel Mudrák, Adalgisa Lopes, João Teixeira, Cláudia Ricciuti e Marta Bednarczyk, o estúdio fundamente sua prática na crença de que "não existem projetos pequenos e, sobretudo, que não existem projetos menores". A habilidade de responder inventivamente a demandas e contextos diversos garantiu ao estúdio um lugar na lista de Melhores Novas Práticas de Arquitetura do ArchDaily 2023.

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Rua das crianças: intervenção urbana cocriada com estudantes de escola pública em São Paulo

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Ao longo das últimas décadas, as cidades vêm sofrendo profundas e rápidas  transformações, as quais vêm impactando muito também a infância. Enquanto as cidades estão cada vez maiores e mais complexas, vem crescendo uma população infantil cuja qualidade de vida urbana deteriorou-se notavelmente. As crianças perderam seus espaços na cidade e encontram-se, cada vez mais, em espaços fechados e institucionalizados.

O imaginário da cidade enquanto perigosa vem se fortalecendo, estabelecendo uma relação cíclica: com menos crianças nas ruas, estas são dominadas por carros que circulam em alta velocidade, o que dificulta o uso do espaço, o que por sua vez incita o aumento da violência, o que afasta as crianças — e todos — das ruas. A baixa frequência de crianças brincando nas ruas e demais áreas públicas dos centros urbanos também faz com que este segmento seja pouco visível aos olhos dos adultos e das políticas públicas.

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