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Itdp: O mais recente de arquitetura e notícia

Entenda por que você paga pelos carros, mesmo se não usá-los

A escolha pelo uso de carros particulares é compreensível para além da chamada “cultura do automóvel”. A possibilidade de um transporte que leva da origem direto ao destino, com horário flexível e que oferece sensação de segurança justifica seu uso, especialmente em locais onde os sistemas de transportes mais sustentáveis não atendem toda a população de forma satisfatória. Mas será que os motoristas realmente pagam pelos impactos que causam?

Como os estacionamentos afetam a mobilidade urbana

A evolução da mobilidade nas cidades ao longo das décadas vem impactando diretamente não só na qualidade dos deslocamentos mas também na qualidade de vida de todos que vivem em áreas urbanas — em especial das pessoas mais vulneráveis em termos socioeconômicos. Na busca por alternativas que possam tornar a circulação mais confortável, segura e ágil, o controle dos automóveis associado a melhores condições de acesso ao transporte público, a pé e por bicicleta é fundamental. Mas como a oferta de vagas de estacionamento para automóveis pode influenciar de forma negativa na mobilidade?

Deixando as vias expressas para trás

As vias expressas são estradas de acesso limitado em áreas populosas, desenhadas para permitir o tráfego motorizado em alta velocidade por longas distâncias. Algumas passam pelos centros das cidades, enquanto outras circundam o centro urbano.

A iniciativa já foi o auge do design de transporte na década de 1950, mas hoje são tão obsoletas quanto disquetes. A caminhada, a bicicleta e o transporte público são mais sustentáveis, seguros, saudáveis, eficientes e produtivos. Para contribuir com o tema, o Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento (IPTD) produziu o material Vias Expressas vs. Ruas Completas, com o objetivo de comparar ambas em termos de saúde, eficiência, habitação e qualidade ambiental e de vida.

Mobilidade urbana e primeira infância: a transformação das cidades

Cidades boas para as crianças são cidades boas para todos. São cidades mais humanas, que constroem comunidades mais sustentáveis e fortes. Por isso, mobilidade urbana e primeira infância têm tudo a ver. São intrínsecas, inerentes uma à outra. As crianças e seus cuidadores - sejam pais, avós, tios, primos ou babás - vivem mais a cidade do que muitos adultos em sua rotina diária casa-trabalho. E precisam dela para crescer bem, física e socialmente. As cidades devem ser provocadoras desse desenvolvimento integral e necessário. Sem a participação ativa na vivência dos espaços urbanos ele não acontece como deveria. E produzimos o emparedamento da infância, algo que não faz bem nem às pessoas nem às cidades.

População negra seria a maior beneficiada com o BRT TransBrasil no Rio de Janeiro

Em construção desde 2014 e com previsão de finalização para 2022, o BRT TransBrasil tem potencial para se tornar um dos corredores de BRT de maior capacidade do mundo. O corredor pode redefinir o uso e a ocupação da Avenida Brasil, uma das principais vias do Rio de Janeiro e que, no último ano, liderou o ranking de colisões com vítimas. A avenida corta e divide uma série de bairros predominantemente de baixa renda, segregando e dificultando o acesso entre ambos os lados da via. A finalização das obras do corredor TransBrasil é uma oportunidade para reestruturação urbana desses bairros e aprimoramento dos espaços para os moradores, trabalhadores e visitantes da região.

Gestão de espaços públicos na retomada pós-Covid: escala da cidade e escala da rua

Locais da vida em sociedade, os espaços públicos são elementos chave do bem-estar individual e coletivo. Constituem uma rede de áreas abertas como ruas, praças e parques, e também de espaços abrigados, como bibliotecas públicas e museus. Essa rede cumpre múltiplos papéis nas cidades, incluindo o lazer, o convívio social, a conservação ambiental, a circulação e as trocas econômicas. Apesar do papel vital que exercem na vida urbana, via de regra, nas cidades brasileiras encontramos espaços públicos mal conservados, com iluminação insuficiente, calçadas esburacadas e mobiliário em condições precárias. Espaços que, por si só, desestimulam seu uso e trazem prejuízos sociais e econômicos comumente subestimados pelo poder público e pela própria população. 

Unidade do Programa Centro Aberto implantada no Largo de São Francisco, centro de São Paulo. Foto: SP UrbanismoIluminação cênica de edificações históricas compõe o espaço público no centro da Cidade do México. Foto: Danielle Hoppe / ITDP BrasilAlargamento de calçada e mobiliário urbano em Barcelona. Foto: Edu BayerEm Fortaleza, desde 2018 toda a arrecadação do estacionamento rotativo é direcionada para políticas cicloviárias. Foto: ITDP HQ+ 8

Desenvolvimento Orientado ao Transporte Sustentável: da teoria aos territórios

Com o avanço acelerado da emergência climática e a consolidação de um planeta urbanizado, o desafio de transformar as cidades e regiões metropolitanas em ambientes mais inclusivos e sustentáveis passa pela diminuição dos impactos negativos do transporte. Reduzir as distâncias viajadas pelos habitantes, aproximar as residências do trabalho e das oportunidades, promover a substituição do transporte individual motorizado pelos modos ativos ou coletivos e criar territórios mais plurais e democráticos são resultados de políticas alinhadas com o enfrentamento dos desafios planetários do século XXI. Implementar as transformações necessárias no território urbano em escala global, considerando também as particularidades locais, é um desafio ainda maior, porém necessário para um futuro mais sustentável.

Desigualdades socioespaciais e o acesso a oportunidades nas cidades brasileiras

Quantos postos de trabalho alguém consegue acessar em menos de uma hora usando transporte público? Quanto tempo se leva para chegar até o posto de saúde ou escola mais próxima da sua casa? As respostas a essas perguntas dependem diretamente das políticas de transporte e de desenvolvimento urbano das cidades. Essas políticas determinam, em larga medida, a acessibilidade urbana, isto é, a facilidade com a qual pessoas de diferentes grupos sociais e níveis de renda diversos conseguem acessar oportunidades de emprego, serviços de saúde e educação, atividades culturais e de lazer. No entanto, o tema da acessibilidade urbana tem recebido pouca atenção dos gestores públicos no Brasil, e a pesquisa sobre o tema ainda se encontra restrita a estudos de casos de algumas poucas cidades. Isso se deve em parte a dificuldades de disponibilidade de dados.

Urbanismo tático: tintas, cones e a transformação das cidades

Em setembro deste ano as vias no entorno da escola Anne Frank, no bairro do Confisco, em Belo Horizonte, receberam pintura de solo, com faixas para a travessia de pedestres e marcas de delimitação nas faixas de circulação de veículos. Além disso, foram instalados vasos feitos de pneus reciclados, cones de sinalização e mobiliário para descanso. No final de semana seguinte, entre os dias 20 e 22 de setembro, coincidindo com o Dia Mundial Sem Carro, o trânsito de veículos motorizados foi interrompido e o espaço se transformou em uma Rua Aberta, com shows, atividades culturais e espaço de convivência para os moradores da região. No mês seguinte, em outubro, alunos de 8 a 10 anos da escola Anne Frank participaram de uma oficina de montagem de placas de trânsito, escrevendo mensagens que passariam a compor a sinalização viária da região.

Guia de Sistemas de Bicicletas Compartilhadas

Cortesia de ITDP
Cortesia de ITDP

Este Guia de Planejamento de Sistemas de Bicicletas Compartilhadas compila o conhecimento, experiência e práticas adquiridas por especialistas sobre o tema, bem como experiências com sistemas bem sucedidos (e não tão bem-sucedidos) para que as novas iniciativas possam obter sucesso.

Metodologia para avaliação de corredores de transporte de média e alta capacidade

Nos últimos anos, o governo federal aprovou a destinação de altos volumes de recursos para a construção de corredores de transporte de média e alta capacidade (TMA). Além do grande volume de recursos investido, a construção desses corredores é determinante para a consolidação de novos eixos de desenvolvimento urbano e pode ser decisiva para a melhoria da qualidade de vida da população.

Como as medidas de desestímulo ao uso do automóvel melhoram a mobilidade urbana

As primeiras cidades, datadas de 3.500 AC, inauguraram espaços feitos para encontros, trocas e interações entre pessoas. No decorrer dos séculos, as cidades foram se adaptando de acordo com novos padrões de densidade, zoneamento e transporte. Mas foi no século XX, ou mais especificamente no pós-guerra, que as cidades começaram a mudar radicalmente. Com o surgimento do automóvel, sua valorização enquanto bem de consumo, e a rápida disseminação do seu uso, houve uma inversão total: as cidades foram adaptadas e desenhadas para acomodar as viagens de automóvel. As cidades para pessoas passaram a ser cidades para carros.

Onde estão as pessoas e o transporte na cidade de São Paulo?

São Paulo é a maior metrópole brasileira e é necessário que avance no planejamento de sua rede de transporte integrado ao planejamento do território e de sua ocupação. A análise a seguir foi produzida em parceria do ITDP Brasil com o WRI Cidades para incentivar o debate sobre a agenda de mobilidade urbana e transporte público na cidade de São Paulo.

Para que as pessoas possam se deslocar com eficiência e conforto e estejam dispostas a reduzir o uso do automóvel, São Paulo precisa oferecer uma vasta rede integrada de transporte público de qualidade, composta por metrô, trem, monotrilho, BRT e corredores de ônibus, entre outros.

Índice de caminhabilidade permite avaliar ruas sob ótica do pedestre

Desde 1905 o escritor brasileiro João do Rio falava em ‘flanar’ pela cidade’. Quase 100 anos depois, o sentido de ‘flanar’ foi ressignificado, mas também trouxe um novo olhar de como podemos nos relacionar com nossa cidade. ‘Flanar’ hoje é um convite à caminhar, esbarrar, reconhecer e aprofundar-se na experiência urbana. Vivemos mesmo é na cidade, nos relacionamos com ela o dia todo, todos os dias.

Em sua origem, a rua não era apenas uma via de acesso a um local e, sim, o próprio local. Um espaço de convivência para se estar, passar o tempo, interagir com outras pessoas. Na segunda metade do século XX o planejamento urbano focou em infraestrutura para a circulação eficiente de veículos motorizados. Tal modelo tem sido questionado já há algumas décadas, por autores como Jane Jacobs e Jan Gehl, cujos trabalhos pioneiros valorizaram o pedestre e a vida urbana”, contextualiza Danielle Hoppe, gerente de Transportes Ativos e Gestão da Demanda por Viagens do ITDP Brasil.

ITDP e Studio - X promovem terceira série de discussões sobre Mobilidade na Rio+20

Mobilidade Urbana e Transporte Sustentável são os temas tratados pelo ITDP na Rio + 20

ITDP E STUDIO-X promovem discussões sobre mobilidade na RIO+20