
A interseção entre arquitetura e neurociência, conhecida como neuroarquitetura, emerge como um campo inovador, trazendo à tona a influência significativa do design, seja de espaços urbanos ou de edifícios, na percepção humana, incluindo o aspecto de segurança. Esta área de estudo ganha relevância em um contexto em que a arquitetura urbana não é apenas uma questão estética ou funcional, mas também um elemento crucial na criação de ambientes que promovam bem-estar e segurança.
Amplos conceitos da neuroarquitetura são abordados por John Zeisel em seu livro Inquiry by Design (2006), que explora como os espaços que habitamos podem afetar nosso comportamento, emoções e até a saúde mental. Zeisel, um sociólogo e pesquisador em design ambiental, argumenta que a compreensão das interações entre o ambiente construído e a neurologia humana é fundamental para projetar espaços que não apenas atendam às necessidades físicas, mas também contribuam positivamente para o bem-estar emocional e psicológico.









