Quando chegamos na etapa de projeto executivo nos deparamos com o momento do detalhamento das áreas molhadas, que inclui a escolha não só dos acabamentos de parede e piso, mas também das bancadas, louças e metais. O diálogo entre esses elementos é fundamental para um espaço bem ambientado, independentemente do estilo escolhido.
Primeiro lugar. Equipe coordenada por Rodrigo Quintella Messias. Image Cortesia de IAB/RJ
O Departamento Cultural do Abrigo do Marinheiro (DCAMN), em parceria com a Marinha do Brasil, e o Departamento do Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/RJ) anunciaram o resultado do Concurso de Arquitetura para o Museu Marítimo do Brasil. A equipe coordenada pelo arquiteto e urbanista Rodrigo Quintella Messina, de São Paulo-SP, conquistou o primeiro lugar no certame, que teve 110 estudos preliminares entregues. Ao todo, 191 equipes, distribuídas por 17 estados do país, candidataram-se para enviar projetos – um recorde na história das chamadas públicas do IAB/RJ.
O Arquicast Entrevista traz para a mesa de conversa mais um escritório de peso. Comandado por três arquitetos, todos oriundos da UnB - Daniel Mangabeira, Henrique Coutinho e Matheus Seco - o Bloco Arquitetos está situado em Brasília, uma das cidades mais emblemáticas e desafiadoras do país. Trabalhando em diferentes escalas e programas, o grupo se caracteriza por uma atuação multidisciplinar, coordenando, além dos projetos do escritório, várias iniciativas que objetivam a valorização da cultura arquitetônica brasileira e da profissão. Quem explica para gente essa dinâmica de trabalho são os sócios Henrique Coutinho e Matheus Seco.
Projetado pelos arquitetos do Foster + Partners, o Alif-The Mobility Pavilion exposto na Expo 2020 Dubai discute as fronteiras entre o mundo físico e digital e convida os visitantes a conhecer os ícones históricos da mobilidade, cujas inovações ajudaram a trilhar o caminho até os dias de hoje. O pavilhão possui o maior elevador de passageiros do mundo, capaz de transportar mais de 160 pessoas ao mesmo tempo, e uma pista semi-subterrânea de 330 metros de extensão que permite aos visitantes verem dispositivos de mobilidade de última geração em ação.
Juntando-se a Copenhague e Rio de Janeiro, Barcelona foi nomeada Capital Mundial da Arquitetura para 2026 pela Unesco e sediará o Congresso Mundial da União Internacional de Arquitetos dois anos após o evento em Copenhague. Barcelona e Pequim foram candidatas ao título de 2026, mas a cidade espanhola venceu com a proposta de tema Um hoje, um amanhã, que explora a abordagem da cidade em relação à sustentabilidade e o futuro do ambiente construído.
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O designer Dror é um dos destaques do evento
Re-Atitude, Mentes Criativas e Futuros Possíveis são tema da 2ª edição do Connectarch Summit Evento gratuito contará com palestras de Alejandro Aravena, Fernando Forte, Sarkis Semerdjian, Dror, entre outros nomes de destaque nacional e internacional
Maior evento digital já realizado sobre arquitetura e design, o Connectarch Summit chega à sua segunda edição reunindo grandes referências da arquitetura, design, comportamento, inovação, criatividade e outros temas ligados à atualidade. Toda a programação é organizada pelo programa de relacionamento para arquitetos e designers das marcas Eliane e Decortiles, o Connectarch.
Serão três dias de palestras gratuitas, entre 10 e 12 de agosto, sempre
Em nosso país vizinho, o Paraguai, tijolo pode significar muitas coisas. Desde paredes, divisórias, muros, anteparos, lajes, abóbadas, pisos e pavimentos. Ao longo das últimas duas décadas, a arquitetura contemporânea paraguaia não só evidencia a grande versatilidade deste nobre material, mas sobretudo nos mostra a capacidade de seus arquitetos em reinventar constantemente a sua aplicação, explorando a fundo todo o seu potencial expressivo.
Há mais de um ano em pandemia, o fluxo de viagens e turismo diminui no mundo todo. Mas nem por isso precisamos deixar de conhecer cidades distantes. Desde o início da quarentena, diversos museus e organizações prepararam tours virtuais que levam os usuários a imersões digitais pelas suas localidades. Pensando nisso, reunimos aqui quatro diferentes formas para você explorar lugares sem sair de casa.
Dizem que os shopping centers e as galerias comerciais, outrora tão frequentadas, estão com os dias contados. Embora em grande parte, a forma como costumávamos consumir tenha mudado consideravelmente ao longo dos últimos anos e sobretudo após o início da crise sanitária de Covid-19, com muitas lojas passando a operar apenas no mundo virtual, parece que muitas das mudanças que a pandemia nos trouxe chegaram para ficar. À medida que as nossas cidades continuam a crescer a um ritmo bastante acelerado, e os grandes centros comerciais e shopping centers—por outro lado—permanecem vazios e ociosos, há uma pergunta a se fazer: existe alguma possibilidade de transformarmos estes ambientes de consumo em moradia para aqueles que mais necessitam?
A migração entre cidades, estados, países e continentes faz parte da vida cotidiana. À medida que buscamos novas oportunidades em nossas vidas pessoais e profissionais, nossas escolhas individuais têm, na verdade, impactos maiores nos grandes sistemas socioeconômicos, altamente interconectados em todo o mundo. Mudar de uma pequena cidade rural para uma grande metrópole, ou de um continente para outro, traz mais implicações do que você possa imaginar — e a arquitetura, combinada com o conceito de "fuga de capital humano", pode estar auxiliando o processo nos bastidores, influenciando você a ir de um lugar para o outro.
Arquiteturas do Sul Global é o título do curso ministrado pelos arquitetos Marco Artigas e Pedro Vada, por meio da Associação Escola da Cidade, que tinha como objetivo ampliar o repertório sobre a produção arquitetônica contemporânea levando em consideração a urgente necessidade de novos olhares, fundamentalmente contra-hegemônicos. Partindo do conceito de Sul Global em consonância com uma visão de união entre os países que passaram por processos de colonização, o curso, ministrado entre setembro e dezembro de 2020, estabeleceu constantes diálogos com arquitetas e arquitetos que mantém sua atuação ou residência nos países deste chamado sul.
A ideia desses encontros foi discutir o que e como estão construindo nesses países, com base em uma conversa mais direta sobre as questões colocadas pelos diversos territórios, sociedades e culturas, explorando com maiores detalhes o processo e as decisões tomadas em cada projeto, com documentação mais rica que as utilizadas em publicações, abordando reflexões estruturais e temas urgentes.
https://www.archdaily.com.br/br/965183/arquiteturas-do-sul-global-conversa-com-adengo-architecture-taller-de-arquitectura-e-dna-design-and-architectureMarco Artigas e Pedro Vada
No artigo desta semana, o autor Jacob DiCrescenzo explora um outro lado da experiência humana da arquitetura e do espaço: aquele relacionado às nossas emoções. Recentemente, em outro artigo publicado pelo Common Edge, ele já havia nos convidado a refletir sobre a “arquitetura do sentimento”, enfocando em questões relacionadas à psicologia do espaço e de que forma o ambiente construído impacta em nossas emoções. Argumentando que “a arquitetura é uma experiência profundamente emocional”, DiCrescenzo comenta ainda sobre todos os benefícios que a neurociência pode trazer para o futuro da arquitetura.
O debate sobre criminalidade e segurança pública no Brasil tem sido pautado pela polarização entre defensores de medidas duras contra o crime, que vão desde o endurecimento das penas e dos trâmites processuais até o salvo conduto da excludente de ilicitude para a violência policial, e críticos do sistema de segurança pública e justiça penal, pelos abusos praticados e a ineficácia do encarceramento para a contenção da criminalidade.
Para além desta dicotomia muitas vezes contraproducente para o enfrentamento de um problema que vitimiza grande parte da população brasileira, que tem sua integridade física e/ou patrimonial ameaçada cotidianamente, a questão da prevenção ao delito tem sido pouco discutida e menos ainda priorizada. Há experiências exitosas neste âmbito, e todas elas passam pelo maior protagonismo do poder local/municipal na implementação de iniciativas e programas e na articulação da ação das polícias com outros atores sociais.
https://www.archdaily.com.br/br/965400/a-cidade-e-a-seguranca-publicaRodrigo Ghiringhelli de Azevedo
Na maioria dos casos, o planejamento urbano é uma prática desenvolvida com base na suposição de que toda cidade cresce, ou que pelo menos, deveria crescer. Entretanto, a realidade nos mostra que nem sempre tudo parece funcionar como o previsto, e que em nossa sociedade hoje, muitas cidades estão passando por um processo inverso, de decrescimento ou despovoamento. E isso não significa dizer que em cidades que decrescem o planejamento urbano seja algo desnecessário, muito pelo contrário, neste caso esta prática talvez seja ainda mais importante—além do fato de que ela deve assumir novos conceitos, critérios e estratégias capazes de fazer frente a este grande desafio. O fenômeno do despovoamento é um processo de declínio urbano generalizado que pode ter as mais diversas e complexas causas que vão desde mudanças significativas nos meios de produção, fenômenos migratórios, conflitos ou esgotamento dos recursos naturais. Buscando somar evidências e colaborar com o desenvolvimento do profuso debate que gira em torno do tema atualmente, a seguir apresentaremos algumas das principais abordagens que algumas cidades em processo de despovoamento tem incorporado em suas estratégias de planejamento urbano.
A Escola da Cidade, por meio da disciplina Seminário de Cultura e Realidade Contemporânea, recebeu o professor Alfredo Bosi para discutir a noção de cultura ou culturas. Na conversa, o professor partindo de experiências vividas por ele que tangenciam diversos tipos de vivências espaciais, tensiona e expõe várias faces que a palavra cultura apresenta.
https://www.archdaily.com.br/br/966185/alfredo-bosi-cultura-ou-culturas-brasileirasStela Mori
O governador do estado de Nova Iorque, Andrew Cuomo, anunciou recentemente que a Adjaye Associates e o Studio Zewde serão os escritórios de arquitetura responsáveis pelo projeto de reurbanização de parte do Campus do Centro Psiquiátrico de Kingsboro no East Flatbush, Brooklyn. O projeto, orçado em US$ 400 milhões, está sendo desenvolvido no contexto da Vital Brooklyn, uma iniciativa que pretende investir mais de 1,4 bilhão de dólares na transformação de uma área subutilizada de aproximadamente 3 hectares em pleno centro do Brooklyn em um novo e vibrante bairro sustentável.
Um dos elementos construtivos que melhor combina a funcionalidade com a estética, o forro pode ser um importante aliado aos projetos de arquitetura e de interiores, adicionando camadas de textura, cores e materialidade, permitindo assim um maior controle de qualidade dos espaços internos, ao mesmo tempo que serve como armazenamento e proteção de outros sistemas.
Sob o título Available City / Cidade Disponível, a Bienal de Arquitetura de Chicago acontecerá de 17 de setembro a 18 de dezembro em mais de 10 locais da cidade, com o intuito de destacar o potencial das áreas urbanas vazias como espaços coletivos por meio de intervenções desenvolvidas em estreita colaboração com a comunidade local. Por isso, a bienal também anunciou que os parceiros culturais desta nova edição apresentarão um programa em forma de conferências, painéis, workshops ou performances: SOM, Studio Gang e Museu de Arte Contemporânea são alguns dos mais de 100 museus, estúdios de arquitetura e organizações comunitárias participantes do evento.