Desde o período pré-colombiano das Américas -quando culturas como Olmec, Maia, Purepecha e Mexica (Astecas) prosperaram- até a era moderna, onde a arquitetura foi influenciada por movimentos sociais e até desastres naturais, a arquitetura mexicana mostra uma expressão arquitetônica valiosa, com sua própria voz e características distintas. O prêmio Nobel Octavio Paz argumentou que a arquitetura é uma testemunha incorruptível da história. Da mesma forma, os materiais usados para moldá-la atuaram como protagonistas dessa história, durando em muitos casos ao longo do tempo e evoluindo graças às gerações de arquitetos que contribuíram para ela, de diferentes perspectivas.
Para traçar uma linha do tempo, é possível tomar como uma arquitetura pré-hispânica de ponto de partida, que exibiu uma diversidade de nuances devido à vasta extensão territorial do México. Isso permitiu que diversas culturas encontrassem seu nicho e desenvolvessem seus estilos arquitetônicos característicos. Posteriormente, a era da colonização espanhola, que atraiu a influência da arquitetura islâmica, representou um ponto de virada notável no desenvolvimento arquitetônico. Essa fase perdurou até o advento da independência mexicana no século XIX. Por sua vez, isso marcou o início dos movimentos sociais e culturais, durante e após a revolução mexicana no início do século XX.
https://www.archdaily.com.br/br/1005773/materiais-que-definem-a-estetica-arquitetonica-mexicana-contemporaneaEnrique Tovar
O Art Déco é um estilo artístico e de design que surgiu na Europa no final do século XIX e início do século XX, atingindo seu auge nos anos 1920 e 1930. Embora seja difícil identificar uma única origem para o estilo, acredita-se que ele se desenvolveu como uma reação contra os movimentos Arts and Crafts e Art Nouveau, que enfatizavam o artesanato e a ornamentação naturalista. O estilo espalhou-se rapidamente pelo mundo e teve grande influência na arquitetura, no design de interiores, na moda e nas artes visuais durante a primeira metade do século XX.
Um dos fatores mais importantes ao projetar é o clima específico do local. Isso pode ser difícil quando se lida com climas extremos e é necessário usar materiais isolantes que se adaptem às condições variáveis. No entanto, quando se fala do México e de seu clima particular, isso se volta a favor dos arquitetos, permitindo-lhes criar microclimas e espaços que se confundem na transição entre o interior e o exterior.
A cada ano, a TIME publica a TIME100 Next, uma lista, inspirada em sua conhecida TIME100, que busca reconhecer 100 pessoas de todas as indústrias do mundo cujas carreiras estão em ascensão. Como resultado, a lista de 2022 da TIME100 Next apresenta desde músicos e profissionais médicos, a funcionários do governo, líderes de movimentos e denunciantes de alto nível ao lado dos principais diretores executivos, todos selecionados pelos jornalistas da revista. Entretanto, na lista deste ano figura a única profissional representante da classe: a arquiteta mexicana Frida Escobedo.
Casa Diego Rivera e Frida Kahlo. Via: Wikimedia, licença CC BY-SA 3.0
As casas gêmeas de Diego Rivera e Frida Kahlo, atual sede do Museu Casa Estúdio, foram encomendadas em 1931 para o jovem arquiteto e amigo da família, Juan O'Gorman. Esta importante obra foi uma das primeiras construções funcionalistas da América Latina, incorporando o estilo orgânico mexicano de maneira muito natural. O conjunto abrange uma casa para Frida e outra para Diego, com um estúdio em cada uma delas.
Durante as férias de inverno muitos arquitetos aproveitam para viajar e conhecer outras cidades e monumentos. Durante esta breve pausa, convidamos todos os arquitetos à repensar seus próximos destinos e visitar um dos mais incríveis projetos de arquitetura da América Latina. Ainda que seja importante para um arquiteto revisitar projetos clássicos, tenha em conta que explorar lugares desconhecidos pode surpreendê-lo de uma maneira como você nunca imaginou. Tendo isso em mente, decidimos fazer uma lista de importantes obras arquitetônicas pouco conhecidas, as quais chamamos de "pérolas ocultas da arquitetura latino-americana". Veja a seguir a lista completa, compilada especialmente para vocês.
O curso apresenta um panorama de obras de Luis Barragán (1902-1988) incluindo os contextos históricos, culturais e políticos nos quais as obras foram projetadas e construídas. Cada aula abordará uma fase específica, reconhecida pela historiografia mexicana, além de criar paralelos com a obra de Le Corbusier e com outros artistas como Mathias Goeritz e Jesús "Chucho" Reyes.
HORÁRIO/DATA
22.06 (seg.) 19h30 - 21h30
23.06 (ter.) 19h30 - 21h30
25.06 (qui.) 19h30 - 21h30
*Uma hora e meia para explanação da professora e meia hora para discussão de dúvidas ou questionamentos.
METODOLOGIA
Curso on-line feito pela plataforma Google Meet. Os inscritos receberão o link da reunião
O clima é um dos principais fatores que definem a arquitetura específica de um lugar. Em se tratando de situações extremas, as condições climáticas podem se transformar em um grande desafio para a arquitetura, demandando a utilização de complexos sistemas de isolamento para viabilizar a habitabilidade dos edifícios em ambientes hostis. Entretanto, quando o clima favorece, ele se volta à favor dos arquitetos, permitindo o desenvolvimento de soluções arquitetônicas intimamente conectadas ao seu ecossistema específico, dissimulando os limites entre arquitetura e paisagem.
A arquitetura dos centros culturais no México ganhou relevância nos últimos anos, onde existe um interesse latente em proporcionar espaços recreativos e educacionais, fazendo destas estrutura verdadeiros marcos urbanos que atraem visitantes de todo o país ano após ano.
O Colegiado de Arquitetos da Cidade do México convocou a todos os arquitetos e arquitetas mexicanos a participarem na IV Bienal de Arquitetura da Cidade do México 2019. Este evento pretendia identificar as melhores obras arquitetônicas do país, assim como as publicações, pesquisas e teses, reconhecer a seus autores e difundir as obras mais relevantes para permitir, por meio da análise e da crítica, estabelecer uma reflexão acerca da arquitetura contemporânea responsável e com soluções sustentáveis. Neste bienal foram apresentados 106 projetos, 18 publicações e foram concedidas 1 medalha de ouro, 14 medalhas de prata, 2 menções especiais e 27 menções as quais foram divididas em 23 categorias. Continue lendo para conhecer os vencedores.
A produção arquitetônica no México tem enfrentado uma série de desafios ao longo dos últimos anos, muito principalmente devido aos abalos sísmicos que castigaram o país em 2017. Ao menos novo estados foram gravemente afetados: do Distrito Federal até Guerrero, passando de Oaxaca à Veracruz, Puebla e Morelos. Entretanto, o desastroso terremoto sacudiu também boa parte da comunidade de arquitetos, que unindo forças, abraçaram o desafio de reconstruir o país. Este exercício fez com que muitos arquitetos se tornassem mais conscientes à respeito das condições urgentes das camadas mais vulneráveis da população.
O Museu de Arte Contemporânea de Monterrey (MARCO), localizado na esquina da Macro Plaza e ladeado pela Catedral e pelo Palácio Municial, foi projetado de modo a se integrar à paisagem urbana, tomando como base a planta tradicional das casas mexicanas que se estruturam a partir de um pátio central cercado por arcadas que dão acesso a galerias internas.
A arquiteta mexicana Tatiana Bilbao - fundadora do escritório Tatiana Bilbao Estudio - foi reconhecida com a oitava edição do Marcus Prize. O prêmio já foi concedido a diferentes profissionais de renome mundial, como Jeanne Gang (2017), Joshua Ramus (2015), Sou Fujimoto (2013), Diébédo Francis Kéré (2011), Alejandro Aravena (2010), Frank Barkow (2007), Winy Maas (2005), e procura reconhecer arquitetos do mundo todo cuja trajetória esteja em ascensão.
Um dos fatores mais importantes ao projetar é o clima específico do local, isso pode representar uma dificuldade ao lidar com condições extremas sendo necessário usar materiais isolantes que se adaptam às mudanças. No entanto, quando se fala do México e do seu clima privilegiado, trata-se de um ponto a favor dos arquitetos, permitindo a criação de microclimas e espaços que se desvanecem na transição do que se revela dentro e fora.
A Colônia Roma é conhecida por sua recente ebulição no campo da arte e da cultura de nosso tempo, cheia de galerias de arte, restaurantes, livrarias e museus. No entanto, sua tradição data da Época Porfiriana a princípios do século XX como exemplo de apresentar a Cidade do México como uma cidade moderna ao criar a primeira colônia, junto a Condesa, com todos os serviços básicos à disposição de seus habitantes. Desenhada com bulevares parisienses e ruas arborizadas, Roma é um claro exemplo de uma arquitetura art nouveau, ecléctica e à moda francesa, que propiciou a chegada de famílias de alto escalão social.
Após ter fotografado escritórios de arquitetura na Holanda, Dubai, Londres, Paris, Pequim, Xangai, Seul, Escandinávia, Barcelona e Los Angeles, o fotógrafo de arquitetura Marc Goodwin continua sua série, registrando agora alguns dos escritórios mais reconhecidos do México. Conheça o cotidiano desses profissionais da Cidade do México, a seguir.
Um dos fatores mais importantes quando se projeta é o clima específico do local. Isso pode representar uma dificuldade quando se trata de climas extremos, e é necessário utilizar materiais isolantes que se adaptem às condições mutáveis. No entanto, quando se trata do México e seu clima privilegiado, isso se transforma em um elemento a favor dos arquitetos, permitindo criar microclimas e espaços que se dissolvem na transição do que é o espaço interno e externo.
O México é um país que vem se destacando no cenário global da arquitetura, com projetos que mesclam elementos tradicionais e contemporâneos de maneiras bastante inventivas. As técnicas construtivas características de cada região e o uso de materiais de acordo com as necessidades térmicas, econômicas ou estéticas, resultam em propostas muito singulares.
Um exemplo disso são os projetos em bambu. Seja como elemento construtivo ou decorativo, usado em revestimentos, fachadas ou coberturas, este material comprovou sua versatilidade frente a materiais mais usuais, como aço ou compostos plásticos.
Embora as pesquisas sobre esse material tenham avançado significativamente nos últimos anos, sabemos que ainda há muito a aprender - e esse conhecimento será reforçado a partir de novos projetos que se baseiam em conhecimentos do passado e os empregam com técnicas atuais. Por isso, apresentamos uma lista de oito projetos no México que exploram o bambu de diferentes modos.