Hoje, 19 de abril, é comemorado o Dia Mundial da Bicicleta. Comemorado desde 1943 após uma curiosa história envolvendo o químico suíço Albert Hofmann e um experimento para determinar os efeitos do LSD no corpo e na mente, o dia da bicicleta -- deixando este inusitado fato histórico de lado -- é, hoje em dia, uma bela oportunidade de lembrar e destacar que cada vez em maior número, os habitantes de cidades de todas as partes do globo estão optando pela mobilidade ativa sobre duas rodas.
Aproveitamos a ocasião para revistar alguns artigos relacionados à bicicleta, ao ciclismo urbano e à mobilidade sustentável que temos publicados em nossa página. Veja a seguir:
Matthew Simmonds, historiador de arte e escultor, é conhecido por ter criado espaços em miniatura excepcionalmente belos através de escavações em pedras - alguns dos quais já foram publicados em nossa página. Seu trabalho explora "formas positivas e negativas, o significado da luz e da escuridão e a relação entre natureza e esforço humano." Aqui, compartilha conosco quatro trabalhos recentes: Ringrone (2016, 61cm de altura), Corona (2016, 30cm de altura), Ararat: Study II (2016, 20cm de altura) e Tetraconch (2015, 31cm de altura).
Registro da Primeira Semana da Ecologia Urbana, projeto contemplado pelo patrocínio do CAU/GO em 2014. Image Cortesia de Sobreurbana
Os interessados em se candidatar ao apoio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU/GO) neste ano, pela chamada pública de patrocínio, devem se inscrever até o dia 27 de abril. O CAU/GO disponibilizará o montante total de R$ 60 mil, que será dividido em cotas menores a serem distribuídas entre as iniciativas aprovadas.
Em 1871, um incêndio que durou três dias destruiu grande parte de Chicago, fazendo com que nos anos seguintes um plano de reconstrução fosse desenvolvido.
Este incluía obras de infraestrutura e projetos urbanos, sendo um deles a linha férrea Bloomingdale, construída em 1873 na região noroeste da cidade para o transporte de cargas e passageiros e, assim, impulsionar o desenvolvimento industrial e social nesta área.
Após o anúncio de que uma piscina - um dos maiores símbolos culturais da Austrália - fará parte da exposição australiana na Bienal de Veneza de 2016, mais informações foram reveladas sobre o que será apresentado.
De acordo com os organizadores, "oito líderes culturais importantes de diversas áreas foram selecionados para compartilhar suas próprias histórias, fazendo uso do elemento piscina como plataforma para explorar a relação entre a arquitetura e a identidade cultural australiana". São eles: os nadadores olímpicos Ian Thorpe e Shane Gould, o ecologista Tim Flannery, os estilistas Romance Was Born, os escritores Christos Tsiolkas e Anna Funder, o curador de arte indígena Hetti Perkins e o músico Paul Kelly.
Em seu novo livro, Landscape as Urbanism (Paisagem como Urbanismo, em tradução livre), Charles Waldheim, Professor na John E. Irving e Diretor de Paisagismo na Graduate School of Design da Harvard University argumenta que para compreender a metrópole do século XXI "um entendimento tradicional da cidade como extrapolação de modelos e metáforas arquitetônicas não é mais viável dado a prevalência de forças ou fluxos maiores. Isso inclui rupturas ou quebras na lógica arquitetônica da forma urbana tradicional como compelida por mudanças ecológicas, econômicas e de infraestrutura."
Em outras palavras, as construções espaciais nos ambientes urbanos não deveriam mais ser ligadas à funções intratáveis ou tentativas de isolamento, mas deveriam se integrar ao tecido urbano. Esses tipos de projetos devem ser flexíveis às mudanças inevitáveis em funcionalidade e propósito que são os subprodutos da mudança econômica e evoluções nas intenções de uso do solo. Os doze projetos apresentados aqui são exemplares de tais práticas, tanto na forma como eles se adaptam às intervenções anteriores e como se movem para além da noção de um futuro estático para as condições urbanas que estão perpetuamente em fluxo.
Como os nossos edifícios vão mudar quando nossos dispositivos móveis poderão receber enormes quantidades de dados vindos das luminárias acima das nossas cabeças? O LED não apenas nos trouxe uma fonte de luz altamente eficiente, mas é também um instrumento promissor para a comunicação de luz visível (VLC). A luz não será apenas um meio para apoiar a visão, mas também será um meio essencial de comunicação de dados. Com o baixo consumo de energia de um LED, poderemos até mesmo configurar luminárias sem cabos de alimentação e apenas instalar cabos Ethernet. Bem-vindos ao mundo da iluminação digital!
A forma de estabelecer contatos profissionais na arquitetura -- mas também em praticamente todo os outros campos -- mudou radicalmente na última década, passando do mundo analógico para o virtual -- que hoje em dia é o ambiente onde a maior parte das relações têm início. Todavia, pequenos detalhes fazem muita diferença quando se trata de cativar um possível novo cliente ou estabelecer uma nova parceria; e estes detalhes não são exclusivos ao mundo virtual, eles também se estendem aos objetos reais, elementos que podem lhe ajudar a conquistar ou afastar novas possibilidades profissionais.
Entre estes elementos está o velho, porém ainda muito eficiente, cartão de visitas. Ainda hoje é muito comum apresentarmos um cartão de visitas a um novo cliente ou parceiro, e não se pode negligenciar o efeito positivo ou negativo que este singelo elemento pode causar. Simples e minimalistas, cartões monocromáticos e com tipografias sóbrias são sempre bem quistos entre arquitetos, todavia, nem sempre menos é mais e, por vezes, explorar formas, materiais e cores incomuns pode resultar em um cartão bastante original que certamente atrairá a atenção de quem o recebe.
Compilamos a seguir alguns exemplos de cartões de visita que poderão servir de inspiração para arquitetos, engenheiros, designers, paisagistas e urbanistas:
A empresa japonesa Komatsu Seiten Fabric Laboratory criou um novo composto de carbono termoplástico chamado CABKOMA Strand Rod. Este novo material consiste em uma fibra de carbono coberta com fibras sintéticas e inorgânicas e revestida com uma resina termoplástica. O material foi usado no exterior da sede da Komatsu Seiten.
Grandes piões decorados com tecidos coloridos ocuparam o parque Discovery Green, em Houston, até o dia 22 de março de 2016. Estes fazem parte de uma instalação de arte interativa dos designers mexicanos Héctor Esrawe e Ignacio Cadena. Apelidado de "Los Trompos", a instalação contou com vinte estruturas 3D. Apenas duas ou mais pessoas trabalharam em conjunto para a realização da obra, promovendo uma conexão envolvente.
O Auditório Simon Bolívar, parte do complexo do Memorial da América Latina – projetado por Oscar Niemeyer em São Paulo – teve sua estrutura recuperada após um grande incêndio que assolou o edifício em 2013. Segundo um artigo recente escrito por Edison Veiga pra o jornal Estadão, foram necessários sete meses de obras e um orçamento de R$6,5 milhões para restaurar a estrutura do auditório. Os interiores – que incluem o mobiliário, a iluminação, os estofamentos e todos os demais acabamentos – serão restaurados através de uma nova licitação que deverá ser aberta em maio.
A recuperação da estrutura foi realizada através de um processo pouco usual: uma fina camada de concreto comprometida pelo fogo – de 5cm a 10cm de espessura – foi removida e, então, substituída por concreto novo, garantindo que não haja fissuras que pudessem danificar as ferragens da estrutura.
Mergulhada em uma era de digitalização e computação, a arquitetura foi profundamente afetada na última década por aquilo que alguns críticos têm chamado de "Terceira Revolução Industrial". Com questões éticas e de produção muito presentes no atual discurso da arquitetura, projetos que tiram vantagem destas novas tecnologias são frequentemente criticados por sua natureza vazia e inconsistente. Por outro lado, temos presenciado a emergência de trabalhos que exemplificam o lado mais otimista desta "Terceira Revolução Industrial" -- uma arquitetura que se apropria das novas tecnologias e da computação para o bem comum de nossas cidades e seus habitantes.
Compilamos sete destes projetos, que englobam desde exemplos de engenharia até produções mais artesanais; projetos que, 80 anos depois da publicação de um dos livros mais reverenciados de Le Corbusier, dão pistas de um novo horizonte -- por uma (nova) arquitetura.
A Moleskine anunciou um novo produto que permitirá aos consumidores "unirem seus mundos analógico e digital". O Smart Writing Set consiste em um sistema que inclui a Paper Tablet, um caderno feito exclusivamente pela Moleskine que funciona em conjunto com a Pen+, uma canela digital que reconhece o caderno e rastreia o movimento do usuário. A Pen+ então envia estas informações para o novo Moleskine Notes App (para iPhone) ou para o Neo Notes (para Android) para registrar digitalmente as anotações dos usuários.
E se alguns dos nossos edifícios prediletos pudessem levantar e andar por aí? O designer e ilustrador Michael William Lester selecionou 20 marcos arquitetônicos de todo o mundo - inclusive o Aeroporto de Brasília - para trazê-los a vida numa série de GIFs.
“A boa arquitetura interage com seu entorno,” escreve Lester no seu site. “Isto desprende energia e gera tanta vida que o edifício vive e respira.”
A Bienal de Veneza acaba de divulgar uma lista com 19 eventos paralelos que acontecerão simultaneamente à 15ª Exposição Internacional de Arquitetura -- Reporting from the Front -- que tem curadoria de Alejandro Aravena e é presidida por Paolo Baratta. A inauguração do evento principal acontecerá nos dias 26 e 27 de maio e o publico poderá visitar a exposição a partir de 28 de maio até 27 de novembro deste ano.
Os eventos paralelos, cada um selecionado por Aravena e promovido por alguma organização sem fins lucrativos, acontecerão por toda a cidade de Veneza e, nas palavras de Paolo Baratta, "[eles] contribuem, juntamente com um grande número de países participantes que não têm um pavilhão no Giardini ou no Arsenale, para difundir a 15ª Exposição Internacional de Arquitetura ao transformá-la em um fenômeno urbano que envolve todos os cantos da cidade."
Veja a lista completa dos eventos paralelos que acontecerão nesta edição da Bienal de Veneza:
Cerca de 30% dos automóveis que circulam pelo centro de Amsterdã são táxis e realizam percursos circulares. Além disso, 65% dos veículos motorizados que trafegam por esta região da cidade não têm nela seu destino final.
Estas cifras evidenciam que o centro da capital holandesa pode sofrer com um congestionamento viário que é evitável, desde que se implementem as medidas correspondentes.
A fotógrafa Laurian Ghinitoiu compartilhou conosco as últimas fotos do "courtscraper", projetado pelo BIG. Explorando o contexto urbano desta distinta torre, as imagens ilustram como surge as fachadas do edifício a partir de diferentes perspectivas.
Para mais informações sobre este projeto e a inovadora filosofia projetual do BIG, veja este vídeo do New York Times e a galeria de fotos do edifício em construção.
https://www.archdaily.com.br/br/785635/via-57west-do-big-sob-o-olhar-de-laurian-ghinitoiuAD Editorial Team
Os organizadores do concurso para estudantes de Arquitetura “120 Hours” divulgaram os vencedores da edição de 2016 —“O que houve com o espaço arquitetônico?”— cujo desafio era imaginar um espaço sem programa ou lote. Em tempos em que o discurso da arquitetura é influenciado mais pelo programa e ambiente, do que pela qualidade espacial, a tarefa foi única e desafiadora em sua simplicidade. Foram mais de 2.863 inscrições recebidas, de mais de 72 países diferentes, com vencedores selecionados por um júri comandado por Christian Kerez e incluindo Maria Shéhérazade Giudici, Beate Hølmebakk, Neven Mikac Fuchs e Marina Montresor.
Originalmente desenvolvido por estudantes de Oslo, o formato do concurso pretende encorajar o discurso entre estudantes de arquitetura de todo o mundo, com as instruções do concurso divulgadas apenas 120 horas (5 dias) antes da data de entrega. Essas restrições únicas têm dado origem a propostas únicas e pouco convencionais, como por exemplo os vencedores da edição passada, que propuseram uma estrutura de andaimes gigantes e o uso de robôs para habitar uma cidade abandonada. Veja, a seguir, os três vencedores de 2016.
Durante as duas últimas décadas, muitas das mais reconhecidas instituições culturais europeias - incluindo ARTE France, Les Films d'Ici, Louvre, Ministério da Cultura e Departamento de Comunicação de Arquitetura e Patrimônio, Centre Pompidou, Cidade da Arquitetura e Patrimônio, Museu d'Orsay e a Fundació Mies van der Rohe - se uniram para produzir mais de 50 documentários dedicados às realizações mais significativas da arquitetura, desde seus primórdios até as últimas criações que envolvem os arquitetos mais importantes da atualidade. Agora, estes vídeos estão disponíveis para o público através do canal Youtube ACB (Art & Culture Bureau).
Cada documentário dura aproximadamente 26 minutos e se centra na gênesis e impacto de edifícios icônicos. A narração é em inglês e diversos vídeos apresentam entrevistas com os próprios arquitetos. Veja alguns deles abaixo e confira a lista completa aqui.
Quinze anos após sua aprovação no Congresso Nacional o que se percebe é que as desigualdades presentes no Brasil urbano continuam as mesmas da época em que o Estatuto da Cidade era bravamente discutido e enormemente desejado por toda uma geração de arquitetos e urbanistas. Sua aprovação em 2001 representou um sopro de esperança para aqueles que sonhavam com um Brasil urbano menos desigual e excludente. Diretrizes e instrumentos urbanísticos avançados foram discutidos durante mais de uma década no Congresso Nacional até sua aprovação pela Lei Federal 10.257/2001. Entretanto, uma série de situações levou o Estatuto a falhar na sua luta pela construção de um espaço urbano menos desigual no país.
Habitar entendido como valor a redescobrir na sua essência, expressão da relação intrínseca entre arquitetura e design, hoje esquecida em prole de um processo de especialização das disciplinas de projeto. Este processo tem conduzido, por um lado, ao progressivo entendimento do design como disciplina complementar da arquitetura, por outro, leva a considerar a arquitetura em função das suas qualidades espaciais e não como lugar e espaço para ser habitado.
“Uma imagem é uma visão que foi recirada ou reproduzida. É uma aparição, ou um conjunto de aparições, que foi destacada do espaço e tempo em que fez sua primeira aparição e então preservada - por alguns instantes ou séculos. Toda imagem incorpora um modo de ver.” John Berger / 1972 / Ways of seeing
Ferramentas digitais possibilitaram aos arquitetos manipular a informação. Elas permitem que os arquitetos intervenham na informação existente e a remodelem de diferentes modos de acordo com seus ideais ou opiniões sobre a arquitetura.
A representação se torna o projeto em si, um manifesto gráfico daquilo que o autor quer realizar, uma visão crítica de uma intervenção em um contexto particular.
Nesse sentido, a colagem se tornou uma ferramenta ativa para facilitar a reprodução de atmosferas de várias camadas; uma técnica que consiste na montagem e sobreposição de diferentes formas para criar um palco complexo para uma ideia arquitetônica.
Uma colagem envolve todos os sentidos na busca pela experiência do espaço. Os significados e associações táticas entre fragmentos de imagem possibilitam a compreensão de todas as histórias por trás daquele espaços, transgredindo a natureza ocular e alcançando um processo intuitivo para compartilhar a atmosfera de um projeto.
A seguir, apresentamos doze escritórios de arquitetura que criam atmosferas através de colagens complexas que recriam o ambiente social, cultural e político para seus projetos.
Um grupo de pesquisadores do KTH Royal Institute of Technology de Estocolmo, desenvolveu recentemente o Optically Transparent Wood (TW), um novo material que impactará significantemente o tipo de madeira com o qual pensamos nossos projetos de arquitetura. Publicado na revista da American Chemical Society -Biomacromolecules-, trata-se de um processo que elimina quimicamente a Lignina da madeira, transformando sua coloração natural numa tonalidade branca. O substrato poroso resultante é impregnado com um polímero transparente, igualando as propriedades ópticas de ambos.
A Casa Coberta é a segunda habitação social desenvolvida com a metodologia do projeto de Arquitetura Social da equipe do Comunidad Vivex, cujo principal objetivo é trazer a arquitetura e processos de planejamento, concepção, desenvolvimento e execução às famílias mexicanas com poucos recursos e de comunidades marginalizadas, além de fornecer infraestruturas básicas para as instituições de apoio.
Saiba mais sobre a metodologia comunitária e participativa a Comunidade Vivex desenvolveu no México, abaixo.