Pastilhas, cerâmicas, porcelanatos, azulejos: ao nos referirmos aos revestimentos, muitas são as possibilidades que podemos escolher para dar acabamento, e identidade, aos nossos projetos. Porém, quando nos deparamos com a variedade que existe no mercado fica difícil decidir entre todas as opções. Neste texto iremos explorar a diferença entre os revestimentos frios e dar dicas de como escolher o que melhor se encaixa em seu projeto.
O projeto Paisagens Sensoriais faz parte da Biennale do Giardino Mediterrâneo e está localizado no Parque Botânico Radicepura, na ilha da Sicília, Itália. Entre o vulcão Etna e o Mar Jônico, Ivan Juarez propõe este laboratório de pesquisa e iniciativa educacional que se concentra em sentir a paisagem através da conceituação e descoberta de métodos inovadores. A ideia está centrada na compreensão do meio ambiente através da experiência dos sentidos, razão pela qual ele decidiu homenagear a paisagem criando um jardim caminhável, didático e sensorial que inclui uma coleção de plantas representantes da cultura mediterrânea.
Os carros ainda são um dos principais meios de locomoção e seguem como um dos vilões da crise climática, pois a grande maioria deles consome combustíveis fósseis e geram poluentes, principalmente o gás carbônico - que intensifica o efeito estufa e, por consequência, o aquecimento global. Sendo assim, no dia 22 de setembro se celebra internacionalmente o Dia Mundial sem Carro, como incentivo para que as pessoas passem um dia sem utilizar seu automóvel e possam refletir sobre o uso excessivo dele. Para trazer novas ideias a esta reflexão, apresentamos hoje o trabalho do arquiteto letão Oto Ozols, que imagina as cidades projetadas para as pessoas e não para os automóveis, através de vídeos que demonstram como o espaço público pode ser aprimorado a partir desta perspectiva.
https://www.archdaily.com.br/br/968930/dia-mundial-sem-carro-como-seria-uma-cidade-que-nao-prioriza-eleEquipe ArchDaily Brasil
O trabalho do Bjarke Ingels Group para o bairro CityLife de Milão foi oficialmente iniciado. O prédio de escritórios de última geração marca a conclusão da área CityLife na cidade italiana, um projeto de regeneração urbana para fornecer um ambiente habitável caracterizado pela sustentabilidade, melhoria da qualidade de vida e serviços com tudo incluído. A estrutura pretende “ser um novo paradigma para os escritórios do futuro, fruto de uma nova ideia de local de trabalho baseada em soluções inovadoras que colocam a qualidade de vida no centro e redefinem o conceito de sustentabilidade”.
O pequeno vilarejo de Vals, nos Alpes suíços, se encontra em uma das regiões mais pitorescas do país e está localizada a uma altitude de 1.250 metros acima do nível do mar. Além de sua incomparável e exuberante paisagem natural, Vals conta com alguns dos projetos de arquitetura mais excepcionais já construídos na Suíça. Além disso, no coração da vila encontra-se uma diminuta praça central, a qual é cercada por antigas casas construídas com peculiares telhas de quartzito, preservadas ao longo dos séculos – algo que faz de Vals uma das vilas rurais mais autenticas de toda a região. A água, como o recurso natural mais abundante em todo o vale, nutre uma paisagem exuberante e selvagem. Por milhões de anos, a água do degelo e das chuvas torrenciais foi pouco a pouco forjando a topografia do vale até transformá-lo em uma riquíssima fonte de águas termais – a única no Cantão dos Grisões.
Um dos projetos de arquitetura mais famosos de todo o vale são as Termas de Vals, projetadas por ninguém menos que o arquiteto Peter Zumthor. Toda a estrutura do edifício principal foi construída com quartzito local, uma pedra que combina perfeitamente as principais características naturais da região, criando uma experiência singular de tranquilidade e bem-estar. Outra impressionante obra de arquitetura encontrada na região é a Villa Vals, uma casa de final de semana construída inteiramente a partir de materiais locais, belamente integrada à topografia e a paisagem natural do vale.
O arquiteto e engenheiro espanhol Santiago Calatrava está reconstruindo a Igreja Ortodoxa Grega de São Nicolau e o Santuário Nacional do World Trade Center, na cidade de Nova York. A igreja destruída durante os ataques de 11 de setembro, começou seu processo de reconstrução em 2015, e será finalmente concluída em 2022. O projeto da nova estrutura é inspirado por um mosaico da Grande Mesquita de Hagia Sophia (antiga Igreja de Hagia Sophia), em Istambul. A edificação é um dos modelos fundamentais na definição da arquitetura original da Igreja Ortodoxa Grega de São Nicolau.
Se seu objetivo é criar uma floresta dentro de casa, muito provavelmente já se deparou com o problema de não saber onde colocar aquela planta que você acabou de comprar.
As dicas a seguir mostram um jeito de organizar seus vasos para que a falta de espaço não seja mais uma questão.
Um espaço é muito mais do que apenas sua imagem. Suas texturas, cheiro e som podem influenciar diretamente na experiência do usuário. É neste sentido que pensar uma arquitetura sensorial pode ser fundamental para que a interação existente entre as pessoas e o ambiente construído seja ainda mais profunda.
https://www.archdaily.com.br/br/967851/espacos-sensoriais-quando-a-arquitetura-envolve-todos-os-sentidosEquipe ArchDaily Brasil
Historicamente, a estética e a funcionalidade representam dois dos principais valores relacionadas à arquitetura e ao planejamento urbano—e isso não é diferente quando lidamos com projetos de habitações sociais e acessíveis. Embora os princípios de beleza e utilidade, com a adição do conceito de firmeza, tenham sido utilizados para definir à arquitetura desde Vitrúvio, por outro lado, ao analisarmos a paisagem construída através destas três lentes apenas, acabamos deixando de contemplar uma série de outros importantes aspectos que caracterizam estas duas disciplinas. Frutos desta nossa inaptidão em perceber os diferentes valores que a arquitetura engendra são o preconceito em relação as qualidades (ou da suposta falta delas) estéticas em projetos de habitação social e habitações acessíveis, a estereotipação dos aspectos socioeconômicos que as fazem necessárias e o discurso discriminatório associado as pessoas que se beneficiam destas políticas habitacionais.
A deficiência e a variedade de corpos e pessoas deve ser um assunto estimulante para os arquitetos: trata-se da experiência vivida, da resolução de problemas e do design de um ambiente melhor construído.
Embora o tópico envolva a teoria crítica e as aspirações para a vida coletiva, muitas vezes é visto como um campo que requer o cumprimento de requisitos, ou pior, um assunto delicado repleto de termos desatualizados e hábitos de pensamento antiquados. As rotinas típicas de design nem sempre levam em consideração a variedade de corpos humanos.
Empenhado em criar ambientes para as mais distintas atividades humanas, Armando de Holanda, atuou como arquiteto no Nordeste e, inquieto com as tradições construtivas europeias que se mantinham e se demonstravam inadequadas para a região, criou um conjunto de estratégias que permitem projetar e construir com vista no desempenho da edificação que prioriza o ambiente tropical: a presença da natureza, luz e clima.
https://www.archdaily.com.br/br/967782/roteiro-para-construir-no-nordesteEquipe ArchDaily Brasil
Todas as vezes que publicamos um artigo sobre o Hempcrete, ou Concreto de cânhamo, recebemos muitos comentários nas redes sociais, sempre com algum nível de ironia, de o que ocorreria se tudo pegasse fogo? De fato, essa é uma dúvida legítima, já que ainda há muita confusão sobre as diferenças entre a maconha e o cânhamo, ambas provindas da mesma espécie de planta (Cannabis Sativa). Mas enquanto a maconha apresenta efeitos psicoativos por conta do tetra-hidrocanabinol (THC), presente principalmente nas flores da planta, os materiais de construção à base de cânhamo são produzidos a partir do caule da planta moído, contendo doses ínfimas de THC. Portanto, respondendo rapidamente à pergunta do título: não, o edifício não se tornará um imenso baseado no caso de um incêndio. Inclusive, alguns testes têm mostrado que estes materiais apresentam ótimo desempenho ao fogo, dissipando as chamas, mantendo a integridade estrutural e não emitindo fumaça tóxica.
Nenhum edifício está isolado. Envolvendo redes ambientais e culturais, a arquitetura é uma arte inerentemente fundamentada. Assim, limites e restrições impulsionam o processo de projeto, gerando soluções que celebram o mundo como o encontramos. Incorporando essa dinâmica, os projetos de renovação e reutilização adaptativa abrangem problemas desafiadores e condições existentes. Isso é especialmente verdadeiro quando se trabalha com edifícios industriais, locais onde maquinários, manufatura e energia são combinados.
Desde o dia 30 de agosto deste ano, passou a vigorar em Paris, capital da França, um novo limite de velocidade para automóveis de 30 quilômetros por hora. Tornar as ruas mais seguras, silenciosas e menos poluídas são alguns dos objetivos da medida. Pode parecer lento demais para muitos, mas a iniciativa vem sendo pavimentada pouco a pouco. O limite de 30 km/h já se aplicava a cerca de 60% da área de Paris e agora se estende cobrindo quase toda a cidade. Além disso, há alguns anos, Paris vem implementando ações para restringir o uso do carro em algumas vias. Ao mesmo tempo tem aumentado as zonas restritas a pedestres.
"Bem-vindo a este estranho livro. Com todos os desenhos, ele pode parecer um manual, mas não é. O livro é tanto sobre juntas quanto sobre peças. Acima de tudo, busca a ordem que é inerente às coisas". Estas palavras fazem parte da introdução ao livro de Koen Mulder - The Thrilling Surface: The Brick Bond as a Composers Tool. Disponível em alemão, o livro de 160 páginas rigorosamente ilustradas apresenta um universo de possíveis variações de padrões que podem ser criados quando se começa a projetar.
Por esta razão, entrevistamos Koen para descobrir o que o inspirou a discutir este assunto, para entender como ele conseguiu reunir todas as informações e para visualizar o impacto que este tipo de estudo pode ter na arquitetura.
Apesar da pandemia de Covid-19 ter adiado a COP26 até novembro de 2021, os negociadores da ONU ainda estavam trabalhando duro ainda em 2020. Depois de uma série de eventos virtuais em junho do ano passado, mais de três mil delegados de países concluíram os Diálogos sobre o Clima, um conjunto de 80 encontros virtuais em que os países revelaram, revisaram e discutiram questões pendentes nas negociações internacionais sobre o clima.
Desde o início, os países concordaram que os diálogos não incluiriam as negociações formais que normalmente ocorrem nas COPs e não levariam a quaisquer decisões oficiais. Em vez disso, os diálogos abordaram eventos que os países haviam determinado previamente que ocorressem em 2020 e outras trocas informais. Os diálogos serviram como uma plataforma para os países e atores não estatais fazerem um balanço do progresso geral da ação climática em 2020 e ofereceram um espaço informal para que os negociadores compreendessem melhor questões pendentes em sua preparação para retomar as negociações em 2021.
Quando David Chipperfield foi questionado sobre o que os visitantes deveriam esperar quando as obras de reforma da Neue Nationalgalerie de Mies van der Rohe em Berlim fossem concluídas, ele disse categoricamente: “Imagine uma Mercedes 1965. É um modelo bonito, sem dúvida, mas que estava caindo aos pedaços devido ao uso incessante e contínuo. Esta obra foi como levar um carro velho no mecânico para que cada uma das peças pudessem ser desmontadas, reparadas e engraxadas e então devolvidas ao seu respectivo lugar de origem para que quando fossemos ligar o motor, ele rodasse como se fosse novo”. Devido aos protocolos de saúde pública impostos como medidas de controle em tempos de pandemia, a cerimonia de reinauguração foi assistida por um número bastante limitado de jornalistas e visitantes, os quais tiveram a oportunidade de caminhar ao lado de Chipperfield sob a novíssima cobertura de aço da Neue Nationalgalerie de Mies. Uma das poucas felizardas a estar presente naquela ocasião, a editora e fotógrafa Gili Merin teve a oportunidade de fotografar o projeto durante o evento que antecedeu a inauguração do pavilhão e entrevistar o arquiteto responsável por trazer esta bela máquina de volta à vida.
Jingdezhen Imperial Kiln Museum / Studio Zhu-Pei. Image Courtesy of Studio Zhu-Pei
Ao longo dos últimos anos testemunhamos um interesse crescente por técnicas tradicionais e processos artesanais de construção, assim como no papel cada vez mais significativo dos materiais locais na arquitetura contemporânea. Conscientes do impacto ambiental e também econômico da industria da construção civil no mundo hoje, arquitetos e urbanistas estão mudando o rumo de nossa disciplina ao adotar novas estratégias e abordagens em seus projetos e processos com o principal objetivo de “atender às demandas da nossa sociedade sem, no entanto, comprometer ou esgotar os recursos naturais que atualmente encontram-se à nossa disposição”.
Pesquisadores apontam os Jardins Suspensos da Babilônia como os primeiros exemplos de telhados verdes. Ainda que não exista comprovação de sua localização exata e pouquíssima literatura sobre a estrutura, a teoria mais aceita é que o rei Nabucodonosor II construiu uma série de terraços elevados, ascendentes e com espécies variadas como presente à esposa, que sentia falta das florestas e montanhas da Pérsia, sua terra local. Segundo Wolf Schneider [1] os jardins eram sustentados por abóbadas de tijolos, e sob eles, existiam salões sombreados e refrigerados pela irrigação artificial dos jardins, com uma temperatura muito mais amena que o exterior, na planície da Mesopotâmia (atual Iraque). Desde então, exemplos de coberturas verdes apareceram por todo mundo, de Roma à Escandinávia, nos mais diversos climas e tipos.
Ainda assim, a solução de inserir plantas na cobertura ainda é vista com desconfiança por muitos, como uma solução custosa e difícil de manter. Outros, no entanto, defendem que os custos elevados de implantação são amortizados rapidamente com economias na climatização e que, principalmente, ocupar a quinta fachada da edificação com vegetação é uma saída, antes de tudo, racional. De toda a forma, fica a dúvida de como os telhados verdes podem realmente ajudar nas mudanças climáticas.
Quem gosta de plantar e cultivar alimentos ou outros tipos de planta, sabe que uma estufa pode ser muito importante em diversas situações. Seja para proteger as plantas do frio, para abrigar espécies específicas que são mais sensíveis ao vento ou ainda para o desenvolvimento de brotos e mudas que depois serão replantados em outros lugares.
Ter a sua própria estufa requer espaço. Existem muitas opções de estufas “prontas” e também é possível contratar profissionais especializados para a construção do seu espaço de cultivo. Mas também é possível usar a criatividade e um pouco de tempo e disposição para construir a sua própria estufa.
O grande interesse da mãe por arquitetura, a infância em São Paulo, as aulas na FAU-USP, a proximidade de Ernest Mange, os primeiros projetos, a experiência como professor, a construção do próprio repertório. Neste episódio do Betoneira Podcast, o arquiteto Marcos Acayaba relembra momentos fundamentais de sua formação e sua carreira, como a residência Milan (1972-1975).
A Foster + Partners acaba de apresentar novas vizualizações do seu projeto para o plano diretor de La Fabrica, em pleno coração de Santiago, Chile. Concebido para revitalizar a estrutura da antiga fábrica e o seu contexto imediato, o plano diretor pretende desencadear um amplo processo de transformação da região central da capital chilena, promovendo uma maior diversidade de usos e programas assim como novas iniciativas de regeneração urbana e reuso adaptativo. Como o primeiro projeto do escritório no Chile, além do plano diretor para a área e a reforma propriamente dita do edifício existente da fábrica, a Foster + Partners será responsável ainda pelo projeto de um amplo complexo residencial nas proximidades do local, o qual deverá ser construído a partir de estruturas de madeira laminada colada de origem certificada.
Talvez o mais elementar dos materiais de construção, o termo “tijolo” é utilizado muitas vezes como sinônimo do bloco cerâmico, mas ele não se limita apenas a isso. Usar tijolos em sua construção significa optar por projetos que podem ser modulares, otimizados, e principalmente, versáteis. Este artigo explora o que são e quais as finalidades dos diferentes tipos de tijolos mais usuais na construção civil.
A vida para quem anda a pé não é fácil na periferia da cidade de São Paulo – principalmente em bairros como Brasilândia, Guaianases, Cidade Tiradentes e Sapopemba, onde o percentual de calçadas estreitas (com largura abaixo de dois metros) é maior do que a média da capital. Já regiões como Mooca, Lapa, Pinheiros, Vila Mariana e Sé se destacam positivamente. Nesses bairros o percentual de calçadas com mais de três metros de largura está acima da média da cidade. Especialistas consideram que dois metros é a largura mínima para garantir o deslocamento seguro dos pedestres.